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Suíça decreta 5 dias de luto após fogo e mortes em estação de esqui

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CRANS-MONTANA, SWITZERLAND – JANUARY 01: A flower with a note is laid after a fire broke out overnight at Le Constellation bar on January 01, 2026 in Crans-Montana, Switzerland. According to authorities, the fire began around 1:30 AM local time, with reports that 47 people are believed to have died and over a hundred more seriously injured. (Photo by Harold Cunningham/Getty Images)

O presidente suíço, Guy Parmelin, descreveu o incidente como um dos mais traumáticos da história do país. “Foi um drama de proporções desconhecidas”, afirmou, ao prestar homenagem às muitas “vidas jovens que foram perdidas e interrompidas”.

Dezenas de pessoas comemoravam a chegada de 2026 no bar Le Constellation quando o fogo começou por volta de 1h30 (horário local). A polícia descreveu o ocorrido como um “incidente grave”. A investigação sobre a causa do fogo está em andamento, mas a polícia trata o caso como um acidente e descarta um ato criminoso.

O governo do cantão de Valais disse que ocorreu um flashover no bar, “resultando em uma ou mais explosões”.

Um flashover ocorre quando quase todas as superfícies de um ambiente atingem simultaneamente a temperatura de ignição, fazendo com que o fogo se propague de forma súbita e generalizada. Desta forma, as autoridades esclareceram que as explosões inicialmente relatadas pelos moradores da região não causaram o incêndio, mas foram uma consequência dele.

Segundo a polícia, a primeira chamada de emergência ocorreu imediatamente após o início do incêndio. Foram mobilizados 43 ambulâncias, 13 helicópteros e 150 paramédicos. Equipes de países vizinhos também participaram do resgate. A área foi completamente isolada.

O bar, de acordo com informações do próprio estabelecimento, tem capacidade para cerca de 300 pessoas. No entanto, não se sabe quantas pessoas se encontravam no interior no momento do incêndio.

Na noite desta quinta-feira, centenas de pessoas se reuniram em silêncio próximo ao local da tragédia para prestar suas homenagens às vítimas, depositando flores e acendendo velas.

Destino de luxo altamente frequentado

Crans-Montana é um sofisticado destino turístico, frequentado por celebridades. Durante as festas de fim de ano, o local costuma estar lotado.

A cidade tem apenas 10.000 habitantes e conta com 2.600 leitos de hospedagem, além de centenas de apartamentos de férias. Com cerca de um milhão de pernoites por ano, aproximadamente 20% dos visitantes vêm do exterior, segundo a autoridade local de turismo, especialmente italianos e franceses.

Por essa razão, é provável que haja u grande número de estrangeiros entre os mortos e feridos.

O embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, disse à emissora estatal RAI que treze cidadãos italianos estavam entre os feridos e outros seis estão desaparecidos.

O Ministério do Exterior da França disse que oito franceses estão desaparecidos e outros nove estão entre os feridos.

O resort fica a cerca de 1.500 metros acima do nível do mar e oferece uma grande área para esqui. Também recebe regularmente grandes eventos esportivos, incluindo as provas da Copa do Mundo de Esqui, realizadas no final de janeiro.

Identificação das vítimas deve levar dias ou semanas

Segundo as autoridades, o hospital regional atingiu a capacidade máxima devido ao grande número de feridos. O Hospital Universitário de Lausanne, especializado em vítimas de queimaduras, já internou 22 pessoas.

Mais de uma dezena de feridos foram levados ao Hospital Universitário de Zurique. Outros foram transferidos de avião para Genebra e distribuídos entre outros hospitais da Suíça. Um foi levado de avião para Stuttgart, na Alemanha.

Nesta sexta-feira, os investigadores iniciaram o processo de identificação dos mortos. A primeira vítima foi identificada como Emanuele Galeppini, um jovem golfista italiano. Embora diversos veículos de imprensa tenham divulgado a notícia, as autoridades ainda não confirmaram os nomes das vítimas.

A polícia suíça alertou que pode levar dias ou até semanas para identificar todas as vítimas, deixando familiares e amigos em uma espera angustiante.

Vela seria causa?

As autoridades se recusaram a especular sobre a causa da tragédia, afirmando apenas que não se tratou de um ataque.

Duas mulheres contaram à emissora francesa BFMTV que estavam dentro do estabelecimento quando viram um barman carregando uma funcionária nos ombros. Ela segurava uma vela de faíscas acesa sobre uma garrafa, que teria incendiado o teto.

As chamas se alastraram rapidamente e causaram o desabamento do teto, disseram elas. A procuradora-chefe do cantão, Beatrice Pilloud, afirmou que não poderia comentar as informações de que velas acesas teriam causado o incêndio.

Proibição de fogos

Autoridades de Crans-Montana haviam cancelado e proibido os fogos anteriormente previstos para o réveillon devido a uma situação de seca.

Nesta época do ano, a região costuma estar coberta por uma manta de neve, que desta vez não se formou devido à ausência de precipitações e às altas temperaturas para o inverno europeu.

Leia mais reportagens como essa no DW, parceiro do Metrópoles.

Fonte: Conteúdo republicado de METROPOLES - INTERNACIONAL

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TJAC mantém decisão que obriga Estado a fornecer suplemento a idosa vulnerável

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A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por maioria, manter decisão que determina a obrigação do ente público estadual de fornecer suplemento nutricional a uma paciente idosa em situação de vulnerabilidade social. A medida foi mantida em caráter de tutela de urgência.

O caso envolve uma paciente idosa hipossuficiente, submetida à gastrectomia parcial em razão de câncer gástrico, que teve o fornecimento do suplemento nutricional suspenso. Diante da negativa administrativa, foi concedida tutela de urgência em primeiro grau, determinando o fornecimento imediato do suplemento no prazo máximo e improrrogável de cinco dias úteis, devendo ser mantido de forma contínua enquanto perdurar a necessidade clínica, sob pena de multa.

No recurso, o ente contestou a decisão, argumentando que a repartição administrativa do SUS afasta sua legitimidade para figurar no polo passivo da demanda. Também sustentou a necessidade de condicionar o fornecimento à apresentação de prescrição médica atualizada e questionou a imposição de multa diária (astreintes), alegando a inadequação da medida contra a Fazenda Pública.

Ao analisar o caso, o colegiado reafirmou o entendimento de que os entes federativos possuem responsabilidade solidária na prestação de serviços de saúde, conforme tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator destacou que a divisão administrativa do SUS não impede que qualquer ente seja acionado judicialmente para garantir o direito fundamental à saúde, especialmente quando comprovada a necessidade do tratamento. No caso concreto, a necessidade do suplemento nutricional foi devidamente demonstrada por documentação médica.

O relator, desembargador Elcio Mendes, concluiu que estão presentes os requisitos para a concessão da tutela de urgência, não havendo ilegalidade na decisão que determinou o fornecimento do suplemento. Citou ainda precedentes do STF sobre o fornecimento de medicamentos e insumos fora das listas do SUS, ressaltando a importância de critérios técnicos e evidências científicas.

Processo nº 1002604-39.2025.8.01.0000

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Acre tem uma das maiores taxas de internações por acidente de trânsito do país, aponta ranking

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Estado ocupa 23ª posição nacional, com 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes; apenas quatro estados têm índices piores

O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado ocupa a 23ª posição, com uma taxa de 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes.

O indicador, que passou por atualização metodológica nesta edição, mede a morbidade hospitalar provocada por acidentes de transporte terrestre. A mudança incluiu a padronização da taxa por 10 mil habitantes e a alteração da nomenclatura, agora denominada “Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito” . Os dados têm como base informações do DataSUS e do IBGE.

Comparação nacional

No cenário nacional, o Acre aparece à frente apenas de :

Posição Estado Taxa (por 10 mil hab.)
27º Tocantins 21,2
26º Acre 21,2
25º Piauí 21,6
24º Mato Grosso do Sul 22,9
23º Espírito Santo 30,5

Fonte: Ranking de Competitividade dos Estados 2025 (CLP)

Cenário na região Norte

Na região Norte, o desempenho do estado também preocupa. Enquanto o Amazonas lidera o país com apenas 4,1 internações por 10 mil habitantes, Rondônia (13) e Pará (20,4) apresentam índices inferiores ao acreano.

O ranking completo mostra que os estados com melhores índices são Amazonas (4,1), Acre? (dados em análise) e Ceará (9,5). Na outra ponta, Espírito Santo (30,5), Mato Grosso do Sul (22,9) e Piauí (21,6) lideram as maiores taxas de internações.

O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Foto: captada 

Alertas e soluções

Os dados acendem um alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança viária e à redução de acidentes no Acre, especialmente considerando que o estado já enfrenta desafios estruturais em sua malha rodoviária, como a precariedade da BR-364, principal via de ligação entre Rio Branco e o interior.

Especialistas apontam que investimentos em infraestrutura, fiscalização e campanhas educativas são fundamentais para reduzir os índices de hospitalizações por acidentes de trânsito, que impactam diretamente o sistema de saúde e a economia do estado.

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Acre registra mais de 640 casos de tuberculose e 15 mortes em 2025; taxa de cura supera 80%

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O Acre registrou 641 casos de tuberculose em 2025, segundo dados repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), a pedido do portal A GAZETA, nesta terça-feira, 24, data em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

De acordo com o levantamento, a maioria dos pacientes evoluiu para cura, com 320 casos, o que representa 83% do total. Ainda assim, foram registrados 40 casos de abandono do tratamento (10,3%) e 15 óbitos (3,9%).

A forma mais comum da doença no estado é a tuberculose pulmonar. Em comparação com 2024, houve leve redução no número total de casos, que passou de 661 para 641 em 2025.

Os dados também apontam que o Acre foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como referência no controle da tuberculose, com 68,2% dos municípios atingindo a meta de cura de casos novos com confirmação laboratorial.

Campanha e mobilização

Neste ano, a campanha segue o tema internacional “Sim! Podemos acabar com a tuberculose”, reforçando a possibilidade de eliminação da doença por meio de ações coordenadas e investimento em saúde.

Durante a Semana Estadual de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose, que ocorre de 23 a 27 de março, estão sendo realizadas ações em unidades de saúde da capital e do interior, como busca ativa de pacientes com sintomas, palestras, distribuição de materiais informativos e atividades de conscientização.

Entre as ações previstas está uma mobilização em Rio Branco, com passeata e atividades educativas para orientar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.

Sintomas e tratamento

A Sesacre orienta que pessoas com tosse por três semanas ou mais procurem uma unidade de saúde. Outros sintomas incluem febre no período da tarde, suor noturno e perda de peso.

O diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento dura no mínimo seis meses e não deve ser interrompido.

Segundo a secretaria, após cerca de 15 dias de tratamento, o risco de transmissão da doença diminui significativamente.

Investimentos e estratégias

Para 2026, o estado conta com cerca de R$ 640 mil em recursos federais destinados ao enfrentamento da tuberculose. O valor será aplicado na ampliação do diagnóstico e no fortalecimento das equipes de vigilância em saúde nos 22 municípios.

Entre as estratégias adotadas estão a realização de testes rápidos, a busca ativa de casos, o acompanhamento dos pacientes e o incentivo à adesão ao tratamento, considerado um dos principais desafios no controle da doença.

A Sesacre destaca que a eliminação da tuberculose depende do diagnóstico precoce, da continuidade do tratamento e da ampliação das ações de prevenção e conscientização.

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