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Por que as pesquisas que você vê agora não dizem quem vai ganhar a eleição

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Por que pesquisas divulgadas muito antes do período eleitoral não mostram quem vai ganhar — e qual é a única pesquisa que realmente ajuda a entender o eleitor

A pesquisa que vale não é a que tenta prever o futuro antes da hora, mas a que revela quem somos, o que sentimos e o que esperamos da política. Foto: captada 

Por Zé América Silva, jornalista e pós-graduado em Gestão da Comunicação Integrada

Todos os anos eleitorais começam da mesma forma: antes mesmo de o período eleitoral se aproximar, surgem pesquisas de intenção de voto por todos os lados. Elas aparecem nas redes sociais, no noticiário e nas conversas do dia a dia, como se já fossem um retrato fiel de quem está à frente e de quem não tem chances.

Mas será que esses números, divulgados com tanta antecedência, mostram de fato a vontade dos eleitores?

A resposta é simples: não.

Pesquisas quantitativas realizadas com mais de seis meses de distância da eleição não conseguem medir de maneira real o comportamento do eleitor. Isso ocorre porque, nesse período, a maior parte da população sequer está pensando em política partidária. As pessoas estão ocupadas com suas rotinas, seus problemas, seu trabalho, e não dedicam tempo a avaliar propostas, comparar candidatos ou refletir sobre a disputa que virá. Ou seja, esses números não representam decisão alguma; no máximo, mostram quem é mais conhecido naquele momento.

Por isso, pesquisas tão antecipadas acabam servindo mais ao meio político do que ao cidadão comum. Tornam-se instrumentos de especulação: grupos políticos usam esses resultados para criar clima de favoritismo, tentar influenciar debates internos e até fortalecer determinadas narrativas. Muitas das pesquisas divulgadas nesse período são encomendadas com objetivos claros de agradar clientelas específicas ou movimentar o tabuleiro político. Não é raro que candidatos que aparecem nas últimas posições meses antes da eleição acabem vencendo o pleito, enquanto outros, que comemoravam lideranças momentâneas, desaparecem quando as urnas são abertas.

Se essas pesquisas não servem para prever o resultado, o que realmente importa então? A resposta está em outro tipo de estudo: as pesquisas qualitativas. Diferentemente das quantitativas, que apenas medem percentuais, as qualitativas conversam com as pessoas de maneira mais profunda. Elas investigam sentimentos, desejos, frustrações, percepções sobre problemas da cidade e expectativas para o futuro. Funcionam como uma ultrassonografia da opinião pública, revelando aquilo que não aparece nos números frios.

Esse tipo de pesquisa não aponta quem vai ganhar, mas mostra o que o eleitor pensa de verdade. E é isso que orienta campanhas sérias: entender o que as pessoas valorizam, o que rejeitam, o que esperam da política e como elas enxergam o momento em que vivem. É com essas informações que um grupo político pode ajustar seu discurso, construir propostas sólidas e se conectar com o público.

Portanto, quando você vir uma pesquisa muito antes das eleições, lembre-se: ela não define nada. Para quem realmente deseja compreender o eleitor, o que importa é ouvir, com profundidade, a população. A pesquisa que vale não é a que tenta prever o futuro antes da hora, mas a que revela quem somos, o que sentimos e o que esperamos da política.

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Mailza reage à debandada do PSDB e se esforça para evitar que partido apoie Bocalom; veja mais

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A fala tenta desarmar a narrativa de isolamento do PSDB. Fontes ligadas à executiva tucana alegam que o partido exige “apoio incondicional” à chapa de deputados federais, algo que Bocalom já prometeu priorizar

Mailza reforçou que o plano é manter a estrutura que deu vitória ao grupo, os partidos que já estão em nosso grupo político desde a eleição e pretendemos permanecer com todos e ainda ampliar. Foto: captada 

Everton Damasceno

A movimentação nos bastidores do “ninho tucano” provocou uma reação imediata do Palácio Rio Branco. Após vir à tona que o PSDB estaria inclinado a apoiar a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom (PL) por se sentir preterido na base governista, a vice-governadora Mailza Assis (PP) quebrou o silêncio. Em entrevista nesta quinta-feira (19), ela adotou um tom de conciliação, mas enviou recados claros sobre a hierarquia das decisões políticas.

Diante das queixas de que o PSDB estaria sendo tratado como um “bibelô” e perdendo espaço para o MDB na chapa majoritária, Mailza reforçou que o plano é manter a estrutura que deu vitória ao grupo. “Estamos conversando com todos os partidos que já estão em nosso grupo político desde a eleição e pretendemos permanecer com todos e ainda ampliar”, afirmou a vice-governadora.

A fala tenta desarmar a narrativa de isolamento do PSDB. Fontes ligadas à executiva tucana alegam que o partido exige “apoio incondicional” à chapa de deputados federais, algo que Bocalom já prometeu priorizar. Mailza, no entanto, aposta na robustez do projeto atual:

“Acreditamos que nosso projeto é o melhor para o Acre e os líderes partidários do Estado também entendem da mesma forma e para nós é isso que é o mais importante”

Articulação em Brasília

Um dos pontos mais sensíveis da coluna publicada anteriormente é a influência da executiva nacional do PSDB na decisão local. Sabendo que o comando nacional da sigla busca sobrevivência legislativa, Mailza revelou que o governo tem operado acima das fronteiras estaduais.

“Conversas a nível nacional estão sendo realizadas diariamente”, pontuou ela, sinalizando que o Palácio Rio Branco está em contato direto com os diretórios centrais para garantir a manutenção das alianças.

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Gladson sobre debandada do PSDB: “Quem não quer estar no mesmo barco, arruma a trouxa e sai”

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Gladson minimizou a pressão dos partidos e questionou a viabilidade das estruturas das outras pré-candidaturas

Gladson minimizou a pressão dos partidos e questionou a viabilidade das estruturas das outras pré-candidaturas. Foto: captada 

Everton Damasceno

O governador Gladson Cameli (PP) se manifestou publicamente, nesta quinta-feira (19), sobre as recentes notícias envolvendo o PSDB. Segundo informações veiculadas pelo jornal ContilNet, o partido tucano estaria avaliando deixar a base de apoio à vice-governadora Mailza Assis para receber em seu quadro o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que é pré-candidato ao Governo.

Questionado sobre a possibilidade de o PSDB abandonar o governo para apoiar um adversário, Cameli foi enfático ao declarar que a permanência na gestão está condicionada ao alinhamento político. “É natural isso. Quem não quer estar no mesmo barco, tem que arrumar a trouxa e sair”, disparou o governador.

Apesar das especulações de bastidores indicarem que o partido estaria “mais inclinado” a apoiar Bocalom em vez de Alan Rick, o governador afirmou que ainda não houve uma comunicação oficial por parte da cúpula tucana. Ele mencionou que, em sua última agenda com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo — que visitou o Acre em agosto de 2025 para fortalecer a sigla —, nada nesse sentido foi manifestado.

Naquela ocasião, o compromisso firmado era de que o PSDB apoiaria a candidatura de Mailza Assis ao governo em 2026, enquanto a vice-governadora retribuiria apoiando a nominata do partido para a Câmara Federal. Contudo, a recente movimentação sugere uma reavaliação estratégica da sigla.

Gladson minimizou a pressão dos partidos e questionou a viabilidade das estruturas das outras pré-candidaturas. “O principal é a gente se fazer uma pergunta: quem é que montou chapa para a majoritária, para deputado federal e para deputado estadual? Quem é que tem chapa formada?”, provocou o gestor, ressaltando que sua base já possui um planejamento sólido para as disputas legislativas.

O governador confirmou que dará apoio total (100%) à formação das chapas proporcionais de seus aliados e que intensificará suas agendas pelo interior do estado para consolidar esse projeto político.

“Estou dizendo que vou entrar nas minhas agendas agora de andar todos os municípios do Acre e, ao mesmo tempo, fazer a parte política também porque é necessário”, concluiu.

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Mulher chama bombeiros por filho engasgado, mas era um cachorro

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Imagem colorida de cão da raça Yorkshire Terrier - Metrópoles

Uma situação inusitada mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) na última segunda-feira (16/2), em Belo Horizonte (MG). Uma mulher acionou a corporação pelo telefone de emergência, alegando que o filho de 11 anos estava engasgado. Ao chegar ao local, os bombeiros viram que o “filho” era um cachorro da raça Yorkshire.

De acordo com os bombeiros, o cãozinho estava com obstrução das vias aéreas. A equipe realizou o atendimento ao animal e o conduziu até uma clínica veterinária. O cachorrinho recebeu cuidados especializados e foi estabilizado pelo médico responsável.

Se a “mãe” tivesse detalhado melhor a ocorrência, provavelmente não teria conseguido o atendimento, que está fora do escopo de atuação do Corpo de Bombeiros.

Em comunicado, o Corpo de Bombeiros alertou para a importância de fornecer informações claras e precisas ao ligar para o número de emergência 193, a fim de permitir a triagem correta e o emprego adequado dos recursos disponíveis.

A corporação também destacou que atua em salvamentos de animais domésticos em situações de risco iminente à vida, mas não realiza transporte rotineiro de pets para atendimento veterinário.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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