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Reaberta, fronteira do Brasil com Venezuela tem fiscalização reforçada

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Natália Fuhrmann/Especial para o Metrópoles
Foto colorida da fronteira do Brasil com a Venezuela - Metrópoles

Pacaraima (RR) – A movimentação na fronteira entre o Brasil e a Venezuela voltou à normalidade neste domingo (4/1), após o fechamento registrado no sábado em razão da prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Segundo forças de segurança brasileiras, o fluxo de pessoas e veículos ocorre de forma tranquila, embora a fiscalização tenha sido registrada pelo Metrópoles de forma minuciosa.

Em Pacaraima, cidade de Roraima que faz divisa com o país vizinho, militares do Exército, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Receita Federal e da Polícia Civil atuam de forma conjunta.

Todos os veículos e pessoas que cruzam a pé a fronteira, tanto na entrada quanto na saída, estão sendo parados e revistados. As autoridades afirmam que a operação segue protocolos de rotina. São solicitados documentos pessoais, documento do veículo e fiscalização de mercadorias.

Venezuelanos continuam entrando no Brasil

Apesar do cenário político, a travessia de migrantes venezuelanos segue ocorrendo pela rodovia. Na BR 174, a reportagem constatou pessoas entrando caminhando a pé em direção a Boa Vista. O caminho inverso também ocorreu.

Kleber Marino, de 23 anos, no fim da tarde entrou na Venezuela com a filha de um ano. Ele veio até Pacaraima de táxi, atravessou a fronteira a pé com a pequena Ana Karolina no colo e depois seguiu em direção à Santa Helena de Uairen de mototáxi.

“Eu já tinha comprado a passagem sem saber de nada. Aí, de madrugada, aconteceu tudo e foi uma surpresa. Estou um pouco feliz, porque faz tempo que a gente queria tirar ele e nunca conseguiu. Agora aconteceu. Agora depende de como vai ficar a situação lá”, disse o migrante que vive há quase cinco anos em Roraima e desde então não havia regressado para o seu país natal.

Turistas relatam retorno tranquilo após reabertura da fronteira

O Métropoles presenciou táxis e carros de agências de turismo lotados. Turistas brasileiros que estavam na Venezuela relataram surpresa com o fechamento temporário da fronteira no sábado (3/1), após a prisão de Nicolás Maduro, mas afirmaram que o retorno ao Brasil ocorreu de forma tranquila neste domingo (4/1).

A enfermeira Jalycya Rodrigues, do Maranhão, contou que estava em viagem turística pela primeira vez no país vizinho, onde visitou destinos como Margarita, Falcón e Chichiriviche. Ela deveria retornar no sábado, mas precisou adiar a volta após ser informada do fechamento da fronteira.

Segundo Jalycya, houve apreensão inicial, principalmente por causa do voo marcado para o mesmo dia, mas o deslocamento até Pacaraima ocorreu sem intercorrências. “Deu um pouco de medo, porque a gente não sabia o que podia acontecer, mas foi tudo muito tranquilo”, afirmou.

A enfermeira foi influenciada conhecer a Venezuela pela amiga secretária, Michielly Marcano,  que não disfarçou o contentamento com a prisão de Maduro. “Povo feliz. Gostei! Venezuela Libre!”, disse

Durante o trajeto, as duas disseram ter visto moradores comemorando a prisão de Maduro, com buzinaços e pessoas nas ruas e em apartamentos. Para a maranhense, apesar dos contrastes sociais, a Venezuela tem forte potencial turístico. “É um país lindo, com muitos lugares que precisam ser explorados”, avaliou.

A influenciadora Thiane Rangel, que esteve em Santa Helena de Uairén, relatou que soube da captura de Maduro ao chegar à fronteira nas primeiras horas da manhã de sábado, quando já estava no país vizinho. Por receio de novos confrontos, ela e os acompanhantes decidiram retornar apenas neste domingo.

Segundo Thiane, tanto o comércio quanto os hotéis funcionavam normalmente do lado venezuelano. “Lá dentro está tudo normal, é como se nada tivesse acontecido”, disse.

Ela também destacou que a fiscalização na entrada da Venezuela foi mínima. “Só cumprimentaram a gente e pediram para seguir. Não vimos policiamento ostensivo”, relatou.

Comércio afirma redução de movimento

Jair da Silva, proprietário de uma churrascaria em Pacaraima há 10 anos, relatou que o movimento comercial sofreu uma queda brusca após os recentes eventos na fronteira. O comerciante, cuja clientela é composta em 80% por venezuelanos, explicou que o clima de “suspense” e o medo do fechamento da fronteira afastaram os consumidores vizinhos, paralisando a economia local.

“Paralisou muito aqui. Pessoal ficaram com medo de vir pra cá, passar de lá pra cá. Ficam naquele suspense. O movimento está bem pouco.”

Noel Martínez, venezuelano de 23 anos que vive em El Tigre (estado de Anzoátegui), relatou um cenário diferente do pânico generalizado. O jovem, que trabalha com transporte de passageiros e cruza a fronteira para comprar mantimentos, afirmou que, embora haja filas e supermercados operando com restrições por precaução, a situação em sua cidade permanece calma.

Segundo ele, o medo da população tem sido amplificado por boatos e desinformação espalhados em redes sociais, como o TikTok.

“Tudo está tranquilo, eu vim de lá. Isso é pura coisa de TikTok que as pessoas inventam. Ontem me disseram que não havia passagem, mas quando passei, estava tranquilo. Não há problema com a polícia, não há problema com nada. Em Caracas pode ser que esteja um pouco difícil, mas por aqui tudo está tranquilo. Eu vou agora para Bolívar, mas não há problema”, disse.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Acidente com carro alegórico deixa ao menos 3 feridos na Sapucaí

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Alex Ferro | Riotur

Um acidente envolvendo um carro alegórico da escola de samba União de Maricá deixou ao menos três feridos durante os desfiles na Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo (15/2).

O caso aconteceu no fim da apresentação. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), três homens foram atingidos pela alegoria na saída do último carro.

Uma das vítimas foi identificada como Itamar de Oliveira, integrante da escola. Ele teve uma fratura grave na perna direita e será submetido a uma cirurgia no Hospital Municipal Souza Aguiar.

Ainda segundo a secretaria, outros dois homens tiveram feridos leves. “Um deles foi atendido e liberado. O outro foi encaminhado para o Hospital Municipal Miguel Couto, para exames complementares”, diz o órgão, em nota.

A União de Maricá lamentou o incidente e informou que presta apoio ao integrante da escola atingido.

“Desde o ocorrido, a equipe da agremiação acompanha a situação de forma permanente, prestando todo o suporte necessário, inclusive com representantes no Hospital Municipal Souza Aguiar”, informou a agremiação.

“A União de Maricá manifesta sua solidariedade ao Sr. Itamar de Oliveira e seus familiares. Neste momento, nada é mais importante do que a saúde e o pleno restabelecimento do envolvido”, finaliza.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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86 milhões de anos: ovos de ancestrais de crocodilos são achados em SP

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Segundo estudo, ovos seriam do grupo de crocodilomorfos, que deu origem aos crocodilos. Tamanho é de 6cm de comprimento e 3,4cm de diâmetro

Mais de 80 ovos fossilizados de ancestrais de crocodilos, com idade estimada entre 83 e 86 milhões de anos, foram descobertos na região de Presidente Prudente (SP), no interior de São Paulo, a cerca de 560 quilômetros da capital paulista.

A descoberta foi mencionada em um artigo científico publicado no dia 6 de fevereiro pelo Journal of Vertebrate Paleontology. O texto é assinado por diversos pesquisadores, alguns deles brasileiros.

De acordo com o estudo, os ovos seriam do grupo de crocodilomorfos – que deu origem aos crocodilos como os conhecemos atualmente, além de várias outras espécies que já foram extintas. O tamanho dos ovos é de 6 centímetros de comprimento e 3,4 centímetros de diâmetro.

Os crocodilomorfos são um grupo diverso de répteis arcossauros que incluem os crocodilianos modernos (jacarés, crocodilos, gaviais) e seus parentes extintos. Eles surgiram no período Triássico (há cerca de 225 milhões de anos), antes dos dinossauros, e evoluíram de ancestrais pequenos e terrestres para formas aquáticas, semiaquáticas e terrestres.

O que dizem os pesquisadores

Segundo o resumo do artigo científico, “as unidades do Cretáceo Superior do Grupo Bauru forneceram um registro fóssil abrangente de ovos e ninhos pertencentes a diferentes clados de répteis, como tartarugas, crocodiliformes e dinossauros”.

“Neste trabalho, relatamos a descoberta de diversas posturas de ovos na Formação Adamantina (Grupo Bauru), aflorando na cidade de Presidente Prudente (Estado de São Paulo, Brasil). A nova descoberta representa três posturas de ovos, totalizando 83 ovos, além de numerosas cascas de ovos isoladas”, relatam os pesquisadores.

O texto afirma ainda que “a disposição espacial dos ovos dentro das posturas é semelhante à observada em diferentes espécies de crocodiliformes atuais, uma disposição que resulta da construção de um buraco relativamente estreito em um substrato misturado com serapilheira”.

“Uma característica importante de uma das posturas é que ela contém um grande número de ovos (pelo menos 47), representando, portanto, a maior postura de ovos de crocodiliformes do Mesozoico já encontrada. Imagens de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) da superfície externa revelaram uma alta densidade de poros, sugerindo que ovos mais espessos e porosos facilitam a perda de água, compensando a deposição em ambientes mais úmidos”, diz o texto.

De acordo com os cientistas, “o conjunto de atributos converge com estruturas descritas para crocodiliformes”. “Em conexão com estudos conduzidos no Grupo Bauru, a correlação com Notosuchia (subordem de crocodilomorfos extintos que viveram, principalmente, durante o período Cretáceo) elucida aspectos mais amplos da adaptação desse clado, que inclui organismos especializados tanto em ambientes terrestres quanto em habitats mais úmidos”, afirmam.

“A nova descoberta revela novas implicações evolutivas para uma das faunas de crocodilomorfos fósseis mais diversas do mundo, revelando hábitos reprodutivos mais complexos e bem-sucedidos, com potenciais adaptações a ambientes ocasionalmente mais úmidos.”

Como os ovos foram encontrados

O material foi localizado, inicialmente, entre 2020 e 2022 em rochas da Formação Adamantina, na Bacia Bauru, no sítio paleontológico José Martin Suárez, em Presidente Prudente. Eles estavam com parte das cascas ainda preservadas, o que facilitou a identificação exata dos grupos aos quais pertenciam.

As descobertas foram feitas pelo diretor do Museu de Paleontologia de Marília (SP), no interior de São Paulo, William Nava, em setembro de 2020. Em outubro daquele mesmo ano, ele retornou ao local com a estudante Giovanna Paixão, hoje doutoranda no Laboratório de Paleobiologia da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), no Rio Grande do Sul – ela é a primeira autora do estudo. Nessa nova visita, ambos encontraram outras cascas de ovos preservadas. O trabalho faz parte da dissertação de mestrado de Paixão.

Segundo ela, os ovos encontrados na região constituem as maiores ninhadas já registradas no Brasil e no mundo relacionadas aos crocodilomorfos. O trabalho foi concluído em 2022, quando os blocos com ninhos foram levados à Unipampa para estudo.

A análise desse material envolveu estudo e observação sobre a arquitetura dos ovos, a microestrutura das cascas e a morfologia externa. A partir daí, foi possível atribuir os ovos aos ancestrais dos crocodilos.

Alguns desses ovos foram analisados por meio de um microtomógrafo computadorizado de alta resolução (chamado de microCT), que disponibiliza imagens precisas do interior e da estrutura dos ovos.

O microtomógrafo é um equipamento de imagem 3D de alta resolução – semelhante a uma tomografia computadorizada hospitalar – projetado para analisar amostras pequenas em detalhes minuciosos. Até o momento, no entanto, não foram encontrados restos ósseos ou vestígios de embriões.

Os materiais encontrados estão depositados na coleção paleontológica do Museu de Paleontologia de Marília. Os trabalhos de pesquisa de campo se encerraram em 2023.

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Motoristas são flagrados pela PRF a mais de 150 km/h na BR-060. Vídeo

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Reprodução/PRF-GO
Em Goiás, PRF flagra motoristas a mais de 150 km/h durante Operação Carnaval 2026.

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagraram neste sábado (14/2) veículos a mais de 150 km/h na BR-060, em Goiás. Os registros foram feitos no primeiro dia de trabalho da Operação Carnaval 2026, que fiscalizará rodovias de todo o país até o próximo dia 18/2.

Segundo a PRF, os maiores registros de velocidade foram observados no km 50 da BR-060, que fica próximo de Anápolis (GO). A verificação ocorreu por meio de radares móveis.

Policiais rodoviários federais classificaram as ocorrências como um “festival de velocidade”. De acordo com a corporação, todos os motoristas que foram “flagrados acima do limite permitido serão autuados”.

A Polícia Rodoviária Federal também cobrou “prudência” dos motoristas e alertou que a fiscalização das rodovias será “intensificada durante todo o feriado prolongado em todas as BRs que cortam o estado de Goiás”.

Operação Carnaval

A Operação Carnaval 2026 começou nessa sexta-feira (13/2). Até a próxima quarta (18/2), agentes da PRF vão intensificar o monitoramento e a fiscalização nas rodovias federais.

“A PRF trabalha com a expectativa de grande movimento nos corredores rodoviários que levam aos destinos mais procurados no Carnaval, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará”, informou a corporação.

Em 2025, mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia foram aplicados pela PRF nas rodovias do país. A fiscalização resultou na autuação de mais de 9 mil motoristas e foram notificados 43 mil pessoas por recusarem o teste do etilômetro.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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