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Acre

Sinpol recusa proposta do governo e policiais prometem continuar lutando por melhorias

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Da redação, com Contilnet

Mesmo depois do “Marco Zero”, manifesto realizado pelos agentes de Polícia Civil no dia 08 de janeiro, as reivindicações da categoria ainda não foram atendidas. Em virtude disto, nesta quarta-feira (22), a categoria voltou às ruas para a realização de uma Assembleia Deliberativa e apresentar as propostas feitas pelo governo.

O ato aconteceu na Praça Eurico Gaspar Dutra, em frente a Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC) e contou com a presença de inúmeros de agentes de polícia. Revoltada, a categoria promete continuar protestando a favor de seus direitos.

Centenas de policiais civis se reuniram em frente à Aleac pra protestar por melhorias para a categoria/Foto: Selmo Melo

Centenas de policiais civis se reuniram em frente à Aleac pra protestar por melhorias para a categoria/Foto: Selmo Melo

Dentre as irregularidades apontadas pela categoria, estão: pouca quantidade de agentes, condições de trabalho abaixo do que a lei regulamenta e regularização do banco de horas – para possibilitar o descanso do policial que realiza plantão -, dentre outros.

No ato, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Acre (Sinpol-AC), Itamir Alisson, apresentou as propostas do governo. O que ninguém esperava é que o governo disse ‘não’ para quase tudo: Itamir afirma que o governo acenou para 2015 os seguintes pontos: gratificação e produtividade para Perito Papiloscopista -profissional especializado em trabalhar com a identificação humana, geralmente através das cristas de fricção da pele -, Valores propostos no que diz respeito ao risco de vida do pessoal de apoio, Equiparação de atividade policial e reenquadramento.

Presidente do Sinpol, Itamar Alisson

Presidente do Sinpol, Itamar Alisson

Já a regulamentação do nível superior – os concursos recentes para agentes de polícia civil requeriam apenas nível médio – e da aposentadoria especial o governo acenou para depois do período eleitoral. Sobre isto, Itamir afirma que, em reunião, o governador Tião Viana fez pouco caso.

“O governador afirmou que tiraria a obrigatoriedade de nível superior e dissemos que não concordamos. Perguntei a ele: Nobre governador, é um diálogo ou um monólogo? Tentei alertar sobre o que diz o Conselho Nacional de Justiça e Secretaria Nacional de Segurança Pública, mas ele disse que o governador do Acre é ele”.

O presidente do sindicato deliberou a decisão da categoria e foi unânime na decisão: a categoria “vai para o pau”, como afirma Itamir.

“Continuaremos lutando pelos nossos direitos, pois nossas reivindicações são mais que justas. Continuaremos lutando até que o governo do Acre decida apresentar propostas plausíveis para a categoria”.

Sobre a acusação de pessoas do governo, no que diz respeito a ‘picuinhas’ dentro da categoria, Itamir nega quaisquer brigas. Já sobre o fato de o presidente agir com a emoção, ao invés da razão, Itamir é categórico: continuará assim.

“A paixão que eu tenho é por esses servidores aqui, que enfrentam a vida e aos perigos da profissão todos os dias por amor ao que fazem. Eu sou por eles”.

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Acre

Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco

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Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

O nível do Rio Acre apresentou elevação significativa ao longo deste domingo (11) e chegou a 10,89 metros em Rio Branco, conforme medição realizada às 15h e divulgada pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com o boletim, às 5h34 o manancial marcava 10,44 metros. Ao longo do dia, o nível subiu gradualmente, alcançando 10,60 metros às 9h, 10,75 metros ao meio-dia e 10,89 metros no período da tarde, totalizando um aumento de 45 centímetros em pouco mais de nove horas.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 35,60 milímetros de chuva na capital, volume que contribuiu diretamente para a elevação do rio. Apesar da subida, o Rio Acre permanece abaixo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. A cota de transbordo é de 14 metros.

O boletim é assinado pelo coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.

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Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira

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Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364

Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.

Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.

Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.

O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.

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Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB

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Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada 

O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.

Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.

Contexto da articulação:
  • Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);

  • O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;

  • A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.

Outros nomes femininos em evidência:

Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:

  • Socorro Neri

  • Antônia Lúcia

  • Fernanda Hassem

  • Márcia Bittar

  • Vanda Milani

  • Perpétua Almeida

  • Shirley Torres

  • Charlene Lima
Análise política:

A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.

As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.

A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.

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