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Acre

No AC, pacientes reclamam falta de medicamentos para quimioterapia

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Aparelhos do Unacon também estariam com defeito, segundo pacientes.
Gerência diz que a medicação deve ser entregue ainda nesta quarta.

Antônia Cleuma está sem fazer sessões de quimioterapia há 1 mês (Foto: Daiane Fiqueiredo/Arquivo Pessoal)

Antônia Cleuma está sem fazer sessões de quimioterapia
há 1 mês (Foto: Daiane Fiqueiredo/Arquivo Pessoal)

G1/AC

Os pacientes que fazem tratamento de câncer  em Rio Branco estão enfrentando, há cerca de um mês, a falta de remédios para quimioterapia.  De acordo com os pacientes do Hospital do Câncer do Acre (Unacon), o local está sem remédio para oferecer aos pacientes. Além da falta de medicamentos, o aparelho onde é feita a manipulação dos remédios está com a placa queimada e o procedimento está sendo feito em uma clínica particular.

Daiane Figueiredo acompanha a mãe, Antônia Cleuma Craveiro, de 50 anos, portadora de câncer na pleura do pulmão, há três meses para fazer quimioterapia no hospital. Segundo ela, há um mês sua mãe está sem tomar o medicamento carboplatina, que é usado no combate da doença.

“Minha mãe deveria estar tomando a terceira dose do remédio, mas estava sem medicamento. Fomos no início do mês de novembro ao hospital, quando ela deveria tomar a segunda  dose, porém, nos informaram que não tinha o remédio  e que tinha um aparelho quebrado, então voltamos para casa”, conta a filha.

A filha revela ainda que não é a primeira vez que falta remédio para a mãe. De acordo com Daiane, outros pacientes com câncer sofrem com a falta de medicação na hora de fazer a quimioterapia, mas temem se expor. “Falta remédio direto naquele lugar, sempre mesmo. Tem gente que está fazendo tratamento há seis meses e não tomou nem a quarta dose ainda. Além disso, também não tem médico para atender, os equipamentos vivem quebrados, é um caos”, reclama.

Pacientes reclamam da falta de remédio no Hospital do Câncer (Foto: Aline Nascimento/G1)

Hospital do Câncer garante que medicamente chega nesta quarta (Foto: Aline Nascimento/G1)

Por falta de medicamento no hospital, Daiane e a família estão fazendo um bingo beneficente para arrecadar fundos para a mãe viajar para São Paulo e continuar o tratamento. Revoltada, a filha conta que tentou conseguir uma passagem pelo Tratamento Fora do Domicilio (TFD), mas teve o pedido negado.”Queremos levar minha mãe para outro estado para continuar o tratamento. Fui pedir as passagens no TFD mas o governo não disponibiliza porque tem tratamento aqui. Que tratamento é esse? Você começa a fazer o tratamento, mas não consegue dar continuidade porque sempre falta remédio”, desabafa.

Portador de leucemia, o filho de 15 anos do servente geral Alberto Braga está há quinze dias sem tomar a oitava dose do remédio. O pai conta que a mãe do garoto esteve no hospital com o filho mas foi informada que não tinha medicação pois a placa do aparelho que manipula o remédio estava quebrada.

“É revoltante. Hoje vim aqui consulta meu filho, pois ele precisa tomar logo essa medicação, mas até agora nada. Nem sei se tem remédio”, diz Alberto.

A gerente administrativa do Unacon, Paula Patrícia, informou ao G1 que estava faltando dois remédios para os pacientes, mas que o fornecedor já foi notificado para entregar as medicações. “Os medicamentos que estavam faltando eram a carboplatina e a doxorrubicina, mas o representante nos informou que até esta tarde os remédios vão ser entregues no hospital.

Foi entregue um lote desses remédios e os pacientes que tinha a demanda mais atrasada receberam logo suas doses”, conta a gerente.

Sobre o local onde é feita a manipulação dos remédios, chamada de capela, Paula conta que a placa do aparelho, que está queimada, deve chegar até sexta-feira (5), mas que a medicação está sendo feita na clínica particular Oncoclínica, por meio de um contrato do estado com a instituição.

“Solicitamos a placa de outro estado e até sexta deve ser entregue. Mas, os pacientes não estão sem fazer terapia, pois a Secretaria de Saúde [Sesacre] alugou uma capela em outra clínica. Os pacientes começaram a receber as doses do remédio a partir das 9h, nesse horário o enfermeiro já tem ido à clínica fazer a manipulação, então não falta e nem atrasa”, explica Paula.

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Acre

Acre padroniza critérios para registro de mortes violentas e busca maior transparência em dados de segurança

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Resolução publicada no Diário Oficial busca uniformizar informações de homicídios, mortes por intervenção do Estado e causas indeterminadas entre órgãos de segurança

A medida envolve os órgãos que integram o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) e busca ampliar a transparência. Foto: captada 

O Governo do Acre publicou nesta sexta-feira (16) uma resolução que estabelece critérios padronizados para tratamento, monitoramento e divulgação de dados relacionados à violência letal no estado. A medida envolve todos os órgãos do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) — Polícia Militar, Civil, Bombeiros, Iapen, Instituto Socioeducativo e Detran — e tem como objetivo ampliar a transparência e a confiabilidade das informações.

O documento define parâmetros uniformes para a contabilização de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), Mortes por Intervenção Legal de Agente do Estado (MILAE) e Mortes por Causa Indeterminada (MCI). Segundo o governo, a padronização permitirá maior comparabilidade dos dados ao longo do tempo e subsidiará a formulação e avaliação de políticas públicas de segurança.

A resolução é assinada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, José Américo de Souza Gaia, junto com os dirigentes das forças de segurança. A medida já está em vigor e deverá ser adotada por todos os órgãos do Sisp para registro, análise e divulgação de dados oficiais.

O que será padronizado:
  • Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI): Homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte;

  • Mortes por Intervenção Legal de Agente do Estado (MILAE): Óbitos decorrentes de ação policial;

  • Mortes por Causa Indeterminada (MCI): Casos em que a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Objetivos da medida:
  • Ampliar a transparência e a confiabilidade das estatísticas oficiais;

  • Evitar divergências entre números divulgados por diferentes instituições;

  • Subsidiar políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência com dados mais precisos.

Impacto prático:

A padronização permitirá comparações temporais mais consistentes e um diagnóstico mais realista da criminalidade no estado, além de fortalecer o controle social sobre as ações de segurança.

A divergência de dados entre polícias Civil e Militar, por exemplo, era uma crítica recorrente de especialistas, que apontavam a dificuldade de planejamento com bases desencontradas.

Os órgãos terão prazo de 60 dias para adaptar seus sistemas de registro. A Secretaria de Justiça e Segurança passará a publicar boletins unificados trimestralmente, a partir de abril de 2026.

A uniformização dos critérios é um avanço para que o Acre possa comparar seus índices com outros estados que já adotam metodologias semelhantes, como Rio de Janeiro e São Paulo, seguindo recomendações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A resolução é assinada pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo de Souza Gaia. Foto: captada 

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Acre

Energisa aciona plano de contingência e reforça alerta sobre riscos elétricos durante enchentes no Acre

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Concessionária monitora áreas alagadas em articulação com a Defesa Civil e orienta população a redobrar cuidados com a rede elétrica

Diante do transbordamento de igarapés e rios em diversas regiões do Acre, a Energisa colocou em prática seu Plano de Contingência e mantém monitoramento contínuo das áreas afetadas, em articulação permanente com a Defesa Civil. A medida tem como foco a prevenção de acidentes e a segurança da população durante o período de cheias.

Segundo a concessionária, até a manhã desta sexta-feira (16), não havia residências sem energia elétrica por motivo de segurança relacionado a alagações. No entanto, a empresa alerta que, caso o nível das águas continue subindo, poderá ser necessária a suspensão temporária do fornecimento em pontos específicos, como medida preventiva. O restabelecimento ocorre assim que as condições de segurança forem garantidas.

Equipes técnicas seguem realizando inspeções nas áreas atingidas, enquanto a Energisa reforça os riscos envolvendo energia elétrica durante enchentes. O coordenador da Energisa Acre, Jhony Poças, destaca que é essencial evitar qualquer contato com instalações elétricas em situações de alagamento e desligar o disjuntor geral quando a água atingir residências, desde que seja seguro.

A empresa orienta ainda que a população mantenha distância de fios caídos, postes, medidores, árvores e estruturas altas, evite manusear equipamentos elétricos molhados e não tente religar a energia por conta própria após a enchente. Em situações de risco, a recomendação é acionar imediatamente a Energisa pelos canais oficiais de atendimento.

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Acre

Crédito do Trabalhador ultrapassa R$ 101 bilhões em empréstimos e atende 8,5 milhões de pessoas

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Programa do Ministério do Trabalho já firmou 17 milhões de contratos desde março de 2025; valor médio do crédito é de R$ 11,9 mil, com juros de 3,2% ao mês

Programa do Ministério do Trabalho atendeu 8,5 milhões de pessoas, com valor médio de R$ 11,9 mil e taxa de juros de 3,2% ao mês. Foto: captada 

O Crédito do Trabalhador, programa de empréstimo consignado do governo federal, superou a marca de R$ 101 bilhões em contratações desde seu lançamento em março de 2025, conforme anúncio do Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (16). Foram firmados 17,044 milhões de contratos, beneficiando 8,523 milhões de trabalhadores.

O valor médio dos empréstimos é de R$ 11.895,36, com parcelas mensais em torno de R$ 245,90 e taxa média de juros de 3,2% ao mês. O ministro Luiz Marinho destacou que o programa “democratizou o acesso ao crédito” e atende especialmente pessoas com renda de até quatro salários mínimos, antes excluídas do mercado formal.

A modalidade é voltada a celetistas, domésticos, rurais, empregados de MEI e diretores não empregados com FGTS. Marinho reforçou que não será tolerada a cobrança de juros altos, pois o objetivo é substituir dívidas onerosas, como cartão de crédito e cheque especial, que chegam a cobrar em média 11,2% ao mês.

Detalhes do programa:
  • Valor médio do empréstimo: R$ 11.895,36

  • Parcela média mensal: R$ 245,90

  • Taxa de juros média: 3,2% ao mês (considerada baixa para o mercado)

  • Público prioritário: Trabalhadores com renda de até 4 salários mínimos

Declaração do ministro:

Luiz Marinho classificou o programa como “um sucesso” que “democratizou o acesso ao crédito”. “Trabalhadores estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades onerosas como o rotativo do cartão, que cobra em média 11,2% ao mês”, afirmou, reforçando que não haverá tolerância com juros altos.

Quem pode solicitar:
  • Trabalhadores celetistas, domésticos, rurais;

  • Empregados de microempreendedores individuais (MEI);

  • Diretores não empregados com direito ao FGTS.

Objetivo central:

Substituir dívidas com juros elevados (cheque especial, cartão de crédito) por crédito consignado mais barato, aliviando o orçamento das famílias.

O programa surgiu como uma alternativa ao crédito pessoal tradicional, que cobrava de 8% a 15% ao mês de trabalhadores formais. A adesão massiva indica a demanda reprimida por crédito acessível no país.

O ministério estuda ampliar o limite de contratação e incluir outros públicos, como aposentados do INSS – que já têm consignado, mas com taxas em geral mais altas.

O Crédito do Trabalhador já movimentou quase o dobro do valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) disponível para saque em 2025, mostrando como o acesso a crédito barato se tornou uma política de renda indireta para milhões de famílias.

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