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Se Bolsonaro der um peido, a Justiça descobre o que ele comeu no almoço de ontem

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A metáfora é simples e grotesca — e, no caso, inquietantemente plausível: quando o ex-presidente Jair Bolsonaro virou alvo de investigações que vasculham desde trocas de mensagens até operações secretas de inteligência, passou a parecer que nada — nem mesmo o conteúdo de um eventual flato presidencial — escaparia ao crivo das apurações. Não se trata apenas de um catálogo de suspeitas isoladas; é um nó jurídico que envolve inquéritos sobre tentativa de golpe, rede de espionagem estatal, suposta entrada e venda de joias de luxo, vazamentos de dados e decisões judiciais excepcionais que culminaram, recentemente, em medidas restritivas contra o ex-presidente. Notícias STFAgência PúblicaCNN Brasil

O que já virou alvo — e por que a analogia do “peido que revela o almoço” faz sentido

Nos últimos dois anos, a Justiça brasileira concentrou investigações em várias frentes contra Bolsonaro:

  • Tentativa de golpe (processo no STF): a Primeira Turma do Supremo transformou Bolsonaro em réu em processo que apura uma trama para abolir violentamente o Estado democrático de direito após as eleições de 2022; o processo avançou para fases de instrução, com depoimentos e acareações. Agência BrasilNotícias STF

  • Abin Paralela / FirstMile — rede de espionagem: relatório final da Polícia Federal aponta que uma estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) teria sido usada para monitorar políticos, jornalistas e outros alvos, com uso do sistema FirstMile. A PF indiciou dezenas de pessoas ligadas à rede. Agência PúblicaAl Jazeera

  • Caso das joias sauditas: investigação sobre tentativa de entrada ilegal e venda de conjuntos de joias trazidos do exterior — há indiciamentos e apurações sobre peculato e lavagem envolvendo o episódio. CNN BrasilMetrópoles

  • Vazamentos e divulgação de dados sigilosos: o TSE e o STF têm procedimentos relativos a vazamentos de inquéritos e dados, parte do mosaico de apurações que tratam do uso indevido de informações oficiais. Justiça EleitoralAos Fatos

  • Interferência na Polícia Federal: episódios de substituição e pressão sobre chefias da PF foram investigados; embora a própria PF em determinado momento tenha sugerido arquivamento, o tema voltou a ser objeto de escrutínio e questionamentos no STF. Agência BrasilCNN Brasil

Cada um desses fios, quando puxado, tem potencial para puxar os outros — e é essa teia que transforma até uma imagem jocosa (o peido que denuncia o almoço) em metáfora para um aparato de investigação capaz de reconstruir rotas, contatos, transferências e até “pegadas digitais” muito pequenas. Agência PúblicaAgência Brasil

Cronologia enxuta (selecionada)

  • Jan/2023: atos e invasões que desencadearam investigações sobre tentativa de golpe. Notícias STF

  • 2023 — 2025: abertura e andamento de inquéritos sobre ABIN/FirstMile, com relatório final da PF apontando indiciamentos. Agência PúblicaAl Jazeera

  • Mar/2025: decisão da Primeira Turma do STF que transforma Bolsonaro (e outros) em réu no processo sobre tentativa de golpe. Agência Brasil

  • Ago/2025: medidas judiciais excepcionais e restritivas executadas (com ampla cobertura internacional). ReutersAl Jazeera

O cenário internacional: atenção, comparação e manchetes

A cobertura estrangeira tem acompanhado o caso com interesse comparativo: veículos como Reuters, Associated Press, Al Jazeera e The Guardian destacam que o ex-presidente brasileiro, aliado ideológico de líderes populistas no exterior, enfrenta acusações que misturam uso indevido de inteligência estatal e tentativa de ruptura democrática — algo que ganhou repercussão internacional e foi relacionado, em reportagens, a um padrão global de desafios à democracia visto em outros países nos últimos anos. ReutersAP NewsAl JazeeraThe Guardian

Comparação com Lula — não é “mais do mesmo”

A comparação com investigações que atingiram Luiz Inácio Lula da Silva é inevitável no debate público, mas analistas e jornalistas apontam que o caráter das apurações contra Bolsonaro é distinto: enquanto processos contra Lula envolveram, sobretudo, corrupção em contratos públicos (casos como a Lava Jato), as investigações contra Bolsonaro abrangem também — e de forma central — o suposto uso da máquina de Estado para fins políticos (espionagem/ABIN), além de episódios ligados a tentativas de desmonte institucional (a acusação de golpe). Ou seja: são naturezas e implicações diferentes, e isso explica a atenção jurídica e política ampliada. The GuardianAgência Pública

Por que a metáfora funciona — e onde o jornalismo entra

A ideia de que “até um peido poderia ser periciado” traduz o seguinte: quando há uma investigação que cruza absurdos (mensagens, dados, movimentações financeiras, aparelhos e software de rastreamento), a perícia e a inteligência investigativa conseguem recompor rotas e hábitos. Jornalisticamente, isso significa duas coisas: (1) há material factual suficiente para sustentar reportagens (relatórios da PF, decisões do STF, comunicações de órgãos e matérias de imprensa); (2) usar o humor e a metáfora é uma forma legítima de explicar um fenômeno complexo — desde que os fatos sejam citados e checados, como aqui. Agência PúblicaNotícias STF


Fontes selecionadas (leitura recomendada)

  • STF — notícia sobre recebimento da denúncia / transformando réus. Notícias STF

  • Polícia Federal / reportagens sobre Abin Paralela e FirstMile — investigação detalhada. Agência Pública

  • CNN Brasil — explicações e cronologia sobre processos. CNN Brasil

  • CNN / Agência Pública / The Guardian — reportagens internacionais e contextos. CNN BrasilThe Guardian

  • Reuters / AP / Al Jazeera — cobertura da fase mais recente, incluindo medidas restritivas e prisão domiciliar. ReutersAP NewsAl Jazeera

  • Aos Fatos — checagens de declarações feitas no STF. Aos Fatos

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Mega-Sena 2969 pode pagar prêmio de R$ 144 milhões nesta quinta-feira

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Divulgação/Agência Brasil
Imagem colorida de bilhete da mega-sena - Metrópoles

A Caixa Econômica sorteia, nesta quinta-feira (5/2), o concurso 2669 da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 144 milhões.

O sorteio será realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo, às 21h. As apostas podem ser feitas até às 20h.

No último sorteio, realizado na terça-feira (3/2), ninguém acertou os seis números e o prêmio acumulou. 82 apostas acertaram cinco dezenas e os sortudos vão receber prêmios a partir de R$ 52 mil.

Como apostar na Mega-Sena

Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.

As apostas podem ser feitas online, para maiores de 18 anos, ou presencialmente em casas lotéricas e agências da Caixa, até às 20h do dia do sorteio. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Dino autoriza mineração sob controle indígena em terras demarcadas

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Gustavo Moreno/STF
Flávio Dino vota após Moraes pedir condenação de Bolsonaro e aliados - metropoles 3

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nessa terça-feira (3/2), em decisão cautelar, a exploração mineral em terras indígenas do povo Cinta Larga, desde que a atividade seja conduzida sob controle do próprio povo originário e cumpra exigências ambientais, sociais e legais.

A medida atende a um pedido dos Cinta Larga, que vivem em territórios de Mato Grosso e Rondônia, e estabelece prazo de dois anos para que o Congresso Nacional regulamente o tema.

A ação foi apresentada ao STF em outubro pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga, que apontou omissão do Legislativo na regulamentação do artigo 231 da Constituição. A lei prevê a participação das comunidades indígenas nos resultados da exploração mineral em seus territórios.

Na decisão, Dino considerou que a ausência de uma lei específica desde 1988 contribuiu para a expansão do garimpo ilegal, a atuação de organizações criminosas e a intensificação da violência em terras indígenas. Para o ministro, a omissão estatal criou um cenário em que a mineração ocorre de forma clandestina, sem benefícios às comunidades e com graves danos ambientais.

Segundo o magistrado, a decisão busca romper um ciclo histórico em que a exploração ilegal gera destruição ambiental e pobreza, enquanto os povos indígenas permanecem excluídos dos benefícios econômicos. “Não é compatível com a Constituição manter um modelo em que sobram aos indígenas apenas os danos e a violência”, afirmou.

Prazo para editar nova lei

Ao reconhecer formalmente a omissão inconstitucional do Congresso, o magistrado fixou prazo de dois anos para a edição de uma lei que regulamente a exploração mineral em terras indígenas. Caso o Legislativo não cumpra o prazo, as regras provisórias estabelecidas pelo STF seguirão em vigor.

A autorização concedida pelo Supremo, entretanto, é limitada e condicionada.

A exploração mineral poderá ocorrer em até 1% da área total da terra indígena demarcada e dependerá de consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também será exigido licenciamento ambiental, estudos de impacto e planos de recuperação das áreas exploradas.

A decisão assegura a participação integral dos povos indígenas nos resultados econômicos da atividade. Os recursos deverão ser destinados prioritariamente à proteção territorial, à recuperação ambiental e a projetos coletivos nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade.

A aplicação dos valores ficará sob fiscalização de órgãos federais, como Funai, Ibama, Agência Nacional de Mineração (ANM) e Ministério Público Federal.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Corpo encontrado no Rio Acre é identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos

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Vítima estava envolta em lona, levantando suspeita de desova; polícia investiga morte e aguarda laudo do IML

Segundo o 2º sargento Carvalho, responsável pela operação, um ribeirinho avistou o corpo próximo à margem do rio e acionou imediatamente o 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros. Foto: captada 

O corpo resgatado do Rio Acre na noite de terça-feira (3), na região do Panorama, em Rio Branco, foi identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos. A vítima foi localizada por um ribeirinho e retirada da água pelo Pelotão Náutico do Corpo de Bombeiros.

Segundo o 2º sargento Carvalho, que comandou a operação, o corpo estava enrolado em uma lona — detalhe que levanta suspeita de desova. Adevaldo usava uma camiseta de jogador de basquete e não apresentava sinais avançados de decomposição, indicando que a morte ocorreu poucas horas antes do resgate.

Após o isolamento da área, a perícia realizou os primeiros levantamentos no bairro da Base, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que determinarão a causa da morte. O caso foi assumido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga as circunstâncias do crime e possíveis envolvidos. O atendimento inicial foi feito pela Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil.

O corpo de Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos, foi encontrado boiando às margens do Rio Acre, na noite da última terça-feira,3, na região do Panorama, em Rio Branco. Foto: captada 

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