Acre
Sai a lista de projetos aprovados pelo Programa de Pesquisa do SUS

Governador Tião Viana reunido com representantes das áreas de saúde e pesquisa para falar sobre projetos para o SUS (Foto: Sérgio Vale/Secom)
O resultado final do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde: gestão compartilhada em saúde (PPSUS) foi divulgado nesta terça-feira, 30. Treze projetos acreanos foram selecionados. O programa incentiva financeiramente atividades da área de saúde com temas que são prioritários para o Estado.
“A ideia é melhorar o sistema de saúde, e para isso a pesquisa é fundamental. Os projetos vão contribuir com as políticas públicas e ajudarão a melhorar o sistema único de saúde”, disse o professor Pascoal Muniz, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac).
O programa disponibiliza R$ 800 mil para os projetos selecionados, e as pesquisas serão acompanhadas pela Universidade Federal do Acre (Ufac), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac), Fameta e Uninorte. O vice-reitor da Ufac, Josemar Batista Ferreira, ressaltou a importância do fomento à pesquisa como um dos tripés da universidade e fortalecimento das universidades com retorno para a sociedade.
As linhas de pesquisa abrangem doenças infecciosas, agravos não transmissíveis, carenciais e de causas externas, saúde da mulher, saúde mental, gestão de trabalho e educação na saúde, assistência farmacêutica, saúde das populações tradicionais da Amazônia e populações em situação de vulnerabilidade social.
“O governo tem muito orgulho desse trabalho. É um grande avanço ver esses projetos sendo aprovados”, disse o governador Tião Viana. No Acre, o programa é efetivado pelo governo do Estado através da parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapac), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saude e Secretaria de Estado de Saúde.
A lista dos projetos selecionados pelo Programa Pesquisa do Sistema Único de Saúde (PPSUS) foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial e está disponível no site da Fapac (www.fapac.ac.gov.br).
Projeto aprovado quer prevenir doenças renais e cardiovasculares
Uma das pesquisas aprovados para desenvolvimento é o projeto de Tatiana Lameira, que vai pesquisar doenças renais crônicas e alterações cardiovasculares. A ideia, segundo a pesquisadora, é identificar e prevenir essas doenças antes que elas apareçam ou impedir a evolução de estágios. Isso será possível, explica, por meio da visita aos domicílios que serão escolhidos aleatoriamente para apresentar uma amostra que represente Rio Branco.
As pessoas serão entrevistadas e farão exames de sangue e urina. “Através dos exames laboratoriais é possível identificar doenças renais crônicas e doenças cardiovasculares, porque elas têm estágios que são sintomáticos, por exemplo. Também poderemos identificar um paciente com doença renal em estágio 3 e impedir que chegue ao estágio 5 com tratamento e acompanhamento”, explicou a pesquisadora. A proposta é encaminhar pacientes identificados para a rede de atendimento.
Sobre o PPSUS
O programa é uma iniciativa de descentralização do fomento à pesquisa em saúde que prioriza a gestão compartilhada de ações, por meio da parceria entre instâncias estaduais de saúde, ciência e tecnologia. O principal objetivo do programa é financiar pesquisas em temas prioritários na área de saúde pública.
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Aprosoja vai à Justiça contra cobrança de pedágios na BR-364 e alerta para impactos no Agro
Por Wanglézio Braga –ACRE MAIS
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja-RO) ingressou com uma ação na Justiça Federal para suspender a cobrança de pedágios na BR-364, principal eixo de escoamento da produção agrícola dos estados de Rondônia e do Acre. O pedido, feito em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), abrange o trecho entre Vilhena e Porto Velho e busca uma decisão urgente diante dos impactos econômicos sobre o agronegócio regional.
De acordo com as entidades, a antecipação da cobrança dos pedágios ocorreu sem previsibilidade e sem transparência, contrariando o cronograma inicialmente previsto no contrato de concessão. As alterações teriam sido consolidadas no fim de 2025, reduzindo em quase seis meses o prazo para início da tarifação. Para os produtores, a medida compromete o planejamento da atividade rural, que envolve contratos antecipados de venda, logística, financiamento e frete.
Estudos técnicos apresentados na ação reforçam o alerta. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indica que a cobrança de pedágio pode provocar uma queda de cerca de 44% no volume de cargas que passam por Rondônia, o equivalente a quase 3 milhões de toneladas a menos em circulação. Na prática, isso significaria redução da atividade econômica, perda de renda e menor atratividade logística para o estado.
A Aprosoja destaca que não se opõe à concessão da rodovia nem aos investimentos em infraestrutura, mas defende que mudanças com forte impacto econômico precisam ser amplamente discutidas e planejadas. Além da ação judicial, a entidade articula com senadores de Rondônia a realização de uma audiência pública no Senado Federal, prevista para o início de fevereiro, com o objetivo de debater os efeitos econômicos e sociais da concessão da BR-364.
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Deputado Tadeu Hassem participa de comemoração pelo Dia do Farmacêutico
Parlamentar destacou a importância da categoria e prestou homenagem a profissionais da área da saúde durante confraternização
O deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos) participou, neste domingo (25), de um almoço seguido de churrasco em comemoração ao Dia do Farmacêutico. O evento reuniu profissionais da área e amigos em um momento de confraternização e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela categoria.
Durante a celebração, o parlamentar destacou a presença dos deputados Arlenilson Cunha e Zé Adriano, a quem classificou como companheiros de caminhada política. Em sua fala, Tadeu Hassem ressaltou a relevância dos farmacêuticos para o sistema de saúde e a dedicação desses profissionais no cuidado com a população.
O deputado também parabenizou a categoria em nome do presidente do Sindicato dos Farmacêuticos (Sindifac), Felipe Lima Lora, e do vice-presidente, Bruno Araújo, reforçando o compromisso com a valorização dos trabalhadores da saúde.
“Estamos juntos, valorizando quem cuida da saúde da nossa gente”, afirmou o parlamentar ao final da homenagem.
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2026 começa com mudanças tributárias e nova tabela do Imposto de Renda; confira datas, valores e alíquotas
Nessa etapa inicial da Reforma Tributária, foi instituída uma alíquota simbólica total de 1% sobre a circulação de bens e serviços
O ano de 2026 começou com importantes novidades na área tributária, envolvendo tanto a implementação da Reforma Tributária quanto alterações na tabela do Imposto de Renda. Entre os principais pontos está a isenção integral do imposto para contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês.
Fase inicial da Reforma Tributária
No que diz respeito à reforma do sistema tributário brasileiro, entrou em vigor, já em janeiro, uma fase de testes para adaptação dos contribuintes às novas regras. Nessa etapa inicial, foi instituída uma alíquota simbólica total de 1% sobre a circulação de bens e serviços, distribuída da seguinte forma:
- 0,9% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS);
- 0,1% para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
De acordo com o que prevê a legislação, essa mudança não representa aumento da carga tributária. Os valores recolhidos a título de CBS e IBS poderão ser compensados integralmente com os montantes pagos mensalmente pelas empresas referentes ao PIS e à Cofins.
Na prática, ocorre o pagamento de um novo tributo, mas esse valor é abatido das guias dos impostos antigos, mantendo o desembolso total inalterado. O objetivo dessa fase é testar o funcionamento do recolhimento simultâneo entre União, estados e municípios. Ainda em 2026, também será necessário adaptar os softwares de gestão e os sistemas de emissão de documentos fiscais.
CFEM: 94% dos municípios brasileiros receberam recursos da CFEM em 2025
Portaria especifica regras para execução de emendas parlamentares por parte dos municípios
A partir de julho de 2026, pessoas físicas consideradas contribuintes habituais do IBS e da CBS deverão se inscrever no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). É importante ressaltar que essa medida não transforma a pessoa física em empresa, tendo como finalidade apenas facilitar a apuração e o controle fiscal.
O advogado especialista em direito tributário, Matheus Almeida, explica que as regras definitivas da reforma tributária ainda não estão sendo aplicadas efetivamente. Segundo ele, o que está sendo implementado nessa fase de transição são as regulamentações complementares, os ajustes nos sistemas das empresas, entre outros pontos específicos.
Na avaliação de Almeida, apesar de nesse primeiro momento não haver indícios de aumento da carga tributária para o contribuinte, é importante ficar atento às próximas fases, quando são serão debatidas novas regulamentações, por exemplo.
“Então, não é uma mudança brusca e imediata para o contribuinte. O discurso oficial do governo é de neutralidade, de não ter um aumento efetivo da carga tributária. Mas, essa preocupação existe sim em todos os contribuintes, porque ainda tem algumas coisas no escuro, que vão depender de regulamentação, de consolidação das receitas dos estados, dos municípios”, afirma.
“É importante que os contribuintes, que os empresários, nesse momento de transição, acompanhem de perto, revisem contrato, estrutura societária, regime tributário, porque esse novo modelo muda a lógica do crédito, do débito, dos impostos, da compensação desses tributos. É necessário fazer um planejamento tributário, especialmente para saber sobre a tomada de crédito, para que a empresa tenha não só uma vantagem competitiva, mas, acima de tudo, para que ela sobreviva a essa transição”, recomenda Almeida.
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