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Brasil

Pesquisas nos estados: Bolsonaro lidera em 14 e no DF; Haddad, em 7

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Pesquisas Ibope em 24 estados e no Distrito Federal divulgadas neste mês levantaram o cenário local das intenções de voto para presidente. Na terça-feira (25), as mais recentes foram publicadas no Rio de Janeiro e São Paulo. Na segunda-feira (24), pesquisas foram divulgadas no Ceará e em Mato Grosso do Sul.

Abaixo, veja os destaques dos cinco primeiros colocados na pesquisa nacional e os gráficos de todos os estados:

  • Jair Bolsonaro lidera em 14 estados e no DF, incluindo os três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Tocantins, ele e Fernando Haddad estão empatados tecnicamente.
  • Fernando Haddad lidera em sete estados, todos do Nordeste. Em Alagoas, Haddad e Bolsonaro estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro.
  • Ciro Gomes manteve a liderança isolada no Ceará.
  • Geraldo Alckmin tem melhor desempenho em São Paulo, onde só está atrás de Jair Bolsonaro, e empata tecnicamente com Fernando Haddad e Ciro Gomes.
  • Marina Silva oscilou negativamente em Minas Gerais e São Paulo, e se manteve estável no Rio de Janeiro.

Pesquisas divulgadas em 25/setembro:

Rio de Janeiro

Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente no Rio de Janeiro — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente no Rio de Janeiro — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – Evolução da intenção de voto para presidente no Rio de Janeiro — Foto: Arte/G1

São Paulo

Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente em São Paulo — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente em São Paulo — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – Evolução da intenção de voto para presidente em São Paulo — Foto: Arte/G1

Ceará

Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente no Ceará — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente no Ceará — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – Evolução da intenção de voto para presidente no Ceará — Foto: Arte/G1

Mato Grosso do Sul

Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente em Mato Grosso do Sul — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente em Mato Grosso do Sul — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – Evolução da intenção de voto para presidente em Mato Grosso do Sul — Foto: Arte/G1

Pesquisas divulgadas em 21/setembro:

Goiás

Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente em Goiás. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente em Goiás. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – Evolução da intenção de voto para presidente em Goiás. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Rio Grande do Norte. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Rio Grande do Norte. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Rio Grande do Norte. — Foto: Arte/G1

Rio Grande do Sul

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Rio Grande do Sul. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Rio Grande do Sul. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Rio Grande do Sul. — Foto: Arte/G1

Santa Catarina

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Santa Catarina. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Santa Catarina. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente em Santa Catarina. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Tocantins. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Tocantins. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Tocantins. — Foto: Arte/G1

Pesquisas divulgadas em 20/setembro:

Acre

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Acre. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Acre. — Foto: Arte/G1

Alagoas

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Alagoas. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente em Alagoas. — Foto: Arte/G1

Mato Grosso

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Mato Grosso. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Mato Grosso. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente em Mato Grosso. — Foto: Arte/G1

Piauí

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Piauí. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Piauí. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Piauí. — Foto: Arte/G1

Sergipe

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Sergipe. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Sergipe. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente em Sergipe. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Maranhão. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Maranhão. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente na Paraíba — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – Evolução da intenção de voto para presidente na Paraíba — Foto: Arte/G1

Pesquisa divulgada em 18/setembro:

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente na Bahia. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente na Bahia. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Amapá. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Amapá. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Amazonas. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Amazonas. — Foto: Arte/G1

Distrito Federal

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Distrito Federal. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente no Distrito Federal. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente no Distrito Federal. — Foto: Arte/G1

Minas Gerais

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Minas Gerais. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Minas Gerais. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente em Minas Gerais. — Foto: Arte/G1

Pará

Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente no Pará — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - Evolução da intenção de voto para presidente no Pará — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – Evolução da intenção de voto para presidente no Pará — Foto: Arte/G1

Pernambuco

Pesquisa Ibope - evolução da intenção de voto para presidente em Pernambuco — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção de voto para presidente em Pernambuco — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção de voto para presidente em Pernambuco — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Rondônia. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Rondônia. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente em Rondônia. — Foto: Arte/G1

Roraima

Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Roraima. — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - evolução da intenção voto para presidente em Roraima. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – evolução da intenção voto para presidente em Roraima. — Foto: Arte/G1

Sobre as pesquisas:

As pesquisas têm margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A exceção é o levantamento de 25/09 em São Paulo, cuja margem é de 2 pontos.

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

Confira as informações sobre cada pesquisa:

Acre: realizada entre 17 e 19 de setembro de 2018. Foram entrevistados 812 eleitores em 17 municípios. Contratada por Rádio TV do Amazonas Ltda. Registro no TRE protocolo nº AC-01952/2018 e no TSE protocolo nº BR‐08216/2018.

Amapá: realizada entre 14 e 16 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 13 municípios. Contratada por Rádio TV do Amazonas Ltda. Registro no TRE protocolo nº AP-05769/2018 e no TSE protocolo nº BR-03187/2018.

Amazonas: realizada entre 13 e 16 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 24 municípios. Contratada por Rádio TV do Amazonas Ltda. Registro no TRE protocolo nº AM-1057/2018 e no TSE protocolo nº BR-07766/2018.

Bahia: realizada entre 15 e 17 de setembro. Foram entrevistados 1.008 eleitores em 61 municípios. Contratada por Televisão Bahia S.A. Registro no TRE protocolo nº BA-01723/2018 e no TSE protocolo nº BR-03445/2018.

Ceará: realizada entre 21 e 23 de setembro. Foram entrevistados 1.204 eleitores em 60 municípios. Contratada pela Televisão Verdes Mares Ltda. Registrado no TRE protocolo nº CE-09888/2018 e no TSE nº BR-09794/2018.

Distrito Federal: realizada entre 14 e 16 de setembro. Foram entrevistados 1.204 eleitores. Contratada por Globo Comunicação e Participações S/A. Registro no TRE protocolo nº DF-07395/2018 e no TSE protocolo nº BR-05259/2018.

Goiás: realizada entre 18 e 20 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 39 municípios. Contratada pela Televisão Anhanguera S/A. Registro no TRE protocolo nº GO-09015/2018 e no TSE protocolo nº BR-09138/2018.

Maranhão: realizada entre 16 a 18 de setembro. Foram entrevistados 1.008 eleitores em 58 municípios. Contratada por Televisão Mirante Ltda. Registro no TRE protocolo nº MA-06667/2018 e no TSE protocolo nº BR-07474/2018.

Mato Grosso: realizada entre 17 e 19 de setembro de 2018. Foram entrevistados 812 eleitores em 36 municípios. Contratada por Televisão Ponta Porã Ltda. Registro no TRE protocolo nº MT-05998/2018 e no TSE protocolo nº BR-08618/2018.

Mato Grosso do Sul: realizada entre 21 e 23 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 30 municípios. Contratada pela Televisão Ponta Porã Ltda. Registrado no TRE protocolo nº MS-03695/2018 e no TSE protocolo nº BR-03166/2018.

Pará: realizada entre 13 e 16 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 41 municípios. Contratada por Televisão Liberal Ltda. Registro no TRE protocolo nº PA-05447/2018 e no TSE protocolo nº BR-08454/2018.

Paraíba: realizada entre 16 e 18 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 40 municípios. Contratada por Televisão Cabo Branco Ltda e Televisão Paraíba Ltda. Registro no TRE protocolo nº PB-08654/2018 e no TSE protocolo nº BR-07454/2018.

Pernambuco: realizada entre 14 e 16 de setembro. Foram entrevistados 1.204 eleitores em 57 municípios. Contratada por Globo Comunicação e Participações S/A e Editora Jornal do Commercio S.A. Registro no TRE protocolo nº PE-02931/2018 e no TSE protocolo nº BR-01251/2018.

Piauí: realizada entre 17 e 19 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 40 municípios. Contratada por TV Rádio Clube de Teresina S.A. Registro no TRE protocolo nº PI-08528/2018 e no TSE nº BR-03034/2018.

Rio de Janeiro: realizada entre 22 e 24 de setembro. Foram entrevistados 1.512 eleitores em 41 municípios. Contrata pela Globo Comunicação e Participações S/A e Editora Globo S/A. Registro no TRE protocolo nº RJ-08813/2018 e no TSE protocolo nº BR-06646/2018.

Rio Grande do Norte: realizada entre 18 a 20 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 40 municípios. Contratada por Televisão Costa Branca Ltda. Registro no TRE protocolo nº RN-08720/2018 e no TSE protocolo nº BR-08011/2018.

Rio Grande do Sul: realizada entre 18 a 20 de setembro. Foram entrevistados 1.204 eleitores em 71 municípios. Contratada por RBS Participações S A. Registro no TRE protocolo nº RS-07856/2018 e no TSE protocolo nº BR-00497/2018.

Rondônia: realizada entre 14 e 16 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 30 municípios. Contratada por Rádio TV do Amazonas Ltda. Registro no TRE protocolo nº RO-00295/2018 e no TSE protocolo nº BR-05366/2018.

Santa Catarina: realizada entre 18 a 20 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 47 municípios. Contratada por NC Comunicações S.A. Registro no TRE protocolo nº SC-05212/2018 e BR-06196/2018.

São Paulo: realizada entre 22 e 24 de setembro. Foram entrevistados 2.002 eleitores em 96 municípios. Contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A e S/A O Estado de São Paulo. Registrado no TRE protocolo nº SP-09074/2018 e no TSE protocolo nº BR-07197/2018.

Sergipe: realizada entre 17 e 19 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 36 municípios. Contratada por Rádio Televisão de Sergipe Ltda. Registro no TRE protocolo nº SE-09362/2018 e no TSE protocolo nº BR-05157/2018.

Tocantins: realizada entre 18 e 20 de setembro. Foram entrevistados 812 eleitores em 39 municípios. Contratada por Centro Norte de Comunicação Ltda. Registro no TRE protocolo nº TO-06978/2018 e no TSE protocolo nº BR-08130/2018.

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Brasil

Lentidão do Estado, geografia e clima dificultam internet na Amazônia

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As antenas móveis estão presentes em 96% dos municípios na Amazônia Legal. Das 772 localidades na região, 743 têm antenas da Starlink, segundo dados da Anatel

Indígena marubo instala antena Starlink em aldeia: fim do isolamento. Imagem: TikTok/Reprodução

Com Atual 

Apesar das iniciativas como o Programa Norte Conectado, que instala cabos de fibra óptica subfluviais nos rios da Amazônia, e o avanço da conexão de internet via satélite com domínio da Starlink, a instalação da rede física ainda esbarra em obstáculos geográficos, climáticos e de infraestrutura na região, diz Jesaías Arruda, vice-presidente da Abranet (Associação Brasileira de Internet).

“Segundo dados do Nic.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), 15% do território nacional ainda não tem nenhum tipo de conectividade, isto é, não tem internet via satélite nem via fibra ótica. E para a Região Norte esse número é maior devido aos desafios”, disse Arruda.

Os 15% mencionados equivalem a 29 milhões de brasileiros que não têm acesso à internet, mostra pesquisa do Nic.br realizada ano passado e compartilhada no “Seminário Internet e Meio Ambiente: Caminhos Sustentáveis na Amazônia”, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), na Ufam (Universidade Federal do Amazonas) em Manaus.

No Amazonas, segundo Arruda, só 17% da população do estado têm uma “conectividade significativa” de internet, o que significa dizer um acesso de qualidade a um custo acessível. Em número é equivalente a 728 mil usuários. De acordo com o IBGE, a população do Amazonas em 1º de julho de 2024 era de 4,2 milhões de habitantes.

“Isso é um número muito pequeno diante da demanda da população. Há um déficit de conectividade na região amazônica”, diz.

Antenas em garimpo no Rio Mucajaí, na Terra Indígena Yanomami: conexão por satélite de baixa altitude. Foto: Divulgação/Ibama

Outro desafio, segundo o representante da Abranet, é a geografia do Amazonas que tem uma vasta extensão territorial com áreas de difícil acesso, especialmente comunidades ribeirinhas e indígenas.

“A densa floresta amazônica dificulta a construção de infraestruturas como torres de telecomunicação e redes de fibra óptica. Além disso, muitas cidades e comunidades não possuem estradas e energia elétrica confiáveis, o que impacta a instalação e manutenção da internet. Também a baixa densidade populacional em algumas áreas remotas torna o investimento em infraestrutura de telecomunicações pouco atrativo para empresas privadas”, diz Arruda.

Outras dificuldades são as condições climáticas e a logística. “Chuvas intensas e a alta umidade podem danificar equipamentos e dificultar a manutenção da rede. Além disso, a floresta densa pode interferir no sinal de satélites e dificultar a instalação de cabos de fibra óptica. O transporte de equipamentos para áreas remotas é caro e complicado, pois muitas localidades só são acessíveis por barco ou avião e a manutenção da rede exige mão de obra especializada, que nem sempre está disponível localmente”, diz o vice-presidente da Abranet.

Em muitas áreas, diz Arruda, a internet depende de satélites que oferecem conexão mais lenta e instável em comparação à fibra óptica, e algumas cidades contam com redes de rádio ou conexão via cabo subfluvial, que também podem sofrer interrupções devido às condições climáticas.

“São soluções que atendem à região. Quando você fala de defesa e segurança, saúde e educação, todas essas entidades utilizam conexões vias satélites, porque não é somente uma questão de conexão, mas de segurança nacional”, diz.

Para Fernando Soares, diretor de Regulação e Inovação da Conexis Brasil Digital, e que representa as principais operadoras de internet no Brasil, até 2029 os 62 municípios do Amazonas terão internet 5G, mas para alcançar a meta é preciso criar estruturas de conexão nas localidades.

“A Amazônia precisa de conectividade. Não podemos pensar na Amazônia como um lugar intocável. Aqui tem gente, tem povo que precisa de cidadania. Temos de preservar a floresta, mas isso não significa ausência de conectividade. Temos de trazer estruturas e qualidade de vida, sem ferir as questões ambientais”, diz Soares, que representa as maiores operadoras de telecomunicações do país.

A telefonia 5G é a quinta geração de tecnologia celular sem fio, que oferece maior velocidade e mais conectividade, e nos municípios do Amazonas vão chegar por meio de fibra ótica.

“Não há concorrência entre conexão por fibra ótica e a conexão por satélite, são bens complementares. Não vejo uma competição. A Amazônia precisa de conectividade. Então, eu vejo que em umas localidades a fibra ótica é mais apta e em outras localidades seria o satélite, mas a fibra ótica vai ser levada a todos os municípios (do Amazonas)”, diz Soares.

O espaço entre a lentidão do poder público e a falta de atrativo comercial para as empresas de telefonia é dominado pela SpaceX, do bilionário Elon Musk, com as antenas da Starlink. As antenas móveis estão presentes em 96% dos municípios na Amazônia Legal. Das 772 localidades na região, 743 têm antenas da Starlink, segundo dados da Anatel.

A mobilidade do equipamento, a facilidade de instalação e o baixo custo conquistaram até comunidades indígenas. Também seduziu garimpeiros que usam a Starlink nas atividades ilegais na Amazônia. Na ausência, ou lentidão do Estado em conectar a Amazônia, Elon Musk foi mais rápido. Com faro aguçado para negócios e disposição de não se submeter a leis dos países, Musk pode tornar a Amazônia dependente de sua tecnologia.

Cabos de fibra ótica são instalados pelos rios: serviço lento para conectar a Amazônia. Foto: Agência Pará Fotos Públicas

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Brasil

Prefeitos devem abrir conta bancária exclusiva para Fundeb, diz MPF

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O dinheiro pode ser usado para, entre outras finalidades, compra de materiais de escolas e remuneração de profissionais da educação

Dinheiro do Fundeb é usado para o financiamento da educação pública. Foto Jonas Pereira/Agência Senado

Os municípios amazonenses devem abrir uma conta específica para movimentar o dinheiro do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), recomendou o procurador da República Gustavo Galvão Borner, na última sexta-feira (28). Apenas os secretários de Educação do município devem fazer transferências desses valores.

As recomendações foram enviadas aos municípios de Amaturá, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Jutaí e Atalaia do Norte. As prefeituras terão 30 dias para comprovar que estão atendendo as orientações do MPF (Ministério Público Federal), que são baseadas em diretrizes do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

“Requisita-se, desde logo, aos recomendados, na forma do art. 6º, XX, e do art. 8º, §5º, da Lei Complementar nº 75/93, que no prazo de 15 (quinze) dias úteis, manifestem-se sobre o acatamento da presente recomendação, indicando as medidas que tenham sido ou que serão adotadas”, diz trecho do documento do MPF.

A medida busca garantir transparência e rastreabilidade do dinheiro público. Em 2024, segundo dados do Tesouro Nacional, os municípios amazonenses receberam R$ 818 milhões do governo federal referente ao Fundeb. O dinheiro pode ser usado para, entre outras finalidades, compra de materiais de escolas e remuneração de profissionais da educação.

De acordo com a recomendação, as contas abertas para movimentar o dinheiro do Fundeb não poderão receber dinheiro de outras fontes. Além disso, a movimentação deve ser eletrônica, diretamente na conta corrente dos fornecedores, prestadores de serviços e profissionais da educação, devidamente identificados.

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Brasil

Casa de ‘Ainda Estou aqui’ será transformada em museu

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Após a repercussão do filme Ainda Estou Aqui, o local passou a atrair a atenção de fãs e curiosos

A propriedade está localizada no bairro da Urca, zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou que vai transformar o imóvel onde foi gravado o filme Ainda Estou Aqui na Casa do Cinema Brasileiro. A proposta é criar um museu no local. Segundo Paes, a propriedade será desapropriada e comprada pela prefeitura.

Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, foi o grande vencedor na categoria de Melhor Filme Internacional, na 97ª edição do Oscar, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A conquista é inédita para o cinema brasileiro.

O filme conta a história da prisão do ex-deputado Rubens Paiva e da busca de sua esposa, Eunice Paiva, em saber o destino do marido, assassinado em 1971, durante a ditadura militar no Brasil.

“Vamos tornar público e abrir para visitação o espaço que trouxe o primeiro Oscar do Brasil em quase 100 anos da premiação. Faremos da casa onde foi gravado o filme um lugar de memória permanente da história de Eunice Paiva e sua família, da democracia e ainda uma homenagem às duas grandes mulheres que orgulham o Brasil e deram vida a ela – Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, informou Eduardo Paes, em publicação nas redes sociais.

“O público ainda poderá conhecer a história do Brasil no Oscar em exposições interativas. Ali também funcionará a nova sede da Rio Film Commission, estimulando mais produções do cinema brasileiro e premiações internacionais. E pra não deixar dúvidas: a Casa do Cinema Brasileiro vai estar pronta para receber a nossa primeira estatueta. Quem sabe ela não vem morar aqui? Nós vamos sorrir”, finalizou o texto, fazendo referência a uma fala do filme.

A propriedade fica na esquina da Avenida João Luiz Alves com a Rua Roquete Pinto, no bairro da Urca, zona sul da cidade. Após a repercussão do filme Ainda Estou Aqui, o local passou a atrair a atenção de fãs e curiosos.

O imóvel foi locado por um ano e meio para a produção e, recentemente, foi colocado à venda a partir de R$ 13,9 milhões.

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