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País tem resultado pior de alfabetização em prova federal; para MEC, exame não é indicador

Dados do Saeb relativos a 2023 foram divulgados nesta semana
José Cruz/Agência Brasil
Dados do Saeb para o 2° ano do ensino fundamental mostram taxa de 49,3% de crianças alfabetizadas no país em 2023
O Ministério da Educação divulgou nessa quinta-feira (3) dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) para o 2° ano do ensino fundamental que mostram taxa de 49,3% de crianças alfabetizadas no país em 2023. O porcentual revelado pelo teste, aplicado pela própria pasta, é menor do que os 56% indicados no relatório do programa Criança Alfabetizada, feito também pelo ministério a partir de outra metodologia.
O indicador havia sido divulgado no ano passado e é considerado pelo governo federal como o mais adequado para medir a etapa. “Os resultados da alfabetização são esses. É a avaliação que o Inep reconhece como sendo a avaliação da alfabetização do país”, frisou, nessa quinta, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC, Manuel Palácios, em referência aos dados do Criança Alfabetizada.
O índice foi criado pelo governo em 2024, usando exames feitos pelos estados em 2023, e divulgado com destaque pelo ministro Camilo Santana em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.
O governo vinha sendo acusado de falta de transparência por não apresentar os resultados do Saeb, e especialistas veem falta de clareza na escolha dos critérios. O MEC diz que o relatório Criança Alfabetizada é mais preciso, pois usa dados de um número maior de alunos — o Saeb é feito a partir de uma amostra — e de provas aplicadas pelos próprios Estados.
Além disso, segundo Palácios, a margem de erro dos dados em cada estado que faz o Saeb de forma amostral é muito alta, e, por isso, eles não poderiam ser comparados, como acontece no Criança Alfabetizada. Essa foi a razão pela qual, de acordo com ele, o Inep não havia ainda divulgado os dados do Saeb feitos por alunos do 2º ano.
A margem de erro da avaliação nacional é de 2,8 pontos porcentuais, mas em muitos estados o índice passa de 10 pontos porcentuais. Na Bahia, são 22,5 pontos percentuais de margem de erro no Saeb.
Primeira aplicação em 2019
O governo federal passou a aplicar o Saeb no 2º ano do ensino fundamental em 2019 — a prova é feita a cada dois anos, com exames de português e matemática. Diferentemente do que mostravam os dados do Criança Alfabetizada, pelo Saeb, o Brasil ainda não conseguiu recuperar o patamar verificado antes da pandemia.
Quando a prova foi aplicada pela primeira vez na etapa, em 2019, havia 55% dos estudantes alfabetizados. Depois, em 2021, durante a pandemia, o índice registrado foi de 36%. Já em 2023, o porcentual chegou a 49,3% dos alunos do 2º ano alfabetizados.
“A discrepância entre os 56% do Criança Alfabetizada e os 49% do Saeb é muito relevante. São 7 pontos porcentuais de diferença e mesmo com uma margem de erro de 2,8 pontos. Chama muita atenção e gera muita preocupação”, diz o professor da faculdade de educação da Universidade de Stanford, o brasileiro Guilherme Lichand, especialista em dados educacionais.
“Se o Inep gastou milhões de reais para coletar uma avaliação que ele mesmo não confia e que acha que tem margem de erro elevada demais nos estados, como pode tomar essa decisão do ponto de vista de política pública? Desperdiçar recursos valiosíssimos, quando está faltando dinheiro para todo o resto, para depois simplesmente engavetar?”, questiona.
“O discurso feito no ano passado, quando o Indicador Criança Alfabetizada foi divulgado, do Brasil ter superado a perda ocorrida na pandemia na alfabetização pode não ser verdadeiro”, analisa a presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
Para ela, os dados do Saeb também deveriam ter sido divulgados antes, assim como as notas técnicas que expliquem melhor o indicador Criança Alfabetizada. “Os resultados dessas avaliações precisam ser compatíveis entre si, esforço que ainda precisa ser garantido pelo Inep.”
Distorção entre estados
Em alguns estados, há disparidade considerável entre os resultados verificados no Saeb e os informados pelo Criança Alfabetizada. No Maranhão, por exemplo, o Saeb traz um porcentual de 30,6% de crianças alfabetizadas. No Indicador Criança Alfabetizada do estado, o índice é 56%.
Já no estado de São Paulo, a variação é pequena. Enquanto no Saeb São Paulo apresenta 50,5% de crianças alfabetizadas, patamar muito superior ao do Maranhão, no Indicador Criança Alfabetizada o índice é de 52%, abaixo do estado nordestino.
A partir de 2020, a aprovação de uma Emenda Constitucional instituiu a distribuição de uma cota-parte o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) a partir de resultados educacionais.
Diante disso, os estados construíram referenciais para avaliar suas redes. O presidente do Inep afirma que o Ministério da Educação decidiu integrar essas avaliações para que pudesse servir como base também das políticas federais, o que levou à adoção do indicador Criança Alfabetizada como o parâmetro do governo federal.
“Essas avaliações conduzidas pelos Estados foram totalmente reorganizadas à luz das propostas do Inep para padronização. E conseguimos com isso ter condições de produzir resultados que têm impacto nas politicas estaduais e federais alinhados. Não são dois números”, argumentou.
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Entidade de escolas privadas reage à morte de professora em faculdade

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) reagiu à morte da professora de direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos. A mulher foi esfaqueada pelo aluno João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho (RO), na noite de sexta-feira (6/2).
Em nota, a entidade manifestou “profundo pesar” pelo falecimento de Juliana e afirmou se solidarizar com a instituição de ensino e toda a comunidade acadêmica afetada pela tragédia, ressaltando o compromisso da universidade com a segurança e o bem-estar de alunos e colaboradores.
Ainda de acordo com a Fenep, o caso se trata de um episódio grave isolado, que não reflete a rotina das instituições de ensino, caracterizadas como “espaços de formação, diálogo e construção do conhecimento.”
À família da professora, a federação transmitiu seus “mais sinceros sentimentos”, reafirmando apoio, respeito e solidariedade neste momento de luto.
O caso
Segundo a polícia, o estudante João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, estava sozinho com a vítima após o fim das aulas quando, tomado por um acesso de raiva, a atacou com uma faca que, dias antes, teria recebido da própria professora junto com um doce, dias antes.
Em relato à polícia, o aluno afirmou que ele e Juliana teriam mantido um relacionamento amoroso por cerca de três meses e que passou a se sentir “emocionalmente abalado” após perceber um distanciamento da vítima. Segundo ele, a situação teria se agravado ao descobrir que Juliana pretendia retomar o relacionamento com o ex-marido.
Juliana foi atingida por golpes na região do tórax, com perfurações na altura dos seios, além de um corte profundo no braço direito. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
O agressor tentou fugir, mas foi contido por outro aluno, que é policial militar, até a chegada da polícia. João foi preso em flagrante, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do crime, investigado como feminicídio.
O corpo de Juliana foi transferido para Salvador (BA) por familiares, após liberação pelo Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho (RO).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Colisão entre carro e motocicleta deixa homem ferido no bairro Dom Giocondo, em Rio Branco
Uma colisão envolvendo um carro e uma motocicleta deixou Johnn Wesley da Silva Rocha, de 33 anos, ferido na noite deste sábado (7), na Rua Minas Gerais, no bairro Dom Giocondo, em Rio Branco.
De acordo com informações de testemunhas, o motorista de um Volkswagen Gol, de cor vermelha, seguia no sentido bairro–centro quando tentou realizar um retorno na via. No mesmo momento, Johnn Wesley, que conduzia uma motocicleta Honda, de cor preta, tentou ultrapassar o veículo e acabou colidindo contra a porta do automóvel.
Com o impacto, o motociclista foi arremessado ao solo e sofreu trauma torácico, dores na coluna e escoriações pelo corpo. O condutor do carro permaneceu no local e prestou auxílio à vítima.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e enviou uma ambulância de suporte básico, que realizou os primeiros atendimentos e encaminhou Johnn Wesley ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável, embora haja possibilidade de agravamento do quadro clínico.
O Batalhão de Policiamento de Trânsito não foi acionado para atender a ocorrência. Um acordo verbal foi firmado entre o motorista do carro e a esposa da vítima, e ambos os veículos foram retirados do local.
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Dependente químico é esfaqueado durante discussão em casa abandonada no Centro de Rio Branco
Vítima foi socorrida pelo Samu, mas causou confusão na UPA e fugiu antes de receber atendimento completo
O dependente químico Luiz Carlos Pereira, de 45 anos, foi ferido com um golpe de faca na noite deste sábado (7), dentro de uma residência abandonada localizada na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Centro, em Rio Branco.
Segundo informações de testemunhas, Luiz Carlos fazia uso de entorpecentes no imóvel abandonado na companhia de outro homem, não identificado. Durante o consumo de drogas, os dois teriam iniciado uma discussão. Em meio ao desentendimento, o agressor sacou uma faca e desferiu um golpe que atingiu a axila esquerda da vítima.
Mesmo ferido, Luiz Carlos conseguiu sair correndo do local, mas acabou caindo ao lado de uma borracharia 24 horas, na Rua Rio Grande do Sul. Agentes de Trânsito que passavam pela região encontraram o homem ferido e bastante alterado, acionando imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Uma ambulância de suporte avançado foi enviada para atender a ocorrência. Durante o atendimento, Luiz apresentou comportamento agressivo e chegou a tentar agredir profissionais da imprensa que acompanhavam o caso.
Após os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, na Baixada da Sobral. No entanto, ao dar entrada na unidade, Luiz Carlos passou a causar tumulto, quebrando e arremessando objetos no chão. Em seguida, retirou o acesso venoso do soro e deixou a unidade por conta própria.
Do lado de fora da UPA, ele ainda tentou agredir um segurança utilizando um tijolo e, logo depois, fugiu em direção à Rua Campo Grande.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na unidade de saúde para os procedimentos cabíveis. O autor da agressão não foi localizado, e o caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.



























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