Acre
Prefeitura inicia entrega dos mais de 17 mil itens às famílias atingidas pelas enxurradas e cheia do rio Acre

Famílias que perderam móveis e outros utensílios domésticos durante o mês de março, quando o igarapé São Francisco e seus afluentes transbordaram ao mesmo tempo em que as águas do rio Acre subiram repentinamente, foram restituídas nesta segunda-feira (23) pela Prefeitura de Rio Branco. Agora, as vítimas dessas alagações chegam a uma nova fase de assistência e vão receber móveis, utensílios e eletrodomésticos que se perderam em meio a enxurrada.
São 17.429 mil itens a serem entregues, como camas, colchões, travesseiros, fogões, botijas de gás, televisão, tanquinhos de lavar roupa, ventiladores, travesseiros, camas box conjugadas de casal e solteiro, guarda-roupas e outros itens. Mais de 4 mil famílias serão beneficiadas priorizando as que estão em situação de maior vulnerabilidade.
“A minha felicidade vem em função de estarmos inovando. O que é inovar? Fazer coisas que nunca fizeram. Isso aqui é uma ação que nunca foi feita, nenhum prefeito, nenhuma gestão fez esse trabalho. Nós, juntamente com o apoio dos vereadores da nossa base, que nos ajudam o tempo todo. Aprovamos o projeto e destinamos o recurso para fazer. Foram 7 milhões de reais de dinheiro nosso, de recursos próprios. Isso aqui é dignidade, não tenho dúvida”, comemora o prefeito Tião Bocalom.

Um levantamento foi feito para verificar a necessidade de cada família para garantir que os itens sejam entregues de acordo com a demanda individual. “O nosso prefeito pediu que fosse feito da forma mais transparente e mais acessível para que essas pessoas recebessem esses móveis. Junto com os móveis a gente também tem a Defesa Civil que vai entregar os kits. Estamos estimando em média de 15 dias para a distribuição nos Cras de referência”, explica a secretária da SASDH, Suellen Araújo, ressaltando que não foram escolhidas pessoas ou bairros. A seleção dos beneficiados é fruto de um levantamento sério, rigoroso e transparente para que, de fato, esses bens cheguem a quem realmente necessita.
Logo após a cerimônia de lançamento do programa, os caminhões carregados com os itens se direcionaram à entrega. As mais de 4 mil famílias cadastradas para receber os itens estão dentro do perfil social exigido pelo programa. A entrega começou nesta segunda-feira (23) pela regional do Rui Lino, que contempla 42 bairros da capital e irá alcançar 700 famílias de seis bairros da regional. As primeiras famílias que receberão os itens são os que moram bem às margens do igarapé Batista, no Parque das Palmeiras.

O prefeito participou da entrega para um dos moradores do bairro. A primeira a receber os itens foi a aposentada Sebastiana. Ela é cadeirante, mora com o filho de criação. Durante a enxurrada, a casa dela foi coberta pela água e perdeu tudo. “É um recomeço, só gratidão. Perdi praticamente tudo. O que deu de aproveitar, eu estou aproveitando, agora o que não deu, foi”, conta Sebastiana.
O gestor afirma que dona Sebastiana representa para o Município, este momento de entrega dos móveis e utensílios domésticos. Ele destaca que ação é resultado de recurso da prefeitura aprovado pela Câmara Municipal. “É para mim um marco na minha história política, de gestão, que já fui prefeito por três vezes, secretário de Estado, mas para mim e todos que participam. Estou feliz com isso. Dona Sebastiana, nesse momento, passa a ser o símbolo desse trabalho humano e inovador.”
Além dos móveis e eletrodomésticos, também foram entregues outros itens. “Também estamos dando ajuda humanitária, que é a parte de alimentos, a parte de kit higiene, kit limpeza, o kit dormitório, que é para poder acompanhar as camas também, que é o faz parte do Projeto Recomeço para as Famílias 2023, para essas famílias terem dignidade, como é uma marca desta gestão do prefeito Tião Bocalom. Esse é um marco histórico, 23 de outubro, iniciando essa operação justamente para levar dignidade dessas famílias”, disse o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.
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Acre
Apreensão de armas de fogo no Acre cai 11,5% em 2025, mas último trimestre tem pico de 165 unidades retiradas
Estado fechou o ano com 514 armas apreendidas; pistolas, espingardas e revólveres são os tipos mais comuns
A Polícia Civil vai rastrear a origem das armas (comércio legal, contrabando, fabricação caseira) para identificar rotas de entrada no estado. O Ministério Público pode propor ações de destruição dos armamentos apreendidos. O Acre registrou 514 armas de fogo apreendidas em 2025, uma redução de 11,53% em relação ao ano anterior (581). Os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) mostram que, apesar da queda geral, o último trimestre do ano teve o maior volume de retiradas, com 165 armas recolhidas entre outubro e dezembro.
Novembro foi o mês com mais apreensões (56), seguido por outubro (55) e dezembro (54). As armas mais frequentes foram pistolas (116), espingardas (111) e revólveres (105), além de 160 registradas como “outras armas”. Também foram apreendidos um fuzil, um rifle e 20 carabinas.
O período de menor atividade foi em setembro, com 32 apreensões. A redução anual acompanha tendência de maior controle e ações integradas de segurança, mas os números ainda apontam para a circulação significativa de armamentos irregulares no estado.
Evolução mensal (2025):
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Pico: Novembro (56) e Dezembro (54)
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Vales: Setembro (32) e Junho (33)
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Média mensal: Cerca de 43 armas apreendidas

O Apre apreendeu 514 armas de fogo em 2025, uma queda de 11,53% em relação a 2024, quando foram retiradas de circulação 581 armamentos. Os dados, do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp)
Tipologia das armas:
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Outras armas (não especificadas): 160
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Pistolas: 116
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Espingardas: 111
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Revólveres: 105
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Carabinas: 20
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Fuzil/rifle: 2
As apreensões ocorrem principalmente em:
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Blitzes da Polícia Militar e operações integradas;
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Cumprimento de mandados de busca e apreensão;
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Apreensão em flagrantes de roubo, tráfico e homicídio.
A redução anual pode refletir tanto a diminuição do número de armas em circulação quanto a mudança nas táticas criminosas (uso mais restrito ou ocultação). Já o aumento no final do ano está associado a operações de Natal e Ano-Novo e à maior movimentação de criminosos durante as festas.
A presença de fuzil e rifle (armas de guerra) entre os itens apreendidos, ainda que em pequena quantidade, acende um alerta sobre o potencial de letalidade do crime organizado no estado – equipamento que, em geral, é usado em confrontos entre facções ou ataques a cargas

Os dados, do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mostram que, apesar da redução anual, o último trimestre registrou os maiores volumes. Foto: captada
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Acre
Caminhoneiro alerta sobre trecho da BR-364 que cedeu 2 metros por erosão entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul
Imagens registrada nesta quarta (22) mostra risco de desbarrancamento; falta de sinalização aumenta perigo para motoristas à noite

Muitos motoristas têm usado o acostamento para desviar de buracos na pista, prática que se torna ainda mais perigosa com a erosão avançada. Foto: captada
O caminhoneiro Felipe Araújo, conhecido como “De Menor”, registrou imagens e publicou em suas redes sociais alertando o sinistro nesta quarta-feira, dia 22, mostrando um trecho da BR-364 que cedeu cerca de dois metros devido à erosão nos bueiros, a aproximadamente 25 km de Tarauacá, no sentido para Cruzeiro do Sul. Segundo ele, o desbarrancamento ocorreu de terça para quarta e pode piorar, com risco de interdição da rodovia.
Felipe destaca a falta de sinalização no local, o que aumenta o perigo principalmente para quem trafega à noite e não conhece a região. A manutenção do trecho é de responsabilidade da empresa LCM, contratada pelo DNIT. O caminhoneiro pede providências urgentes, ao menos com a instalação de sinalização temporária.

Caminhoneiro registrou imagens do desbarrancamento de 2 metros entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul; ausência de sinalização aumenta risco de acidentes noturnos. Foto: captada
As imagens tem circulado entre motoristas, principalmente caminhoneiros, que costumam usar o acostamento para desviar de buracos na pista. A reportagem entrou em contato com o DNIT e aguarda posicionamento sobre intervenções no local.

A manutenção do trecho é responsabilidade da empresa LCM, contratada pelo DNIT. Foto: captada
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Acre
Conselho Estadual de Saúde suspende chamamento público para gestão do Hospital Raimundo Chaar
De acordo com a deliberação, o chamamento público foi instaurado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) sem a prévia disponibilização ao Conselho das justificativas técnicas

O Conselho Estadual de Saúde reafirmou que qualquer mudança no modelo de gestão de serviços públicos de saúde, especialmente em hospitais estratégicos para a população acreana. Foto: captada
O Conselho Estadual de Saúde do Acre (CES/AC) decidiu, na última terça-feira (21), suspender o Chamamento Público nº 005/2025 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que visava selecionar uma Organização Social de Saúde (OSS) para gerenciar o Hospital de Clínicas do alto Acre Raimundo Chaar, em Brasiléia. A deliberação foi tomada durante a 17ª Reunião Ordinária do conselho.
A decisão foi tomada durante a 17ª Reunião Ordinária do CES, realizada no exercício de suas competências legais e regimentais, conforme previsto nas Leis Federais nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, além da Lei Complementar Estadual nº 263/2013. O Conselho atua como instância colegiada, deliberativa e permanente do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a deliberação, o chamamento público foi instaurado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) sem a prévia disponibilização ao Conselho das justificativas técnicas, estudos, processos administrativos e demais documentos que embasaram a decisão de alterar o modelo de gestão da unidade hospitalar.
Diante disso, o CES/AC determinou que a suspensão do chamamento permaneça em vigor até que todo o conjunto documental seja apresentado, garantindo ao colegiado a análise detalhada das justificativas técnicas e legais que fundamentam o processo, além de outros documentos que o Conselho julgue necessários.

O CES/AC determinou que a suspensão do chamamento permaneça em vigor até que todo o conjunto documental seja apresentado. Foto: captada
Em nota oficial, o Conselho Estadual de Saúde reafirmou que qualquer mudança no modelo de gestão de serviços públicos de saúde, especialmente em hospitais estratégicos para a população acreana, deve obedecer rigorosamente aos princípios da legalidade, transparência, publicidade e participação social, conforme estabelece a Constituição Federal e a legislação do SUS.
O CES/AC destacou ainda que o controle social é elemento essencial para assegurar decisões responsáveis, democráticas e alinhadas ao interesse público no âmbito da saúde.
Veja nota:














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