Acre
Produtores afirmam que pegaram “cano” do governo e prometem fechar indústria Acreaves
Produtores que fecharam o Silo Graneleiro do município de Brasileia no dia 06 de abril deste ano, alegando o sumiço de 610 toneladas de milho, afirmaram na manhã de hoje (12) que pegaram um “cano” do governo. Eles ameaçam fechar a Fábrica de Frangos Acreaves a qualquer momento.
“Não tem mais como dá prazo estamos com duas parcelas negociadas vencidas” disse Raildo Lima, um dos líderes da Comissão que fez acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado.
O primeiro protesto dos produtores ocorreu no dia 6 de abril, eles fecharam a entrada do Silo Graneleiro no município de Brasileia. O secretário de agricultura, José Reis, conseguiu negociar o pagamento do milho que supostamente sumiu em cinco parcelas de 100 toneladas e uma parcela de 110 toneladas.
“O acordo foi registrado em cartório e o governo pagou somente duas parcelas, hoje venceram duas parcelas dessa negociação e eles estão empurrando com a barriga” acrescentou Lima.
José Fernando, outro produtor que assinou o acordo com a secretaria de estado, afirmou que eles estão sendo cobrados por seus fornecedores e que todos ficaram em uma situação financeira muito complicada.
“Eles mandaram a gente ir na Acreaves, mas o gerente sequer recebeu o documento do Reis, imagine a gente” destacou Fernando. De acordo com os produtores, hoje as 16 horas terá uma reunião decisiva com a diretoria da Acreaves. “Se eles não tiverem com o dinheiro ou milho nós vamos radicalizar” disse Fernando.
O OUTRO LADO:
Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria de Agricultura e Pecuária informou que o secretário Carlos Reis está cumprindo agenda na zona rural e deverá se pronunciar assim que voltar para a capital.
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Acre
Rios do Acre seguem acima da média histórica e mantêm autoridades em alerta no fim de janeiro
Boletim da Sema aponta níveis elevados nas principais bacias do estado, reflexo das chuvas intensas registradas desde o início do ano.

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Acre
Indígena Puyanawa fica ferido após disparo acidental durante caçada no interior do Acre
Espingarda teria caído e disparado acidentalmente na Terra Indígena, em Mâncio Lima; vítima sofreu fratura e foi levada ao Hospital do Juruá.

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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.


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