Cotidiano
Pescadores artesanais do Acre têm até 5 de fevereiro para evitar suspensão da licença profissional
Ministério da Pesca advertiu 8,5 mil profissionais por atraso no envio de relatório anual; superintendência local busca prorrogar prazo para evitar prejuízos

Ministério da Pesca advertiu 8,5 mil profissionais por atraso no envio de relatório anual; superintendência local busca prorrogar prazo para evitar prejuízos. Foto: captada
Cerca de 8,5 mil pescadores artesanais do Acre foram advertidos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura por não terem enviado, até 31 de dezembro de 2025, o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP). De acordo com a Portaria MPA nº 614, publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União, os profissionais têm até 5 de fevereiro para regularizar a situação, sob pena de ter a licença de pesca automaticamente suspensa a partir de 6 de fevereiro.
O REAP comprova o exercício regular da pesca e é necessário para a manutenção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e para o acesso a benefícios como o Seguro-Defeso. O superintendente federal da Pesca e Aquicultura no Acre, Paulo Ximenes, afirmou que está articulando com o senador Sérgio Petecão (PSD) para tentar ampliar o prazo, considerando que muitos pescadores moram em áreas distantes e têm dificuldade de acesso à informação. Caso não seja possível a prorrogação, os que não cumprirem o prazo terão a licença suspensa por um ano.

Os profissionais têm até 5 de fevereiro para regularizar a situação, sob pena de ter a licença de pesca automaticamente suspensa a partir de 6 de fevereiro. Foto: captada
O que está em risco:
-
Licença de Pescador Profissional suspensa a partir de 6 de fevereiro;
-
Perda do acesso ao Seguro-Defeso e outros benefícios sociais;
-
Impedimento para renovar o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).
O que é o REAP:
Documento obrigatório que comprova o exercício regular da pesca durante o ano, contendo:
-
Volume pescado por mês;
-
Espécies capturadas;
-
Locais de atividade;
-
Registro de meses sem pesca, incluindo períodos de defeso.

O superintendente federal da Pesca e Aquicultura do Acre, Paulo Ximenes, disse que tem conversado com o senador Sérgio Petecão (PSD) para que construa um diálogo em Brasília para alargar esse prazo. Foto: captada
Recursos e prazos:
-
Até 5 de fevereiro: prazo final para envio do relatório;
-
Até 30 dias após notificação: direito de recurso para quem já cumpriu a obrigação;
-
Suspensão: licença cancelada por um ano se o descumprimento persistir.
Ação política em curso:
O superintendente federal da Pesca no Acre, Paulo Ximenes, informou que está em contato com o senador Sérgio Petecão (PSD) para negociar a prorrogação do prazo junto ao governo federal. “Muitos pescadores moram em áreas remotas sem acesso à informação. Estamos trabalhando para que ninguém seja injustamente prejudicado”, declarou Ximenes.
A pesca artesanal sustenta milhares de famílias no estado, especialmente em comunidades ribeirinhas isoladas. A dificuldade de acesso a internet e a burocracia são entraves frequentes para a formalização da categoria.
Orientação aos pescadores:
Profissionais devem buscar auxílio junto a:
-
Sindicatos e associações de pescadores;
-
Escritórios municipais da Pesca;
-
Superintendência Federal da Pesca no Acre.
A suspensão em massa de licenças impactaria não apenas a renda das famílias, mas também o abastecimento de peixe no mercado interno, já que os pescadores artesanais são responsáveis pela maior parte do pescado consumido no estado.

O envio do documento é requisito para a solicitação e manutenção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), necessário para a obtenção da Licença de Pesca. Aquele que não enviar o REAP não poderá acessar benefícios como o Seguro-Defeso.
Comentários
Cotidiano
Suspeito de esfaquear ex-companheira com 16 golpes segue foragido em Sena Madureira
Crime é investigado como tentativa de feminicídio; vítima sobreviveu e está em recuperação
O homem identificado como José do Morro é apontado como principal suspeito de esfaquear a ex-companheira, Ocileide Alípio Coutinho, de 40 anos, em um crime registrado nesta quarta-feira (18), em Sena Madureira, no interior do estado. Até o momento, ele não foi localizado e continua foragido.
De acordo com as informações apuradas, a vítima foi atingida com ao menos 16 perfurações durante o ataque. Após a agressão, Ocileide foi socorrida e encaminhada ao Hospital João Câncio Fernandes, onde recebeu atendimento médico. Apesar da gravidade dos ferimentos, ela sobreviveu e permanece em recuperação.
Horas depois do crime, o suspeito publicou uma mensagem em tom de despedida no status do WhatsApp. No texto, afirmou estar vivendo “o pior dia” de sua vida, declarou ter cometido um erro e disse não saber se voltará a ser visto. A publicação rapidamente circulou entre familiares e conhecidos, ganhando repercussão nas redes sociais.
O caso é tratado como tentativa de feminicídio e mobiliza as forças de segurança do município, que seguem em buscas para localizar o suspeito. A polícia pede que qualquer informação que possa contribuir para a captura seja repassada de forma anônima às autoridades.
As investigações continuam.
Comentários
Cotidiano
Banco é condenado após ‘rapar’ todo o salário de homem por dívidas

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a condenação de um banco que reteve o salário integral de um trabalhador no momento em que o dinheiro caiu na conta. Para a Primeira Câmara de Direito Privado da corte, houve falha na prestação do serviço bancário.
O valor retido foi utilizado pelo banco para quitar parcelas de contratos, sem que houvesse comprovação de autorização específica do cliente para o desconto direto na conta.
Para a corte, mesmo existindo a dívida, a instituição não pode se apropriar do salário do consumidor de forma automática. No entendimento dos magistrados, a instituição bancária deve buscar meios legais adequados para a cobrança, sem comprometer recursos destinados para despesas básicas do cliente.
O banco terá que devolver o valor “rapado” da conta.
Segundo o colegiado, não ficou comprovada autorização específica para que o banco realizasse débitos diretamente sobre o saldo da conta em que a cliente recebe seus vencimentos.
Para a Câmara, a retenção total do salário ultrapassa mero aborrecimento e configura dano moral, pois afeta diretamente a dignidade da pessoa e o chamado mínimo existencial.
O banco terá que pagar uma indenização para o consumidor, além de arcar sozinho com as custas e honorários dos advogados.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
Comentários
Cotidiano
Philippe Coutinho anuncia saída do Vasco e cita saúde mental após críticas da torcida
Meia afirma estar “muito cansado”, nega desrespeito ao clube e recebe apoio de Neymar e outros jogadores



Você precisa fazer login para comentar.