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Ponte da Sibéria, que vai integrar distritos de Xapuri, entra em fase de conclusão e governador prevê entrega para outubro

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Para acompanhar a finalização da Ponte da Sibéria, o governador do Acre, Gladson Camelí, esteve em Xapuri nesta quarta-feira, 24, onde pode ver a protensão dos cabos, além da armação da laje e das vigas, que são a parte final da estrutura que vai interligar o primeiro e segundo distritos da cidade, que tem 18.243 habitantes.

Governador visitou obras da ponte Sibéria, que está 93% concluída. Foto: José Caminha/Secom

De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), cerca de 70 trabalhadores estão mobilizados nesta etapa, que alcançou 93% da sua conclusão. Com extensão total de 363 metros, a obra tem orçamento superior a R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões provenientes de emenda parlamentar do senador Marcio Bittar e R$ 25 milhões de investimento do Estado.

Ponte tem previsão de entrega para outubro deste ano. Foto: Pedro Devani/Secom

O governador Gladson Camelí anunciou que a tão aguardada ponte que ligará o bairro da Sibéria à zona urbana do município será inaugurada até o final de outubro. Emocionado, ele afirmou estar orgulhoso com o avanço da obra e destacou que ela representa uma resposta direta aos críticos que duvidaram de sua capacidade de entrega.

Entrega da ponte é esperada pela população de Xapuri. Foto: José Caminha/Secom

“Estou com muito orgulho, chega a me arrepiar. Com fé em Deus, vou dar a resposta aos meus adversários que me criticam, vou mostrar que estou pegando a pá de concreto para chancelar a união entre o bairro da Sibéria e a zona urbana de Xapuri”, declarou.

Camelí também ressaltou que a obra só está sendo possível graças à união entre diversos órgãos do governo, e representa o cumprimento de um direito constitucional: o de ir e vir. “Essa obra vai entrar para a história porque estamos cumprindo o que está na Constituição: o direito de ir e vir das pessoas.”

Obra beneficia 5 mil moradores, segundo Deracre. Foto: José Caminha/Secom

O governador mencionou ainda a ansiedade da comunidade local e garantiu que o bairro da Sibéria será beneficiado com uma estrutura que ficará marcada na história da cidade. “O povo está ansioso, e não tenham dúvida do sucesso que será essa ponte”, disse.

Ele destacou a importância da união de esforços para a conclusão da obra da ponte que liga Xapuri ao bairro da Sibéria. “Essa é a prova concreta de uma mobilização conjunta entre equipes, poder público, bancada federal, governo estadual, prefeitura municipal e, principalmente, desses guerreiros que trabalharam incansavelmente, dia e noite, com empenho e dedicação”, afirmou.

Comitiva vistoriou últimos ajustes da ponte em Xapuri. Foto: José Caminha/Secom

Camelí ressaltou o simbolismo da construção: “Enquanto muitos países derrubam pontes, o Acre está construindo. Hoje estamos nos últimos retoques para unir definitivamente as duas cabeceiras. Até o final de outubro, vamos inaugurar essa obra tão sonhada pelo povo de Xapuri e da Sibéria.”

Segundo o governador, a ponte representa mais do que infraestrutura: “Essa obra acaba com a separação entre Xapuri e o bairro da Sibéria. É a união da população. Cumpro aqui minha promessa de garantir o direito à vida e à dignidade das pessoas.”

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, destacou o compromisso do órgão com a determinação do governador Gladson Camelí e com a população de Xapuri. “O Deracre está cumprindo a missão que nos foi dada pelo governador, avançando rumo à entrega de uma obra histórica para Xapuri e para o bairro da Sibéria. Essa ponte vai beneficiar diretamente mais de 5 mil pessoas”, afirmou.

Ligação do bairro Sibéria com zona rural é sonho da cidade de Xapuri. Foto: José Caminha/Secom

Sula reforçou o papel institucional do departamento: “O Deracre é isso: compromisso, responsabilidade, é entrega. Estamos aqui para cumprir nossa obrigação com o povo do Acre.”

O prefeito de Xapuri, Maxusel Maia, celebrou o avanço das obras da Ponte da Sibéria e destacou o impacto positivo das ações do governo estadual na vida dos moradores. “Hoje é um dia de muita emoção para o povo de Xapuri. Tenho dito que o governo Gladson Camelí tem transformado os maiores sonhos da nossa população em realidade”, afirmou.

Maia relembrou conquistas recentes e reforçou a importância da nova ponte: “Há duas semanas inauguramos a tão esperada Estrada da Variante, e agora acompanhamos de perto a fase final da construção da Ponte da Sibéria, que, como disse o governador, será inaugurada até o fim de outubro. É motivo de muita alegria e gratidão para todos nós.”

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Fevereiro seguirá com bandeira tarifária verde na conta de luz

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Chuvas de janeiro foram garantiram a recuperação dos reservatórios

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária no mês de fevereiro. Com isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor.

“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, disse a Aneel.

Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de fevereiro sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março,

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.

Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte.

Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.

Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

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Áreas de Livre Comércio do Acre voltam a ter incentivo fiscal sobre mercadorias vindas de São Paulo

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As Áreas de Livre Comércio (ALCs) do Acre começam o ano com uma boa notícia. A partir de agora, mais de 5,6 mil empresas acreanas instaladas nas áreas fronteiriças de Brasileia, Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul voltam a ter o benefício fiscal de 7% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas remessas de mercadorias nacionais vindas do estado de São Paulo.

O governo do Estado de São Paulo publicou nesta sexta-feira, 30, o Decreto nº 70.348, que restabelece o benefício fiscal do ICMS às ALCs. A nova decisão revoga os efeitos do Decreto nº 67.383/2022, que a partir de janeiro de 2025 suprimiu o incentivo fiscal, provocando prejuízos às relações comerciais interestaduais e reduzindo a competitividade das empresas acreanas.

À época, para assegurar o cumprimento da legislação fiscal, o governo do Acre ajuizou, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa teve como objetivo coibir infrações ao pacto federativo firmado por meio de convênios celebrados no Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz). O STF declarou inconstitucional o decreto anterior, por violar princípios constitucionais e comprometer o equilíbrio federativo.

Mais de 5,6 mil empresas acreanas serão beneficiadas com a decisão. Foto: Diego Silva/Secom

Com a nova norma, o Estado de São Paulo reconhece a importância econômica e federativa das Áreas de Livre Comércio, restabelecendo as condições de igualdade nas operações comerciais e retroagindo os efeitos do decreto a 31 de dezembro de 2025.

“A decisão representa uma vitória importante para o Acre e um importante avanço para o fortalecimento do desenvolvimento regional, ao garantir maior segurança jurídica e competitividade às empresas locais”, destacou o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas.

Além do Acre, o benefício também se aplica às Áreas de Livre Comércio de Macapá e Santana (AP), Bonfim e Boa Vista (RR), Guajará-Mirim (RO) e Tabatinga (AM).

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Justiça Federal suspende cobrança de pedágio na BR-364 em Rondônia

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A Justiça Federal da 1ª Região determinou a suspensão da cobrança de pedágio na BR-364, em Rondônia, no trecho concedido à Concessionária de Rodovia Nova 364 S.A. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (29) pelo juiz federal Shamyl Cipriano, da 2ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Rondônia, no âmbito de ações civis públicas que questionam a legalidade do início da tarifação.

As ações foram propostas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Rondônia (Aprosoja/RO), pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo partido União Brasil, tendo como rés a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária responsável pela rodovia. O Ministério Público Federal atua como fiscal da lei.

De acordo com a decisão, a cobrança de pedágio teve início sem o cumprimento integral das exigências contratuais previstas no Contrato de Concessão nº 06/2024. Entre os pontos analisados pelo juízo estão os trabalhos iniciais de recuperação e adequação da rodovia, que deveriam ser concluídos antes da implantação da tarifa.

O magistrado destacou que, conforme o Programa de Exploração da Rodovia (PER), os trabalhos iniciais deveriam abranger toda a extensão do trecho concedido, de aproximadamente 686 quilômetros entre Porto Velho e Vilhena, com avaliações técnicas contínuas. No entanto, os relatórios apresentados indicam que a vistoria realizada pela ANTT ocorreu de forma amostral, abrangendo cerca de 2% da extensão total da rodovia.

A decisão também abordou a implantação do sistema de cobrança por livre passagem, conhecido como Free Flow. Segundo o entendimento do juízo, não foram apresentados estudos suficientes sobre os impactos da adoção do sistema nas condições locais de infraestrutura, especialmente em relação ao acesso limitado à internet em diversas regiões do estado, requisito essencial para o funcionamento da modalidade de pagamento.

Outro ponto considerado foi o descumprimento do prazo contratual mínimo de três meses para comunicação prévia aos usuários sobre o início da cobrança. Conforme o termo aditivo ao contrato de concessão, a concessionária deveria disponibilizar esse período para cadastro e orientação dos motoristas, o que, segundo a decisão, não foi observado.

Com base nesses elementos, a Justiça Federal entendeu estarem presentes os requisitos para a concessão de tutela de urgência, determinando a suspensão imediata da cobrança de pedágio na BR-364 até que sejam cumpridas as exigências legais e contratuais. A decisão tem efeito imediato, e as rés foram intimadas a cumprir a ordem judicial com urgência.

O processo seguirá em tramitação para análise do mérito, quando as partes envolvidas poderão apresentar novas manifestações e provas.

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