Acre
Sindmed rebate Sesacre e apresenta provas dos problemas na Saúde
Presidente do Sindmed apresenta irregularidades aos órgãos fiscalizadores.
Freud Antunes
O presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), José Ribamar Costa, protocolou na manhã desta quarta-feira (16) no Ministério Público do Trabalho (MPT), no Ministério Público Estadual (MPE) e no Tribunal de Contas da União (TCU) denúncias contra as péssimas condições de trabalho, pela falta de estrutura dos hospitais e pela falta de concurso público.
Para o sindicalista, a falta de investimento na saúde e a manutenção de contratos precários para médicos resultam em prejuízo à população.

Ribamar protocolou na manhã desta quarta-feira (16) no Ministério Público do Trabalho (MPT), no Ministério Público Estadual (MPE) e no Tribunal de Contas da União (TCU) denúncias/Foto: Assessoria
“Na semana passada, os jornais mostraram o desespero de uma senhora que há anos tenta marcar um exame e uma cirurgia, mas até hoje não foi atendida. Isso não pode ocorrer, por isso fizemos uma reclamação no TCU para saber onde está sendo investido o dinheiro do SUS”, protestou o sindicalista.
O representante do Sindmed ainda entregou a todos os órgãos de fiscalização fotografias que mostra a realidade das condições das unidades de saúde. Ele ainda criticou a condição imposta ao médico, afirmando que os profissionais estão sendo tratados como escravos.
“Tiramos cerca de 600 fotografias mostrando os problemas dos hospitais e também apresentando os locais disponibilizados para repouso dos profissionais de plantão, mostrando que eles estão sendo tratados como escravos, em espaços parecidos com uma senzala, sem a mínima privacidade entre homens e mulheres”, afirmou Ribamar Costa.
O sindicalista ainda aproveitou para responder a nota emitida pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), apresentando as provas das irregularidades no serviço de saúde.
“A Sesacre fez uma nota dizendo que o Sindmed está mentindo, por isso estamos apresentando as provas aos órgãos de fiscalização. A própria imprensa demonstra que pacientes sofrem com a falta de medicamentos e com a demora nas cirurgias”, detalhou.
Para Ribamar Costa, a solução para os problemas é a realização do concurso público que foi prometido pelo governo, mas o acordo trabalhista está sendo descumprido.
“Estamos em um momento de democracia, de direitos, e, por isso devemos reclamar. Os profissionais estão trabalhando com equipamentos enferrujados. O governo também está mantendo o contrato de prestação de serviço, o que não garante direito a férias e a aposentadoria do médico. Queremos a contratação efetiva, a estabilidade, oferecendo um bom atendimento para a população”, justificou.
O sindicalista informou ainda que a falta de concurso público está gerando uma fuga de profissionais que estão preferindo trabalhar em outros Estados.
“Todos os anos formamos especialistas e médicos, mas 50% vão embora por falta de oportunidades de trabalho, então a culpa é do nosso governante”, finalizou o presidente do Sindmed.
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Acre
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Acre
Acre fica fora do ranking dos 100 melhores hospitais públicos do SUS no Brasil
Levantamento nacional aponta desigualdade regional na saúde; apenas Pará e Amazonas representam a Região Norte na lista

Um levantamento nacional divulgado nesta semana revelou que o Acre está entre os sete estados brasileiros que não possuem hospitais classificados entre os 100 melhores do País no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Além do Acre, também ficaram fora do ranking Amapá, Rondônia e Roraima, na Região Norte, além de Alagoas, Mato Grosso e Paraíba, evidenciando a desigualdade regional na distribuição de unidades hospitalares de referência.
O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A avaliação considerou hospitais federais, estaduais e municipais com gestão integral pelo SUS, com dados coletados entre agosto de 2024 e julho de 2025.
De acordo com o ranking, São Paulo lidera a lista nacional, concentrando 30% dos hospitais selecionados. Em seguida aparecem Goiás, com dez unidades, Pará e Santa Catarina, com sete cada, além de Pernambuco e Rio de Janeiro, com seis hospitais cada.
Na Região Norte, apenas os estados do Pará e do Amazonas conseguiram inserir unidades entre as 100 melhores, com sete e três hospitais, respectivamente. Os demais estados da região, incluindo o Acre, ficaram de fora da seleção. Ao todo, os hospitais avaliados estão distribuídos em 19 estados e no Distrito Federal, com forte concentração nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo o Ibross, os critérios utilizados na avaliação incluíram acreditação hospitalar, indicadores de mortalidade, taxa de ocupação, número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e tempo médio de internação. A lista integra a primeira edição do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, que ainda irá selecionar os dez melhores hospitais públicos do País, com divulgação prevista para o mês de maio.
Ao comentar o resultado, o secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que o levantamento reflete um problema histórico enfrentado pelo País, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. Segundo ele, a ausência de hospitais acreanos no ranking revela uma desigualdade estrutural acumulada ao longo de décadas. Ainda assim, destacou que o governo estadual tem adotado medidas para mudar esse cenário.
“O Acre tem desafios importantes, mas estamos trabalhando para fortalecer a rede pública de saúde, com investimentos, modernização das unidades, regionalização dos serviços e melhoria contínua da assistência. Nosso objetivo é garantir que a população do interior tenha acesso ao mesmo padrão de cuidado oferecido nos grandes centros”, afirmou o secretário.
Com informações de AC24horas
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Acre
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Foto: Sérgio Vale

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