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Acre

Saúde do Acre e Fapac promovem oficina da 8ª edição do Programa Pesquisa para o SUS

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O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), realizou na terça-feira, 21, a oficina da 8ª edição do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS). O evento, que ocorreu no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Rio Branco, teve como tema “Ciência e a Inovação Sustentável de que precisamos”.

Edição do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) tem como tema: “Ciência e a Inovação Sustentável de que precisamos”.  Foto: Odair Leal/Sesacre

O PPSUS é uma iniciativa de descentralização do fomento à pesquisa em saúde, promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico nas unidades federativas (UFs) do Brasil. Seu objetivo é atender às peculiaridades e especificidades de cada região e contribuir para a redução das desigualdades regionais. Coordenado nacionalmente pelo Ministério da Saúde, o programa conta com a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), além das secretarias estaduais de Saúde (SES) e de Ciência e Tecnologia (Sect).

O PPSUS é uma iniciativa de descentralização do fomento à pesquisa em saúde. Foto: Odair Leal/Sesacre

Durante o evento, Marcos Malveira, assessor técnico do Departamento de Vigilância em Saúde da Sesacre, destacou a importância do programa para a pesquisa científica no setor público de saúde. “Esse é o programa de pesquisa para o SUS, que destina recursos públicos para que sejam realizadas pesquisas na área científica para os serviços públicos de saúde. Então, esse é o momento em que discutimos com universidades e outras instituições de ensino e pesquisa quais são as prioridades do serviço público de saúde que devem ser estudadas”.

Marcos Malveira, assessor técnico da Sesacre, destacou a importância do programa para a pesquisa científica no setor público de saúde. Foto: Odair Leal/Sesacre

O diretor-presidente da Fapac, Moisés Diniz, enfatizou a colaboração financeira entre o Estado e o Ministério da Saúde para a realização do programa: “O PPSUS é um programa do Ministério da Saúde e cabe aos estados aderirem colocando um real para cada quatro do ministério. Por exemplo, o governo colocou 250 mil reais e o Ministério da Saúde está colocando um milhão de reais. Esse recurso é destinado a ouvir gestores, diretores de hospitais, médicos e secretários de Saúde para levantar as necessidades do sistema de saúde do Acre. Hoje, estamos ouvindo especialistas e pesquisadores para definir as linhas básicas de pesquisa que serão enviadas a Brasília”.

O diretor-presidente da Fapac, Moisés Diniz, enfatizou a colaboração financeira entre o Estado e o Ministério da Saúde para a realização do programa. Foto: Odair Leal/Sesacre

Patrícia Satraba, chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa da Diretoria de Planejamento e Gestão do SUS da Sesacre, ressaltou a relevância do evento para a saúde pública do Acre: “Esse é um evento importante para o nosso estado e para a saúde pública do Acre. Estamos na oitava edição do programa, que traz a priorização das necessidades de saúde do nosso estado, levando em consideração nossas dificuldades e particularidades regionais. Essas pesquisas são extremamente relevantes, pois impactarão diretamente na saúde da nossa população”.

“Estamos na oitava edição do programa, que traz a priorização das necessidades de saúde do nosso estado”, ressaltou Patrícia Satraba. Foto: Odair Leal/Sesacre

O encontro contou com a presença de representantes de universidades, institutos federais e outras instituições de ensino e pesquisa, reforçando a colaboração entre o governo e o meio acadêmico na busca por soluções inovadoras e sustentáveis para a saúde pública do Acre.

Fonte: Governo AC

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Acre

Em 16 anos, carne e grãos desafiam hegemonia do extrativismo e redesenham a economia acreana

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Por Marky Brito e Joquebede Oliveira*

A economia acreana passou por uma transformação profunda nos últimos 16 anos, deixando para trás a histórica dependência do extrativismo e abrindo espaço para uma agropecuária cada vez mais competitiva. É o que revela o recém-lançado relatório da Seplan, Panorama do Comércio Exterior do Acre: Evolução e Tendências (2010–2025), que detalha como carne e grãos passaram a redesenhar a estrutura produtiva e o perfil exportador do estado.

Carne bovina, carne suína e soja passaram a liderar a pauta exportadora, impulsionando um ciclo de crescimento que reposiciona o Acre no cenário do comércio internacional. Nesse período, o estado acumulou US$ 490 milhões em superávit e registrou crescimento médio anual de 11% nas exportações — quase três vezes a média brasileira.

O ponto de partida, no entanto, foi desafiador. Entre 2010 e 2014, ainda sob os efeitos da crise financeira global, o Acre enfrentou retração média de 23,2% ao ano nas exportações. A pauta era altamente concentrada: madeira e castanha respondiam por 85% das vendas externas, e o Reino Unido absorvia quase metade de tudo o que o estado exportava. A queda abrupta das exportações madeireiras expôs a fragilidade desse modelo e abriu caminho para uma reestruturação que ganharia força nos anos seguintes.

A partir de 2015, o estado iniciou um processo de diversificação, com a entrada gradual das proteínas animais. Mas a virada decisiva ocorreu entre 2020 e 2022, quando a soja registrou crescimento médio anual de 242%, saltando de US$ 1,2 milhão para US$ 14,3 milhões. Esse avanço marcou a transição definitiva de uma economia baseada em produtos florestais para uma matriz agropecuária mais robusta e integrada às cadeias globais.

O triênio mais recente consolidou essa mudança. Entre 2023 e 2025, as exportações cresceram 46,9% ao ano, alcançando o recorde histórico de US$ 98,9 milhões em 2025. A carne bovina assumiu a liderança da pauta, seguida pela soja e pela carne suína. O desempenho do último trimestre reforça essa tendência: outubro registrou US$ 8,86 milhões em vendas; novembro, mesmo com retração sazonal, já superava todo o acumulado de 2024; e dezembro encerrou o ano com alta de 20,9%, impulsionado pela castanha e pela carne bovina.

Outro aspecto marcante é a interiorização da atividade exportadora. Em 2010, Rio Branco concentrava 61% das vendas externas. Em 2025, o mapa mudou: Brasileia assumiu a liderança, com US$ 26,66 milhões, impulsionada pela carne suína e pela castanha; Senador Guiomard tornou-se o principal polo da carne bovina; e Rio Branco passou a ocupar a terceira posição, com uma pauta mais diversificada. O movimento indica que o desenvolvimento econômico deixou de se concentrar na capital e avançou para áreas de fronteira e municípios estratégicos.

A geografia comercial também se redesenhou. O Acre deixou de mirar prioritariamente a Europa e passou a se conectar com mercados mais próximos e dinâmicos. O Peru tornou-se o principal destino anual das exportações, com 27,2% do total, funcionando tanto como comprador quanto como corredor logístico para outros mercados. Emirados Árabes Unidos e Turquia consolidaram-se como compradores da carne bovina acreana, ampliando a presença do estado no Oriente Médio.

No campo logístico os avanços são significativos. A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico. Embora a via marítima ainda responda pela maior parte do escoamento, o futuro acesso ao porto de Chancay, no Peru, abre uma oportunidade histórica para o Acre se conectar diretamente ao mercado asiático e à costa oeste dos Estados Unidos.

Apesar dos avanços, persistem gargalos que limitam o potencial de expansão. A BR-364 e a BR-317 seguem como pontos críticos, com trechos vulneráveis e manutenção insuficiente. A modernização aduaneira nas fronteiras com Peru e Bolívia é urgente, assim como obras estruturantes, como o Anel Viário de Brasileia. A ferrovia planejada para conectar o Brasil ao Pacífico via Acre surge como solução estratégica para superar as fragilidades das rodovias federais e reduzir custos logísticos.

A trajetória da balança comercial entre 2010 e 2025 mostra um estado que começa a transformar sua localização estratégica em vantagem competitiva. O Acre deixa de ser periferia econômica e passa a se posicionar como corredor logístico e comercial da Amazônia, peça-chave da Rota de Integração Quadrante Rondon.

Neste cenário, o superávit recorde de US$ 93,72 milhões em 2025 aponta para a possibilidade de um ciclo duradouro de desenvolvimento, desde que os investimentos em infraestrutura e facilitação comercial avancem. O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado, possibilitando maior distribuição de renda entre os acreanos.

Acesse aqui o relatório Panorama do Comércio Exterior do Acre: Evolução e Tendências: 2010-2025.

*Marky Brito é engenheiro florestal (UFRA), com MBA em Gestão de Projetos (FGV), e é diretor de Desenvolvimento Regional (DIRDR/Seplan)

Joquebede Oliveira, é economista (Ufac) e chefe da Divisão de Estatísticas e Monitoramentos de Indicadores (Dimei/Seplan).

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre

Pedestre é atropelado na faixa e sofre traumatismo craniano na Avenida Ceará, em Rio Branco

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Motorista parou para prestar socorro, mas deixou o local antes da chegada da polícia

Paulo Bernardo Pereira, de 59 anos, ficou ferido após ser atropelado na tarde deste sábado (14), enquanto atravessava a Avenida Ceará pela faixa de pedestres, no bairro Tangará, em Rio Branco.

Segundo relato da própria vítima, ele caminhava pela via e decidiu atravessar na faixa quando foi surpreendido por um veículo modelo Voyage, de cor branca, que seguia no sentido bairro–centro em alta velocidade. Sem tempo para reagir, acabou atingido pelo automóvel.

Com o impacto, Paulo foi arremessado ao solo, bateu a cabeça contra o asfalto e sofreu um corte profundo, além de traumatismo cranioencefálico (TCE) de natureza leve e múltiplas escoriações pelo corpo.

O condutor do veículo chegou a parar para prestar socorro, mas deixou o local antes da chegada das autoridades.

Populares acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A ambulância de suporte básico 05 realizou os primeiros atendimentos no local e, após estabilização do quadro clínico, encaminhou a vítima ao pronto-socorro de Rio Branco, em estado de saúde estável.

Policiais do Batalhão de Trânsito estiveram na ocorrência, porém o motorista já não se encontrava no local. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

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Acre

Prefeitura de Assis Brasil entrega beneficiadora de arroz e leva ações à Comunidade Santa Clara

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A Prefeitura de Assis Brasil realizou, neste sábado(14), uma importante ação integrada na Comunidade Santa Clara, reafirmando o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento rural e o cuidado com as pessoas.

O prefeito Jerry Correia, acompanhado do secretário de Agricultura, da secretária de Assistência Social, da secretária de saúde e sua equipe e da Secretaria da Mulher, esteve na comunidade para a entrega de uma beneficiadora de arroz, equipamento que vai fortalecer a produção local e garantir mais autonomia e geração de renda para os produtores.

A beneficiadora foi adquirida por meio de apoio da então senadora Mailza Assis, hoje vice-governadora do Acre, atendendo a uma demanda importante da comunidade rural.

Além da entrega do equipamento, a ação contou com diversos serviços essenciais oferecidos à população. A equipe de Saúde realizou:

•Atualização da caderneta de vacinação;

•Testes rápidos;

•  Palestras

•Orientações preventivas;

•Atendimentos básicos à comunidade.

A Secretaria da Mulher promoveu palestras voltadas ao fortalecimento feminino, abordando temas como direitos, prevenção à violência e saúde da mulher.

Já a equipe da Assistência Social garantiu atendimento do programa Bolsa Família, esclarecendo dúvidas e realizando atualizações cadastrais.

“Hoje é um dia muito importante para a Comunidade Santa Clara. A entrega dessa beneficiadora de arroz representa mais desenvolvimento, mais renda e mais dignidade para os nossos produtores. Nosso compromisso é estar presente nas comunidades, ouvindo as necessidades e trazendo soluções. Além do equipamento, trouxemos saúde, assistência social e ações voltadas às mulheres, porque cuidar das pessoas é prioridade da nossa gestão”, afirmou o prefeito.

A Prefeitura de Assis Brasil segue trabalhando de forma integrada, levando ações concretas que transformam a vida da população e fortalecem as comunidades.

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