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Presidente da Câmara de Brasiléia fica retida em tranca após atraso em janela de circulação

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Presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, Arlete Amaral – Foto: oaltoacre/arquivo

Por Raimari Cardoso

Não é verdadeira a informação de que a presidente da Câmara de Vereadores de Brasiléia, Arlete Amaral, do partido Solidariedade, foi presa na cidade boliviana de Cobija, na tarde desta segunda-feira, 5, por desrespeitar o decreto do governo local de enfrentamento à pandemia de Covid-19, na tarde desta segunda-feira (5).

Na verdade, a vereadora ficou temporariamente retida do lado boliviano por ter se confundido com o horário determinado pelo governo do departamento de Pando para a chamada “janela de circulação diária”, que permite o trânsito de pessoas entre os dois países por um período de três horas nos dias úteis.

O ac24horas não conseguiu contato com Arlete Amaral até o fechamento desta matéria, mas falou com o vereador Marquinhos Tibúrcio (MDB), que ao saber do ocorrido, foi até a tranca entre Epitaciolândia e Cobija prestar apoio à colega, assim como a outras pessoas que se encontrava na mesma situação.

De acordo com a vereador, tudo não passou de um mal-entendido quanto ao horário permitido para a circulação entre os dois países, que na fronteira acreana possuem diferença de uma hora no fuso horário. A presidente da Câmara se atrasou e terminou retida por alguns minutos, até o problema ser resolvido.

“Não houve prisão nem maiores problemas. Foi apenas uma questão de atraso da presidente, pois quando ela retornava eles tinham acabado de fechar a tranca. Os bolivianos realmente querem que o decreto deles seja cumprido e a gente entende isso, mas o que importa é que tudo foi resolvido”, disse o vereador.

Já a vereadora Marinete Mesquita (PT) não foi tão “política” quanto ao assunto. Segundo ela, o constrangimento que envolveu a colega brasileira e, inclusive, alguns cidadãos bolivianos, não se justifica por se tratar de pessoas que estavam trabalhando e argumentou que a circulação de bolivianos no lado brasileiro sempre é livre.

O período determinado para o trânsito de cidadãos brasileiros e bolivianos entre as cidades de Brasiléia, Epitaciolândia e Cobija durante o fechamento da fronteira por uma semana, imposto pelo governo do país vizinho, é entre as 15h e às 18 horas no horário da Bolívia – 14 às 17 horas no horário brasileiro.

As pontes Internacional e da Amizade, que ligam as três cidades fronteiriças foram fechadas, na manhã da última sexta-feira (2), depois de o presidente do país vizinho, Luis Arce, ter anunciado pelo Twitter, um dia antes, o controle sanitário na fronteira com o Brasil pelo prazo de uma semana.

O objetivo da medida boliviana é prevenir a entrada no país da variante brasileira da Covid-19 chamada de P1. Na fronteira acreana, em tempos de normalidade, brasileiros e bolivianos cruzam as aduanas diariamente, seja para trabalhar, estudar ou fazer compras. O comércio de ambos os lados depende muito dessa reciprocidade.

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Cratera na BR-317 em Xapuri ameaça rompimento da rodovia

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DNIT inicia obras emergenciais e prepara desvio provisório após danos causados pelas chuvas

Uma cratera registrada na BR-317, nas proximidades da Serraria dos Padres, em Xapuri, neste sábado (28), acendeu o alerta para risco de rompimento da rodovia.

O superintendente regional do DNIT no Acre, Ricardo Araújo, confirmou que equipes do órgão já estão no local e que as intervenções emergenciais terão início neste domingo (29).

Segundo ele, o problema foi causado pelas fortes chuvas que atingem a região. “O bueiro não suportou o volume de água”, explicou.

Como medida imediata, o DNIT vai construir uma passagem lateral provisória para garantir o tráfego de veículos enquanto o bueiro danificado passa por reconstrução.

A previsão é que os trabalhos comecem já no domingo, com o objetivo de minimizar os impactos no fluxo da rodovia, que é uma das principais ligações da região.

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Em feijó, criança indígena com bronquiolite é resgatada com ação integrada entre Samu e Ciopaer

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O pequeno Oran Kampa, indígena de 7 meses, diagnosticado com bronquiolite, doença caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, é mais um paciente atendido pelo governo do Acre, por meio de ação integrada entre as Secretarias de Estado de Saúde (Sesacre) e de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Na missão desta sexta-feira, 27, o Hárpia 3, com as equipes do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), decolou às 14h da base do Juruá em direção à terra indígena, localizada na zona rural do município de Feijó.

Samu e Ciopaer cumprem mais uma missão no Juruá. Foto: James Rodrigues/Secom

Na chegada ao local, a criança já estava aos cuidados da equipe de saúde da Funai e para complementar o tratamento ainda in loco, antes do embarque na aeronave, foi necessário canalizar um acesso venoso periférico para medicação, diante a prescrição do médico do Samu, sendo assim, realizado o embarque e retorno à base de  Cruzeiro do Sul, onde foi levado para receber atendimento especializado no Hospital do Juruá.

Profissionais do Samu prestam primeiros atendimentos, ainda na Aldeia. Foto: cedida

O gerente de enfermagem do Samu, Gilliard Santos, que esteve na missão, falou da operação de resgate e dos sintomas clínicos da criança:

“Recebemos o chamado para o resgate de uma criança apresentando uma síndrome respiratória considerada grave, lá na Aldeia do povo Kulina, em Feijó. De imediato, a equipe da regulação já orientou os profissionais da Funai, que estavam com a criança no local, a tomar algumas medidas para aliviar o sintoma dessa criança, enquanto a aeronave se deslocava até lá. Na chegada, nos deparamos com a criança realmente com sintomas respiratórios que mereciam cuidados e que necessitava ser levada até o Hospital do Juruá para a equipe da pediatria seguir com as avaliações e tratamento especializado”, destacou o gerente de enfermagem.

Ao chegar em Cruzeiro do Sul, criança recebe os cuidados do enfermeiro Gilliard Santos. Foto: James Rodrigues/Secom

coronel Alzerino Fontes, comandante do voo, destacou o sucesso da missão:

“Mais uma missão, desta vez, uma criança indígena no Alto Rio Envira. A gente se deslocou com o pessoal do Samu para dar apoio nessa missão, enfrentando uma hora e vinte minutos de voo nessa densa floresta amazônica. Graças a Deus, chegando lá, os médicos uniram forças, estabilizaram a criança e trouxemos ela e a mãe aqui para o hospital referência do Juruá para maiores cuidados e agora tem um atendimento com poder de recuperação maior”, pontuou o comandante.

Comandante Fontes destaca: “No Hospital de Referência do Juruá, a criança terá um atendimento com poder de recuperaçao maior”. Foto: James Rodrigues/Secom

O governo do Acre segue ofertando serviços que mudam a vida das pessoas em todo Estado. O resgate aeromédico no Juruá tem sido um meio eficiente de oferecer tratamento especializado aos que mais precisam e que moram em regiões de difícil acesso, dando-lhes a oportunidade de terem um tratamento mais especializado e humanizado.

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Secretaria de Agricultura inicia execução de nova modalidade do PAA voltada a extrativistas

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), avança na execução de uma nova modalidade do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), voltada para o público extrativista. A iniciativa vai beneficiar cerca de 280 agricultores em cinco reservas extrativistas do estado.

A execução é coordenada pela Seagri, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e o ICMBio, e apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). 

Atualmente, a proposta está na etapa de busca ativa e cadastro dos produtores e das unidades recebedoras, com destaque para as comunidades localizadas em áreas de difícil acesso, onde o transporte é predominantemente fluvial. Nessas regiões, as escolas atuam como principais pontos de recebimento dos alimentos, garantindo a destinação da produção local. 

Proposta está na etapa de busca ativa e cadastro dos produtores e das unidades recebedoras. Foto: cedida

A ação contempla produtores das Reservas Extrativistas Chico Mendes, Cazumbá/Iracema, Alto Rio Tarauacá, Riozinho da Liberdade e Alto Juruá, abrangendo municípios como Xapuri, Brasileia, Epitaciolândia, Capixaba, Assis Brasil, Sena Madureira, Manoel Urbano, Jordão, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Marechal Thaumaturgo. 

A iniciativa segue modelo semelhante ao PAA Indígena e amplia o alcance da política pública para um novo público, fortalecendo a economia das comunidades extrativistas e incentivando a produção sustentável. Ao todo, serão adquiridos 73 itens, incluindo produtos da sociobiodiversidade, como açaí e buriti, além de proteínas de origem animal.  

O chefe da Divisão de Apoio à Produção Familiar da Seagri, Igor Honorato, ressaltou os desafios e a importância da execução do programa nas áreas mais isoladas do estado.

“Esse programa é um desafio e também uma construção do Acre. Outros cinco estados também foram contemplados nessa modalidade voltada às unidades de conservação, e a parceria com o ICMBio tem sido fundamental para alcançar um público de difícil acesso, distante dos centros urbanos. É um programa de grande importância, pois permite que o poder público chegue a comunidades que, muitas vezes, não são alcançadas por outras políticas do governo do Estado”, destacou.

O PAA extrativista vai beneficiar cerca de 280 agricultores em cinco reservas extrativistas do estado. Foto: cedida

A secretária de Estado de Agricultura, Temyllis Silva, destacou a importância da iniciativa para a inclusão produtiva das comunidades extrativistas. “É uma ação voltada justamente para o público extrativista, e que foi pensada no intuito de fortalecer as comunidades que ainda possuem dificuldades em ter acesso às nossas políticas públicas. Nossa intenção é que esses 280 agricultores que fazem parte dessas cinco reservas extrativistas do estado, também sejam contemplados com nosso programa. É mais uma oportunidade que temos de fortalecer essas comunidades, e valorizar o trabalho de quem produz na nossa terra.”

A previsão é que a fase de cadastramento seja concluída nas próximas semanas, com início das entregas já previsto para o mês de maio, garantindo segurança alimentar e geração de renda para as famílias extrativistas acreanas. 

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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