Acre
Sexto veículo registrado em cratera na Br-364 próximo a comunidade do Boto, DNIT diz que obras só iniciam em 2025
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela estrada, reconheceu que a situação do trecho tem causado muitos problemas e que a sinalização atual é inadequada

Quinto acidente é registrado em trecho que apresenta erosão na BR-364. Foto: cedida
Um novo acidente aconteceu na BR-364, entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, na região do Taquari, comunidade do Boto, que deixou mais um carro totalmente destruído na tarde de segunda-feira (11). O condutor tentou desviar de uma moto e capotou o veículo por causa de uma erosão de um lado da pista. Este é o sexto acidente ocorrido no mesmo local por causa das erosões nas laterais da rodovia federal.
Dois irmãos estavam no carro e o motorista ficou ferido. De acordo Alzemar Santos, eles estavam devagar e com cinto de segurança, mas perderam o controle do veículo na pista por causa da brita. O Serviço Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e eles foram encaminhados para a Vila Liberdade e em seguida para Cruzeiro do Sul.

Devido erosão, trecho da BR-364, entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, está só com metade da pista, veículos já despencaram na cratera, sendo duas motos e quatro carros. Foto: cedida
“Olha aqui o que o Dnit está fazendo na estrada da BR, o serviço porco, mal feito. Nós quase que perdia a nossa vida agora, é porque nós viemos bem devagarzinho, mas olha o estado que está o carro, olha aí, olha o jeito que está o motorista, todo ensanguentado. Estou tentando ligar aqui para o Samu e não tem nenhum aqui no Liberdade. Olha o estado que está o carro”, desabafou Alzemar, mostrando o irmão ferido.

De acordo Alzemar Santos, eles estavam devagar e com cinto de segurança, mas perderam o controle do veículo na pista por causa da brita. Foto: cedida
“Tem um trecho que o DNIT está arrumando, fizeram um aterro, acho que dá uns 80 centímetros, só que jogaram pedra e brita em cima, então fica liso. A gente vinha devagar, e com cinto, mas quando tentamos desviar de uma moto que vinha no meio da pista, meu irmão puxou o volante, só que não conseguiu controlar, o carro já saiu rodando, aí desceu na beira, o barranco quebrou e capotamos quatro vezes, mas graças a Deus estamos vivos para contar história”.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela estrada, reconheceu que a situação do trecho tem causado muitos problemas e que a sinalização atual é inadequada. O superintendente, Ricardo Araújo, anunciou que a recuperação definitiva da pista está prevista para o próximo ano.

Este setor da erosão já causou muitos transtornos, principalmente para quem vem de Tarauacá para Cruzeiro do Sul
“Aquela erosão já causou muitos transtornos, principalmente para quem vem ali de Tarauacá para Cruzeiro do Sul. Quando iniciou o problema tivemos que fazer um projeto e pela altura que estava não dava só para reconstituir um aterro. Só que com a aproximação do inverno, não temos como fazer agora. Colocamos uma primeira sinalização que refletiva, só que ela caiu e não houve mais a reposição. Mas para evitar quaisquer transtornos para a população, iremos colocar dois quebra-molas, um antes e outro lá na frente para que haja um controle, vamos continuar sinalizando para que evite mais acidentes”, enfatizou Araújo.

Na noite da última quarta-feira, 6, quando Vladimir Dantas Feliciano caiu com o carro dentro do buraco. Ele quebrou o tornozelo e passou por uma cirurgia no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Foto: cedida
Devido à erosão, o trecho da BR-364, entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, está só com metade da pista. seis veículos já despencaram na cratera, sendo duas motos e quatro carros. Os moradores da região e os motoristas estão preocupados com a situação, que se agrava a noite, já que no local não há sinalização reflexiva adequada.
Veja vídeo:
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Acre
Acre espera arrecadar R$ 165 milhões com IPVA em 2026, crescimento frente ao ano anterior
Pagamento pode ser feito à vista com desconto ou em até cinco parcelas, conforme final da placa; frota estadual ultrapassa 363 mil veículos

O Acre possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 na capital e 153.822 no interior. Foto: captada
O governo do Acre estima arrecadar R$ 165 milhões com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2026, valor superior aos R$ 157,3 milhões recolhidos em 2025. De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no ano passado a maior parte dos pagamentos foi feita em cota única (64,4%), enquanto 15,1% optaram pelo parcelamento.
Em 2026, o tributo pode ser quitado à vista, com desconto de 10%, ou em até cinco parcelas mensais sem desconto – obedecendo ao calendário definido pelo final da placa, conforme a Portaria Sefaz nº 751/2025. A parcela mínima é de R$ 50.
O estado possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 em Rio Branco e 153.822 no interior.
Perfil de pagamento em 2025:
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Cota única: 64,4% do total arrecadado (preferência do contribuinte pelo desconto);
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Parcelamento: 15,1%;
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Primeiro emplacamento: 6,2%;
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Débitos anteriores: 13,5%.
Regras para 2026:
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Desconto: 10% para pagamento integral até a data de vencimento;
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Parcelas: Até 5, sem desconto, com valor mínimo de R$ 50 por parcela;
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Calendário: Definido pelo último dígito da placa (0 a 9).
Frota estadual:
O Acre possui 363.294 veículos registrados, distribuídos entre:
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Rio Branco: 209.472 (57,6%);
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Interior: 153.822 (42,4%).
Contexto econômico:
O aumento na arrecadação reflete a expansão da frota – que cresceu 4,8% em 2025 – e a melhora na eficiência da cobrança. O IPVA é a segunda maior fonte de receita tributária própriado estado, atrás apenas do ICMS.
A Sefaz deve divulgar o calendário oficial até o final de janeiro. Contribuintes podem consultar débitos e gerar boletos no portal da Sefaz ou pelo aplicativo “Gov.br”.
A alta adesão ao pagamento à vista (64% em 2025) mostra que os acreanos têm priorizado o desconto de 10%, mesmo em um cenário de orçamento familiar apertado – movimento que beneficia o fluxo de caixa do estado no primeiro trimestre.
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Acre
Agricultor compõe 200 hinos evangélicos e busca patrocinador para realizar o sonho de ser cantor gospel em Cruzeiro do Sul
As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento

Redação Jurua24horas
No Ramal 3, BR-364, zona rural de Cruzeiro do Sul, vive Francisco Renizio, mais conhecido como Irmão Renizio, um agricultor de 53 anos que, apesar de ser analfabeto, já compôs 200 músicas evangélicas, todas memorizadas e prontas para serem gravadas profissionalmente.
Pai de 13 filhos, Francisco conta que sua jornada na música começou após sua conversão a Jesus Cristo. “Eu era uma pessoa que não era crente, aceitei Jesus, deixei de beber, fui pra igreja e lá comecei a cantar um hino só, um corinho que dizia que o sangue de Jesus tem poder”, relata em vídeo gravado pelo filho caçula, Miguel Silva, de 13 anos, o mais novo dos irmãos e quem entrou em contato com a redação do site Juruá24horas para compartilhar a história do pai.
Francisco explica que, orando em seu roçado, pediu a Deus o dom de compor. “Brevemente, com uns três meses, eu fiz o primeiro hino: ‘Eu vivi ali perdido nesse mundo de ilusão, não tinha nenhum amigo que amasse o meu coração’. E de lá pra cá já tenho feito uns duzentos mensagens para cantar para Jesus”, conta emocionado.
As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento. “A gente tem dificuldade porque moramos aqui no interior, num projeto de Cruzeiro do Sul, e não tem dinheiro para gravar. Estamos pedindo ajuda, qualquer patrocinador que quiser participar, para a gente levar o nome de Jesus cantando para as pessoas que fumam droga, que bebem, para tirar essas pessoas da rua através dos nossos louvores”, afirma Francisco.
O filho Miguel, que edita os vídeos do pai, reforça o apelo: a família busca um patrocinador que acredite no projeto e entre em contrato para impulsionar a carreira. “Eu que edito os vídeos dele, e é isso. Qualquer patrocinador que quiser saber do meu talento, tenta entrar em contrato, que a gente mostra o talento da gente pra qualquer uma pessoa que quiser”, diz o adolescente.
Francisco Renizio sonha em fazer shows, gravar CDs e levar sua mensagem de fé por meio da música. “Eu preciso lavar o Senhor até o final da minha vida, até o dia de Jesus voltar pra me buscar”, finaliza com esperança.
A família aguarda o apoio de pessoas ou empresas que possam ajudar a transformar esse sonho em realidade. Interessados podem entrar em contato diretamente com a família pelo número (68)99254-8736
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Rio Acre atinge 14,55 m e deixa 631 famílias desabrigadas em Rio Branco; 27 bairros são afetados neste domingo
Defesa Civil mantém estado de emergência na capital; abrigos recebem famílias removidas e equipes monitoram risco elétrico em 12 bairros

Com o Rio Acre atingindo 14,55 na capital neste sábado, 17, o governo do Acre, por meio da Defesa Civil, começou a realocação de famílias atingidas pela cheia para o Parque de Exposições de Rio Branco.
A cheia do Rio Acre manteve Rio Branco em estado de emergência neste domingo (18), com o nível do rio atingindo 14,55 metros ao meio-dia. Segundo boletim da Defesa Civil municipal, 27 bairros já foram afetados, com 631 famílias (cerca de 2.286 pessoas) atingidas. Na zona rural, outras 250 famílias – aproximadamente mil pessoas – sofrem com os impactos da enchente.
Dois abrigos estão em funcionamento: no Parque Wildy Viana, com seis famílias (15 pessoas e três animais), e na Escola Leôncio de Carvalho, que recebeu sete famílias indígenas. Outras quatro famílias desalojadas foram atendidas pelas equipes de resposta. As ações concentram-se nos bairros mais críticos: Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna.
Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil realiza inspeções em 12 bairros para avaliar riscos na rede elétrica e executar desligamentos preventivos quando necessário. Quinze comunidades rurais seguem sob monitoramento contínuo. A população é orientada a seguir as recomendações de segurança e acionar o telefone 193 em caso de necessidade.
Situação dos abrigos:
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Parque Wildy Viana: 6 famílias (15 pessoas) e 3 animais acolhidos;
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Escola Leôncio de Carvalho: 7 famílias indígenas removidas;
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Outros locais: 4 famílias desalojadas (11 pessoas) recebem atendimento.
Bairros mais atingidos:
Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna são os pontos de maior atenção, com equipes atuando ininterruptamente para remoções e distribuição de auxílio.
Impacto na zona rural:
Cerca de 250 famílias (aproximadamente 1.000 pessoas) foram afetadas nas comunidades Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre. Outras 15 comunidades seguem sob monitoramento.
Risco elétrico:
Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil faz inspeções em 12 bairros para avaliar perigos na rede elétrica, podendo realizar desligamentos preventivos caso haja ameaça à população.
Canais de ajuda:
A população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 193. O órgão reforça que o acompanhamento é permanente e pede que moradores de áreas afetadas sigam as orientações de segurança.
A tendência é de estabilização do nível do rio nas próximas horas, mas a situação ainda é crítica. A prefeitura deve ampliar o número de abrigos caso novas remoções sejam necessárias.
A cheia já supera em 55 centímetros a cota de transbordamento (14 m) e se aproxima do nível da grande enchente de 2015, que atingiu 15,42 m – recorde da última década.
















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