Acre
TCE considera irregular prestação de contas de Everaldo Gomes na prefeitura de Brasileia
Por Wanglézio Braga
O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) votou por considerar irregular a prestação de contas da gestão do ex-prefeito de Brasiléia, Everaldo Gomes e de João Figueiredo, referente ao exercício de 2016. O parecer dos conselheiros, por meio da Tomada de Contas N° 123.904, que aponta diversas irregularidades às normas constitucionais, foi publicado na edição de hoje (07) do Diário Eletrônico de Contas.
Entre as principais infringências citadas, a “abertura de créditos adicionais suplementares sem a existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa”, o “valor da despesa empenhada no Balanço Orçamentário diverge do Demonstrativo da Despesa por Classificação Econômica e do Balanço Financeiro” bem como “ausência de lançamento, fiscalização e cobrança dos valores referentes ao IPTU do Município”.
No parecer do relator conselheiro Antônio Messias, foi citado ainda que a gestão “não cumpriu o gasto mínimo de 25% com a Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE)” e ainda não “cumprimento do limite máximo de 54% da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal do Poder Executivo do Município (54,91%)”.
“Considerando os autos, resolve emitir Parecer Prévio considerando irregulares as Contas de Governo da Prefeitura Municipal de Brasiléia, referente ao exercício de 2016, de responsabilidade dos Senhores Prefeitos Everaldo Gomes Pereira da Silva (período de 01/01/2016 a 15/07/2016) e Jorge Eduardo Figueiredo (período de 16/07/2016 a 31/12/2016), em virtude das falhas e irregularidades acima enumeradas”, diz o parecer.
Uma cópia do parecer prévio vai ser encaminhada para a Câmara de Vereadores do Município para a ciência dos pares. Dos citados, cabe recorrer do parecer. A reportagem não conseguiu contato com os citados, mas deixa o espaço aberto.
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Acre
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Acre
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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.


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