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Polícia Civil realiza força-tarefa para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional a pescadores do Juruá
Entre os dias 13 e 16 de agosto, a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio Melo, promove uma força-tarefa no Sindicato dos Pescadores de Cruzeiro do Sul para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A ação, que funciona das 7h30 às 17h, tem como meta atender 150 pescadores diariamente, garantindo a regularização documental necessária para acesso ao seguro-defeso, conforme determina o Decreto nº 12.527/2025.

Atendimento no Sindicato dos Pescadores de Cruzeiro do Sul segue até 16 de agosto. Foto: cedida
A iniciativa conta com a parceria do Sindicato dos Pescadores, da Colônia dos Pescadores e do deputado estadual Nicolau Júnior, além do empenho do governo do Estado. Segundo a organização, a mobilização só foi possível graças à reivindicação das lideranças locais e à autorização do governador Gladson Cameli para o envio das equipes especializadas, o que assegura celeridade e eficiência no atendimento.
Após a etapa em Cruzeiro do Sul, o cronograma segue para outras cidades do Vale do Juruá. Nos dias 18, 19 e 20 de agosto, os atendimentos serão realizados em Mâncio Lima, e nos dias 21, 22 e 23 de agosto em Rodrigues Alves, sempre na sede dos pescadores, mantendo a meta de 150 identidades emitidas por dia.

Emissão da nova Carteira de Identidade Nacional garante acesso ao seguro-defeso. Foto: cedida
A mobilização reflete o compromisso do governo estadual, da Polícia Civil e das instituições parceiras em atender rapidamente às demandas dos pescadores e garantir o acesso aos benefícios sociais, especialmente diante das novas exigências legais.
“Esse esforço conjunto é fundamental para garantir que os pescadores da região tenham acesso à nova Carteira de Identidade Nacional de forma rápida e organizada. Nosso objetivo é assegurar que nenhum trabalhador fique sem o documento e, consequentemente, sem o direito ao seguro-defeso. A Polícia Civil está comprometida em levar cidadania e dignidade a todas as comunidades do Acre, especialmente às que mais dependem desse benefício para sustento de suas famílias”, declarou o diretor do Instituto de Identificação, Júnior César da Silva.
Fonte: PCAC
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Delegado é condenado a perder cargo por disparos com arma adulterada em Rio Branco
Marcos Frank Costa e Silva efetuou tiros em frente a residência no bairro Floresta Sul; pistola Glock 9mm tinha numeração raspada

O réu poderá recorrer da decisão, mas a sentença marca um precedente rigoroso sobre o comportamento de agentes de segurança no estado do Acre. Foto: captada
A 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco condenou o delegado de Polícia Civil Marcos Frank Costa e Silva pelos crimes de disparo de arma de fogo e posse de arma de fogo com sinal identificador adulterado. A decisão, proferida no dia 11 de março, determina ainda a perda do cargo público do réu.
A condenação é resultado de uma investigação iniciada em fevereiro de 2024, após o delegado efetuar disparos em frente a uma residência no bairro Floresta Sul, em Rio Branco.
O crime
De acordo com os autos do processo, aos quais a imprensa acreana teve acesso, o delegado foi denunciado por realizar disparos de arma de fogo em lugar habitado e em via pública. Durante a instrução processual, o Ministério Público aditou a denúncia após perícia constatar que a arma utilizada no crime — uma pistola Glock 9mm — apresentava a numeração de série raspada (suprimida).
Fundamentos da decisão
O juiz Ricardo Wagner de Medeiros Freire considerou as provas de autoria e materialidade suficientes para a condenação. O magistrado destacou que a conduta do réu, além de colocar em risco a incolumidade pública, feriu gravemente o decoro esperado de um servidor da segurança pública.
Perda do cargo público
Um dos pontos centrais da sentença é a decretação da perda do cargo de Delegado de Polícia Civil. O magistrado fundamentou a decisão com base no artigo 92, inciso I, alínea ‘a’, do Código Penal, justificando que a permanência do réu na estrutura da Polícia Civil tornou-se incompatível com a gravidade dos delitos cometidos.
A decisão ressalta que o réu, ao utilizar uma arma com identificação adulterada e efetuar disparos desmotivados, violou o dever de probidade e a confiança depositada pelo Estado em sua função de zelar pela aplicação da lei.
Penas aplicadas
Além da privação de liberdade e da perda do cargo, a sentença impõe:
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Suspensão dos direitos políticos, conforme determinado pela Constituição Federal após o trânsito em julgado
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Comunicação aos órgãos de classe: a decisão será enviada à Corregedoria Geral da Polícia Civil para as providências administrativas cabíveis
Recurso
O réu poderá recorrer da decisão, mas a sentença marca um precedente rigoroso sobre o comportamento de agentes de segurança no estado do Acre.

Um dos pontos centrais da sentença é a decretação da perda do cargo de Delegado de Polícia Civil. Foto: captada
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Mulher é presa após tentar matar marido a facadas em Rio Branco
Suspeita foi localizada horas após o crime por policiais do 1º Batalhão; vítima passou por cirurgia e permanece em estado grave

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Homem é preso com droga e arma artesanal durante ação da PM em Sena Madureira
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