Cotidiano
Pela primeira vez no ano, preço médio do álcool sofre queda no Acre
A boa notícia? As cotações recuaram no Acre e em outros 10 Estados e não houve avaliação no Amapá.

As cotações recuaram no Acre e em outros 10 Estados e não houve avaliação no Amapá/Reprodução
TON LINDOSO
Dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas
Os preços médios do etanol hidratado subiram em 14 Estados e no Distrito Federal na semana passada, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. A boa notícia? As cotações recuaram no Acre e em outros 10 Estados e não houve avaliação no Amapá.
Além do Acre, destaque para recuos na Bahia, em Mato Grosso, em Minas Gerais e em São Paulo. Na média brasileira, o preço do etanol pesquisado pela ANP acumulou aumento de 0,21% na comparação mensal, com destaque para o Rio Grande do Norte, de 10,10% de variação.
Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP os preços cederam 0,34% na semana passada ante a anterior, de R$ 2,918 para R$ 2,908 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação média do hidratado caiu 0,80% ante a semana anterior, de R$ 2,764 para R$ 2,742 o litro. A maior alta semanal, de 8,20%, foi em Goiás.
O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,299 o litro, em São Paulo, e o máximo individual ficou de R$ 4,949 o litro, no Rio Grande do Sul. Mato Grosso tem o menor preço médio estadual, de R$ 2,572 o litro. Os postos do Rio Grande do Sul registram o maior preço médio, de R$ 4,116 o litro.
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Vice-prefeito de Brasiléia (PL) reforça apoio a Bocalom e fortalece articulação liberal na fronteira
A adesão de lideranças municipais, como a de Brasiléia, é vista como essencial para ampliar a capilaridade da campanha de Bocalom e dos candidatos do partido em todo o Acre

O movimento mostra a estratégia do PL de fortalecer uma chapa diante de um cenário eleitoral já disputado por nomes fortes da direita acreana. Foto: captada
O Partido Liberal (PL) passou a admitir publicamente o lançamento de uma candidatura própria ao governo do Acre nas eleições de 2026, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), confirmou oficialmente nesta segunda-feira (19) sua pré-candidatura ao Palácio Rio Branco, durante coletiva no auditório da Associação Comercial do Acre (Acisa).
O anúncio foi acompanhado pelo vice-prefeito Alysson Bestene e reuniu empresários, pecuaristas e apoiadores da gestão municipal.
Em manifestação pública, o vice-prefeito de Brasiléia Amaral do Gelo, também filiado ao PL, declarou apoio incondicional à pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo do Acre e aos demais nomes do partido que concorrerão a deputados estadual, federal e senador. A movimentação reforça a articulação do projeto político liberal no estado, especialmente na região de fronteira, e sinaliza a estratégia da legenda de fortalecer sua base diante de um cenário eleitoral competitivo, com outras forças de direita já organizadas.
O apoio vem em um momento em que o PL busca consolidar uma chapa unificada, após insatisfações internas com administrações municipais e a percepção de falta de apoio a suas iniciativas politicas. A adesão de lideranças municipais, como a de Brasiléia, é vista como essencial para ampliar a capilaridade da campanha de Tião Bocalom (PL) e dos candidatos do partido em todo o Acre.
O movimento mostra a estratégia do PL de fortalecer e legenda diante de um cenário eleitoral já disputado por nomes fortes da direita acreana.
Nota do presidente do PL/Brasiléia:

Declaração de alinhamento incondicional à pré-candidatura do prefeito de Rio Branco evidencia esforço do partido em Brasiléia para consolidar nome de Tião Bocalom em 2026
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Exportação de gado do Acre cresce 33% em 2025, com recorde de 27,2 mil cabeças em dezembro
Setor pecuário fecha ano com alta de 88,6% na comparação mensal; avanço é atribuído a ganhos de eficiência, rigor sanitário e acesso a mercados internacionais

O impacto desses números ultrapassa as fronteiras das fazendas, refletindo-se diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) estadual e na geração de empregos no interior. Foto: captada
O setor pecuário do Acre encerrou 2025 com resultados históricos, consolidando-se como um dos principais motores econômicos do estado. Dados do setor mostram que em dezembro foram movimentadas 27,2 mil cabeças de gado – um crescimento de 88,6% em relação ao mesmo mês de 2024. No ano, as exportações acumularam alta de 33%, impulsionadas pela eficiência produtiva, rigor sanitário e acesso a mercados internacionais.
Fatores do desempenho:
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Modernização da cadeia: Frigoríficos investiram em tecnologia e certificações;
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Demanda externa aquecida, especialmente de países da Ásia e Oriente Médio;
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Valorização da arroba do boi no mercado internacional;
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Logística melhorada com uso da BR-364 e rotas alternativas pelo Peru.
Impacto econômico e social:
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Contribuição direta ao PIB estadual, já que a pecuária responde por cerca de 20% da economia acreana;
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Geração de empregos no interior, desde a criação até o processamento industrial;
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Fortalecimento da agricultura familiar, que fornece bezerros para engorda.
O Acre se consolida como fornecedor estratégico no corredor de exportação da Amazônia, aproveitando sua posição geográfica fronteiriça para escoar produção com competitividade em preço e qualidade.
A expectativa para 2026 é de expansão de 15% a 20% no volume exportado, com investimentos em rastreabilidade, genética e sustentabilidade para atender exigências de mercados mais rigorosos, como a União Europeia.
O crescimento de 88,6% em dezembro não é apenas sazonal – reflete uma mudança estrutural na pecuária acreana, que deixou de ser apenas abastecedora do mercado interno para se tornar uma potência exportadora na região Norte.
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Empresário boliviano critica venda de combustível barato a estrangeiros em meio à crise de abastecimento em Cobija
Crise de combustíveis em Cobija acende alerta sobre contrabando e abastecimento na fronteira com o Brasil

O empresário alerta que a medida pode intensificar as longas filas nos postos, prejudicando a população boliviana, e facilitar o contrabando para o Brasil. Foto: captada
O empresário e ex-deputado federal boliviano Richard Flores — irmão do ex-governador de Pando e atual senador Luís Adolfo Flores — criticou a autorização do governo nacional boliviano para a venda de diesel e gasolina a preços baixos para estrangeiros no Departamento de Pando, em meio a uma crise de escassez de combustíveis e gás em Cobija.
Segundo Flores, a medida beneficiará principalmente moradores de Brasileia e Epitaciolândia, no Brasil, além de turistas, o que vem gerando longas filas, já que que existe uma diferencia de dois reis no câmbio atual por litro, o que prejudicarão a população boliviana local. Ele também alerta para o risco de aumento do contrabando de combustíveis para Epitaciolândia e Brasiléia, o que representaria perdas financeiras para o Estado e para os cidadãos de Pando, agravando a falta de controle nas fronteiras.
A declaração reflete a tensão na região fronteiriça, onde a escassez de insumos essenciais tem impactado o dia a dia e a economia local.

Medida do governo boliviano de vender combustível barato a estrangeiros é criticada por ex-deputado, que vê risco de desabastecimento local e aumento do fluxo ilegal para o lado brasileiro. Foto: captada
A preocupação evidencia a tensão na fronteira, onde a falta de controle no fluxo de combustíveis já é um problema crônico. Com a alta demanda do lado brasileiro e a diferença de preços, o risco de desabastecimento local e perdas fiscais para o Estado boliviano se torna ainda mais crítico em um momento de escassez aguda.

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