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Acre

Nível do Rio Acre já preocupa autoridades na Capital

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O inverno amazônico, como é conhecida a estação chuvosa na região, tem deixado autoridades e estudiosos em alerta com relação a uma possível enchente dos rios acreanos. Pensando nisso, a Defesa Civil municipal e estadual tem traçado estratégias de contingência caso a situação de 2012 volte a acontecer. Os órgãos já têm preparado o plano de contingência, inclusive com os locais que poderão servir de abrigo e toda estrutura logística, caso seja necessário.

O nível do Rio Acre chegou a 10,43 metros na manhã desta terça-feira, 8 (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

O nível do Rio Acre chegou a 10,43 metros na manhã desta terça-feira, 8 (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Toda a estrutura de base da Defesa Civil estadual está montada, pois os meteorologistas afirmam que pode chover ainda mais nos próximos dias, mas de acordo com os estudiosos o volume de água não deve causar muitos transtornos à população de Rio Branco, já que chove dentro da média esperada para janeiro. “Não há anormalidade nos dados levantados pelos institutos de meteorologia. As chuvas inclusive só devem se intensificar em fevereiro, que por natureza é considerado o mês mais chuvoso do ano”, afirmou o coronel João Oliveira, coordenador da Defesa Civil Estadual. O nível do Rio Acre na manhã desta terça-feira, 8, é de 10,43 metros e a cota de transbordamento é de 14 metros.

Coronel João Oliveira, coordenador da Defesa Civil estadual (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Coronel João Oliveira, coordenador da Defesa Civil estadual (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

O pesquisador do Departamento de Ciências da Natureza da Universidade Federal do Acre (Ufac), Alejandro Duarte, disse que a probabilidade de uma enchente do Rio Acre não está descartada, haja vista o aumento do nível das águas. “Está chovendo em todo o Estado, e em Rio Branco não é diferente: o rio está subindo e as chuvas devem continuar acima da média. Ainda devemos ter entre 350 e 400 milímetros de chuva, o que significará um aumento de 20 centímetros no nível do Rio Acre nos próximos dias”, declarou. O pesquisador explica ainda que o período que compreende os meses de novembro a abril é tipicamente chuvoso e reflete o comportamento climático da região, com chuvas sazonais.

Já foram registrados 72 eventos extremos, entre seca e inundação, desde 1950 até 2010. De 1998 até agora, foram contabilizadas as primeiras reduções abaixo de 2,5 metros de profundidade. Foram 30 anos para chegar a 2,5 metros, para sete anos depois chegar a 2 metros e apenas um ano depois para chegar a 1,5 metro. Em seu auge, o Rio Acre registra 1.700 m³ de vazante d’água. Já na seca, ele já chegou a registrar apenas 50 m³.

Alejandro Duarte disse que a probabilidade de uma enchente do Rio Acre não está descartada (Foto: Angela Peres/Secom)

Alejandro Duarte disse que a probabilidade de uma enchente do Rio Acre não está descartada (Foto: Angela Peres/Secom)

O Rio Acre faz parte da Bacia Hidrográfica do Purus. Nasce em território peruano, em Madre de Díos, corre na direção oeste-leste, passa por Pando, na Bolívia, e chega ao Brasil, cortando o Acre e o Amazonas, onde desemboca na margem direita do Purus. Só no território brasileiro, o rio percorre cerca de 1.190 quilômetros, desde suas nascentes até a desembocadura.

No ano passado, um grande esquema de atendimento e socorro aos desabrigados com a enchente do Rio Acre foi desenvolvido em uma parceria dos governos municipal e estadual em conjunto com o programa Acre Solidário e a sociedade civil, inclusive com a participação voluntária de servidores públicos de todas as secretarias de governo. Alimentos, roupas e material de limpeza foram distribuídos aos que estiveram alojados no parque de exposições Marechal Castelo Branco. Com a vazante, uma megaoperação de limpeza das áreas alagadas foi desencadeada, em um esforço da Semsur, Emurb e Deracre.

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Asfalta Rio Branco inicia os serviços de pavimentação na regional da Floresta

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Procuradoria-Geral realiza processo seletivo para estagiários de Direito

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A Procuradoria-Geral do Acre (PGE/AC) torna público o 21º Processo Seletivo para estágio na área de Direito, para a formação de cadastro de reserva. O edital está disponível no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 12.

As inscrições poderão ser realizadas no período de 15 de abril a 10 de maio, exclusivamente pelo site www.estagio.pge.ac.gov.br, o link estará disponível a partir de segunda-feira.

A jornada de estágio é de 4 horas diárias e 20 horas semanais. A bolsa de estágio é no valor de R$ 800, mais auxílio-transporte no valor de R$ 200.

O processo seletivo será composto de uma prova de caráter classificatório e eliminatório, a ser realizada no dia 17 de maio, no auditório do Instituto de Educação Lourenço Filho (Ielf), na Av. Getúlio Vargas, 2855, Vila Ivonete, em Rio Branco.

Fonte: Governo AC

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Acre

Educação Indígena recebe investimentos do governo do Estado

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), realiza investimentos na construção de pelo menos 30 escolas indígenas em diversos municípios acreanos, como Sena Madureira, Feijó, Assis Brasil, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo. O montante investido chega a R$ 7,8 milhões.

Em Sena Madureira, cinco escolas já estão com as obras concluídas. Feijó recebeu o maior número de instituições contempladas, 11. Desse total, quatro já estão com as obras em fase de conclusão e outras sete em andamento.

Ao todo, 30 escolas indígenas serão construídas para fortalecer educação indígena. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Já no município de Tarauacá, quatro escolas estão fase de contratação, bem como em Assis Brasil e Rodrigues Alves. Em Marechal Thaumaturgo, duas escolas estão com obras em andamento.

As escolas indígenas irão garantir mais qualidade no ensino para as comunidades. Cada uma possui uma sala de aula, uma sala administrativa, construídas em madeira, além de um refeitório e de um banheiro, de alvenaria.

Entre as escolas com obras concluídas está a Francisco Barbosa, localizada na Aldeia São Francisco, do Povo Huni-Kui.  Rubens Barbosa é o cacique da comunidade e informa que é a primeira vez que recebem uma escola desse porte.

Cacique Rubens Barbosa: “Já melhorou 85%”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Agora já melhorou 85%, porque vai dar para suprir as necessidades dos nossos alunos; a escola que tinha foi construída pela própria comunidade. A gente agradece primeiro a Deus e depois ao governo do Estado”, diz. A nova escola, segundo ele, será suficiente para atender os 39 alunos da aldeia.

Quem lembra como era a antiga escola da aldeia é Roberto Barbosa, que tem três filhos em idade escolar: “Era uma escola no barro, não tinha material, era coberta com folha de alumínio e quando chovia não dava para as crianças estudarem”.

Aldeia São Francisco é uma das beneficiadas com escola indígena. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O professor responsável pela escola é Alberto Barbosa. “A gente fica feliz por estar recebendo uma escola nova, com mais conforto para os alunos”, destaca.

Honrou a palavra

O ex-professor e ex-coordenador da antiga escola, Isaka Rui Huni-kui, relata que a comunidade teve um encontro com o secretário Aberson Carvalho e que ele honrou sua palavra, ao levar uma nova estrutura escolar para a comunidade.

Isaka Rui Huni-Kui: “Secretário Aberson Carvalho honrou sua palavra”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A comunidade tem 22 famílias e 113 moradores. Isaka Rui Huni-Kui tem três filhos em idade escolar, um deles no ensino médio. “Estamos satisfeitos com a escola, isso fortalece a comunidade e os alunos estão felizes”, aprova.

Também está contente com a nova escola o morador Ediberto Barbosa. “Quero agradecer a Deus e às pessoas, porque a gente não tinha nenhuma escola e, quando a gente estudava, era sentado no chão. Agora a gente vê a diferença”, avalia.

Elisonea Barbosa Kaxinawá: escola mais segura. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Outra moradora que agradece ao governo do Estado pelos investimentos é Elisonea Kaxinawá. “Essa escola é importante, porque tirou a dificuldade dos nossos filhos e, como mãe, fico feliz porque agora vão ter mais segurança”, recorda.

Nova estrutura

Outra comunidade em Feijó beneficiada com a construção de uma escola indígena é a Aldeia Nova Esperança. O cacique local, Essinildo da Silva, relata que a antiga escola caiu e não tinha mais como atender a demanda dos alunos. “A gente estava precisando de outra estrutura”, diz.

Escola da Aldeia Nova Esperança caiu, mas governo construiu outra nova. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A nova escola, construída pelo governo do Estado, é a Huni-Kui Buse e a Aldeia Nova Esperança forma com outras duas aldeias, a Txanayá e a Yskuyá, a Terra Indígena Henebarianamakiá, também da etnia Huni-Kui.

“Essa escola fortalece as crianças, está todo mundo animado. Agora os alunos vão aprender, porque antes eles estudavam debaixo de uma mangueira, mas agora vai melhorar muito, e a gente se sente contemplado porque as aulas irão começar ainda nesse mês”, destaca Essinildo.

Fonte: Governo AC

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