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Previsão do tempo: volta a chover no RS e frio predomina pelo Brasil
A semana que se inicia nesta segunda-feira (20) traz consigo um alerta de mais chuvas para o Rio Grande do Sul e outras regiões do país. O MetSul prevê chuvas volumosas entre terça-feira (21) e sexta-feira (24), juntamente com um frio intenso que se estenderá também a partes de Santa Catarina e do Paraná. A chegada de uma robusta massa de ar polar é apontada como responsável por essa condição climática adversa.
Essas chuvas intensas não se limitam apenas ao Rio Grande do Sul. Estados do Nordeste, como Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, receberam alertas de perigo devido ao alto volume de precipitação esperado nos próximos dias, podendo chegar a 50 a 100 mm diários, o que aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos. No Norte do país, em estados como Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, há um alerta de “perigo potencial” de chuvas intensas.
No Centro-Oeste, uma parte do interior de São Paulo e de Rondônia é alertada pelo Inmet sobre o “perigo potencial” de um declínio de temperatura de 3ºC a 5ºC. No Rio de Janeiro, a previsão indica mínimas de 21ºC e máximas de 31ºC durante a semana, com possibilidade de chuvas isoladas entre segunda e terça-feira.
A previsão detalhada para o Rio Grande do Sul, conforme o MetSul, indica que os dias mais instáveis serão de terça a sexta-feira. Os maiores acumulados de chuva são esperados para quarta-feira (22), especialmente no oeste e no sul do estado, e quinta-feira (23), no norte. Mesmo não sendo excessivas, as chuvas na serra gaúcha devem elevar novamente o nível do Guaíba, que registrou uma queda de 42cm no fim de semana.
Segue abaixo uma previsão para esta semana no RS:
- Segunda-feira (20): Com o afastamento da área de baixa pressão atmosférica, um ar mais seco avança para o estado, trazendo melhorias no tempo em várias regiões, exceto no Leste do estado.
- Terça-feira (21): A chegada da chuva em várias áreas ao longo do dia trará instabilidade, principalmente da tarde para a noite, com precipitação moderada a forte, isoladamente, acompanhada de trovoadas.
- Quarta-feira (22): Uma frente fria provocará chuvas, de moderadas a fortes, no Oeste e no Sul do estado ao longo do dia. No período da tarde para a noite, a chuva avançará para partes do Noroeste e do centro do estado. No Norte e no Nordeste gaúcho, o tempo permanecerá firme, com calor e abafamento.
- Quinta-feira (23): Esperam-se momentos de chuva intensa do Centro para o Norte do estado, com trovoadas. O tempo melhorará no extremo Sul, na fronteira com o Uruguai, e na região de Uruguaiana.
- Sexta-feira (24): Com a entrada de ar frio, uma área de baixa pressão trará muitas nuvens, chuva, garoa e vento moderado a forte, acompanhados de uma acentuada queda de temperatura e baixa sensação térmica na maioria das regiões gaúchas. As rajadas de vento poderão alcançar entre 70 km/h e 90 km/h no Sul e no Leste do estado.
- Sábado (25): O sol predominará no estado, porém com frio intenso, caracterizando um dia típico do auge do inverno.
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Fonte: Nacional
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TJAC mantém decisão que obriga Estado a fornecer suplemento a idosa vulnerável
A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por maioria, manter decisão que determina a obrigação do ente público estadual de fornecer suplemento nutricional a uma paciente idosa em situação de vulnerabilidade social. A medida foi mantida em caráter de tutela de urgência.
O caso envolve uma paciente idosa hipossuficiente, submetida à gastrectomia parcial em razão de câncer gástrico, que teve o fornecimento do suplemento nutricional suspenso. Diante da negativa administrativa, foi concedida tutela de urgência em primeiro grau, determinando o fornecimento imediato do suplemento no prazo máximo e improrrogável de cinco dias úteis, devendo ser mantido de forma contínua enquanto perdurar a necessidade clínica, sob pena de multa.
No recurso, o ente contestou a decisão, argumentando que a repartição administrativa do SUS afasta sua legitimidade para figurar no polo passivo da demanda. Também sustentou a necessidade de condicionar o fornecimento à apresentação de prescrição médica atualizada e questionou a imposição de multa diária (astreintes), alegando a inadequação da medida contra a Fazenda Pública.
Ao analisar o caso, o colegiado reafirmou o entendimento de que os entes federativos possuem responsabilidade solidária na prestação de serviços de saúde, conforme tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator destacou que a divisão administrativa do SUS não impede que qualquer ente seja acionado judicialmente para garantir o direito fundamental à saúde, especialmente quando comprovada a necessidade do tratamento. No caso concreto, a necessidade do suplemento nutricional foi devidamente demonstrada por documentação médica.
O relator, desembargador Elcio Mendes, concluiu que estão presentes os requisitos para a concessão da tutela de urgência, não havendo ilegalidade na decisão que determinou o fornecimento do suplemento. Citou ainda precedentes do STF sobre o fornecimento de medicamentos e insumos fora das listas do SUS, ressaltando a importância de critérios técnicos e evidências científicas.
Processo nº 1002604-39.2025.8.01.0000
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Acre tem uma das maiores taxas de internações por acidente de trânsito do país, aponta ranking
Estado ocupa 23ª posição nacional, com 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes; apenas quatro estados têm índices piores
O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado ocupa a 23ª posição, com uma taxa de 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes.
O indicador, que passou por atualização metodológica nesta edição, mede a morbidade hospitalar provocada por acidentes de transporte terrestre. A mudança incluiu a padronização da taxa por 10 mil habitantes e a alteração da nomenclatura, agora denominada “Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito” . Os dados têm como base informações do DataSUS e do IBGE.
Comparação nacional
No cenário nacional, o Acre aparece à frente apenas de :
| Posição | Estado | Taxa (por 10 mil hab.) |
|---|---|---|
| 27º | Tocantins | 21,2 |
| 26º | Acre | 21,2 |
| 25º | Piauí | 21,6 |
| 24º | Mato Grosso do Sul | 22,9 |
| 23º | Espírito Santo | 30,5 |
Fonte: Ranking de Competitividade dos Estados 2025 (CLP)
Cenário na região Norte
Na região Norte, o desempenho do estado também preocupa. Enquanto o Amazonas lidera o país com apenas 4,1 internações por 10 mil habitantes, Rondônia (13) e Pará (20,4) apresentam índices inferiores ao acreano.
O ranking completo mostra que os estados com melhores índices são Amazonas (4,1), Acre? (dados em análise) e Ceará (9,5). Na outra ponta, Espírito Santo (30,5), Mato Grosso do Sul (22,9) e Piauí (21,6) lideram as maiores taxas de internações.

O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Foto: captada
Alertas e soluções
Os dados acendem um alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança viária e à redução de acidentes no Acre, especialmente considerando que o estado já enfrenta desafios estruturais em sua malha rodoviária, como a precariedade da BR-364, principal via de ligação entre Rio Branco e o interior.
Especialistas apontam que investimentos em infraestrutura, fiscalização e campanhas educativas são fundamentais para reduzir os índices de hospitalizações por acidentes de trânsito, que impactam diretamente o sistema de saúde e a economia do estado.
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Acre registra mais de 640 casos de tuberculose e 15 mortes em 2025; taxa de cura supera 80%
O Acre registrou 641 casos de tuberculose em 2025, segundo dados repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), a pedido do portal A GAZETA, nesta terça-feira, 24, data em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.
De acordo com o levantamento, a maioria dos pacientes evoluiu para cura, com 320 casos, o que representa 83% do total. Ainda assim, foram registrados 40 casos de abandono do tratamento (10,3%) e 15 óbitos (3,9%).
A forma mais comum da doença no estado é a tuberculose pulmonar. Em comparação com 2024, houve leve redução no número total de casos, que passou de 661 para 641 em 2025.
Os dados também apontam que o Acre foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como referência no controle da tuberculose, com 68,2% dos municípios atingindo a meta de cura de casos novos com confirmação laboratorial.
Campanha e mobilização
Neste ano, a campanha segue o tema internacional “Sim! Podemos acabar com a tuberculose”, reforçando a possibilidade de eliminação da doença por meio de ações coordenadas e investimento em saúde.
Durante a Semana Estadual de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose, que ocorre de 23 a 27 de março, estão sendo realizadas ações em unidades de saúde da capital e do interior, como busca ativa de pacientes com sintomas, palestras, distribuição de materiais informativos e atividades de conscientização.
Entre as ações previstas está uma mobilização em Rio Branco, com passeata e atividades educativas para orientar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.
Sintomas e tratamento
A Sesacre orienta que pessoas com tosse por três semanas ou mais procurem uma unidade de saúde. Outros sintomas incluem febre no período da tarde, suor noturno e perda de peso.
O diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento dura no mínimo seis meses e não deve ser interrompido.
Segundo a secretaria, após cerca de 15 dias de tratamento, o risco de transmissão da doença diminui significativamente.
Investimentos e estratégias
Para 2026, o estado conta com cerca de R$ 640 mil em recursos federais destinados ao enfrentamento da tuberculose. O valor será aplicado na ampliação do diagnóstico e no fortalecimento das equipes de vigilância em saúde nos 22 municípios.
Entre as estratégias adotadas estão a realização de testes rápidos, a busca ativa de casos, o acompanhamento dos pacientes e o incentivo à adesão ao tratamento, considerado um dos principais desafios no controle da doença.
A Sesacre destaca que a eliminação da tuberculose depende do diagnóstico precoce, da continuidade do tratamento e da ampliação das ações de prevenção e conscientização.

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