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Acre

PT não representa trabalhadores e está com os dias contados, diz ex-militante

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“O PT não representa os trabalhadores. Já representou, numa época em que dava gosto ser militante”, disse Edinei

Assem Neto, da ContilNet Notícias

Ex-presidente da Juventude do PT e atualmente consultor administrativo, Rondiney Dourado acusa o que chama “desmandos” nas reuniões ordinárias do partido. Fala do “atrelamento” sindical ao partido que governa o Acre, revela a falta de autonomia na direção estadual da sigla e lembra o episódio das camisetas vermelhas, apreendidas avião durante a campanha de 2010. Para o ex-militante, o PT está com os dias contatos, não representa os acreanos e aniquilou o PCdoB, seu aliado mais forte. Ele diz ter exercido militância “ativa e orgânica por 15 anos”.

Edinei Dourado acredita que o PT está com os dias contados/Foto: Assem Neto/ContilNet

Edinei Dourado acredita que o PT está com os dias contados/Foto: Assem Neto/ContilNet

Vejas os principais trechos da entrevista com Rondiney Dourado:

ContilNet – Qual o momento mais marcante de sua gestão?

Edinei Dourado – Juridicamente, nossa primeira vitória foi em 98 com a eleição do ex-companheiro Jorge Viana governador

Por que você deixou o partido?

A direção do PT não tem autonomia, é influenciada pelos desmandos dos irmãos viana. Tudo o que é deliberado pela maioria sempre é desfeito por eles. Eles pregavam unidade. Era tudo falácia. A ala radical do partido, principalmente, tentava resistir, mas o PT sempre foi formado por tendências, compostas pela chamada Democracia Radical e Democracia de Esquerda. Estes segmentos são compostos de cargos comissionados. Todos calavam para não perder seus altos salários no governo. Dizem amém a tudo, embora discordem do que é deliberado.

Protecionismo?

O estatuto diz que se alguém está envolvido em algo errado deve responder na Comissão de Ética e, se culpado, tem que ser expulso. Era um protecionismo escancarado. Outros que resistiam à mão de ferro dos viana sequer tinham direito de ser ouvidos. Isso acontece até hoje.

O PT ainda representa você?

O PT não representa os trabalhadores. Já representou, numa época em que dava gosto ser militante. Hoje, não passa de uma sigla jurídica. A era PT está chegando ao fim. Não tem muito tempo de vida.

Fale de Tião e Jorge Viana nas deliberações do partido.

Os irmãos viana são extremamente temperamentais, arrogantes. Lembro, para te dar um exemplo, de uma plenária, ocorrida na antiga Emater, hoje Seater. Era o momento de indicar o candidato a vice para a reeleição de Jorge Viana. Todos os militantes decidiram  pelo professor Henrique Afonso. O Jorge derrubou a decisão da maioria como se amassa uma folha de papel e joga na lata do lixo. Ele próprio, passando por cima da direção do partido, remarcou outra plenária, para outro lugar, e a decisão foi outra. Eles não respeitam a decisão da maioria.

É de tapas e beijos essa relação PT-PCdoB?

O PT jogou veneno no PCdoB. O PT conseguiu aniquilar o PCdoB, como, recentemente, aniquilou o PEN.

Cadê o sindicalismo atuante de antes?

Os sindicatos estão todos atrelados ao PT. Todos sabem que o Estado está quebrado. O Sinteac é um, por exemplo. Não precisamos ser experts em política para saber que esta greve aí é uma amarra política para não perder o elo com a classe. No fundo, eles não tem compromisso com os trabalhadores

Você está fora do partido há anos. Sabe dizer como se sentem os jovens petistas?

O então governador Binho Marques, que se dizia jovem, ao assumir, acabou com a Secretaria Extraordinária de Juventude, transformando a pasta em assessoria especial. Isso não foi consenso entre os jovens petistas. Há ressentimentos até hoje. Eles impuseram, como sempre fazem. E a militância ajoelha e diz amém.

Por que não resistiram?

Internamente foi uma insatisfação generalizada. Não houve resistência pública por que havia – e sempre há – relações de amizades que transcendem as ligações de companheirismo dentro do PT. O partido nunca foi oxigenado por novos quadros, e sim pelos mesmos membros ligados a familiares entre si. É uma familiocracia, de fato

E quando vocês se reencontram?

Os petistas de origem, aqueles de movimento de massa, dos movimentos autênticos, eles me respeitam. A gente debate respeitosamente. Todos têm consciência de que o PT de hoje não é o de antes. Tomou um outro norte e não representa a coletividade. Os que caíram de paraquedas me recriminam, me chamam de doido por ter “abandonado o barco”. Mas eu tenho a consciência limpa.

O que você lembra do episódio das camisetas?

Eram adquiridas por algumas malharias da cidade. Mas a loja do PT sempre foi administrada pela Silvinha Viana, irmã do governador e do senador. O que eu lembro bem foi a questão do Boeing, que chegou em Rio Branco com aquelas camisetas vermelhas, na campanha do Marcus Alexandre. A polícia apreendeu tudo. Aí surgiu uma liminar até hoje contestada para liberar as camisas. Na madrugada, todos os militantes foram convocados para pintar as camisetas prevendo que esta decisão judicial fosse cassada. Não tinha mais jeito. Tava tudo nas ruas.

Você presenciou compra de votos?

Eu nunca presenciei a compra de votos. Mas estranhei muito a presença de grandes empresários indo e vindo, dentro do partido, em conversa com a direção do partido. Era algo muito comum.

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Acre

Psicóloga sofre fraturas após elevador despencar em condomínio de luxo em Rio Branco

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Vítima ficou presa por mais de duas horas até ser resgatada por bombeiros e socorristas

A psicóloga Ananda de Oliveira Vasconcelos, de 36 anos, sofreu fraturas nas duas pernas após a queda de um elevador na noite desta quinta-feira (2), no Condomínio Florença, localizado no bairro Jardim Europa, área nobre de Rio Branco.

De acordo com informações repassadas à imprensa, Ananda havia saído para fazer compras e, ao retornar ao prédio, entrou no elevador com destino ao 8º andar. Durante a subida, o equipamento apresentou uma falha e entrou em queda livre.

O elevador só parou ao atingir o 1º andar, quando o sistema de segurança acionou automaticamente o freio de emergência, evitando um impacto direto no térreo. Apesar disso, a frenagem brusca provocou um forte impacto dentro da cabine, causando o chamado “efeito chicote”, que resultou em fratura no tornozelo direito e nos dois joelhos da vítima.

Sem conseguir se levantar, a psicóloga permaneceu caída dentro do elevador por cerca de duas horas e meia. A cabine ficou parada entre o térreo e o primeiro andar, desalinhada com as portas, o que dificultou o resgate.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas e realizaram o desencarceramento com o apoio de técnicos da empresa responsável pela manutenção do elevador, que atuaram para reposicionar a cabine até o nível do 1º andar.

Durante a operação, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência prestaram os primeiros socorros ainda com a vítima dentro do elevador, mantendo contato por meio das câmeras internas.

Após a abertura da cabine, Ananda recebeu atendimento médico mais completo e foi encaminhada ao pronto-socorro da capital em estado de saúde estável. Segundo a equipe médica, exames de imagem devem avaliar a existência de outras possíveis lesões.

Familiares relataram que o elevador havia passado por manutenção recente, mas as causas da falha ainda são desconhecidas. O caso deverá ser apurado.

 

 

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Acre

Operação “De Olho no Combustível” flagra irregularidades em postos de Epitaciolândia, Brasiléia e outros sete municípios do Acre

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Procon autuou 20 estabelecimentos; Ipem reprovou 14 bicos de abastecimento; ANP coletou amostras para análise laboratorial; ação conjunta envolveu órgãos estaduais e federais

Das 26 fiscalizações realizadas pelo Procon, 20 resultaram na lavratura de autos de constatação por irregularidades

Fiscalização em 59 postos encontra falhas em equipamentos e práticas comerciais no estado

Uma operação de fiscalização no setor de combustíveis no Acre identificou irregularidades em postos e equipamentos após inspeções realizadas em nove municípios do estado. O balanço da ação “De Olho no Combustível” foi divulgado nesta quarta-feira (1º) por órgãos estaduais e federais.

Ao todo, 59 postos foram fiscalizados, com verificação de 356 bicos de abastecimento. As equipes encontraram problemas em diferentes frentes, desde práticas comerciais até falhas em equipamentos utilizados no abastecimento.

Irregularidades e autuações

Das 26 fiscalizações realizadas pelo Procon, 20 resultaram na lavratura de autos de constatação por irregularidades. As demais tiveram caráter educativo, com orientação aos estabelecimentos. Entre os pontos analisados estavam a transparência na divulgação de preços, o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor e as práticas comerciais adotadas pelos postos.

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) reprovou 14 dos 356 bicos inspecionados, indicando inconformidades que podem prejudicar o consumidor no momento do abastecimento. As falhas foram detectadas tanto na capital quanto nos municípios do interior, incluindo as duas cidades da fronteira. Brasiléia e Epitaciolândia.

Qualidade do combustível e próximos passos

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou 13 fiscalizações, com duas autuações e três notificações. Amostras de combustíveis foram coletadas para análise laboratorial a fim de verificar se os produtos atendem às especificações exigidas.

A operação contou com atuação conjunta do Procon, Sejusp, PRF, ANP, Inmetro e Senacon. Os estabelecimentos autuados poderão responder a processos administrativos e estarão sujeitos a sanções previstas em lei, garantido o direito à ampla defesa.

Abrangência da operação

A ação ocorreu em Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Brasileia e Epitaciolândia. A capital concentrou o maior número de fiscalizações, seguida por Cruzeiro do Sul.

A operação contou com atuação conjunta de órgãos como Procon, Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Rodoviária Federal (PRF), ANP, Inmetro e Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

De acordo com o Procon, os estabelecimentos que apresentaram irregularidades poderão responder a processos administrativos, com aplicação de sanções previstas na legislação, respeitando o direito à defesa.

20 postos no Acre apresentam irregularidades durante operação de vistoria em combustíveis. Foto: cedida 

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PRF prende 22 pessoas e apreende armas, munições e produtos ilegais na Operação Vertens no Acre

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Ofensiva de cinco dias desarticulou esquemas de tráfico e contrabando nas rodovias federais; foram retirados de circulação fuzil, pistola, 152 munições, 7 mil maços de cigarros e 770 litros de leite adulterado

No âmbito da recuperação de bens, três veículos com registros de roubo ou adulteração foram interceptados e recuperados

Forças de segurança reforçam cerco na fronteira e cumprem nove mandados de prisão

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentou, neste quinta-feira, dia 2, o balanço final da Operação Vertens, uma ofensiva estratégica de cinco dias voltada ao combate de crimes transfronteiriços no Acre. A ação, finalizada no último sábado (28), resultou na detenção de 22 pessoas e na desarticulação de esquemas de tráfico e contrabando que utilizam as rodovias federais como rota.

Durante o período operacional, as equipes conseguiram retirar das ruas um fuzil/carabina, uma pistola e 152 munições de diversos calibres. Além do armamento, a fiscalização rigorosa permitiu o cumprimento de nove mandados de prisão, capturando foragidos da justiça que circulavam livremente pelo estado. No âmbito da recuperação de bens, três veículos com registros de roubo ou adulteração foram interceptados e recuperados.

Proteção à saúde e ao meio ambiente

A operação também teve um forte viés de proteção à saúde e ao meio ambiente. Em conjunto com órgãos sanitários e o Ministério da Agricultura (MAPA), os policiais apreenderam e descartaram 770 litros de leite adulterado, além de 716 kg de pescado ilegal e 220 kg de agrotóxicos proibidos. No combate ao mercado ilegal, foram confiscados 7.000 maços de cigarros e mais de duas mil unidades de cosméticos sem procedência legal.

Força integrada

O sucesso da Operação Vertens é fruto da integração entre 23 policiais rodoviários federais e unidades especializadas como a Draco, Denarc, Gefron, Receita Federal e o Bope. As equipes foram divididas em quatro áreas geográficas estratégicas para cobrir pontos críticos em diversos municípios acreanos, fortalecendo a presença do Estado na região de fronteira.

Com o encerramento desta etapa, a PRF reafirma que manterá o policiamento intensivo e as ações de inteligência para garantir a segurança dos usuários das rodovias e a proteção da sociedade contra o crime organizado.

A PRF reafirma que manterá o policiamento intensivo e as ações de inteligência para garantir a segurança dos usuários das rodovias e a proteção da sociedade contra o crime organizado. Foto: captada 

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