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Programa Mais Médicos 2025 leva 3 mil profissionais a regiões carentes; Acre está entre os beneficiados
Os profissionais formados no exterior iniciarão, em 4 de agosto, o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), etapa preparatória voltada ao enfrentamento de urgências

Governo federal amplia cobertura de saúde com nova leva de convocados; estados da Amazônia e do Nordeste terão reforço no atendimento. Foto: cedida
Um total de 3.173 médicos recém-selecionados começaram a atuar pelo Programa Mais Médicos 2025, iniciativa voltada ao fortalecimento da atenção primária em municípios com escassez de profissionais de Saúde. Os novos integrantes, que também atuarão em municípios acreanos, estão distribuídos em 1.618 cidades brasileiras e 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
Dos convocados, 3.065 irão compor Equipes de Saúde da Família e atender diretamente nas unidades básicas. Outros 108 profissionais foram direcionados exclusivamente para o cuidado das comunidades indígenas, fortalecendo o atendimento em áreas de difícil acesso. O Acre está entre os estados beneficiados e receberá parte desses médicos, que começarão a atuar ainda este ano.
A última seleção registrou número histórico de interessados: mais de 45 mil inscritos. A alocação foi baseada nos dados do estudo Demografia Médica 2025, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Associação Médica Brasileira (AMB).
O levantamento identificou disparidades regionais na proporção de médicos por habitante, orientando a distribuição das vagas conforme o grau de vulnerabilidade populacional.
Médicos brasileiros com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) devem se apresentar até a próxima segunda-feira, 7, às unidades de Saúde dos municípios. Já os profissionais formados no exterior iniciarão, em 4 de agosto, o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), etapa preparatória voltada ao enfrentamento de urgências, emergências e doenças prevalentes nas regiões onde irão atuar.
Segundo o Ministério da Saúde, a seleção incluiu médicos brasileiros e estrangeiros com revalidação de diploma. Os convocados passarão por capacitação antes de serem alocados nos municípios. No Acre, as vagas devem suprir demandas em cidades como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e regiões de fronteira.
A distribuição obedeceu critérios de população e carência médica:
* Municípios de pequeno porte: 75,1% das vagas;
* Médio porte: 11,1%;
* Grande porte: 13,8%.
Criado para enfrentar a escassez de profissionais na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS), o Mais Médicos mantém atualmente cerca de 24,7 mil médicos em atividade, cobrindo aproximadamente 94% do território nacional em 4,2 mil municípios.
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Governo federal libera R$ 363 mil ao Acre para compra de medicamentos de alto custo do SUS
Recursos serão destinados a tratamentos de doenças crônicas, raras ou de alta complexidade; repasse segue produção ambulatorial registrada pelo estado

Em nível nacional, a portaria prevê a transferência de R$ 575,5 milhões para estados e o Distrito Federal, com média mensal de R$ 191,8 milhões, reforçando o custeio da assistência farmacêutica especializada em todo o país. Foto: captada
O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 363.177,24 ao Acre para financiar a aquisição de medicamentos de alto custo do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do SUS. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (6) e prevê o pagamento integral no primeiro trimestre de 2026, referente aos meses de janeiro, fevereiro e março.
O valor corresponde à média mensal aprovada com base nos dados registrados pelo estado nos meses de setembro, outubro e novembro de 2025 no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). O Acre não recebeu ajustes adicionais e terá acesso ao montante total para custear medicamentos do Grupo 06, Subgrupo 04 da tabela do SUS, voltados principalmente ao tratamento de doenças crônicas, raras e de maior complexidade.
Nacionalmente, a portaria prevê a transferência de R$ 575,5 milhões para estados e o Distrito Federal, com média mensal de R$ 191,8 milhões. Os repasses são realizados pelo Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais, seguindo critérios técnicos baseados na produção ambulatorial apresentada por cada unidade federativa.
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Ufac entrega cartões do Banco do Brasil a jovens pesquisadores
A iniciativa reforça a valorização da produção do conhecimento e garante um ponto de partida importante para os jovens que ingressam na universidade

A Ufac realizou no auditório da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a entrega dos cartões do Programa de Apoio a Jovens Pesquisadores, viabilizado por meio do edital n.º 40/2025. Ao todo, 15 estudantes foram contemplados e cada projeto científico selecionado recebeu R$ 6 mil para atender a demandas sociais e regionais.
Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, o apoio institucional aos editais tem contribuído de forma significativa para a consolidação de grupos que desenvolvem pesquisas relevantes na região. Segundo ela, a iniciativa reforça a valorização da produção do conhecimento e garante um ponto de partida importante para os jovens que ingressam na universidade. “Esse aporte de recursos permite que eles iniciem seus trabalhos e se preparem para disputar novas chamadas de fomento, qualificando-se e se fortalecendo na área”, destacou.
A iniciativa integra a política institucional de pesquisa da Ufac. O valor recebido pelos pesquisadores é operacionalizado por meio de cartões individuais do Banco do Brasil, o que garante maior autonomia e agilidade na execução das atividades. A proposta busca reduzir entraves burocráticos e ampliar a inserção de novos pesquisadores no ambiente acadêmico.
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PF cita "sintomas neurológicos" de Bolsonaro e sugere adaptações na Papudinha

Apesar de avaliar não há necessidade de transferência de Jair Bolsonaro (PL) para a prisão domiciliar ou internação hospitalar, a Polícia Federal (PF) mencionou “sintomas neurológicos” e recomendou medidas para evitar riscos à saúde do ex-presidente na Papudinha. As sugestões constam em laudo da perídica médica encaminhado nesta sexta-feira (6/2) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo o documento, Bolsonaro “apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda, necessitando de investigação diagnóstica”. Diante disso, como medidas paliativas e provisórias, até avaliação especializada, a PF recomenda:
- instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento;
- instalação de campainhas de pânico/emergência adicionais e/ou outros dispositivos de monitoramento em tempo real no alojamento;
- acompanhamento contínuo nas áreas comuns;
- avaliação nutricional e prescrição dietética por profissional(is) especializado(s), direcionadas às comorbidades descritas;
- prática regular de atividade física aeróbica e resistida, conforme tolerância clínica;
- tratamento fisioterápico contínuo, com ênfase em força muscular e equilíbrio postural.
A PF também citou obesidade clínica e pediu uma mudança no estilo de vida do ex-mandatário. A corporação afirma que o recomendado a todos, independentemente do risco cardiovascular, é a adoção de mudança na rotina para redução do peso.
“Atualmente, o periciado tem uma dieta pobre em frutas, verduras e hortaliças, além de consumir, com frequência, alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares refinados, como biscoitos e bolos, além de não haver nenhum fármaco prescrito para o tratamento da obesidade”, diz o laudo.
Bolsonaro afirmou, segundo o laudo da PF, que as condições na Papudinha são melhores do que na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Antes de ser transferido, o ex-mandatário reclamava do barulho do ar-condicionado.
Veja como é a cela onde Bolsonaro está hoje na Papudinha e outros dos ambientes do local:
Perícia médica
A perícia médica foi determinada por Moraes após pedido da defesa do ex-presidente, que solicita a concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro por razões humanitárias. Agora, O laudo servirá de base para a decisão do ministro sobre o pedido da defesa.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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