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Pelotão de Cães do Bombeiro completa quatro anos com treinamento de detecção de restos mortais
Sendo referência na região Norte no treinamento de cães para busca por odor, o Pelotão de Cães do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) completa quatro anos neste domingo, 18, focado no treinamento de detecção de restos mortais com cães que irão auxiliar em operações de busca em todo o estado.

Segurança Pública realiza treinamento de detecção de restos mortais com cães para auxiliar em operações de busca. Foto: Aline Vitória/Sejusp
Fundado em 18 de agosto de 2020, o pelotão de cães do Corpo de Bombeiros tem sido pioneiro no treinamento de cães, reforçando as ações das forças de segurança do Estado do Acre. Oferecendo um treinamento rigoroso e sistemático, que envolve o desenvolvimento de habilidades para detectar odores específicos, os cães treinados para varredura de área e detecção de restos mortais desempenham um papel fundamental em operações de busca e resgate, além de investigações forenses. Eles são capazes de localizar pessoas desaparecidas, vítimas de desastres e restos humanos em diversas condições e terrenos.
Ao longo desses quatro anos, o pelotão já doou quatro cães para os estados do Pará, Rondônia, Alagoas e Roraima. Além disso, foi convidado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará para ministrar instruções no primeiro curso de cães de busca e resgate daquele estado, e também recebeu uma medalha do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas pelos serviços prestados.
Atualmente, o Estado do Acre conta com cinco cães das raças labrador, pastor alemão, belga e um rastreador brasileiro, que compõem o canil do Corpo de Bombeiros. Dois desses cães são certificados na modalidade de busca por odor específico, fazendo do Acre o primeiro estado da região Norte a obter essa certificação.
O secretário de Segurança Pública do Acre, José Américo Gaia, destaca que o uso de cães treinados para varredura de área e detecção de restos mortais é de extrema importância para a segurança pública, oferecendo uma série de benefícios em situações de emergência, investigações criminais e operações de busca e resgate. “Cães treinados podem localizar vítimas vivas ou corpos em áreas extensas, como florestas ou em meio a escombros de desastres naturais. Eles reduzem o tempo de busca, o que é crucial para salvar vidas e para o trabalho das forças de segurança, já que são capazes de acessar áreas que seriam difíceis ou perigosas para nós, seres humanos”, afirma o gestor.

Secretário de Segurança Pública, José Américo, com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Charles Santos, (à direita). Foto: Aline Vitória/Sejusp
O treinamento, com duração de cerca de um ano e meio, está sendo realizado com três cães (Porã, Echo e Zaya) do pelotão do Corpo de Bombeiros do Acre. O processo começou em julho de 2023 e vai até janeiro de 2025, com uma rotina intensa que envolve a repetição para detectar odores específicos relacionados à decomposição. Além disso, o treinamento é diário e gradual, começando com a familiarização com o odor de restos mortais, seguido por exercícios em ambientes controlados e, finalmente, em cenários de campo que simulam situações reais. O processo exige orientação especializada, treinamento contínuo e uma forte ligação entre os cães e seus treinadores para garantir a precisão e a eficácia nas operações.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, coronel Charles da Silva, relata que as atividades com cães de busca na corporação se iniciaram há mais de três anos, durante os quais dois cães foram treinados na modalidade de odor específico e já estão em operação.
“Geralmente, atendemos de cinco a seis ocorrências de busca por ano, além de outras situações que envolvem cães sociais. Atualmente, estamos treinando três filhotes na modalidade de busca rural, para varredura de áreas, detecção de restos mortais e busca de pessoas vivas, tanto em áreas rurais quanto urbanas. Durante esse período, também realizamos cooperações técnicas com outros estados para a doação de filhotes. Recentemente, inauguramos o canil do Corpo de Bombeiros, e em outubro está prevista a chegada de duas viaturas específicas para o transporte de cães”, destaca Charles.
O chefe do Pelotão de Cães do Corpo de Bombeiros, 1º tenente Eduardo Santos Silva, explica que o treinamento dos filhotes começa a partir de um mês e meio de vida e se estende até os 15 meses. “Após esse treinamento, os cães são submetidos a uma prova de certificação realizada pelo Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros (Ligabom), onde o cão e o treinador são avaliados. Se o animal for aprovado, ele está certificado e pronto para atuar nas operações”, esclarece.
Após a certificação, os cães estão aptos a auxiliar as forças de segurança em campo, mas continuam recebendo treinamentos de manutenção, que funcionam como uma pós-formação, para garantir a continuidade do preparo físico e da constância do trabalho dos animais.

Cães ficam no canil do Corpo de Bombeiros Militar. Foto: Aline Vitória/Sejusp
Aspectos do treinamento em canis de referência da Segurança Pública
- Seleção de Cães
Raças Preferenciais: pastores-alemães, belgas malinois, labradores e rottweilers são algumas das raças mais comuns, escolhidas por sua inteligência, resistência, obediência e habilidades olfativas. Aptidões individuais: cada cão é avaliado para determinar suas habilidades naturais e predisposições para tarefas específicas, como detecção ou ataque.
- Treinamento de detecção
Drogas e explosivos: cães são treinados para identificar odores específicos associados a substâncias ilegais ou explosivos. Isso envolve repetição constante e associação positiva (como recompensas) quando o cão identifica corretamente uma substância. Busca por pessoas: em casos de desaparecimento ou fuga, cães são treinados para rastrear odores humanos em diferentes ambientes, incluindo florestas, áreas urbanas e escombros.
- Treinamento de proteção e ataque
Imobilização de suspeitos: os cães são treinados para imobilizar indivíduos sob comando, utilizando técnicas que minimizam o risco de lesões tanto para o suspeito quanto para o cão. Proteção de oficiais: cães são condicionados a proteger seus manejadores em situações de risco, incluindo respostas a ataques armados.
- Obediência
Comandos básicos e avançados: cães de segurança pública precisam responder imediatamente a comandos como “senta”, “fica”, “ataca”, “solta”, e “volta”. O treinamento é intensivo para garantir que os cães obedeçam mesmo em situações de alta pressão. Socialização e adaptação: cães são expostos a diversos ambientes e situações (como multidões, ruídos altos e locais desconhecidos), para garantir que se mantenham calmos e controlados durante as operações.
- Treinamento
Acompanhamento em missões: cães são treinados para acompanhar oficiais durante patrulhas, mantendo vigilância e protegendo a equipe. Podem ser usados em operações de controle de distúrbios ou em áreas de fronteira. Busca e apreensão: cães patrulheiros são usados para rastrear e apreender indivíduos em fuga ou localizar contrabando.
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Polícia Civil do Acre passa a enviar intimações oficiais por WhatsApp
Medida busca modernizar procedimentos, agilizar comunicações e ampliar o acesso da população às informações processuais
A Polícia Civil do Acre passou a contar com um canal exclusivo pelo WhatsApp para o envio de intimações oficiais à população. A iniciativa tem como objetivo modernizar os procedimentos, dar mais agilidade às comunicações e facilitar o acesso dos cidadãos às informações relacionadas a investigações e atos processuais.
As intimações serão encaminhadas por meio dos números (68) 99918-0000 e (68) 99938-2060. Pelo aplicativo, os intimados receberão diretamente em seus celulares documentos oficiais contendo informações detalhadas, como data, horário, delegacia responsável e endereço para comparecimento.
De acordo com a Polícia Civil, as comunicações enviadas pelo WhatsApp possuem documento oficial devidamente assinado por um delegado de polícia, o que garante a autenticidade da intimação e a segurança jurídica do procedimento.
A medida também visa reduzir custos operacionais, otimizar o trabalho das equipes policiais e tornar o atendimento mais eficiente, acompanhando a evolução das ferramentas digitais na prestação dos serviços públicos no estado.
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Polícia Militar apreende 137 quilos de drogas em Sena Madureira em 2025, aumento de 407%
Ações do 8º BPM retiraram cocaína e maconha de circulação; corporação atribui resultado a patrulhamento, inteligência e denúncias da população

De acordo com dados oficiais da corporação, aproximadamente 137 quilos de entorpecentes foram apreendidos em diferentes ocorrências, envolvendo principalmente cocaína e maconha. Foto: captada
O 8º Batalhão da Polícia Militar do Acre (8º BPM), com atuação em Sena Madureira, apreendeu aproximadamente 137 quilos de drogas ao longo de 2025, o que representa um aumento de 407% em relação ao ano anterior. O volume inclui principalmente cocaína e maconha retiradas de circulação em diferentes operações realizadas na região.
As apreensões foram resultado de abordagens, patrulhamento ostensivo, ações de inteligência e denúncias da comunidade. A PM destaca que o crescimento expressivo reflete o fortalecimento das estratégias de combate ao tráfico e ao crime organizado no município e em áreas sob sua responsabilidade.

O volume de drogas retirado de circulação representa um aumento de 407% em relação ao ano de 2024, evidenciando a intensificação das ações policiais e o fortalecimento das estratégias de enfrentamento ao crime organizado na região. Foto: captada
A corporação reforçou que continuará intensificando o trabalho preventivo e repressivo ao longo do ano, com o objetivo de coibir o tráfico de entorpecentes, reduzir a criminalidade e aumentar a sensação de segurança na região.
O efetivo do 8º BPM atua em Sena Madureira e municípios vizinhos
A PM destaca ainda que o trabalho preventivo e repressivo continuará sendo intensificado ao longo do ano de 2026, com o objetivo de coibir o tráfico de drogas na região, reduzir a criminalidade e promover a sensação de segurança para a comunidade local.

8º BPM apreende 137 quilos de drogas em Sena Madureira e registra aumento expressivo em 2025. Foto: art/assessoria
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Acusado de incendiar casa da ex por recusar fim de relação é condenado no AC

Foto: Reprodução
A Câmara Criminal deu provimento à apelação interposta pelo Ministério Público, acolhendo o pedido de reparação pelos danos decorrentes de um incêndio criminoso ocorrido no município de Feijó, que atingiu a residência de uma vítima de violência doméstica. A decisão foi publicada na edição nº 7.954 do Diário da Justiça (p. 13), desta segunda-feira, 9.
O réu não aceitava o fim do relacionamento que durou sete meses. O crime foi confessado e comprovado por laudos periciais e imagens de câmeras, as quais atestaram a ação direta e intencional.
A vítima relatou um histórico de perseguição após o término, destacando a insistência e ameaças em ir na escola onde ela estudava. Na madrugada do ocorrido, a intenção era tentar falar com a jovem, então bateu na janela do quarto, que ficava na varanda. Como ela não abriu, foi provocado o incêndio. As chamas foram contidas pelo Corpo de Bombeiros.
O desembargador Samoel Evangelista, relator do processo, enfatizou que o incêndio expôs a perigo a vida, a integridade física e o patrimônio da vítima. Portanto, foi fixada a reparação em R$ 2 mil.
O réu foi condenado a quatro anos de reclusão, em regime inicial aberto, mais o pagamento de 13 dias-multa. Com a decisão unânime do Colegiado, ele deverá pagar ainda uma reparação de R$ 2 mil. O processo tramita em segredo de Justiça.
Com informações do TJAC





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