Cotidiano
Rio Juruá segue acima da cota de transbordo e atinge 5 mil famílias em Cruzeiro do Sul
Ao todo, 18 famílias estão desalojadas e quatro foram levadas para abrigo na cidade instalado em uma escola. Manancial marcou 13,75 metros na medição das 6h desta segunda-feira (15) e está com 75 centímetros acima da cota de transbordo.

Rio Juruá segue acima da cota de transbordo e atinge 5 mil famílias em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo/Prefeitura
Por Iryá Rodrigues
O Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, segue acima da cota de transbordo e marcou 13,75 metros na medição das 6h desta segunda-feira (15), segundo dados da Defesa Civil Municipal. Pelo menos 5 mil famílias estão atingidas pelas águas do manancial.
A cota de alerta do rio é de 11,80 metros e a de transbordo de 13 metros. Com a marca atual, o manancial está com 75 centímetros acima da de transbordo.
Ao todo, 18 famílias estão desalojadas, ou seja, foram removidas de suas casas e levadas para casas de parentes. Outras quatro famílias estão desabrigadas e foram para um abrigo montado pela prefeitura na Escola Joao Bussons, na Vila Lagoinha.
“Estamos com quatro equipes fazendo a remoção, mas só vamos poder atualizar a contabilização da quantidade de famílias removidas pela parte da tarde. Temos aí cerca de 5 mil famílias atingidas tanto em bairros como em comunidades ribeirinhas”, disse o coordenador da Defesa Civil, José Lima.

Defesa Civil Municipal diz que 5 mil famílias estão atingidas por cheia — Foto: Arquivo/Prefeitura
Entre as localidades atingidas em Cruzeiro do Sul estão:
- Varzea
- Miritizal
- Lagoa
- Cruzeirinho
- Olivença
- Cobal
- Remanso
- Comunidade Praia Grande
- Ramal da Boca do Moa
- Estirão do Remanso
- Comunidade Florianópolis
O Rio Juruá já transbordou neste ano e causou transtornos também quando apresentou vazante, cinco famílias precisaram ser retiradas de casa por causa de desbarrancamentos.

Rio Juruá em Cruzeiro do Sul transborda — Foto: Arquivo/Prefeitura
Rio Liberdade
Além do Rio Juruá, a cheia do Rio Liberdade também preocupa a Defesa Civil. Segundo o coordenador, ainda não se sabe a quantidade exata de famílias atingidas pelo manancial.
O Rio Liberdade onde tem comunidade de mesmo nome, fica a cerca de 100 quilômetros da cidade de Cruzeiro do Sul e além dele, Rio Lagoinha que fica a 20 quilômetros da cidade também transbordou.
“O Rio Liberdade hoje está estabilizado, a gente ainda não tem informação se começou a baixar e nem quantas famílias atingidas. O que sabemos é que seis famílias desalojadas. Estamos com equipes de prontidão fazendo esses atendimentos.”
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Assembleia aprova Projeto de Lei e Estado vai investir R$ 2 milhões no futebol
Os deputados estaduais aprovaram nesta quarta, 4, um Projeto de Lei onde autoriza o governo do Estado investir R$ 2 milhões no futebol. O repasse será feito para os clubes por intermédio da Federação de Futebol do Acre(FFAC). “Priorizamos esse projetos porque acreditamos no esporte como uma ferramenta transformadora principalmente para a nossa juventude”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior(PP). Proposta encaminhada …
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Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES
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Justiça nega ação de Vini Jr. contra empresa de energia no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro negou uma ação movida pelo jogador Vinícius Júnior que questionava uma cobrança de quase R$ 275 mil da empresa de energia Light.
Vini Jr. foi cobrado em R$ 274.552,23 por obras de adequação elétrica em um imóvel no Rio. O atacante do Real Madrid afirmou ter quitado o valor integralmente, mas alegou que um erro no sistema da Light impediu o reconhecimento do pagamento, gerando novas cobranças indevidas e risco de corte de energia.
O jogador sustentou ainda que funcionários da empresa teriam falado que o cálculo da obra foi superior ao devido, o que geraria um crédito de R$ 162.531,00 ou estorno do valor. No último dia 20 de fevereiro, no entanto, a 7ª Vara Cível da Regional da Barra da Tijuca negou o pedido da defesa do jogador sobre a produção antecipada de provas.
Vini Jr. solicitou à Justiça que a Light exibisse uma série de documentos, incluindo gravações de chamadas, protocolos de atendimento e registros sistêmicos, para comprovar a existência de um suposto crédito de R$ 162.531,00 que teria sido informado verbalmente por funcionários da empresa após o pagamento da obra de adequação elétrica.
No entanto, a Justiça recusou o pedido por entender que o atleta não demonstrou a “utilidade concreta” ou a necessidade urgente da medida, uma vez que não comprovou o risco de os documentos desaparecerem, nem apresentou indícios mínimos de que o crédito realmente existia antes de exigir que a empresa produzisse tal prova.
O magistrado ressaltou que a ação de produção antecipada de provas não deve ser utilizada para “diligências investigativas genéricas” ou como substituto de procedimentos administrativos quando a empresa já havia negado a existência de valores a serem devolvidos.
Versão da Light
A Light negou a existência de qualquer crédito disponível para ressarcimento de Vini Jr. A empresa afirmou que a fatura de outubro de 2023 foi refaturada em novembro daquele ano para cobrar apenas o consumo real de energia, inexistindo saldo remanescente ou valores a serem devolvidos ao autor.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que o pedido de produção antecipada de provas não preenchia os requisitos legais.
“Verifica-se que o pedido formulado se volta à tentativa de obtenção de elementos para eventual futura demanda, sem que tenha sido demonstrado, contudo, o requisito da utilidade concreta e da necessidade da medida”, registrou a sentença. “Os pedidos foram julgados improcedentes, e, por se tratar de um procedimento preparatório, não houve condenação ao pagamento de honorários de sucumbência”, determinou o juiz.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Acre registra 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025, aponta encontro no TCE
Reunião discutiu aplicação da Política Estadual de Proteção a Órfãos do Feminicídio; quatro famílias já solicitaram auxílio financeiro previsto em lei

Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. Foto: cedida
O Acre registrou 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante reunião no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que reuniu representantes de órgãos públicos para discutir a aplicação da Política Estadual de Proteção e Atenção Integral às Órfãs e Órfãos de Feminicídio.
A política foi criada pela Lei nº 4.065/2022 e prevê assistência a filhos de mulheres vítimas de feminicídio. Também houve definições de critérios para concessão de auxílio financeiro e organização do atendimento especializado.
Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. “A dor causada pelo feminicídio não se encerra no ato criminoso. Ela se prolonga na vida dos filhos que permanecem e que precisam do amparo do Estado. Nosso compromisso é assegurar que essa política pública se traduza em proteção concreta”, disse.
A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. A juíza Evelin Campos Cerqueira Bueno destacou a necessidade de atenção aos processos de guarda das crianças que perderam suas mães.
“O encaminhamento é priorizar os processos de guarda e fortalecer a rede de proteção para garantir acompanhamento dessas crianças”, afirmou.
Auxílio financeiro e dados estaduais
Segundo a Secretaria de Estado da Mulher, responsável pela execução da política pública, quatro solicitações de famílias já foram registradas para concessão do auxílio financeiro previsto na lei. Os pedidos estão em análise.
De acordo com dados apresentados na reunião, o Brasil registra em média quatro feminicídios por dia. No Acre, a média é de um caso por mês.
As instituições também discutiram a ampliação da articulação com prefeituras para fortalecer a rede de proteção nos municípios e garantir o acesso das crianças e adolescentes aos serviços previstos na política estadual.

A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. Foto: captada

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