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Mutirão carcerário vai avaliar quase mil processos de presos provisórios em unidades do AC
Mutirão vai avaliar processos de presos preventivos e provisórios dos presídios e de adolescentes apreendidos nos centros socioeducativos do estado.

Mutirão vai avaliar processos de presos preventivos e provisórios das unidades do estado — Foto: Reprodução
Por Aline Nascimento, G1 AC
A última cidade a realizar o mutirão será Brasiléia, na fronteira do estado acreano. A ação ocorre entre 9 e 10 de dezembro.
Aproximadamente mil processos devem ser avaliados durante o Mutirão Carcerário, que começa na segunda-feira (14), do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Na ação, serão estudada a situação de presos preventivos e provisórios que estão nos presídios do estado acreano.
Além desses, serão avaliados ainda casos de presos julgados, mas que o processo não transitou em julgado e está no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e também de adolescentes recolhidos nas unidades socioeducativas do estado.
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Devem ser avaliados de 800 a mil processos de presos e aproximadamente 500 de adolescentes. A ação se estende até 10 de dezembro.
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“Por exemplo, em um inquérito, o cara é preso por dez dias, mas se ficar mais que isso está ilegal. Esse mutirão serve pra gente, assim como no Brasil que é realizado todos os anos e estados, ver se há alguém preso injustamente no sistema penitenciário”, explicou a desembargadora e supervisora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), Denise Bonfim.
Estão envolvidas na ação Varas Criminais do estado, Vara de Execuções Penais, de Medidas Alternativas, de Delitos de Organizações Criminosas, Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Varas da Infância e da Juventude.
Mutirão
O mutirão começa pelas comarcas e centros socioeducativos de Rio Branco, do dia 14 a 25 de outubro.
Já do dia 28 a 31 de outubro ocorre nas comarcas de cidades do interior que não têm presídio.
Em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, a ação avalia, entre os dias 4 e 8 de novembro, processos do presídio e da unidade socioeducativa. Em Senador Guiomard será entre os dias 18 e 22.
Sena Madureira também vai receber a ação. Os processos vão ser avaliados dos dia 25 a 29 de novembro.
Os processos em Tarauacá e Feijó, também no interior, vão ser reavaliados do dia 2 a 6 de dezembro. A última cidade a realizar o mutirão será Brasiléia, na fronteira do estado acreano. A ação ocorre entre 9 e 10 de dezembro.
“É uma ação do CNJ, que é feita todos os anos. Ano passado também foi feito aqui no Acre. O processo que está lá precisa de uma resposta do Judiciário e ela não pode demorar porque temos prazo no processo penal. Fazemos o máximo possível para detectar as falhas para acelerar o processo”, avaliou a desembargadora.
Ainda segundo a magistrada, a ação visa também cobrar a Polícia Civil sobre a conclusão dos processos e investigações dos casos
“O inquérito, quando a pessoa está presa, o delegado tem que terminar em dez dias. Se não terminar, o réu por entrar com um pedido de habeas corpus para o juiz relaxar a prisão porque passou do prazo. Temor processos com vários réus e que fica difícil para o delegado. Esse mutirão para a gente ver cada prisão e dar uma resposta efetiva à sociedade”, concluiu.
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TCE-AC discute segurança escolar e prevenção da gravidez na adolescência em reunião com Secretaria de Educação
Municípios da fronteira do Acre têm taxas de gravidez na adolescência quase duas vezes acima da média nacional. Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri apresentam índices que variam de 16,96% a 24,06%, conforme levantamento estadual

A agenda concentrou-se em duas pautas de alta sensibilidade social: segurança nas escolas e prevenção e enfrentamento da gravidez na adolescência, desafios que impactam a permanência escolar. Foto: cedida
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) promoveu, nesta quarta-feira (7), uma reunião institucional com representantes da Secretaria de Estado de Educação para tratar de duas pautas consideradas de alta sensibilidade social: segurança nas escolas e prevenção e enfrentamento da gravidez na adolescência.
O encontro foi conduzido pela conselheira Naluh Gouveia, diretora da Escola de Contas do TCE, e contou com a presença do secretário-adjunto de Educação, Tião Flores, do secretário-adjunto de Administração e Finanças, Reginaldo Prates, e de técnicos das pastas.
As discussões abordaram os impactos desses temas na permanência escolar, na integridade dos estudantes e no desenvolvimento humano no estado. A reunião faz parte da atuação do TCE no acompanhamento de políticas públicas e no controle externo, com foco em questões que afetam diretamente a qualidade da educação e a proteção social de crianças e adolescentes no Acre.

Os índices nos municípios do alto acre apontam o município de Brasiléia com números altíssimos na apresentação, os números impressionam, ja Rio Branco TEM menor índice regional, mas ainda elevado frente ao país. Foto: captada
Os municípios da região de fronteira do Acre apresentam taxas de gravidez na adolescência quase duas vezes superiores à média nacional, segundo dados apresentados em reunião do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC) com a Secretaria de Educação. Os índices municipais apontam Assis Brasil com 24,06% (51 casos), Brasiléia com 16,96% (76), Epitaciolândia com 17,02% (48) e Xapuri com 20,08% (53) — números considerados altíssimos pelas autoridades. No baixo acre, a capital Rio Branco aparece com 14,24% (674), menor índice regional, mas ainda elevado frente ao país.
O cenário foi discutido em encontro realizado nesta quarta-feira (7) entre a conselheira Naluh Gouveia, diretora da Escola de Contas do TCE, e representantes da Secretaria de Educação, que trataram da prevenção da gravidez precoce como pauta prioritária para a permanência escolar e a proteção social de adolescentes. A situação reforça a necessidade de políticas públicas intersetoriais voltadas à saúde, educação e assistência social na região.
Panorama por municípios (2024)
A conselheira Naluh Gouveia destacou a gravidade dos indicadores e a urgência de políticas públicas eficazes:

O encontro consolidou a compreensão de que segurança escolar e gravidez na adolescência são desafios interligados, que exigem resposta articulada entre educação, saúde e assistência social. Foto: captada
Políticas públicas com foco em proteção e permanência escolar
O que os dados dizem
Segundo dados do Ministério da Saúde, os adolescentes representam entre 20% e 30% da população mundial, sendo aproximadamente 23% no Brasil. A gravidez na adolescência é um dos principais desafios dessa faixa etária, especialmente em países em desenvolvimento. No Brasil, cerca de 400 mil adolescentes engravidam anualmente. Em 2014, por exemplo, nasceram 28.244 bebês de mães entre 10 e 14 anos e 534.364 de mães entre 15 e 19 anos.

Osvaldo Amorim, presidente do Conselho Estadual de Saúde. Foto: Luan Martins/Sesacre

Em 2025 aconteceu a 1ª Jornada de Conscientização e Prevenção da Gravidez Não Intencional na Adolescência. A iniciativa contou com a participação de acadêmicos, além do público em geral. Foto: captada
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Após incêndios criminosos, situação no Belo Jardim está sob controle, diz coronel

O coordenador de Segurança Pública, Coronel Atahualpa Ribeira, afirmou em entrevista à imprensa que a situação no bairro Belo Jardim, em Rio Branco, está sob controle das forças de segurança. Ele destacou que os responsáveis pelos incêndios registrados na terça-feira, 06, já foram identificados e que as investigações estão em andamento.
Os membros de uma facção criminosa teriam inclusive expulsado as duas famílias, obrigadas a mudar de endereço e morar em outro local da cidade, cujo endereço é desconhecido. De acordo com Atahualpa, o ataque ocorreu na briga entre facções que acontece há anos na região. “Um faccionado trocou de lado e os membros da facção tocaram fogo na casa dele, e ocorreu o revide do outro lado”, comentou.
O coordenador de Segurança Pública reconheceu que a situação na região é grave, e que as forças de segurança estão dando resposta à altura, com dezenas de prisões e apreensões de armas e drogas. “Estamos trabalhando duro para deixar a população com a maior segurança possível, com três linhas de policiamento: o preventivo por parte do 2º BPM, responsável pela área; o ostensivo e repressivo com o BOPE e suas companhias Giro e Rotam; e o repressivo qualificado por parte da Polícia Civil, na instauração de inquéritos, reconhecimento e indiciamentos de acusados”, explicou o coronel.
Atahualpa confirmou que, de fato, os imóveis estavam vazios no momento dos incêndios. Disse também das dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança em obter informações, já que a população está blindada com a implantação da chamada “lei do silêncio” em todos os pontos dominados por facções. “Até as próprias vítimas se recusam a falar. Para ter uma ideia da situação, somente após o meio-dia de ontem alguém procurou a Delegacia de Polícia para fazer o registro, e mesmo assim sem fornecer maiores detalhes”, comentou.
Segundo o coordenador de segurança, desse e de outro caso semelhante registrado na região, a Polícia Civil já instaurou inquérito, e alguns infratores já estão devidamente identificados, sendo a prisão de todos uma questão de tempo. O oficial voltou a afirmar que a situação está sob controle, que o policiamento já foi reforçado na região e que a sensação de segurança no bairro Belo Jardim é o mínimo que pode ser oferecido à população.



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