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MPAC promove debate sobre Lei Maria da Penha e combate ao feminicídio no Acre

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O evento contou ainda com a palestra da diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pesquisadora, Samira Buen

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nesta quarta-feira, 13, o evento “Diálogos sobre a Lei Maria da Penha – avanços e desafios no combate ao feminicídio no Acre”. A roda de conversa, que aconteceu no auditório do edifício-sede do MPAC, marcou o início da programação dos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”.

Promovido pela 13ª e 7ª Promotoria de Justiça Criminal, com o apoio do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero) e do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), o encontro reuniu representantes do Sistema de Justiça, da Segurança Pública e da Rede de Atendimento para discutir estratégias de fortalecimento da proteção às mulheres e enfrentamento da violência doméstica e familiar no estado.

A procuradora-geral de Justiça em exercício, Rita de Cássia Nogueira, fez a abertura do evento, destacando a importância da união para superar os desafios na proteção das mulheres.

“Infelizmente, a violência de gênero e contra a mulher é uma realidade difícil no Brasil e, aqui, no Acre. Mas já registramos avanços, e estamos aqui para reconhecer os avanços e identificar os próximos passos para podermos continuar progredindo até que isso seja uma realidade de paz, porque a violência contra a mulher é uma barbárie”, afirmou.

A coordenadora-geral do CAV e OBSGênero, procuradora de Justiça Patrícia Rêgo, apresentou as atualizações do Feminicidômetro, que reúne dados sobre casos de feminicídio e tentativas ocorridos no estado do Acre, e destacou a abertura das atividades dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.

“Nossa contribuição inicial para os 21 Dias de Ativismo é promover este diálogo entre todos nós que estamos engajados no enfrentamento à violência de gênero, especialmente o feminicídio. Este é o momento de visualizar conquistas e debater os grandes desafios que ainda enfrentamos. O feminicídio é um crime evitável, e precisamos zerá-lo”, enfatizou.

A promotora de Justiça Dulce Helena Franco, mediadora do diálogo, ressaltou o trabalho conjunto da MPAC no enfrentamento à violência doméstica. “Infelizmente, os dados de violência doméstica são altos, e o Ministério Público tem atuado de forma integrada para combater esse crime”, frisou.

A promotora de Justiça Diana Soraia Tabalipa destacou a importância de expandir o debate e focar na prevenção. “Vamos sair daqui com uma reflexão para aprofundar esse debate e trabalhar não só na punição, mas também na prevenção”, pontuou.

Pelo MPAC, também participaram a coordenadora-geral do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), promotora Marcela Cristina Ozório; a coordenadora-adjunta do CAV, promotora Vanessa Muniz; e os promotores de Justiça Talhes Ferreira e Iverson Bueno.

Palestra

O evento contou ainda com a palestra da diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pesquisadora, Samira Bueno. Doutora em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com passagem pelo Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Cambridge, Bueno apresentou uma análise sobre a violência contra a mulher no Brasil, com dados críticos e desafios para promover uma segurança e justiça eficazes.

Em sua apresentação, a diretora apresentou infográficos com dados de feminicídios no Brasil, comparativos entre estados e médias nacionais, e ressaltou a importância dos dados fornecidos pela Ministério Público acreano ao FBSP.

“O trabalho do Ministério Público do Acre se destaca e é fundamental. O que vocês fazem aqui é essencial, pois não conseguimos desenvolver políticas públicas sem dados concretos e sem evidências. É preciso saber onde ocorre o crime e em quais circunstâncias”, declarou.

Participaram do evento representantes do Tribunal de Justiça do Acre, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre, da Delegacia de Atendimento à Mulher Vítima, do Conselho dos Direitos da Mulher, da Secretaria de Estado da Mulher, do Movimento de Mulheres Negras do Acre , além de representantes da Assembleia Legislativa do Acre e da Câmara Municipal de Rio Branco.

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Nove membros do B13 são presos na Cidade do Povo suspeitos de planejar ataques contra rivais

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Os detidos seriam integrantes do Bonde dos 13 (B13), facção que rompeu recentemente alianças com grupos rivais, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

A polícia segue investigando a ligação entre o grupo e recentes episódios de violência registrados na capital acreana. Foto: cedida 

Na Hora da Notícias

Uma força-tarefa das forças de segurança prendeu nove homens suspeitos de integrar a facção criminosa Bonde dos 13 (B13) na noite de sábado, 5, em Rio Branco. A ação ocorreu na quadra 8 do Conjunto Habitacional Cidade do Povo, durante patrulhamento policial, e teve como objetivo desarticular planos de ataques contra membros das facções rivais Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

A megaoperação reuniu diversas unidades, incluindo o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM), a Força Tática do 2º BPM, a Força Nacional, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que disponibilizou um helicóptero para suporte aéreo.

A coordenação entre as equipes possibilitou a captura dos suspeitos no momento em que estariam reunidos para organizar as ações criminosas.

Os detidos seriam integrantes do Bonde dos 13 (B13), facção que rompeu recentemente alianças com grupos rivais, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Foto: cedida

Entre os presos está Francisco Gleidson de Souza Nunes, de 32 anos, identificado pela polícia como um dos líderes do Bonde dos 13. Os detidos na operação foram:

  • Alan da Silva Cruz, 23 anos
  • Alexsandro Cavalcante da Silva, 32 anos
  • Douglas Costa de Carvalho, 29 anos
  • Francisco Gleidson de Souza Nunes, 32 anos
  • Gleidson Francisco de Souza, 27 anos
  • José Pedro do Nascimento Apurinã Filho, 24 anos
  • Kennis Alves Lustosa Lopes, 45 anos
  • Marcos Bruno Braga da Silva, 30 anos
  • Marlon Kelvy Cruz Dantas, 20 anos

Na ação, as autoridades apreenderam um revólver calibre .38 com 17 munições intactas e dois veículos utilizados pelo grupo. Três dos suspeitos — José Pedro do Nascimento Apurinã Filho, Marcos Bruno Braga da Silva e Francisco Gleidson de Souza Nunes — estavam sob monitoramento por tornozeleiras eletrônicas.

Já Marlon Kelvy Cruz Dantas possuía mandado de prisão em aberto, após romper seu equipamento de monitoramento, indicando possível intenção de cometer novos crimes.

As prisões ocorreram durante uma ação da força-tarefa policial na Quadra 8 do conjunto habitacional Cidade do Povo. Foto: cedida

Informações da polícia apontam que o Bonde dos 13 rompeu alianças com outras organizações criminosas nos últimos dias, desencadeando confrontos na região. A operação foi planejada para impedir uma escalada de violência, com foco em ataques direcionados a integrantes do PCC e do CV, que disputam o controle do crime organizado no Acre.

Os nove suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para esclarecer o papel de cada integrante e identificar possíveis conexões com os recentes episódios de violência em Rio Branco. Durante a operação, armas, celulares e dois veículos, de modelos Siena e Saveiro, foram apreendidos.

A polícia continua apurando os desdobramentos do caso, e novas informações podem surgir com o avanço das investigações.

Informações levantadas pelo serviço de inteligência indicavam que o grupo estava reunido para planejar atentados contra membros de organizações rivais. Foto: cedida 

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Polícia Militar prende homem e recupera notebooks furtados em ação rápida no centro de Cruzeiro do Sul

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Suspeito em situação de rua foi capturado após cerco tático no bairro da Lagoa; todos os itens roubados foram recuperados e serão devolvidos às vítimas

O caso foi registrado após o furto ser comunicado às autoridades. equipes da Rádio Patrulha, Policiamento Ambiental e Policiamento de Trânsito iniciaram buscas na área. Foto: cedida 

Uma ação rápida e coordenada da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de furtar mochilas com notebooks de um carro estacionado na região central da cidade na manhã deste sábado (5).

O caso foi registrado após o furto ser comunicado às autoridades. Imediatamente, equipes da Rádio Patrulha, Policiamento Ambiental e Policiamento de Trânsito iniciaram buscas na área. Com um cerco tático no bairro da Lagoa, os policiais conseguiram localizar e prender o suspeito, que estava em situação de rua.

Todos os objetos furtados foram recuperados e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde será feita a restituição dos bens às vítimas. A eficiência no atendimento garantiu o retorno dos itens em pouco tempo e a prisão do autor do crime.

A Polícia Militar reforça a importância de denúncias rápidas para o sucesso das operações e lembra à população sobre os cuidados com objetos de valor dentro de veículos estacionados.

Com um cerco tático no bairro da Lagoa, os policiais conseguiram localizar e prender o suspeito, que estava em situação de rua. Foto: cedida 

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IML identifica corpo localizado pelos Bombeiros de ex-presidiário resgatado no Rio Acre

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Corpo de ex-presidiário foi encontrado morto no Rio Acre; polícia investiga circunstâncias

Maciel Ferreira, 40, tinha passagem por tráfico e ameaças; causas da morte ainda são investigadas

O Instituto Médico Legal (IML) confirmou na tarde deste sábado (5) a identidade do corpo resgatado nas águas do Rio Acre na manhã de sexta-feira (4). A vítima foi identificada como Maciel Ferreira de Carvalho, 40 anos, que possuía histórico criminal por tráfico de drogas, furtos e ameaças.

O corpo foi localizado boiando próximo à margem e retirado por equipes do Corpo de Bombeiros. As causas da morte ainda não foram divulgadas, e as autoridades investigam se houve crime ou se trata de um afogamento acidental.

A Polícia Civil deve colher depoimentos de testemunhas e aguardar os laudos periciais para determinar o que levou à morte. Enquanto isso, o caso segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.

Maciel era ex-presidiário e tinha envolvimento anterior com a justiça, o que pode ampliar as linhas de investigação. O DPTC (Departamento de Polícia Técnico-Científica) segue analisando evidências para esclarecer o ocorrido.

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