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Na 2ª fase da Série D, Independência completa neste sábado (2) 79 anos de histórias

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Independência – Campeão Acreano de 1985. Em pé, da esquerda para a direita: Cardosinho, Adalberto Ferreira (diretor), Paulo Roberto, Paulão, Ronivon Santiago (técnico), César, Klowsbey, Emilson Brasil, Valdir Silva (diretor), Carvalho Neto (preparador físico) e Saturnino (massagista). Agachados: Carlos, Erivaldo, Mariceudo, Isaac, Merica, Carlinhos Bonamigo e Paulinho Rosas. Foto/Acervo Manoel Façanha

Na 2ª fase da Série D, Independência completa neste sábado (2) 79 anos de histórias
MANOEL FAÇANHA – NA MARCA DA CAL

Um dos clubes mais tradicionais do Acre, o Independência FC, chamado por seus torcedores pelo glorioso epíteto de Tricolor de Aço, completa nesta sexta-feira, 2 de agosto, 79 anos de existência. O clube foi fundado no ano de 1946 por um grupo de empresários da cidade de Rio Branco, , sendo que inicialmente a agremiação foi chamada de Ypiranga Futebol Clube. O seu primeiro presidente foi o jornalista Tufic Asmar e o uniforme o primeiro uniforme foi constituído de camisa com listras verticais vermelhas, verdes e brancas, calção branco e meias brancas. Os desenhos do uniforme e do escudo fazem referência ao Fluminense, do Rio de Janeiro.

Nestas quase oito décadas de existência, o clube do Marinho Monte, ao lado de Juventus, Rio Branco e Atlético Acreano, forma o quarteto dos times mais tradicionais do futebol do Acre, inclusive, apontado como o clube de maior torcida do futebol local durante as décadas de 1970, 1980 e 1990. No entanto, aos poucos, pela ausência de títulos, a torcida tricolor diminuiu de forma considerável. Acredita-se, porém, que  com o bicampeonato acreano (2024/2025) e o retorno da participação do clube nas competições nacionais (Copa do Brasil, Copa Verde e Campeonato Brasileiro da Série D), o torcedor tricolor, aos poucos, está voltando a frequentar as arquibancadas.

Neste domingo (3), a partir das 17h, na Arena da Floresta, o Tricolor de Aço tem compromisso pela segunda fase do Campeonato Brasileiro da Série D.  O adversário será o Altos, do Piauí. O técnico Ivan Mazzuia espera conseguir um bom resultado diante da equipe piauiense para chegar no jogo da volta com a possibilidade de brigar pela vaga na terceira fase da competição.

Na década de 1970, o Tricolor de Aço formou grandes esquadrões

Independência – 1973. Em pé, da esquerda para a direita: Melquíades, Clérman, Chicão, Jorge Floresta, Deca, Flávio, Chico Alab, Manoel, Pitéo, Eró, Otávio e José Augusto. Agachados: Lelê, Mané Garrincha, Mundoca, Carlinhos, Euzébio, Bico-Bico, Rui Macaco, Bebé e Júlio César. Acervo Manoel Façanha.

Numa viagem no tempo, fica evidente que a época mais gloriosa do clube ocorreu durante as décadas de 1970/1980. Neste período, o Tricolor de Aço conquistou cinco estaduais (1970/1972/1974/1985/1988) e era um clube que formou vários esquadrões com atletas de altíssimo nível, entre os quais podemos citar alguns jogadores que figuraram no clube na década de 1970: Aldemir Lopes, ponta de lança que parecia levitar em campo; Escapulário, armador bailarino que dançava com a bola nos pés; Bico-Bico, ponteiro veloz e driblador e lendário pela vida boêmia; e Palheta, zagueiro ao mesmo tempo duro (no combate ao adversário) e clássico (com a bola nos pés), além do goleiro José Augusto, verdadeira muralha tricolor. O clube do Marinho Monte, no ano de 1973, contou numa partida amistosa, contra o Atlético-AC, com a presença do lendário bicampeão mundial Mané Garrincha vestindo a camisa da agremiação. Na mesma partida, Garrincha, já aposentado, jogou um tempo de partida pelo Galo Carijó.

Independência 1973. Em pé, da esquerda para a direita: Zé Augusto, Lelé, Flávio, Palheta, Melquíades e Eró. Agachados: Bico-Bico, Sílvio, Aldemir Lopes, Nostradamus e Bolinha. Foto/Acervo Francisco de Assis Muniz Ribeiro.

Independência – 1974. Em pé, da esquerda para a direita: Chico Alab, Escapulário, Palheta, Deca, Zé Augusto e Flávio. Agachados: Bico-Bico, Aldemir Lopes, Rui Macaco, Augusto e Júlio César. Foto/Acervo Zacarias Fernandes.

Independência – 1978. Em pé, da esquerda para a direita: Belo, Pedrinho, Mário Sales, Aníbal e Chiquinho. Agachados: Ilzomar, Tom, Da Guia, Valdir Silva, Torôco e Litro. Foto/Acervo Francisco Dandão.

Independência – 1982.Em pé, da esquerda para a direita: Milton, Deca, Pintão, Marroco, Aníbal e Lércio. Agachados: Rose, Salvador, Dadão, Ney e Neivo. Foto/Acervo Milton Ferreira

Na década de 1980, o Independência ainda montou boas equipes. Tanto que levantou o “caneco” de campeão acreano em duas oportunidades: 1985 e 1988. Vários jogadores de ótimo nível técnico vestiram a camisa tricolor nessas campanhas. Casos, por exemplo, de Paulinho Rosas, Emilson Brasil, Klowsbey, Sabino, Antônio Júlio, Paulo Roberto, Mariceudo, Isaac, Paulão etc.

O maestro Mariceudo foi um dos grandes jogadores da história do Independência. No Marinho Monte, ele conquistou um tricampeonato estadual (1985-1988-1993). Na imagem, o craque assina contrato com o Tricolor de Aço para a temporada de 1985. Foto/Manoel Façanha

Independência – 1985. Em pé, da esquerda para a direita: Paulo Roberto, Klowsbey, Jaime, Paulão, Erivaldo e Merica. Agachados: Agachados: Carlos, Erivaldo, Mariceudo, Isaac, Merica. Agachados: Isaac, Cardosinho, Carlinho Bonamigo, Mariceudo e Paulinho Rosas. Foto/Acervo Francisco Dandão.

Independência – campeão estadual de 1985. Da esquerda para a direita: Merica, Carlinhos Bonamigo, Paulão, Paulinho Rosas, Erivaldo, Emilson Brasil, Mariceudo, Paulo Roberto Oliveira, Cardosinho, César e Klowsbey. Foto: Acervo Manoel Façanha

Independência – 1985. Em pé, da esquerda para a direita: Joãozinho, Cézar, Kiko, Tonho, Zé Alberto, Ronivon (técnico), Merica, Carlos, Valdir Silva (diretor) e Macapá (presidente). Agachados: Marroco, Erivaldo, Mariceudo, Carlinhos Bonamigo, Paulinho Rosas, Marquinhos Araújo, Cardosinho e Carvalho Neto (preparador físico). Sentado: Klowsbey. Foto/Acervo Manoel Façanha

Independência – 1988. Em pé, da esquerda para a direita: Paulo Roberto (repórter), Sabino, César, Anderson, Klowsbey, Merica e Paulão. Agachados: Venícius, Mariceudo, Paulinho e Antônio Júlio. Foto/Acervo Francisco Dandão.

Jogadores e torcedores do Independência posam com a taça de campeão estadual de 1988. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Cinco títulos na era do profissional

Na era do profissionalismo (1989  para cá), o Independência conquistou apenas quatro títulos em 31 disputados, três deles pela elite do futebol acreano (1993,1998, 2024 e 2025) e um pela segunda divisão (2018). O Independência ficou ausente do futebol profissional em cinco temporadas (2013, 2016, 2017, 2020 e 2021).

Independência – campeão estadual de 1993. Em pé, da esquerda para a direita: Rocha, Henrique, Waltemir, Alex Chinha, Marcelo e Sérgio Cabeção. Agachados: Paulinho (mascote), Pitiú, Mariceudo, Milton, Cézar Limão e Ivo. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Independência FC – campeão estadual de 1998. Em pé, da esquerda para a direita: Jorge Cubu, Milson, Dedé, Klowsbey e Redson. Agachados: Claudinho, Papelim, Artemar, Getúlio, Marquinho Paquito e Dênis. Foto/Acervo Manoel Façanha.

O Independência conquistou o título de campeão acreano da segunda divisão 2018. Foto/Manoel Façanha

O Independência conquistou o título estadual da temporada 2024. Foto/Manoel Façanha

Na temporada 2025, o Independência conquistou o segundo bicampeonato da sua história. Foto/Manoel Façanha

Os grandes cartolas e a torcida apaixonada

Entre os grandes dirigentes do clube do Marinho Monte podemos citar Adalberto Aragão, Darci Pastor, Adherbal Maximiano Caetano Correa, Eugênio Mansour, Hélio Amaral, José Esteves, Gersinho, Orlando Sabino, Valdir Silva, Jose Eugênio Leão Braga, o Macapá, e entre outros.

A hoje colunista social Rubedna Braga e os irmãos com Mané Garrincha, vestido com a camisa do Independência, em 1973. Foto/Acervo Pessoal Manoel Façanha

Independência, campeão acreano de 1974. José Ambrósio (massagista), Graça Cunha (torcedora), Júlio César, Deca, Augusto, Dona Moura (torcedora) e Valtinho (filho do técnico Valter Félix). Foto/Acervo Augusto Barros.

Independência – 1984. Em pé, da esquerda para a direita: Valdir Silva, Auzemir, Adrian, Marinho, Marcos Almeida e Zé Ambrósio. Agachados: Zequinha, Klinger, Casquinha e Pedrinho. Foto/Acervo Pedro Peixoto.

Equipe de handebol do Independência – Meados dos anos de 1980. Em pé, da esquerda para a direita: Raimundo Janelinha (in-memória), Deca, Orlando, Hernandes, Carlão, Zé Alcir (in-memória) e Magide. Agachados: Afrânio, Raimundo Martins, Amiraldo, Mustafa e Zé Vieira. Foto/Acervo Manoel Façanha

Com a torcida do tricolor, o presidente Adalberto Aragão comemora o título estadual de 1985. Foto/Manoel Façanha

Walter Felix de Souza (Té), o “Velho Feiticeiro”, carregado por jogadores e torcedores do Independência, em 1988. Foto/Acervo Manoel Façanha

Na saída do Stadium José de Melo, torcedores comemoram o título estadual de 1998. Na imagem, aparecem ainda os cronistas esportivos Manoel Façanha (à esquerda) e Washington Aquino (à direita). Foto/Acervo Manoel Façanha.

Em 2019, o ex-craque e diretor Valdir Silva foi homenageado com uma comenda e uma camisa personalizada do Independência. Foto/Manoel Façanha

Fac símile do jornal O Rio Branco, de 1974.

No currículo histórico de títulos, consta que o Tricolor de Aço ergueu por 22 vezes o troféu de campeão na categoria principal. Doze deles pelo campeão acreano da elite (1954, 1958, 1959, 1963, 1970, 1972, 1974, 1985, 1988, 1993, 1998, 2024 e 2025); Três vezes do Torneio Início (1958, 2001, 2004); Três vezes da Taça Cidade de Rio Branco (1969, 1971 e 1972); Três vezes do Torneio do Povo(1981, 1982, 1986) e uma vez da segunda divisão (2018).

Independência de 1972 – Em pé, da esquerda para a direita: Illimani, Chico Alab, Jorge Floresta, Palheta, Melquiades, Zé Augusto, Flávio e Moura. Agachados: Manoel Pezão, Bico-Bico, Bebé, Aldemir Lopes, Escapulário e Tonho. Mascotes: Yokanan (de branco) e Klowsbey (com a camisa tricolor). Foto/Acervo: Zequinha Moura.

Veja alguns depoimentos de personalidades

O Tricolor de Aço completa neste sábado (2), 78 anos de história. O site na Marca da Cal/Acre News resolveu pegar o depoimento de alguns personagens que fizeram parte ou vivenciaram momento riquíssimos da história de títulos e conquistas da agremiação.

O eclético lateral e técnico Paulo Roberto Oliveira

Em 2005, Paulo Roberto Oliveira comando o Independência na disputa do Campeonato Acreano. Foto: Manoel Façanha

O eclético Paulo Roberto Oliveira, ex-jogador e técnico do Independência lembra com felicidade da sua passagem pelo Tricolor de Aço, onde conquistou o vice-campeonato de 1984 e o título da temporada 1985. Oliveira, que ainda treinou o clube em duas oportunidades (1993 -2005), comentou que o Independência  teve contribuição importante na sua trajetória de atleta, elogiando a diretoria da época e a apaixonada torcida tricolor. “Eu tenho muito carinho e lembranças positivas da minha passagem por essa agremiação história que é o Independência” comentou o ex-lateral direito e hoje funcionário público aposentado da Universidade Federal do Acre (Ufac), professor da Escolinha do Rei Artur  e comentarista do programa esportivo “Bancada da Bola”, da TV5.

Do Tricolor de Aço para o Remo e a Europa

Um dos grandes craques da história do futebol acreano, o atacante Artur Oliveira, lembra com gratidão da sua passagens pelo Independência. “Eu sou muito grato ao Tricolor de Aço e aos dirigentes do clube da época (alguns deles já em outro plano espiritual, como Hélio Amaral, Raimundo Ferreira e Campos Pereira), mas que foram importantíssimos na minha saída do estado para o Clube do Remo”, disse o ex-jogador que trabalha comissionado na prefeitura de Rio Branco-AC, além de comentarista esportivo da Bancada do Esporte  – TV5, emissora filiada a Rede Bandeirantes.

Independência FC – 1991. Em pé, da esquerda para a direita: Ricardo, Toninho, Rocha, Klowsbey, Anderson e Paulão. Agachados: Marcelo Carioca, Marcelinho, Gilmar, Rol e Artur. Foto/Acervo Francisco Dandão

Cronista enaltece a história do Independência

O cronista esportivo Francisco Dandão durante cobertura no estádio Arena da Floresta. Foto/Manoel Façanha

O experiente cronista esportivo Francisco Dandão, colunista do site Na Marca da Cal, acompanhou boa parte da história do clube durante essas quase oito décadas de existência do clube. Segundo ele, a história do Independência se confunde com a própria história do Acre, tantas as figuras importantes da política, da sociedade e dos esportes que, de alguma forma, contribuíram para o sucesso do clube. Certamente, sem o Independência o futebol acreano seria outro bem menor.

Da Princesinha do Acre para o Tricolor de Aço

Independência – 1984. Em pé, da esquerda para a direita: Klowsbey, Paulo Roberto, Paulão, Jaime, Emilson e Erivaldo. Agachados: Paulinho, Gilmar, Julinho, Carlinhos Bonamigo e Medeirinho. Foto/Acervo Gilmar Sales.

O xapuriense Julinho, atacante do Independência no vice-campeonato de 1984, perdido para o Juventus por 1 a 0, gol do atacante Antônio Júlio, em final arbitrada pelo renomado árbitro Jose Roberto Wrigth, explicou que desde criança tinha um sonho de jogar num clube da capital Rio Branco e, apesar de escutar jogos transmitido por rádio do eixo Rio-São Paulo, tinha como ídolos craques do futebol local, como Emilson, Mariceudo e Carlinhos Bonamigo. O artilheiro foi outro a falar da apaixonada torcida do Tricolor de Aço. “A torcida do Independência era coisa ímpar. Eu ficava emocionado quando entrava em campo e via a massa tricolor nos apoiando a cada minuto de jogo. Era de emocionar a alma de qualquer jogador”, lembra com saudosismo o ex-jogador e hoje professor de Educação Física.

4ª partida: a história da maior polêmica do futebol acreano

Fechando a reportagem dos 78 anos de fundação do Independência FC não poderíamos deixar de falar da maior polêmica do futebol acreano, conhecida no meio esportivo raiz como a “quarta partida”. O episódio transcorreu durante a disputa do Campeonato Acreano de 1972 e o desfechou final ocorreu somente em dezembro de 1973, quando o Independência venceu o Juventus nas cobranças de pênaltis, na qual ficou conhecida como o quarto e decisivo jogo daquela competição. Veja abaixo como foi essa história de batalha jurídica e disputa em campo pelo título estadual de 1972.

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Prefeitura de Rio Branco mantém apoio à agricultura familiar mesmo durante o inverno amazônico

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Agropecuária, segue garantindo apoio contínuo aos produtores da agricultura familiar, mesmo durante o período chuvoso do inverno amazônico. Na manhã desta quarta-feira (4), uma equipe técnica da Secretaria, coordenada pela diretora de Apoio à Produção, Amanda Siegloch, realizou uma visita técnica à comunidade do Barro Vermelho, localizada no Ramal do Junqueira.

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Durante a agenda, foram visitadas unidades produtivas que recebem assistência técnica, insumos agrícolas e apoio mecanizado. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

A ação teve como objetivo acompanhar as condições de produção nas propriedades rurais e reforçar o suporte oferecido pela gestão municipal aos agricultores da região. Durante a agenda, foram visitadas unidades produtivas que recebem assistência técnica, insumos agrícolas e apoio mecanizado.

De acordo com Amanda Siegloch, o acompanhamento é fundamental para garantir que os produtores mantenham suas atividades, mesmo em períodos de maior dificuldade.

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De acordo com Amanda Siegloch, o acompanhamento é fundamental para garantir que os produtores mantenham suas atividades, mesmo em períodos de maior dificuldade. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Durante a visita, conseguimos acompanhar alguns produtores e constatar que a Prefeitura continua dando apoio, mesmo no inverno amazônico. Visitamos a produtora Aline, junto com sua mãe, dona Maria, que recebeu calcário, adubo e assistência técnica. Também estivemos na propriedade do seu Sebastião, que trabalha com a produção de hortaliças. Mesmo nesse período chuvoso, a Prefeitura segue acompanhando, oferecendo apoio com tratores para retirada da produção, além de insumos como adubo e calcário, garantindo que eles continuem produzindo”, explicou.

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Suzanete dos Reis atua na criação de galinha caipira. A agricultora quer ampliar a produção para comercializar nas feiras e mercadinhos da capital. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

A equipe técnica também visitou a produtora familiar Suzanete dos Reis, que atua na criação de galinha caipira. A agricultora quer ampliar a produção para comercializar nas feiras e mercadinhos da capital. “A minha intenção é criar para vender, porque a galinha caipira tem boa saída. Quero produzir para vender frango e galinha”, ressaltou.

Além do apoio direto no campo, a Secretaria Municipal de Agropecuária atua de forma estratégica no fortalecimento da comercialização da produção rural. Os produtores que participam das feiras de bairro contam com transporte gratuito, estrutura para montagem das bancas e suporte logístico completo, desde a saída das comunidades até o retorno após o encerramento das atividades.

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“É um trabalho difícil, mas somos gratos pelo apoio que tem chegado até nossa comunidade”, evidenciou o líder comunitário Odair da Silva Lima (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O presidente da Associação dos Produtores do Barro Vermelho, Odair da Silva Lima, destacou a importância do apoio oferecido pela Prefeitura de Rio Branco. Segundo ele, o incentivo vai desde o fornecimento de insumos agrícolas até o escoamento da produção e o acompanhamento dos agricultores nas feiras da cidade.

“Já são dez anos que estamos aqui nesse ramal. Hoje, com o apoio da prefeitura, conseguimos um trator maior, uma carrocinha nova e implementos agrícolas. É um trabalho difícil, mas somos gratos pelo apoio que tem chegado até nossa comunidade”, evidenciou o líder comunitário.

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Iniciativa fortalece a agricultura familiar, promove o desenvolvimento rural e garante alimentos de qualidade para a população da capital. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

As ações da Prefeitura de Rio Branco ocorrem de forma contínua, tanto no inverno, quanto no verão, assegurando condições adequadas para a produção, o escoamento e a comercialização dos alimentos. A iniciativa fortalece a agricultura familiar, promove o desenvolvimento rural e garante alimentos de qualidade para a população da capital.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Ministério da Saúde abre 18 vagas no Acre para especialistas em hospitais e ambulatórios do SUS; para Rio Branco, Brasiléia e Cruzeiro do Sul

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Inscrições do programa Mais Médicos Especialistas vão até 19 de fevereiro, atualmente, cinco médicos especialistas já atuam pelo programa no Acre, nas áreas de cirurgia ginecológica e oncológica, concentrados na capital

Em todo o país, o edital prevê a seleção de 900 médicos especialistas, distribuídos em 16 especialidades prioritárias, entre elas anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. Foto: captada 

O Ministério da Saúde abriu 18 vagas imediatas do programa Mais Médicos Especialistas para atuação em hospitais e ambulatórios do SUS nos municípios de Rio Branco, Brasiléia e Cruzeiro do Sul. As inscrições seguem até 19 de fevereiro e devem ser feitas exclusivamente pela plataforma da UNA-SUS. O edital integra o segundo ciclo do programa, que visa ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias especializadas na rede pública.

No Acre, atualmente atuam cinco médicos do programa, nas áreas de cirurgia ginecológica e oncológica, todos na capital. A nova chamada busca expandir a cobertura para regiões com maior demanda reprimida e vulnerabilidade social. Em nível nacional, o edital prevê a seleção de 900 profissionais em 16 especialidades prioritárias, como anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica.

O Mais Médicos Especialistas está vinculado ao programa Agora Tem Especialistas e permite a contratação imediata de médicos recém-formados em residência, com o objetivo de acelerar a fixação de profissionais no interior e ampliar o atendimento especializado.

Distribuição das especialidades (no país):

O edital nacional prevê 900 vagas em 16 especialidades prioritárias, incluindo anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica.

Atualmente, cinco médicos especialistas já atuam pelo programa no Acre, nas áreas de cirurgia ginecológica e oncológica, concentrados na capital. A ampliação visa reduzir filas de espera por consultas, exames e cirurgias em regiões de maior vulnerabilidade social.

Dados nacionais do programa:
  • Atuação atual: 583 especialistas em todo o Brasil

  • Meta com novo edital: Ampliar para 1.500 profissionais

  • Distribuição geográfica: 48,7% atuam no interior, 34% em regiões metropolitanas

Público-alvo:

Médicos recém-formados em residência podem se inscrever, com o objetivo de acelerar a fixação de especialistas na rede pública.

Impacto local:

A expansão do programa pode reduzir a dependência do estado de profissionais volantes(interiorização temporária) e diminuir a migração de pacientes para outros estados em busca de atendimento especializado.Os selecionados serão alocados conforme a necessidade de cada município e receberão bolsa mensal de R$ 18 mil (40h semanais) ou R$ 9 mil (20h).

A inclusão de Brasiléia e Cruzeiro do Sul é estratégica: ambos são municípios-polo de saúde que atendem populações de fronteira e de áreas rurais isoladas, onde a ausência de especialistas é uma das principais causas da mortalidade evitável.

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Acre aprova isenção de taxas em concursos para doadoras de leite materno

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Lei exige três doações nos últimos 12 meses e documento de banco de leite como comprovante; estoque na maternidade de Rio Branco cresceu 32% em 2025

Qualquer quantidade de leite materno é importante e pode ser doada, já que nem todas as mulheres podem amamentar seus bebês. Foto: captada 

As doadoras de leite materno no Acre agora têm direito à isenção de taxas de inscrição em concursos públicos e vestibulares estaduais. A lei, de autoria do deputado Adailton Cruz e em vigor desde 19 de janeiro, exige que a mulher tenha realizado pelo menos três doações nos 12 meses anteriores ao edital e apresente comprovante de cadastro em um banco de leite.

A medida visa ampliar o estoque de leite materno no estado, essencial para recém-nascidos internados. Na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, o volume armazenado aumentou 32% em 2025, passando de 488 litros para 647 litros em relação a 2024.

Para a doadora Terezinha Cavalcante, o gesto já é gratificante. “É muito bom você saber que está ajudando uma criança a ter uma vida melhor com o leite materno”, disse à Rede Amazônica Acre. A gerente da maternidade, Simone Prado, destacou o potencial da nova lei:

“Vai incentivá-las a virem procurar a maternidade para doar o leite. Todo mundo ganha”.

O texto prevê punições, como exclusão do certame, em caso de tentativa de fraude. Interessadas em doar devem estar saudáveis, sem uso de medicamentos que interfiram na amamentação, e podem obter informações pelo telefone (68) 99233-4820.

As doadoras também precisam apresentar um documento por um banco de leite que comprove o cadastro. Em caso de tentativas de fraude, as candidatas poderão ser punidas com a exclusão dos certames. Foto: captada 

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