Cotidiano
Rio Tarauacá volta volta a transbordar e 1,2 mil famílias são afetadas no interior do Acre
Cota de transbordamento é de 9,50 metros. Neste sábado (5), às 6h, nível do manancial chegou a 10,22 metros

Tarauacá, interior do Acre, tem ruas tomadas por águas do rio. Foto: Prefeitura de Tarauacá
O Rio Tarauacá transbordou e chegou a 10,22 metros de profundidade às 6h deste sábado (5). Na sexta-feira (4), o manancial já havia subido. Cerca de 1,2 mil famílias são afetadas no município de mesmo nome no interior do Acre.
“Estamos distribuindo comida para a nossa população e temos várias equipes espalhadas de atendimento, de distribuição de água, de distribuição de alimento e prestando essa solidariedade”, afirmou o prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno em um vídeo postado em uma rede social.

4 bairros foram atingidos em nova cheia do Rio Tarauacá. Foto: Prefeitura de Tarauacá
De acordo com a Defesa Civil Municipal, o Rio Tarauacá, subiu 14 centímetros entre sexta-feira (4) e este sábado. A cota de alerta é de 8,50 metros e a de transbordamento de 9,50 metros.
Ainda segundo o órgão, quatro bairros foram atingidos, sendo necessária a retirada de 2 famílias, totalizando 20 pessoas desabrigadas. A Escola Maria Aucilene Calixto Alves foi transformada em abrigo para as famílias retiradas.
A Defesa Civil Municipal informou ainda que a subida repentina do Rio Tarauacá foi impulsionada pelas fortes chuvas ocorridas nos últimos dias na região. O órgão ainda comunicou que choveu 7,0 mm nas últimas 24h.
Apesar da situação, Leandro Simões, diretor municipal de Defesa Civil de Tarauacá diz que a situação deve melhorar em breve. “A gente acredita que nas próximas horas já possa apresentar cenário de vazante”.
“O Rio Jordão chegou a ter muita água junto com o Rio Murú. Quer queira, quer não, nós estamos nesse ‘Inverno Amazônico’ onde está muito encharcado. Então acabou tendo uma subida, inclusive, bem rápida”, comentou Damasceno.
Apesar da situação, Leandro Simões, diretor municipal de Defesa Civil de Tarauacá diz que a situação deve melhorar em breve. “A gente acredita que nas próximas horas já possa apresentar cenário de vazante”.

Rio Tarauacá transborda e atinge famílias no interior do Acre. Foto: Reprodução
Segundo transbordamento do ano
No dia 15 de março, o Rio Tarauacá já havia transbordado e as águas atingiram 45% do município de mesmo nome. Naquele momento, pelo menos oito famílias foram levadas a um abrigo montado na escola José Augusto.
Após o Rio Tarauacá sair da cota de transbordamento, no dia 19 de março, as 20 famílias que estavam desabrigadas no município de Tarauacá, retornaram para casa.
À época, Leandro Simões, avaliou que havia o risco de o rio voltar a subir, porém a Defesa Civil acreditava que o nível iria regularizar. “O monitoramento que está sendo feito pela Defesa Civil indica que o nível deve normalizar”, afirmou.
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Acre registra aumento de hospitalizações por influenza A, aponta Fiocruz
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Foto: captada
O Acre continua registrando incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 22.
O avanço dos casos no estado vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.
A análise tem como base a Semana Epidemiológica 2, correspondente ao período de 11 a 17 de janeiro, e também aponta situação semelhante no Amazonas. Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, referente às últimas três semanas.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2.
Diante do cenário no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas de proteção pela população, como o uso de máscaras em postos de saúde e em locais fechados com grande circulação de pessoas. Ela também reforça a importância da vacinação.
“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, afirmou.
Situação em outros estados e capitais
Em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe, as hospitalizações por influenza A apresentam sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba, há um leve aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório, ainda sem reflexo no crescimento de casos de SRAG em crianças pequenas.
Até a Semana Epidemiológica 2, apenas três das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).
Incidência, mortalidade e dados de 2026
Em nível nacional, os dados indicam estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, associadas à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A exceção é a influenza A, que, apesar de apresentar baixa circulação na maior parte do país, tem impulsionado o aumento dos casos no Acre e no Amazonas.
A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm maior impacto nos extremos etários. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Casos associados à influenza A e ao Sars-CoV-2 apresentam maior incidência em crianças pequenas e idosos, com mortalidade mais acentuada na população idosa.
Em relação ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG no país. Desses, 399 (22,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) apresentaram resultado negativo e 615 (34,8%) ainda aguardam resultado.
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Menino de 6 anos aguarda há mais de 2 semanas por otorrino no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul
Criança tem infecção com pus e dor constante; mãe denuncia que, mesmo com especialista no hospital, atendimento só tem sido feito por clínico geral

De acordo com a mãe da criança, o ouvido do menino apresenta pus visível, dor constante e não responde aos medicamentos prescritos por médicos clínicos gerais. Foto: captada
Há mais de duas semanas, um menino de 6 anos enfrenta uma infecção no ouvido com pus, dor persistente e sem resposta ao tratamento prescrito por clínicos gerais no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe da criança denuncia que, apesar de várias idas à UPA e ao hospital, o garoto ainda não foi avaliado por um médico otorrinolaringologista.
Segundo ela, o quadro não melhora com os medicamentos receitados, e os pedidos por um especialista foram respondidos com a informação de que “o atendimento não funciona dessa forma”. Na última quarta-feira, a criança passou a tarde inteira no hospital sem ser atendida pelo otorrino, mesmo havendo um profissional disponível na unidade.
A família teme o agravamento da infecção e busca visibilidade para o caso na expectativa de que a criança receba o atendimento especializado necessário. A Secretaria de Saúde do Acre ainda não se pronunciou sobre a situação.
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Lucas Sanchez sofre fratura e está fora do Campeonato Estadual

Foto Glauber Lima: O prazo de recuperação para Lucas Sanchez é de 45 dias
O atacante Lucas Sanchez, do Santa Cruz, sofreu uma fratura na clavícula esquerda durante o confronto contra o Humaitá nessa quinta, 22, na Arena da Floresta, e está fora do Campeonato Estadual Sicredi de 2026.
O atleta foi atendido no Pronto Socorro de Rio Branco e o prazo de recuperação para a lesão é de 45 dias.
Volta aos treinos
O elenco do Santa Cruz volta aos treinos nesta sexta, 23, no CT do Cupuaçu, para um trabalho de recuperação física e inicia a preparação para o confronto contra o Vasco programado para o dia 31, no Tonicão.
Aumentar a pressão
A derrota para o Humaitá deve aumentar a pressão no Santa Cruz para o duelo da 3ª rodada. A equipe ainda não venceu no Estadual e ganhar do Vasco transformou-se em obrigação para manter as boas chances de classificação para as semifinais.

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