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Rio Acre atinge marca de 1,79 metro na capital acreana

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O nível do Rio Acre atingiu 1,79 metro na capital acreana, Rio Branco, na manhã deste sábado, 12 de julho. A medição foi registrada às 5h13 pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, que divulgou o boletim diário com os dados hidrológicos.

Segundo o relatório, não houve registro de chuva nas últimas 24 horas na cidade, o que deve acentuar a tendência de vazante.

Na última segunda-feira, 7, o coordenador da Defesa Civil, Claudio Falcão informou que o rio havia igualado a pior cota dos últimos 11 anos, chegando a 1,88 metros.

A situação segue monitorada pela Defesa Civil Municipal, coordenada pelo tenente-coronel Cláudio Falcão.

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Acreanas são selecionadas para programa nacional de lideranças femininas na gestão pública

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O programa tem como objetivo fortalecer e desenvolver lideranças femininas capazes de conduzir agendas estratégicas, promover a equidade e inspirar novas gerações de servidoras

Capitã do Corpo de Bombeiros Ismaira Argolo do Nascimento foi selecionada pelo programa Lideranças Femininas na Gestão Pública. Foto: cedida

A presença feminina na gestão pública do Acre ganha reforço com a seleção de quatro profissionais do estado para o programa “Lideranças Femininas na Gestão Pública”, promovido pela Fundação Dom Cabral. A iniciativa, de alcance nacional, recebeu mais de 1.500 inscrições de todos os estados brasileiros, evidenciando o nível de qualificação e o crescente protagonismo das mulheres no setor público.

Das nove vagas destinadas à região Norte, quatro foram ocupadas por acreanas, todas atuantes na área da segurança pública: a capitã do Corpo de Bombeiros Ismaira Argolo do Nascimento; a tenente Misma da Silva Maciel Fernandes; a major Ruana da Conceição Xavier Casas; e a tenente-coronel da Polícia Militar Cristiane Soares da Silva, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha.

Formação estratégica e visão global

O programa tem como objetivo fortalecer e desenvolver lideranças femininas capazes de conduzir agendas estratégicas, promover a equidade e inspirar novas gerações de servidoras. A formação inclui módulos online ao vivo e uma imersão internacional na INSEAD, na França, uma das instituições de maior prestígio no cenário global. As participantes também terão acesso a ferramentas de desenvolvimento profissional voltadas à evolução na carreira pública.

Podem participar do processo seletivo mulheres que atuam como agentes públicas em exercício nos entes subnacionais — estados, municípios e Distrito Federal -, incluindo autarquias, fundações e empresas públicas.

Tenente Misma da Silva Maciel Fernandes foi selecionada pelo programa Lideranças Femininas na Gestão Pública. Foto: cedida

Representatividade e impacto institucional

Para a tenente-coronel da Polícia Militar, Cristiane Soares, a iniciativa representa um avanço importante no fortalecimento da presença feminina em espaços estratégicos de decisão.

“Quando uma agente pública se capacita, ela leva esse conhecimento para dentro da instituição, fortalecendo equipes, processos e, principalmente, o atendimento à sociedade”, completou Cristiane. Foto: cedida

“O programa é extremamente relevante porque prepara mulheres para atuar com mais estratégia, inovação e impacto na gestão pública. Ele reúne instituições de alto nível e promove uma formação que alia conhecimento técnico, visão global e desenvolvimento de liderança, algo essencial para os desafios do serviço público”, destacou a tenente.

Segundo ela, a decisão de participar está diretamente ligada à sua atuação na Patrulha Maria da Penha. “Lidamos diariamente com situações complexas, que exigem não apenas ação operacional, mas também sensibilidade e capacidade de gestão. Esse programa é uma oportunidade de aprimorar essas competências e contribuir de forma ainda mais qualificada na proteção das mulheres e na construção de políticas públicas mais eficazes”.

Cristiane também ressaltou o impacto coletivo da qualificação. “Quando uma agente pública se capacita, ela leva esse conhecimento para dentro da instituição, fortalecendo equipes, processos e, principalmente, o atendimento à sociedade”.

Fortalecimento da liderança feminina

A major do Corpo de Bombeiros, Ruana Casas, também destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da gestão pública.

“O programa promove reflexões sobre liderança, equidade e governança, além de proporcionar a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões do país. Isso contribui para uma gestão mais eficiente, inclusiva e alinhada aos desafios contemporâneos”.

Para a oficial, a busca por aperfeiçoamento constante foi determinante para a inscrição. “Como diretora de planejamento do Corpo de Bombeiros, vejo nesse programa uma oportunidade de ampliar conhecimentos e fortalecer minha atuação estratégica, contribuindo ainda mais para a instituição e para a sociedade”.

Ruana enfatizou ainda a importância da representatividade feminina. “A presença de mulheres em espaços de decisão ainda é um desafio. Iniciativas como essa ampliam essa representatividade com qualificação e preparo, além de promover um intercâmbio de experiências que enriquece a gestão pública”, afirmou.

Ruanda casas é major do Corpo de Bombeiros. Foto: cedida

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Ponte da Sibéria e Variante redesenham a mobilidade de Xapuri com integração, dignidade e desenvolvimento

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A melhoria não foi apenas no serviço público, mas também na qualidade de vida de cada cidadão. O direito de ir e vir com dignidade fez com que os moradores de Xapuri vissem um sonho

Duas obras mais importantes de Xapuri revolucionaram a mobilidade no município. Foto: Pedro Devani/Secom

“Uma das melhores coisas feitas nesses últimos anos”, “essa ponte está possibilitando à gente salvar vidas”, “foram investimentos sem precedentes na história de Xapuri”, “mudou o coração da cidade”. Os relatos refletem a perspectiva da população de Xapuri, no interior do Acre, sobre as duas maiores obras entregues pela gestão de Gladson Camelí no ano passado.

A Estrada da Variante e a Ponte da Sibéria eram aguardadas há mais de 30 anos e revolucionaram a mobilidade e a infraestrutura da cidade, conhecida pelo legado ambiental do líder seringueiro Chico Mendes e pela forte produção rural.

As duas obras, extremamente significativas para a região, somam um investimento de mais de R$ 89 milhões. Além de conectar territórios, facilitam o transporte, superam barreiras geográficas e representam um salto no desenvolvimento de Xapuri.

Com uma celebração à altura de um marco histórico, a Ponte Josimar Oliveira, mais conhecida como Ponte da Sibéria, foi entregue pelo governador Camelí em novembro do ano passado. Em apenas quatro meses, transformou a vida dos mais de 18 mil xapurienses, reduzindo drasticamente o tempo de deslocamento entre a região central e o bairro da Sibéria. O percurso que antes dependia de balsa e podia exigir até três horas de espera agora é feito em questão de minutos.

Socorrista relata que ponte agilizou atendimento de emergência na cidade. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Ponte que salva vidas

Esses investimentos reverberam em diversos setores da cidade, direta e indiretamente. Com a facilitação do tráfego, um dos serviços mais beneficiados foi o de urgência e emergência. Antônio Carlos Santos, socorrista do Samu desde 2013, conta que a ponte tornou o atendimento aos pacientes mais ágil, um impacto difícil de dimensionar, já que, quando se fala de saúde, cada segundo conta.

“A ponte trouxe, ao serviço de urgência móvel, mais acessibilidade para atender moradores da Sibéria. Algumas situações de socorro marcaram muito a gente, como a espera dos pacientes enquanto dependíamos da balsa para fazer a travessia. Isso marcou demais. Depois que a ponte começou a funcionar, facilitou muito e trouxe dignidade para o povo”, relata.

O socorrista lembra ainda que o governo destinou uma equipe do Corpo de Bombeiros para reforçar os atendimentos em áreas de difícil acesso: “Agora, nosso tempo de resposta é mais ágil, e essa ponte está possibilitando a gente salvar vidas”.

Espera pela travessia de balsa podia chegar a três horas. Com a ponte, o percurso é feito em minutos. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

A melhoria não foi apenas no serviço público, mas também na qualidade de vida de cada cidadão. O direito de ir e vir com dignidade fez com que os moradores de Xapuri vissem um sonho, passado de geração para geração, finalmente se concretizar.

Edmilson Freitas, técnico em construção civil, conhece bem essa realidade. Morador da Sibéria, tem um escritório no centro da cidade e precisava fazer a travessia diariamente. Mesmo morando perto, conta que já esperou horas para conseguir atravessar. Agora, em questão de minutos, faz o percurso entre casa e trabalho.

Edmilson Freitas entende que a ponte é um marco histórico de união no município. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

“Às vezes eu vinha a pé para o meu escritório. Atravessava de catraia e seguia andando. É emocionante pensar que muitas pessoas morreram em Xapuri sem ver essa ponte construída, e hoje temos não só a ponte, mas também a Estrada da Variante. É uma evolução que valeu a pena para todos e foi a melhor coisa que podia acontecer em Xapuri, porque une as pessoas”, avalia.

Idas mensais para o centro de Xapuri “ficaram mais rápidas com a ponte”, conta Raimunda. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

O bairro da Sibéria concentra a maior parte produtiva da zona rural do município, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem 6.975 moradores nessa região. Raimunda Aldenice Oliveira, produtora e moradora da colocação Santa Luzia, precisa ir ao Centro pelo menos uma vez por mês e considera a ponte uma revolução no trajeto.

“Antes, a gente cruzava de catraia, pegava muito sol e passava muito tempo na fila. Agora, a gente vem da colônia e já atravessa rapidinho pela ponte, com a moto do meu marido; não é mais demorado”, compara.

Geraldo relembra como a Variante era apenas um corredor de lama e relata espera de décadas para ver local asfaltado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

O taxista Jamilso Sombra relata que o impacto é percebido diretamente no trabalho dos taxistas. O fluxo de passageiros aumentou e o atendimento ficou mais rápido: “Agora é só ligar. A gente vai lá buscar e volta em dois, três minutinhos. Antes, o tempo perdido era enorme. Hoje, em três ou quatro minutos a gente faz o percurso”.

Moradores relembram que Estrada da Variante teve momentos intrafegáveis. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Jamilso também destaca os benefícios trazidos pela Estrada da Variante. O taxista lembra que, quando chegou à região, o trecho era de barro e ficava intrafegável no inverno. “Agora ficou 100% para nós, taxistas. Quando venho de Rio Branco, entro pela Variante e já saio em Xapuri. Encurta quase nove quilômetros”, informa.

Para Sombra, as duas obras representam um avanço não apenas para a categoria, mas para toda a cidade. E afirma que a mobilidade melhorou para trabalhadores, estudantes e produtores rurais: “Com certeza impacta no desenvolvimento da cidade. As pessoas que vinham do polo para cá, de moto ou a pé, agora têm mais facilidade. Para escoar a produção também ficou muito melhor. Melhorou para eles e para nós”.

Taxistas comemoram obras que facilitam a locomoção. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

‘A estrada é tudo’

Um dos moradores mais antigos da Variante, Geraldo Pessigate, de 52 anos, diz que muita coisa mudou desde 1974, quando a estrada era um sonho de quem habitava ali. O lugar onde havia lama hoje é um acesso importante para a cidade, que não possibilita apenas um encurtamento da distância, mas abre caminho para o desenvolvimento da região.

Ponte mudou rotina de Xapuri e de quem precisava fazer a travessia diariamente. Foto: Pedro Devani/Secom

“Naquele tempo, posso dizer que praticamente não existia estrada. Passava só a marca do trator, que fazia as bueiras. Cada inverno mudava tudo, e era só promessa. Graças a Deus, no ano passado isso foi resolvido. Moro aqui há muito tempo e acompanhei todo esse desenvolvimento. Para mim, tanto a estrada quanto a ponte são como o coração de Xapuri. São obras que representam desenvolvimento”, destaca.

Trabalhando com a pecuária, Geraldo acredita que as duas obras devem mudar a economia da cidade: “Sem dúvida, vão impulsionar a economia do município. Aliás, já estão impulsionando. Cada dia que passa melhora mais”.

Estrada da Variante também se tornou espaço de corrida e caminhada para a população da cidade. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Impacto na economia

O investimento na ponte, orçada em mais de R$ 40,7 milhões, e na estrada, em R$ 48,9 milhões, reverbera em diversos setores da sociedade, especialmente na economia, ao gerar mais segurança para empresários e estimular novos investimentos na região.

Presidente da Associação Comercial de Xapuri, Neide Duarte avalia que esses impactos já são percebidos pela classe empresarial.

Empresários de Xapuri estão otimistas e acreditam que obras levam mais investimentos não só para Xapuri, mas a toda a região. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

“A nova ponte dá mais credibilidade para o investidor e também para o agricultor que sempre morou do outro lado do rio e enfrentava muita dificuldade. Antes, ele não tinha como investir na produção ou melhorar a própria propriedade. Outro ponto positivo é a valorização das terras. Com a ponte, a locomoção ficou muito mais fácil, e isso aumenta o valor imobiliário. Acredito que o setor de terras vai dar um salto. Foi bom para todos os setores”, avalia.

Para Neide, o comércio sente essa mudança de forma mais imediata, mas os avanços também se projetam em longo prazo: “O início desse processo já mostra resultados. A Variante também mudou muito o norte de Xapuri. As pessoas tinham a impressão de que Xapuri era uma cidade de passagem, que entrava e saía. Hoje, vemos mais movimento. Quem vai para a fronteira passa por aqui, entra pela Variante e sai na Estrada da Borracha. Isso aumentou o fluxo na cidade. Foram investimentos sem precedentes na história de Xapuri”.

Entrega histórica

Na inauguração da ponte, Gladson Camelí destacou a importância histórica da obra para o Acre e para a população local e afirmou que levará consigo, por toda a vida, a alegria dessa realização, por ter tornado realidade um sonho aguardado há mais de três décadas.

“Hoje é um grande dia para a história de Xapuri e do Acre. É com muita satisfação que entregamos à população a Ponte da Sibéria. Sonhamos com os moradores e agora estamos tornando realidade o desejo de milhares de pessoas. Esse é um sonho que a população de Xapuri aguardava há mais de 30 anos. Minha maior gratidão vai para cada morador que acreditou que seríamos capazes de realizar essa integração. Agora todos poderão desfrutar dos benefícios que a Ponte da Sibéria vai trazer”, afirmou.

Governador destacou que estrada impulsiona desenvolvimento no Acre. Foto: José Caminha/Secom

Sobre a Variante, o chefe do Executivo destacou que a obra tem valor simbólico para a população e representa não apenas um avanço em infraestrutura, mas também um passo importante para o desenvolvimento econômico e social da região.

“Estradas garantem um direito constitucional da população, o de ir e vir, fortalecendo a economia do estado, gerando produção, empregos e oportunidades para reduzirmos as diferenças sociais entre as pessoas que vivem no Acre. Esses 18 quilômetros da Variante totalmente pavimentados representam um avanço significativo não só para Xapuri, mas para toda essa região”, declarou.

Xapuri recebeu obras que mudaram a mobilidade e levaram mais dignidade para a população. Foto: Pedro Devani/Secom

Cuidar das pessoas

A presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Sula Ximenes, afirma que a prioridade para a execução das duas obras nasceu de uma realidade que quem vive na cidade conhece bem. De um lado, moradores que dependiam da balsa para atravessar o Rio Acre todos os dias; do outro, o fluxo de veículos passando pelo centro da cidade.

“A decisão do governo foi enfrentar esses dois desafios ao mesmo tempo: garantir uma travessia segura para quem mora na Sibéria e criar um novo acesso que organizasse melhor a entrada e saída de veículos do município. Quando começamos a acompanhar de perto a situação de Xapuri, ficou claro que eram duas obras muito esperadas pela população. A ponte resolve um problema antigo da travessia do rio, e a variante melhora o acesso à cidade, especialmente para quem chega ou sai pela rodovia. São obras que mudam a dinâmica da mobilidade e ajudam a cidade a crescer”, destaca.

Ao lado do governador, presidente do Deracre comemorou a entrega da ponte e relembrou o trabalho da equipe para que o projeto saísse do papel. Foto: José Caminha/Secom

Sula ressalta ainda que a Operação Verão 2026 é o próximo programa que vai atender o município em suas demandas estruturais. “Vai contemplar o município com frentes de pavimentação, aplicação de asfalto nas ruas e reforço de máquinas para acelerar os serviços de infraestrutura. É um planejamento que começa agora, ainda no inverno, para que, quando o verão chegar, a gente consiga avançar com mais obras e melhorias para a cidade”, adianta.

Ao acompanhar o trabalho realizado na região, a gestora reconhece o compromisso do Estado e de seus parceiros para transformar a realidade de cada cidade, aproximando as pessoas da igualdade social e reduzindo diferenças.

“Acompanhei essa obra desde o começo, andando pelo canteiro, conversando com os trabalhadores e também com os moradores da Sibéria, que sempre paravam para perguntar quando a ponte ia ficar pronta. Peguei dia de sol forte, dia de chuva, vi o rio subir, vi o trabalho avançar passo a passo. Muita gente olha a ponte pronta e não imagina tudo o que foi necessário até chegar ali. Foram meses de trabalho intenso das equipes e muita expectativa da população”, relembra.

Agora, com avanços tão significativos em sua gestão, o sentimento é de dever cumprido: “Estar presente em cada etapa e depois ver essa obra sendo entregue ao governador Gladson Cameli, sabendo que agora as pessoas não dependem mais da balsa para atravessar o rio, é algo que me emociona, porque a gente conhece as histórias e a realidade de quem vive ali todos os dias”.

Entregas históricas marcam novo tempo em Xapuri. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

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Governo do Acre e Organização Internacional para as Migrações da ONU articulam parcerias para fortalecer autonomia financeira e proteção de migrantes no Acre

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Com o objetivo de apresentar programas de políticas públicas voltadas para o empreendedorismo e para a ampliação do acesso aos direitos humanos, o governo do Acre, por meio das Secretarias de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), e de Turismo e Empreendedorismo (Sete), receberam representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira, 18, em Rio Branco.

Reunião apresentou ações e programas voltados para populações em migração. Foto: Uêslei Araújo/Sete

Durante o encontro, foram debatidos temas como a inclusão de mulheres migrantes e pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão em programas de acolhimento e capacitação, visando reduzir desigualdades. O enfrentamento ao tráfico de pessoas indígenas também foi pauta da reunião. O objetivo central é integrar migrantes e pessoas em situação de vulnerabilidade aos programas estaduais.

Encontro aconteceu nesta quarta-feira, 18, na sede da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo, em Rio Branco. Foto: Uêslei Araújo/Sete

De acordo com Eugênio Guimarães, oficial nacional de projetos da OIM, a organização busca estabelecer parcerias para apoiar a população migrante no Acre, especialmente no combate à exploração laboral e na gestão migratória de fronteiras. Além disso, a OIM propõe ações de integração socioeconômica por meio do empreendedorismo.

“O objetivo da reunião foi justamente reunir com a equipe da secretaria para poder apresentar o trabalho que a OIM já vem desempenhando no mundo, especialmente aqui no Brasil. Então, a gente vem trazer ações que a OIM vem fazendo, como integração socioeconômica de população migrante e pessoas em vulnerabilidade, que integra a questão do empreendedorismo. Sabendo que a secretaria trabalha com esse eixo também, acreditamos ser relevante estarmos juntos com a secretaria para, quem sabe, ter uma parceria estabelecida e ações para apoiar a população em migração no estado”, destacou Guimarães.

Eugênio Guimarães, oficial nacional de projetos da OIM, da ONU. Foto: Uêslei Araújo/Sete

A estruturação de uma rede de proteção e acolhimento para a população migrante no Acre avançou com a definição de novas estratégias de Governança Migratória. A iniciativa, liderada pela SEASDH, busca integrar órgãos governamentais, universidades e a iniciativa privada, para garantir direitos e segurança no território acreano.

Maria da Luz França, gestora de Políticas Públicas e chefe do Departamento de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da SEASDH. Foto: Uêslei Araújo/Sete

Maria da Luz França, gestora de Políticas Públicas e chefe do Departamento de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da SEASDH, detalha como a cooperação entre diferentes pastas é essencial para o sucesso da gestão do fluxo migratório. “Precisamos de todos para organizar essa governança. O setor de turismo e empreendedorismo, por exemplo, pode se deparar com situações de trabalho análogo à escravidão ou fluxos que aparentam ser turísticos, mas possuem outras finalidades. Então estamos aqui também nessa parceria para capacitar os atores envolvidos e tornar essa governança mais completa”, destacou.

Patrícia Parente, diretora de Empreendedorismo da Sete. Foto: Uêslei Araújo/Sete

Para Patrícia Parente, diretora de Empreendedorismo da Sete, a iniciativa se destaca pelo trabalho em conjunto, unindo assistência social e desenvolvimento econômico para devolver a dignidade aos cidadãos. “Foi muito interessante ver a transversalidade do tema, principalmente no que diz respeito ao empreendedorismo, e dar a dignidade para que essas pessoas voltem a estar dentro da sociedade com o seu recurso, com a sua própria autonomia financeira”, destaca.

Patrícia destacou como a Sete pode contribuir com a Trilha do Conhecimento, apresentada pela OIM, um programa que busca reintegrar pessoas ao mercado de trabalho por meio do emprego formal ou do empreendedorismo.

“Dentro desse retorno, foram apresentados dois vieses: o emprego digno e a autonomia pelo empreendedorismo. Então, é aí que a Sete entra, para agregar ao projeto na promoção dessas empreendedoras, desses empreendedores. Acredito que esse projeto, que será escrito a muitas mãos, vai trazer um impacto social muito positivo para que essas pessoas voltem a ter a sua dignidade de vida no nosso meio social”, destacou Patrícia.

Secretária adjunta de Turismo e Empreendedorismo, Núbia Musis. Foto: Uêslei Araújo/Sete

A secretária adjunta de Turismo e Empreendedorismo, Núbia Musis, reforçou que a contribuição da pasta com as propostas apresentadas é de conceder acesso aos programas de capacitação e geração de renda ofertados pela Sete. “Fomos procurados pela SEASDH para conhecer o fluxo migratório atual e as demandas da OIM. O que buscamos agora é oferecer oportunidades reais dentro dos nossos projetos, tanto na área do turismo quanto no empreendedorismo, para esse público vulnerável”, explicou.

Musis também destacou que a Sete integra o Comitê de Crise Humanitária, de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e de Erradicação do Trabalho Escravo do Governo do Estado, coordenado pela SEASDH, reforçando o compromisso da pasta com a proteção de populações vulneráveis. “A participação da Sete no comitê fortalece nossa atuação integrada e nos permite contribuir de forma mais efetiva para a prevenção e o enfrentamento dessas violações, garantindo que nossas políticas de qualificação e geração de renda também alcancem quem mais precisa”, acrescentou.

A secretária ressaltou, ainda, que a ação faz parte de uma política de Estado voltada para o acolhimento humanitário, lembrando que o Acre já foi porta de entrada para haitianos e venezuelanos. “Muitos migrantes estão morando nos mais diversos municípios do Acre. Então, na verdade, o governo tem essa sensibilidade de poder inseri-los nos programas socioassistenciais e outros programas de outras secretarias”, concluiu.






























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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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