Acre
Sem dinheiro para a saúde, governo do Acre quer doar 14 milhões para Dom Porquito e Acreaves
Todas estas empresas vêm enfrentando dificuldades de viabilização e com sérios problemas financeiros, mesmo com o governo injetando milhões em cada uma delas.
Os recursos do Estado foram usados na construção da estrutura produtiva e fazem parte do patrimônio do povo acreano e, para se desfazer disso, o governo precisa aprovar uma lei na Aleac.

Segundo falas de deputados da base governista, o governo vai se desfazer as ações como forma indireta de apoiar as duas empresas (Foto: assessoria)
Com Regis Paiva
O governo do Estado do Acre está preparando para “passar o trator” na Assembleia Legislativa do Estado Acre (Aleac) e aprovar ainda nesta quarta-feira (16) a doação de R$ 14 milhões em ações das empresas Dom Porquito e Acreaves e destinar a milionária quantia para duas cooperativas de produtores. Os recursos do Estado foram usados na construção da estrutura produtiva e fazem parte do patrimônio do povo acreano e, para se desfazer disso, o governo precisa aprovar uma lei na Aleac.
Segundo a estratégia dos deputados da base governista, a intenção é colocar ao menos 13 deputados fiéis ao governador Tião Viana e assim votar a matéria da forma como foi encaminhada para o Legislativo, ainda que isso represente a perda de patrimônio público para duas cooperativas e em detrimento do restante da população.
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No jargão político, a expressão passar o trator é aplicada quando um dos lados tem maioria absoluta, impedindo o debate sobre um tema e votando sem levar em consideração a função do Poder Legislativo. Também significa a subserviência ao Executivo.
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R$ 14 mi de patrimônio pela janela
Para os deputados de oposição, o Estado não pode simplesmente jogar R$ 14 milhões pela janela, mas deve tratar com mais zelo os recursos públicos. Segundo falas de deputados da base governista, o governo vai se desfazer as ações como forma indireta de apoiar as duas empresas, pois estas estariam enfrentando sérios problemas de caixa.
As ações estão em poder da Agência de Negócios do Acre (ANAC), a qual tem participação nos dois frigoríficos – e também na Acrepeixes. Todas estas empresas vêm enfrentando dificuldades de viabilização e com sérios problemas financeiros, mesmo com o governo injetando milhões em cada uma delas.
Empresas estão com problemas de caixa
A Acreaves enfrenta a tecnologia dos criadouros do Sul e até do Matogrosso, os quais abatem animais mais jovens e a um custo inferior. O mesmo problema é vivido pela Dom Porquito, pois os animais vivos vindos do Matogrosso estão sendo adquiridos no Estado por preços menores que os praticados aqui.
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A crise nas duas empresas foi creditada a um planejamento estratégico ruim, mais focado em termos políticos do que nos números reais dos custos de produção e das particularidades do Estado.
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Base governista recalcitrante: muito dinheiro
Ainda assim, os deputados de oposição avaliam que o Acre não possui dinheiro para a saúde e, por isso, não pode simplesmente jogar fora uma quantia dessas. Mas os mesmos deputados sabem que se a base governista fechar questão, aprova qualquer coisa por ter maioria.
A doação das ações e a consequente perda de R$ 14 milhões somente não foi votada na sessão de terça-feira (15) por ter faltado um deputado governista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a suplente convocada, também da base de sustentação, ter se negado a aprovar o texto.
Caso não consigam nomear algum deputado para CCJ, o texto pode ficar para ser votado na próxima semana, quando então o governo vai ter garantia do voto favorável na Comissão.
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Acre
Jovem sofre crise epiléptica, quase se afoga em açude e é resgatada por adolescente em Rio Branco
Vítima foi retirada da água por uma parente de 14 anos e encaminhada ao Pronto-Socorro em estado estável
A jovem Marcela Souza Mendonça, de 20 anos, sofreu um ataque epiléptico e quase se afogou em um açude localizado em uma colônia no Ramal Adalto Frota, às margens da BR-364, na região da Custódio Freire, em Rio Branco.
De acordo com familiares, Marcela, que é epiléptica, tomava banho no açude quando, de forma repentina, sofreu uma crise e afundou na água. Uma adolescente de 14 anos, parente da vítima, presenciou a situação, mergulhou e conseguiu retirá-la do açude, evitando o afogamento.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, e uma ambulância de suporte avançado foi enviada ao local. Ao chegarem, os paramédicos encontraram a jovem consciente, porém debilitada em razão da crise. Após os primeiros atendimentos, Marcela foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável.
A Polícia Militar não foi acionada para atender a ocorrência.
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Governo do Acre lança programa para formar 40 empresas importadoras e fortalecer comércio exterior
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), apresentou na última sexta-feira, 6, uma estratégia inédita de formar empresas para atuação no comércio exterior. A iniciativa, em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Federacre), qualificará 40 micros e pequenas empresas para a atividade de importação. O encontro reuniu representantes de 11 associações comerciais, além de diretores e técnicos. A proposta é estruturar uma nova cultura empresarial voltada à inserção internacional.
Durante a apresentação, o titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, destacou que o programa vai criar um ambiente prático de formação. “A meta é qualificar 40 empresas importadoras, realizando desde a capacitação até a importação efetiva. Queremos proporcionar ao empresário a experiência real da sua primeira operação, para que ele possa transformar isso em um novo negócio. Importação e exportação representam uma oportunidade estratégica para ampliar margens e diversificar mercados. Vamos alcançar empresários de todos os municípios do estado”.

A presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola (Acisa), Patrícia Dossa, enfatizou o impacto prático da capacitação para o setor empresarial. “São parcerias essenciais para o crescimento das associações e dos empresários que estão na ponta. Aprender a importar e, depois, conseguir andar com as próprias pernas vai fazer muita diferença. Adquirir produtos diretamente do mercado internacional amplia competitividade e reduz custos. Esse curso facilitará o acesso dos empreendedores das cidades do interior a orientações técnicas e bem especializadas”.
Para o diretor de Projetos da Federacre, Clóvis Console, o programa simboliza a aproximação concreta entre poder público e iniciativa privada. “Vamos beneficiar empresários de todo o estado, inclusive de municípios onde ainda estamos estruturando entidades representativas. A formação de grupos de importadores permitirá compras mais competitivas e fortalecerá a economia local. Trazer dinheiro novo para o Acre, por meio do comércio exterior, é uma estratégia para lá de assertiva que vai impactar diretamente na vida da nossa população com mais variedades e outros”.

Na avaliação da presidente da Associação Comercial e Empresarial de Acrelândia (Aceac), Daiane Figueiredo, a iniciativa fortalecerá o empresariado com qualificação. “Se você não investe no empresário, não tem resultado. Estou empolgada porque essa é uma oportunidade de crescermos juntos, iniciativa privada e poder público. Quem está na ponta são as associações, então isso é mais que necessário. Com incentivo e apoio, a chance de dar certo é muito maior”, concluiu, reforçando a importância da interiorização das políticas de desenvolvimento do setor.
Além da capacitação, também haverá um amplo acompanhamento especializado para que as empresas realizem a primeira operação de importação. A proposta inclui assessoria completa em todas as etapas do processo, desde a negociação internacional até os trâmites legais aduaneiros. Um dos diferenciais será a possibilidade de utilização de um contêiner compartilhado, modelo que reduz custos logísticos e dilui riscos entre os participantes. A estratégia permite que micro e pequenos empresários tenham acesso ao mercado externo com investimento inicial acessível.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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