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Polícia Civil do Acre resgata cadela vítima de maus-tratos em Rodrigues Alves
Animal estava amarrado com corda que causava ferimentos, desnutrido e sem acesso a água ou comida; tutora idosa também estava em situação de vulnerabilidade

A situação era ainda mais complexa por envolver uma tutora idosa de 77 anos, deficiente física, que mora sozinha e também se encontra em situação de vulnerabilidade social. Foto: captada
Uma ação da Polícia Civil do Acre (PCAC) resgatou na manhã desta quarta-feira (22) uma cadela que vivia em situação de maus-tratos no município de Rodrigues Alves. A operação, conduzida pela Delegacia Geral da cidade, foi deflagrada após uma denúncia detalhada de uma Organização Não Governamental (ONG) de proteção animal que já acompanhava o caso e fornecia alimentação para o animal.
Ao chegarem ao local, o delegado Marcílio Laurentino e sua equipe encontraram a cadela amarrada por uma corda que causava ferimentos no pescoço, sem acesso a água ou comida, e com claros sinais de desnutrição e negligência. A situação era ainda mais complexa por envolver uma tutora idosa de 77 anos, deficiente física, que mora sozinha e também se encontra em situação de vulnerabilidade social.
“O animal foi resgatado e ficará sob os cuidados da ONG, que providenciará um lar adotivo responsável. Paralelamente, a Polícia Civil instaurará procedimento para apurar tanto o crime de maus-tratos ao animal quanto a situação de vulnerabilidade da idosa”, explicou o delegado Marcílio Laurentino.
O caso será investigado sob a perspectiva do crime de maus-tratos aos animais, previsto na Lei Federal 9.605/98, enquanto a condição social da idosa também receberá atenção das autoridades.

A operação, conduzida pela Delegacia Geral da cidade, foi deflagrada após uma denúncia detalhada de uma Organização Não Governamental (ONG) de proteção animal. Foto: captada
Duas proteções em uma única ação
A PCAC reforçou que maus-tratos a animais é crime, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), com pena de reclusão e multa. Denúncias podem ser feitas nas delegacias locais ou pelo Disque Denúncia 181.
Mais do que apenas aplicar a lei, a ação visou amparar ambas as vítimas da história. “O objetivo é garantir não apenas a proteção dos animais, mas também o amparo às pessoas que se encontram em condições de fragilidade social”, destacou o delegado.
O caso agora será investigado para garantir a responsabilização legal dos envolvidos e, principalmente, o acolhimento adequado tanto da idosa quanto da cadela resgatada.
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PSDB reage a rumores e garante permanência na base do governo no Acre: ” Nenhum dirigente pode falar em nome do partido”
Dell Pinheiro
O PSDB no Acre divulgou, na noite desta quinta-feira, 19, um comunicado para esclarecer informações que vêm sendo publicadas por sites de notícias sobre o posicionamento da sigla no estado.
O documento é assinado pelo presidente estadual do partido, Gledson Pereira, que afirma não ter sido procurado por nenhum veículo de comunicação para se manifestar antes da veiculação das matérias.
Segundo ele, as publicações não refletiram um posicionamento oficial da executiva estadual.
No comunicado, o dirigente reforça que o PSDB permanece na base do governo e que não houve qualquer mudança formal de alinhamento político. Ele também menciona que tomou conhecimento, por meio da imprensa local, de que pré-candidatos ao governo estariam buscando interlocução com a executiva nacional da legenda.
No entanto, destaca que a direção estadual não foi oficialmente informada sobre qualquer tratativa ou decisão nesse sentido.
Pereira ressaltou ainda que a executiva estadual foi renovada na semana passada e que o partido segue trabalhando na construção e organização da chapa para as próximas eleições.
Por fim, o presidente da agremiação enfatizou que nenhum dirigente pode falar em nome do partido além de sua representação institucional devidamente constituída, reforçando a importância do respeito às instâncias formais da legenda.
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Foragida da Justiça do Acre, “Cacheada” é presa após seis anos e terá que responder por morte esquartejada transmitida por vídeo
Amanda Lima Moura foi capturada pelo BOPE na quarta-feira (18) em Rio Branco; mandado de prisão é válido até 2040; vítima Kesia Nascimento foi assassinada em 2020 por tribunal do crime e teve corpo jogado no Rio Acre

As investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram que a motivação do crime teria sido uma disputa entre facções criminosas em Rio Branco. Foto: captada
A foragida da Justiça do Acre, Amanda Lima Moura, conhecida como “Cacheada”, teve a prisão preventiva decretada pelo Juiz da 1º Vara do Tribunal do Júri e foi capturada na tarde de quarta-feira (18) por policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), durante patrulhamento na Estrada do Calafate, bairro Portal da Amazônia, em Rio Branco . O mandado de prisão tem validade até o ano de 2040 .
No momento da abordagem, ela apresentou um nome falso, mas a verdadeira identidade acabou descoberta pelos policiais após consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) . Cacheada foi encaminhada à Delegacia Central de Flagrantes (Defla), onde permanece à disposição do Judiciário .
O crime
Consta na denúncia que, em janeiro de 2020, a vítima Kesia Nascimento da Silva, de 20 anos, foi sequestrada e levada para as margens do Rio Acre por um grupo de criminosos, após deixar o filho pequeno em uma lanchonete da família, na Estrada da Floresta, em Rio Branco . Kesia tinha esquizofrenia e fazia tratamento contra a doença .
No local, Kesia teve a sentença de morte decretada pelo tribunal do crime. A vítima foi assassinada e teve o corpo esquartejado, sendo posteriormente jogado no Rio Acre — até hoje o corpo nunca foi localizado .
Transmissão ao vivo
Toda a ação foi transmitida em chamada de vídeo por um aplicativo de conversas para São Paulo, onde duas mulheres, apontadas como mandantes do crime, assistiram à execução ao vivo . As investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram que a motivação do crime teria sido uma disputa entre facções criminosas, pois a vítima teria mudado de organização .

Toda a ação foi transmitida em chamada de vídeo, por um aplicativo de conversas para São Paulo. Foto: captada
Condenações e situação de Amanda
Seis envolvidos no crime, entre mandantes e executores, foram condenados e submetidos a júri popular. Entre os réus condenados estão Rita de Cassia e Veralúcia Marques, apontadas como “justiceiras do PCC” e que estavam em São Paulo no momento do crime . Outros réus que tiveram a pronúncia mantida foram Thalysson Jesus da Silva, João Vitor da Cunha Pereira, Moisés Inácio da Silva, Camila Cristine de Souza Freitas, José Natanael Aquino Duarte e Ana Lúcia Barros de Oliveira .
Amanda Lima Moura teve o processo desmembrado, já que estava foragida desde o início das investigações . A defesa dela recorreu à Câmara Criminal da sentença de pronúncia. O recurso ainda não foi julgado . Com a prisão, ela deverá agora responder pelo crime de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e participação em organização criminosa.

Consta na denúncia, que janeiro de 2020, a vítima foi sequestrada e levada para as margens do Rio Acre, por um grupo de criminosos, após deixar o filho na casa de uma tia. Foto: captada
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Patrulha Maria da Penha visita vítima de tentativa de feminicídio internada em hospital de Sena Madureira
Suspeito do crime foi preso em flagrante pelo 8º BPM na manhã desta quinta-feira (19) e entregue à Polícia Civil; ação reforça acolhimento a mulheres em situação de violência

Segundo a Polícia Militar, a presença dos agentes da Patrulha Maria da Penha faz parte das estratégias de policiamento comunitário, voltadas à proteção das vítimas e ao fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência doméstica.
Na tarde desta quinta-feira (19), a Patrulha Maria da Penha do 8º Batalhão da Polícia Militar realizou uma visita à vítima de uma tentativa de feminicídio que está internada no Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira.
A ação teve como objetivo prestar apoio, demonstrar solidariedade e acompanhar a situação da mulher, que recebe atendimento médico após o episódio de violência .
Ainda durante a manhã, equipes do 8º BPM conseguiram prender o suspeito do crime em flagrante. Após a captura, ele foi conduzido e entregue à Polícia Civil, que ficará responsável pelos procedimentos legais e investigação do caso .
Segundo a Polícia Militar, a presença dos agentes da Patrulha Maria da Penha faz parte das estratégias de policiamento comunitário, voltadas à proteção das vítimas e ao fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência doméstica. A iniciativa também busca garantir o respeito aos direitos humanos e oferecer suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade .

Ainda durante a manhã, equipes do 8º BPM conseguiram prender o suspeito do crime em flagrante. Fotos: captada


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