Cotidiano
Pacientes internados com Covid-19 em hospital de campanha do AC vão poder falar com família por videochamada
Direção do Into-AC mandou comprar cinco tablets para que pacientes das enfermarias falem diariamente com os parentes por videochamada. Na UTI, médicos devem usar equipamentos para passar o boletim de saúde dos internados aos familiares.

Pacientes acamados do Into-AC vão poder falar com parentes por videochamada — Foto: Odair Leal/Secom/Arquivo
Por Aline Nascimento
Pacientes que estão internados com Covid-19 no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) vão poder falar com a família diariamente por videochamadas. A direção da unidade mandou comprar cinco tablets para que os pacientes possam manter a proximidade com os parentes.
A informação foi confirmada pelo diretor-técnico do Into-AC, Osvaldo Leal. Os equipamentos devem chegar ao Acre na próxima semana e vão ficar disponíveis para pacientes da enfermaria que não conseguem sair da cama e dos médicos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para que eles falem com os parentes dos pacientes.
Até esta quarta-feira (17), o Into-AC tinha apenas dois dos 100 leitos clínicos desocupados. Já os 50 leitos de UTI estavam ocupados, chegando a taxa de ocupação a 100%.
“Estamos nos organizando para isso, os tablets chegam na semana que vem. Chegando, a gente inicia esse procedimento de videochamadas dos pacientes que não têm condições de sair da enfermaria com familiares. Os que têm condições vão no final do dia para o solário e encontram os familiares. Esses têm condições de se deslocar”, destacou.
Segundo o diretor, a ideia é manter a proximidade e o vínculo entre os familiares durante o período de internação, já que os pacientes não podem receber visitas e nem ter acompanhantes. A estratégia também visa tranquilizar quem está do lado de fora ansioso e aflito por notícias.
“Esse afastamento é próprio da pandemia, não é dos hospitais. A natureza da infecção viral impede que tenhamos primeiro o acompanhante no leito, e a visita do familiar. Essas duas coisas, de fato, trazem um sentimento ruim porque o paciente fica sozinho no leito e precisamos, no final das contas, aproximar da forma que puder. Estamos construindo todas essas estratégias para fortalecer o vínculo”, afirmou.
Mudanças
Outra mudança na unidade vai ser em relação aos boletins divulgados no pronto-atendimento. Os familiares vão receber quatro boletins diários dos pacientes internados em observação. Já na enfermaria mantém apenas um boletim diário, mas devem ser divulgados até às 13h e não no final da tarde ou início da noite.
“Isso já está acontecendo. Esses pacientes ficam em observação e sendo avaliados se vão para a enfermaria ou vão receber alta. Os familiares ficam aguardando notícias e agora vamos passar a informação correta e diária”, complementou.
Para garantir essa rotina de trabalho, a direção vai colocar oito médicos diaristas na unidade que vão ficar responsáveis pela rotina dos pacientes. “Eles vão finalizar o trabalho com a ligação para o familiar. Vamos fazer a videoconferência para que o parente possa ver o paciente também”, pontuou.
Covid-19 no Acre
O Acre registrou mais 302 novos casos de Covid-19 nessa quarta (17), de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Mais oito mortes foram registradas no boletim, sendo as vítimas cinco mulheres e três homens. O número de pessoas infectadas passou de 53.590 para 53.892 nas últimas 24 horas. O total de mortes no estado agora é de 940.
O número de exames de RT-PCR à espera de análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou pelo do Centro de Infectologia Charles Mérieux é de 706. Há 267 pessoas internadas.
O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 6.025 casos para cada 100 mil habitantes e a de mortalidade é de 105 para o mesmo grupo. Já a letalidade é de 1,7%.
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Entrevista de Márcio Bittar gera crise no PL ao omitir apoio a Tião Bocalom para governador
Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”

Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”. Foto: captada
Uma entrevista do senador Márcio Bittar (PL) ao programa GAZETA ENTREVISTA, na TV Gazeta, gerou mal-estar político no Acre ao omitir qualquer menção ao prefeito Tião Bocalom (PL) como candidato ao governo do estado em 2026. Bittar afirmou que sua prioridade é a reeleição ao Senado e destacou não ter problemas com os pré-candidatos Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), sem referir-se a Bocalom.
A omissão foi rapidamente rebatida por secretários municipais de Rio Branco, que afirmaram ao Blog do Crica que Bocalom não é apenas candidato, mas “candidatíssimo” ao Palácio Rio Branco, independentemente do cenário. Em resposta, o prefeito reafirmou sua disposição: “Meu respeitado amigo Luís, eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”.
A tensão expõe uma segunda crise pública entre Bittar e Bocalom — a primeira ocorreu quando o senador chamou Alan Rick de “governador de férias”. Analistas locais avaliam que, para evitar desgaste eleitoral, os dois precisarão “se afinar” nos próximos meses.
Reação imediata:
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Secretários municipais saíram em defesa de Bocalom, reforçando que ele é candidato ao governo “independente do cenário”;
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Tião Bocalom respondeu ao Blog do Luís: “Eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”;
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O episódio é a segunda crise pública entre os dois: a primeira ocorreu quando Bittar chamou Alan Rick de “governador de férias”.
Análise do discurso:
A omissão de Bittar foi interpretada em bastidores como um sinal de desalinhamento ou até de preferência velada por outros nomes ao governo. O senador pode estar protegendo sua própria reeleição, evitando atrelá-la a uma candidatura majoritária que considere arriscada ou divisiva.
O PL é a principal base de Bocalom, mas Bittar – figura nacional do partido – tem influência decisiva sobre as estratégias estaduais. A falta de sintonia ameaça a unidade da legenda em um ano eleitoral crucial.
A tendência é que Bittar e Bocalom tenham que se reunir para acertar discursos e definir se o PL lançará candidatura própria ou apoiará Mailza Assis – hipótese que ganha força com a omissão do senador.
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União eleva para 91,9% sua participação no Banco da Amazônia após compra de ações do FGEDUC
Operação concluída nesta sexta (9) transferiu mais de 10 milhões de ações ordinárias do fundo vinculado à Caixa para o Ministério da Fazenda

O total de ações ordinárias do banco permanece sem alteração no capital social, apenas com redistribuição da titularidade. Banco da Amazônia financia projetos de empresas nos nove Estados que compõem a Amazônia Legal. Foto: Divulgação
O Banco da Amazônia informou na sexta-feira (9) que a União ampliou sua participação acionária na instituição para 91,9% do capital social. A mudança ocorreu após a transferência de 10.427.301 ações ordinárias do Fundo de Investimento FI Caixa FGEDUC Multimercado para o Ministério da Fazenda.
Com a operação, a União elevou sua posição de 73,3% para 91,9% do total de ações ordinárias do banco. O FGEDUC, que detinha 18,6% do capital, deixou de figurar na composição acionária da instituição.
Permanecem inalteradas as participações do BB FGO – Fundo de Investimento em Ações (5,1%) e dos demais acionistas minoritários (3,0%). O total de ações ordinárias do banco segue em 56.058.315 papéis, sem alteração no valor do capital social, apenas com redistribuição da titularidade.
A operação foi comunicada ao mercado e concluída nesta última sexta-feira, reforçando o controle da União sobre o banco de desenvolvimento regional.
Detalhes da operação:
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Ações transferidas: 10.427.301 ações ordinárias;
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Participação anterior da União: 73,3%;
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Nova participação: 91,9% do capital social;
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Capital total: Permanecem 56.058.315 ações ordinárias, sem alteração no valor do capital social.
Mudança no quadro acionário:
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FGEDUC (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo) deixou de ser acionista (antes detinha 18,6%);
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BB FGO – Fundo de Investimento em Ações mantém 5,1%;
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Demais minoritários seguem com 3,0%.
Contexto e implicações:
O Banco da Amazônia é um dos principais agentes de financiamento ao desenvolvimento regional nos estados da Amazônia Legal. O aumento do controle estatal pode sinalizar uma estratégia do governo federal para direcionar crédito a setores prioritários, como agronegócio, infraestrutura e bioeconomia.
A instituição deverá submeter a nova composição acionária à aprovação do Banco Central e comunicar eventuais mudanças na governança e políticas de crédito.
A saída do FGEDUC encerra uma participação histórica do fundo educacional no banco, enquanto a União fortalece seu poder de decisão sobre os rumos do principal agente financeiro de fomento na região Norte.
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Rio Branco e Adesg empatam no último amistoso antes da estreia

Foto Sueli Rodrigues: O argentino Dylan(bola) marcou o gol do Rio Branco no amistoso
Rio Branco e Adesg empataram por 1 a 1 neste sábado, 10, no José de Melo, no último amistoso antes da estreia no Campeonato Estadual. Jailson abriu o placar para a Adesg e o argentino Dylan marcou o gol do Estrelão.
Futebol abaixo
Rio Branco e Adesg realizaram um jogo treino muito abaixo do esperado. As duas equipes marcaram forte, mas apresentaram pouco poder de criação com 90 minutos sem muitas oportunidades.
Rio Branco
“A equipe vem em uma crescente, mas precisamos de reforços para elevar o nível técnico. O Rio Branco precisa ter uma equipe com capacidade de lutar pelo título”, declarou o treinador do Rio Branco, Ulisses Torres.
O Estrelão enfrenta o Vasco no sábado, 17, às 15 horas, no Tonicão, na estreia do Estadual
Adesg
“Não gostei do futebol da minha equipe. Existe a necessidade de produzir mais e na última semana de trabalho, vamos fazer esses ajustes”, afirmou o técnico da Adesg, Rodrigo Deião.
O Leão vai jogar contra o Humaitá no sábado, 17, às 17 horas, no Tonicão, no primeiro jogo do Estadual.

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