Lula cumpre agenda de campanha no Acre

Luis Inácio Lula da Silva - Foto: Divulgação
Luis Inácio Lula da Silva – Foto: Divulgação

Itaan Arruda – agazeta.net

A vinda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Acre no mês de setembro para inauguração de um frigorífico guarda óbvia relação com a campanha de Dilma: ninguém vem ao Acre inaugurar um frigorífico impunemente.

Mas, o que as diversas comunidades acrianas nem se dão ao trabalho de perguntar, céticas que estão, é por que Dilma não vem? Lula pode não compreender a Amazônia e suas peculiaridades. Mas, ela tem dimensão da importância disso aqui e de como historicamente o povo dessa região sempre esteve apartado das decisões.

Somente agora o Acre começa a ser observado, pela força de seu maior símbolo político vivo, que é a candidata Marina Silva. Lula tem uma relação histórica com essa parte do Brasil e sabe que a força do Acre não está no número de eleitores. A força do Acre está em seus símbolos. E a política cuida muito de preservar a força disso.

Dilma é cartesiana. Acostumada a preencher tabelas e cobrar execução de cronogramas. Lula traz a agressividade de palanque: aliado à capacidade de se comunicar com o povo, isso tem lhe rendido popularidade até agora. Embora muita bobagem tenha sido dita também.

Mas, o fato é que o frigorífico do Complexo de Piscicultura é um mote perfeito para uma esquerda brasileira que aprendeu a ler Keynes por meio do BNDES, Caixa, Banco do Brasil e, no caso do Acre, Banco da Amazônia.

Lula vem para dar a “autoria correta”; Lula vem para dizer que “quem fez foi Dilma”; Lula vem para fazer o que disse em uma entrevista a blogueiros no fim de seu mandato: “convencer politicamente as pessoas da importância de uma determinada obra”. Lula vem para não ter que ouvir de novo que foi no Acre a cidade que deu a um candidato à presidência tucano a maior votação proporcional do país.

No dia da inauguração do frigorífico, estará presente o presidente da Bolívia, Evo Morales. Ele vem manter agenda exclusiva com Lula em uma conversa reservada. Ainda não se divulgou o real motivo do encontro. Na Bolívia, Morales diz apoiar iniciativas semelhantes à aplicada no Complexo de Piscicultura.

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