Brasil
Qual a diferença entre a propagação assintomática e pré-sintomática?
Estudos sugerem que a disseminação pré-sintomática é mais comum que a disseminação assintomática.

Holly Yan, da CNN
O novo coronavírus é singular por muitas razões, tornando sua propagação imprevisível e difícil de controlar.
Uma de suas características é a facilidade com que as pessoas podem ser infectadas por alguém sem sintomas, ou seja, pessoas assintomáticas. Mas há uma diferença entre a contaminação assintomática e a contaminação pré-sintomática.
A disseminação assintomática é a transmissão do vírus por aqueles que não apresentam sintomas e nunca terão sintomas desde a sua infecção. Mas esses portadores infectados ainda poderiam transmitir a doença.
Já a disseminação pré-sintomática é a transmissão do vírus por pessoas que, a princípio, não parecem ou não se sentem doentes, mas que acabam tendo sintomas mais tarde.
Como posso saber se alguém é pré-sintomático ou assintomático?
Não pode. Ambos os tipos de portadores parecem saudáveis, embora portadores pré-sintomáticos apresentem sintomas mais tarde.
Estudos sugerem que a disseminação pré-sintomática é mais comum que a disseminação assintomática.
“O rastreamento detalhado de contatos de Taiwan, bem como a primeira rede de transmissão européia na Alemanha, sugeriram que os assintomáticos raramente transmitem o vírus”, disse Babak Javid, pesquisador principal da Escola de Medicina da Universidade Tsinghua, em Pequim, e consultor de doenças infecciosas nos hospitais da Universidade de Cambridge.
“No entanto, esses (e muitos outros) estudos descobriram que a transmissão daqueles com poucos sintomas (paucisintomáticos) podem ocorrer e, em particular, no estudo alemão, eles descobriram que a transmissão frequentemente parecia acontecer antes ou no dia em que os sintomas apareceram”.
Como é possível espalhar o novo coronavírus sem sintomas?
“Quando você fala, pode cuspir um pouco”, disse Anne Rimoin, professora de epidemiologia na Escola de Saúde Pública da UCLA.
“Você vai esfregar o nariz. Você tocará sua boca. Você vai esfregar os olhos. E então, você tocará outras superfícies e espalhará o vírus se estiver infectado.”
Quantas pessoas estão infectadas por alguém sem sintomas?
O Centro dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estima que 40% da transmissão da Covid-19 ocorre antes que as pessoas se sintam doentes.
Em um estudo, cerca de 4 em cada 5 pessoas com o novo coronavírus confirmado na China, provavelmente foram infectadas por aqueles que não sabiam que estavam com a Covid-19, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Science.
“Essas descobertas explicam a rápida disseminação geográfica do novo coronavírus e indicam que a contenção desse vírus será particularmente difícil”, escreveram os pesquisadores.
Muitas pessoas com o novo coronavírus não têm idéia de que o têm, seja por serem assintomáticas, pré-sintomáticas ou paucissintomáticas (que apresentam sintomas extremamente leves).
O CDC disse que quase metade das 712 pessoas com a Covid-19 que estavam no navio Diamond Princess não apresentaram sintomas quando testaram positivo.
E um estudo na Islândia mostrou que 50% das pessoas que testaram positivo não apresentaram sintomas no momento do teste.
Como tantas pessoas podem ter ou espalhar o novo coronavírus sem sintomas (ainda)?
O novo coronavírus tem um longo período de incubação, o tempo entre o momento em que alguém é infectado e o início do aparecimento de sintomas (se houver).
A gripe também pode ser transmitida sem sintomas, mas o tempo de incubação é muito menor, geralmente de um a quatro dias, e os sintomas geralmente aparecem dentro de dois dias após a infecção, de acordo com o CDC.
Com a Covid-19, o período de incubação é de três a 14 dias, e os sintomas geralmente aparecem “dentro de quatro a cinco dias após a exposição”, de acordo com a Harvard Medical School.
“Sabemos que uma pessoa com a Covid-19 pode ser contagiosa 48 a 72 horas antes de começar a sentir sintomas”, escreveram os especialistas de Harvard.
“Pesquisas emergentes sugerem que as pessoas podem ter maior probabilidade de transmitir o vírus a outras pessoas nas 48 horas antes de começarem a sentir os sintomas”.
Os pré-sintomáticos são mais contagiosos antes ou depois dos sintomas?
“As pessoas tendem a ser as mais contagiosas antes de desenvolverem sintomas, se desenvolverem sintomas”, disse Sanjay Gupta, correspondente médico chefe da CNN.
“Eles chamam isso de período pré-sintomático. Portanto, as pessoas tendem a ter mais vírus nesta fase, aparentemente no nariz e na boca. Isso é, antes mesmo de você ficar doente. E eles podem estar transmitindo esse vírus para o meio ambiente”.
Se não consigo saber quem é pré-sintomático ou assintomático, como me protejo?
Usar máscaras e manter distância física de outras pessoas “pode ajudar a reduzir o risco de alguém infectado, mas ainda não contagioso, poder inconscientemente infectar outras pessoas”, afirmou a equipe de Harvard.

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Senado aprova “vulnerabilidade absoluta” de vítimas de estupro de até 14 anos

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (24/2), um projeto de lei que estabelece que vítimas de estupro com menos de 14 anos de idade serão sempre consideradas vulneráveis, e que a punição do agressor não poderá ser influenciada pelo histórico sexual da vítima nem pela gravidez decorrente da violência.
O texto segue agora para sanção presidencial. A proposta foi aprovada de forma simbólica, sem contagem nominal de votos.
O projeto foi proposto pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). A relatora no Senado, Eliziane Gama (PSD-MA), afirmou que a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima “reforça a intenção do legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção do incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça do país.”
O projeto estava parado no Senado Federal desde dezembro de 2024, mas ganhou força após a Justiça de Minas Gerais absolver um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos.
Na ocasião, a 9ª Câmara Criminal Especializada também absolveu a mãe da criança, que respondia por conivência. Para o tribunal, em decisão que gerou críticas em todo o país, não houve crime, sob o entendimento de que existia um “vínculo afetivo consensual” entre os dois.
Com a repercussão do caso, a mãe da garota e o homem foram presos nesta quarta-feira (25/2). Relator do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar acolheu os embargos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que havia recorrido da decisão, e restabeleceu as duas condenações no processo que apura o estupro da menor.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Leite, Ratinho Jr. e Caiado participam de filiações junto com Kassab

O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, levará, no ínicio de março, os governadores Eduardo Leite, Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, Paraná, e Ronaldo Caiado, Goiás, para eventos da sigla em São Paulo. A agenda garante a presença dos governadores nas cerimônias de filiação de 12 políticos em cinco cidades de São Paulo.
O três são cotados para concorrer à Presidência pelo partido nas eleições deste ano. Na última sexta-feira (20/2), por meio de uma publicação nas redes sociais, Kassab reafirmou que a sigla lançará a própria candidatura ao cargo. De acordo com o presidente do PSD, “o Brasil estará muito bem servido se puder contar” com qualquer um dos três possíveis candidatos à frente da Presidência em 2027.
Veja agenda
Sexta-feira (6/3) – Sorocaba
16h – Filiação dos deputados Vitor Lippi e Maria Lucia Amary.
18h – Filiações dos deputados estaduais paulistas Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Dirceu Dalben, Márcio Nakashima e Rogério Nogueira.
Sábado (7/3)
10h – Santos: filiações do deputado Paulo Alexandre Barbosa e da Audrey, vice-prefeita de Santos.
13h – Itapevi: Filiação do ex-prefeito Igor Soares.
16h30 – Presidente Prudente – filiação do deputado Mauro Bragatto.
Segunda-feira (9/3) – São Paulo
9h – Participam da reunião do Conselho Político e Social (COPS) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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MJ sobre crítica por acordo no PL Antifacção: "Ficaríamos na retórica"

Após a aprovação do PL Antifacção pela Câmara dos Deputados, nessa terça-feira (24/2), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, saiu em defesa da atuação da pasta nas negociações do texto final e respondeu às críticas sobre o acordo construído em torno da proposta.
O projeto, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), retomou pontos da versão original da Câmara, como a divisão de recursos de bens apreendidos entre a Polícia Federal (PF) e os estados — trecho criticado pelo governo e pela própria corporação.
Nos bastidores, integrantes da PF questionaram a articulação e alegaram falta de diálogo. Diante das críticas, Wellington César afirmou que o ministério atuou dentro dos limites regimentais possíveis no momento da votação.
“A iniciativa do projeto foi do governo. Todavia, existiam várias versões inicialmente na Câmara e depois uma versão no Senado”, explicou o ministro.
Segundo ele, quando ficou claro que a Mesa Diretora levaria a plenário a versão da Câmara — e não o texto aprovado pelo Senado —, o espaço de manobra era restrito. “Só existiam duas posturas possíveis: ou cruzarmos os braços e deixar que aquela versão tramitasse ou buscássemos melhorar aquela versão.”
Embora reconheça “grande afinidade” com o texto do Senado, o ministro afirmou que não havia possibilidade de defender formalmente aquela versão, pois ela não seria votada.
A estratégia, de acordo com o ministro, foi apresentar emendas de redação ao texto que iria ao plenário. “A única maneira possível de operar essa melhora, sob o ponto de vista do cabimento regimental, era através das emendas de redação. E nós buscamos exatamente, extraindo o sentido daquelas proposições constantes do PL do Senado, incorporá-las no texto indicado para a votação.”
Sugestões
Wellington César afirmou, durante entrevista coletiva, que parte significativa das sugestões foi acolhida. “Foram 23 proposições — 12 a 14, depende do critério de sublíderes — incorporadas. Então nós temos certeza de que produzimos um texto melhor.”
Ele argumentou que, sem essa iniciativa formal, a atuação do ministério teria sido apenas simbólica. “Se nós expressássemos apenas uma simpatia pelo texto do Senado e não fizéssemos as propostas regimentalmente cabíveis, nós ficaríamos limitados a esse âmbito retórico.”
A proposta segue agora para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o ministro, a pasta cumpriu seu papel institucional. “Além da iniciativa do governo, o Ministério da Justiça, nessa tradição, nessa ocasião, exerceu o papel que devia: melhorar o produto legislativo final.”
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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