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Revolução Acreana : 116 anos da integração do Acre ao território brasileiro

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O Acre celebra nesta segunda-feira (6) os 116 anos da Revolução Acreana.

COM PÂMELA FREITAS, DA CONTILNET

A ocupação do território acreano por brasileiros começou em 1880

Luta que iniciou a integração do Acre ao território brasileiro. Na hino do estado é possível perceber trechos que contam essa história.

Ao longo da história, todas as civilizações surgiram as margens de grandes rios. O Nilo no Egito, o Tigre e o Eufrates na Mesopotâmia, o Indo e o Ganges na Índia e o Amarelo na China. Com o rio Acre não foi diferente, em suas margens nasceram as cidade de Rio Branco, Xapuri, Brasileia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Porto Acre além de cidades bolivianas e peruanas.

Até o início do século XX, a região do Acre pertencia a Bolívia. A chegada dos primeiros nordestinos, por volta de 1880, porém, logo mudou o cenário. Os imigrantes fugiam da seca que assolava o Nordeste e viram na região, então pouco explorada, uma oportunidade de melhorar de vida.

O ponto forte da história desse rio foi a Revolução Acreana, movimento armado entre bolivianos e nordestinos pela posse do território que hoje compõe o Estado do Acre. Em seus barrancos muitos perderam a vida. O sangue vermelho e os corpos desses heróis anônimos fertilizam as margens do rio Acre, que fez uma revolução para que o Acre fosse incorporado ao Brasil.

“Foi nesta data [6 de agosto] que as tropas acreanas tiveram sua primeira vitória sob a liderança de Plácido de Castro rumo à rendição boliviana. O 6 de agosto só passou a ser comemorado a partir de 1910, o que significa dizer que a data não assumiu a importância de hoje logo nos primeiros anos após a revolução”, explica o Eduardo Carneiro, professor de história e vice presidente da Academia Acreana de Letras.

A Revolução Acreana é um marco decisivo de posse de um dos estados mais valiosos da época. “A revolução é o início das idas e vindas do Acre para o Brasil. Entre a extração da borracha para exportação e interesses pessoais, o Acre foi protegido por seus seringueiros. Pessoas que viviam do que essa terra oferecia para eles”, conta a professora de história, Marsella Souza.

A ocupação do território acreano por brasileiros começou em 1880. No começo o governo boliviano não deu muita importância, por se tratar de uma região de difícil acesso e que até então, não possuía grande impactos econômicos para a Bolívia.

Presidente José Manuel Pando en 1899

Só quando o coronel boliviano José Manuel Pando precisou se refugiar na região, depois uma tentativa de golpe, que percebeu o tamanho da presença brasileira e buscou alertar o governo.

“A revolução não passou de um conflito armado em defesa da propriedade privada dos seringalistas e do monopólio da cobrança de imposto sobre a produção da borracha pelo Governo do Amazonas. Eles precisavam mobilizar a opinião pública nacional em favor da causa, e, por isso, fizeram uso do patriotismo em seus discursos”, afirma Carneiro.

“Apesar de termos sido comprados, por sermos muito valiosos à época, hoje temos uma rica cultura que envolve todo o Brasil, e, até o exterior, pelo fato de muita gente ter vindo pra cá atrás da borracha e pelas promessas de enriquecimento fácil. Temos um pouco de todo o Brasil, e ainda assim temos uma cultura e jeito próprio de ser acreano”, acrescenta Souza.

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Deu no Acremais: pelo menos dois dos oito candidatos que disputam o Governo de Pando, dois são do Agro

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Por Wanglézio Braga

O Departamento de Pando, na Bolívia, que faz fronteira direta com o Brasil pelo Acre, entra no calendário eleitoral de 2026 com eleições marcadas para o dia 17 de março. O pleito vai escolher governador, representantes para o parlamento (Câmara e Assembleia Legislativa), além dos prefeitos municipais. O processo eleitoral em Pando desperta atenção estratégica no Acre, já que o departamento boliviano é um dos principais consumidores de produtos acreanos, especialmente da agricultura familiar, fortalecendo o intercâmbio econômico na fronteira Brasil–Bolívia.

Dos dois candidatos ao governo de Pando, dois possuem ligação direta com o setor do agronegócio. Entre eles está Ana Lúcia, do MTS, atual prefeita de Cobija, que trabalha com a exportação de frutas amazônicas e a industrialização do açaí. Também integra esse grupo Rodolfo Añez Domínguez, da FSUTCP, empresário com atuação na indústria e na exportação de café, atividade que dialoga diretamente com cadeias produtivas do Acre em especial do Alto Acre.

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Acre avança no enfrentamento ao fogo com redução de 77,75% dos focos de calor

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As ações de combate e redução de focos de calor em todo o território acreano vêm sendo intensificadas por meio de um esforço conjunto do Governo Federal e Governo do Estado do Acre com execução através do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre e demais órgãos parceiros. A partir da Sala de Situação Operacional, onde inteligência e geoespacialização monitoram as ocorrências em tempo real, os recursos são acionados conforme a necessidade, priorizando as regiões mais afetadas. Este ano, registramos uma redução expressiva de cerca de 77% na densidade de focos de calor em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2024 foram registrados 8.655 focos, enquanto em 2025 esse número caiu para 1.401.As ações de combate e redução de focos de calor em todo o território acreano vêm sendo intensificadas por meio de um esforço conjunto, com financiamento do Governo Federal e execução integrada do Governo do Estado do Acre e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre.

Além das ações de combate, tem-se investido fortemente em medidas preventivas e educativas. Somente em 2025, foram realizadas mais de 2 mil atividades preventivas, alcançando diretamente mais de 100 mil pessoas conscientizadas em todo o território acreano. Esse conjunto de esforços fortalece a proteção ao meio ambiente, preserva vidas e garante maior segurança às famílias acreanas.

Atualmente, o Acre conta com 18 bases operacionais distribuídas estrategicamente em todo o estado, garantindo alcance direto em 21 dos 22 municípios. Para dar suporte às ações, são empregados diariamente mais de 150 bombeiros militares em serviço, dentre eles cerca de 100 profissionais dedicados exclusivamente ao enfrentamento dos focos de calor, atividades de proteção ambiental e monitoramento de regiões críticas. Complementando essa estrutura, 36 viaturas estão mobilizadas para assegurar rapidez e eficiência no deslocamento e atendimento das ocorrências. Todos esses dados podem ser acompanhados em tempo real em nosso site na aba Operação Fogo Controlado 2025.

Esses resultados refletem um compromisso coletivo em proteger o meio ambiente e garantir qualidade de vida à população. A integração entre instituições, tecnologia, reforço operacional e ações preventivas demonstra que o enfrentamento ao fogo exige estratégia, união e responsabilidade. Seguimos firmes nesse propósito, reduzindo os impactos das queimadas e construindo um futuro mais sustentável para todos.

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Rio Branco concentra quase 90% dos casos de aids do Acre e lidera taxa de detecção entre capitais

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Foto: Reprodução Agência Brasil

Dados do Ministério da Saúde apontam avanço da doença e aumento da mortalidade no estado na última década

Rio Branco concentrou a maior parte dos casos de aids registrados no Acre em 2024 e aparece entre as capitais brasileiras com as maiores taxas de detecção da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, divulgados em dezembro de 2025, a capital acreana contabilizou 114 casos no período, com taxa de detecção de 29,4 casos por 100 mil habitantes, índice bem acima da média estadual.

No mesmo ano, o Acre registrou 129 notificações de aids, o que significa que quase 90% dos casos ocorreram em Rio Branco, evidenciando a centralização da epidemia na capital. Em 2025, o número total de registros no estado caiu para 83 casos, indicando uma redução no volume absoluto, embora os desafios no controle da doença permaneçam.

Os dados também revelam um cenário preocupante em relação à mortalidade. Entre 2014 e 2024, enquanto o Brasil apresentou uma queda de 37% na taxa padronizada de mortalidade por aids, o Acre registrou aumento de 34,8%, figurando entre as quatro unidades da federação com crescimento desse indicador.

Outro ponto de alerta é o avanço da taxa de detecção no estado. Em uma década, o Acre teve aumento de 65,9%, um dos maiores do país. Em 2024, a taxa estadual foi de 14,6 casos por 100 mil habitantes, enquanto Rio Branco apresentou índice praticamente duas vezes maior, reforçando o papel da capital como principal foco da doença no estado.

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