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Quase metade dos adultos no AC admite não usar cinto de segurança no banco de trás, aponta pesquisa

No estado, 51,4% das pessoas de 18 anos ou mais informaram que usam cinto de segurança quando andam trás e 75,9% quando andam no banco da frente. Dados são da Pesquisa Nacional da Saúde publicada na última sexta (7).

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Quase metade dos adultos no Acre admitem não usar o cinto de segurança no banco de trás, aponta IBGE — Foto: André Paixão/G1

Por Iryá Rodrigues

Não usar o cinto de segurança ao andar no banco de trás de um carro é um hábito de quase metade dos acreanos com 18 anos ou mais. É o que mostra a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), referentes a 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (7).

No Acre, os dados apontam que 51,4% dos adultos admitiram colocar sempre o cinto de segurança no banco de trás, enquanto 48,6%% não usam frequentemente.

Esse percentual de pessoas que usam o acessório de segurança no Acre ficou um pouco abaixo da médica nacional, que é de 54,6%. O Amapá foi o estado com menor percentual do país, com apenas 34%.

De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), o uso de cinto de segurança é obrigatório a todos os ocupantes de um veículo, inclusive no banco de trás. A infração é considerada grave e resulta em multa de R$ 195,23 e perda de pontos na carteira.

O uso do cinto de segurança é um dos principais alertas da campanha “Maio Amarelo”, que durante todo o mês promove ações visando a correta postura no trânsito e a redução de acidentes e mortes em ruas e rodovias.

No banco da frente

Já com relação aos adultos que dizem usar o cinto de segurança no banco da frente, o indicador se eleva, mas ainda é um alerta. São 74,7% dos acreanos que sempre usam o equipamento, entre motoristas e caronas.

Com os dados, é possível concluir que 25,3% dos acreanos não se protegem sempre com o cinto no banco da frente. As mulheres apresentaram percentual mais elevado do que os homens. 76,6% delas relataram sempre usar cinto de segurança no banco da frente, enquanto que, para os homens, este percentual foi de 72,7%.

Com relação à idade que mais usa o acessório de segurança no banco da frente, 87,8% são pessoas de 60 anos ou mais, ao passo que entre os mais jovens, entre 18 e 29 anos, o percentual chega a 65,4%.

Uso de capacete

O uso do capacete também é fundamental e obrigatório por lei no Brasil, para todos os motociclistas e garupas. É o equipamento para condutores e passageiros de motocicletas e similares que, quando utilizado corretamente, minimiza os efeitos causados pelo impacto em um eventual acidente.

No Acre, das pessoas que informaram dirigir motocicleta, 91,1% sempre usavam capacete. Entre as pessoas com maior escolaridade este percentual foi o mais alto (91,3%) e entre aquelas com menor escolaridade, foi o mais baixo (85,8%).

A proporção de pessoas de 18 anos ou mais de idade que usavam capacete como passageiros de motocicleta foi de 91,6%, no Acre. As pessoas com maior nível de instrução apresentaram os maiores percentuais desse indicador, 92,6% para o ensino médio completo e superior incompleto e 94,1% superior completo.

Rio Branco registrou mais 530 acidentes de trânsito nos três primeiros meses de 2021 — Foto: Ascom/PM-Acre

Acidentes de trânsito

A capital acreana registrou mais 530 acidentes de trânsito nos três primeiros meses de 2021, segundo dados divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC). Os dados não incluem acidentes registrados nas rodovias federais do estado, que são de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC).

Somente em janeiro deste ano, foram 193 acidentes de trânsito na capital. Em fevereiro, foram 171 e março contabilizou 172 casos. Apesar do número alto, se comparado com o mesmo período do ano passado, os casos de acidente de trânsito nos primeiros três meses em Rio Branco caíram 27,96%. Isso porque de janeiro a março de 2020 foram registrados 744 acidentes.

Conforme o levantamento, Rio Branco teve um total de duas vítimas fatais nos três primeiros meses de 2021, sendo uma em janeiro e uma em fevereiro. No mesmo período no ano passado, o número de mortes no trânsito chegou a nove na capital, sendo uma em janeiro, seis em fevereiro e duas em março.

Os dados mais recentes levantados pelo Detran-AC em relação a todo o Acre são referentes ao ano passado. De janeiro a dezembro de 2020, foram registrados 3.744 acidentes de trânsito no estado. O número é 20% menor que o registrado em 2019, quando foram contabilizados 4.692 acidentes.

Já com relação ao número de mortes por acidente de trânsito, o ano passado fechou com 3% a mais que no ano de 2019. Segundo os dados do Detran, 62 pessoas morreram no trânsito no Acre entre janeiro e dezembro de 2020, enquanto que 60 morreram no ano anterior.

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Incêndio destrói casa e atinge outras duas no bairro Wanderley Dantas, em Rio Branco

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Fogo consumiu residência de madeira e alvenaria; bombeiros usaram mais de 9 mil litros de água. Ninguém ficou ferido

A casa de madeira e alvenaria, destruída pelas chamas, estava trancada e sem ninguém dentro. Foto: captada 

Um incêndio de grandes proporções destruiu uma casa e atingiu parcialmente outras duas na Travessa Santa Bárbara, no bairro Wanderley Dantas, em Rio Branco, na noite desta sexta-feira (16). O Corpo de Bombeiros confirmou que não houve feridos. A casa completamente consumida pelas chamas estava trancada e desocupada no momento do incidente.

Os bombeiros utilizaram mais de nove mil litros de água no combate às chamas, que já haviam tomado a primeira residência quando as equipes chegaram. Em uma das casas vizinhas, o fogo atingiu a lateral e o forro de PVC de um quarto, que precisou ser aberto à força. Em outra, as chamas danificaram o telhado e duas caixas d’água. Após 30 minutos de trabalho, o fogo foi controlado. As causas do incêndio ainda serão apuradas.

Segundo incêndio na semana

Uma casa foi atingida por um incêndio na manhã de quarta-feira (14) após um vazamento de gás durante a troca de um botijão Comunidade Panorama, em Rio Branco.

O comerciante Jairo Aguiar, proprietário da residência, contou que era ele quem manuseava o botijão de gás que causou a explosão e chegou a ser atingido no rosto, mas sem causar ferimentos graves. Ele e o pai estavam em casa.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Acre, só havia moradores nas casas atingidas parcialmente e ninguém ficou ferido. Foto: captada 

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Apoio de vice de Rio Branco a Bocalom deve criar atrito no PP acreano

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Mesmo filiado ao partido de Mailza, Alysson Bestene deve pedir afastamento durante campanha para evitar conflitos e defender “lealdade” ao atual prefeito

Alysson Bestene, aliado de Gladson Cameli e filiado ao partido de Mailza Gomes, deve pedir afastamento temporário para fazer campanha ao prefeito. Foto: captada 

Com Luciano Tavares

O vice-prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP), prepara-se para apoiar a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom (PL) ao governo do Acre, mesmo sendo filiado ao PP da senadora Mailza Gomes e amigo conselheiro partidário Gladson Cameli (PP).

Para evitar ser acusado de infidelidade partidária, a alternativa deve ser um pedido de afastamento das atividades no partido durante os 45 dias do período eleitoral, quando poderá fazer campanha e votar em Bocalom.

Segundo aliados, Bestene não vê a decisão como um problema, mas como uma posição coerente com seu cargo na prefeitura e um “ato de lealdade”. Bocalom deve oficializar sua pré-candidatura na segunda-feira, dia 19, em coletiva na Associação Comercial do Acre (Acisa).

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Acre tem mais mortes no trânsito do que homicídios em 2025, mas registra queda de 12,1% nas vítimas de acidentes

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Dados do Detran mostram queda de 12% nos acidentes fatais, mesmo com aumento da frota; taxa de mortalidade cai para 2,05 a cada 10 mil veículos

Mortes no trânsito superam homicídios no Acre em 2025, com 80 óbitos nas vias contra 62 assassinatos. Foto: captada 

O Acre registrou, em 2025, um cenário atípico na segurança pública: o número de mortes no trânsito (80) superou o total de homicídios (62) no estado. Apesar disso, os óbitos por sinistros caíram 12,1% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 91 vítimas. O total de acidentes também recuou, passando de 4.410 em 2024 para 4.116 até novembro de 2025.

Os dados, consolidados pelo Detran/AC e divulgados em janeiro de 2026, mostram que a redução ocorreu mesmo com o crescimento da frota, que chegou a 385.341 veículos — sendo 229.472 em Rio Branco e 133.822 no interior. A taxa de mortalidade no trânsito caiu de 2,49 para 2,05 mortes por 10 mil veículos.

O Detran atribui o resultado a políticas preventivas como o Maio Amarelo, campanhas educativas e operações integradas com a Polícia Militar, com foco no combate à alcoolemia, uso de equipamentos de segurança e respeito às normas viárias.

Comparativo com 2024:
  • Mortes no trânsito: 80 (2025) contra 91 (2024) → queda de 12,1%

  • Acidentes totais (jan–nov): 4.116 (2025) contra 4.410 (2024) → redução de 6,7%

  • Frota veicular: cresceu para 385.341 veículos (2025), com Rio Branco concentrando 229.472

Taxa de mortalidade:

A relação entre óbitos e frota caiu de 2,49 mortes por 10 mil veículos (2024) para 2,05 (2025), indicando maior segurança viária relativa.

Fatores para a redução:

Segundo o Detran, o resultado reflete:

  • Campanhas educativas como o Maio Amarelo;

  • Operações integradas de fiscalização com a Polícia Militar;

  • Foco no combate à associação de álcool e direção, uso de capacetes/cintos e respeito aos limites de velocidade.

A inversão na liderança das causas violentas de morte – com o trânsito matando mais que o crime intencional – segue tendência já observada em estados com baixas taxas de homicídio, como Santa Catarina e São Paulo.

O Detran deve ampliar em 2026 as blitzes em rodovias estaduais e as ações em escolas para conscientização de jovens condutores.

A queda nas mortes no trânsito ocorreu apesar do crescimento da frota, o que sugere que as políticas preventivas têm sido mais eficazes que o simples aumento da quantidade de veículos em circulação.

Segundo o Detran/AC, o resultado é reflexo direto da intensificação de políticas preventivas, como campanhas educativas — a exemplo do Maio Amarelo — e de operações integradas de fiscalização realizadas em parceria com a Polícia Militar.

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