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Ministério da Saúde aumenta investimento no combate à Covid-19

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Com o avanço da pandemia do novo coronavírus pelo Brasil, o Ministério da Saúde precisou ampliar as ações de combate à doença. De forma mais simples, isso se traduz na liberação de mais verbas do governo federal, aumento da quantidade de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), além da compra e distribuição de equipamentos importantes para o tratamento da Covid-19.

Os recursos repassados pelo governo diretamente a estados e municípios, até o dia primeiro de junho, foi de R$ 41,3 bilhões, sendo mais de R$ 7 bilhões de reais exclusivos para o combate ao coronavírus. O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, falou um pouco sobre os recursos repassados. “São um reforço para que estados e municípios, de acordo com suas necessidades e a realidade local, invistam na contratação de pessoal de recursos humanos, na aquisição de equipamentos, de medicamentos e insumos”.

Para Franco, esse investimento é uma forma de enfrentar melhor a Covid-19, ampliando as estruturas hospitalares, melhorando a infraestrutura existente ou melhorando a capacidade de enfrentamento.

Deste investimento, R$ 2 bilhões está destinado ao setor filantrópico reforçar atendimento nos casos da doença, sendo que R$ 340 milhões já foram pagos para santas casas, com a 1ª parcela liberada no mês de maio.

O valor foi repassado de acordo com a quantidade de leitos de UTI existentes em cada estabelecimento e para a liberação dessa primeira parcela de recursos foram adotados dois critérios: Santas casas e hospitais filantrópicos sem fins lucrativos que constam nos Planos de Contingência dos Estados e DF; e Santas casas e hospitais filantrópicos sem fins lucrativos que estão em municípios onde há presídios.

Leitos de UTI

De acordo com o último balanço realizado pelo Ministério da Saúde em relação às ações de enfrentamento da Covid-19, no total, foram habilitados 7.441 leitos para tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, sendo 7.210 para adultos e 231 para crianças. Entre os dias 20 e 28 de maio, foram habilitados 1.299 leitos, ao custo de R$ 187 milhões de reais. O valor é destinado ao custeio dos leitos pelos próximos 90 dias ou enquanto houver necessidade em decorrência da pandemia.

De acordo com a diretora do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e Urgência do Ministério da Saúde, Adriana Teixeira, até o momento o governo federal investiu R$ 1 bilhão para habilitar leitos de UTI exclusivos para tratar pacientes com coronavírus. “O investimento total foi de um bilhão de reais, pago em um único repasse aos estados e municípios. Esse valor destinado ao custeio dos leitos de UTI pelo período de 90 dias, podendo ser estendido e prorrogado de acordo com a pandemia”, afirmou Teixeira.

A habilitação é o procedimento por meio do qual o ministério investe recursos nessas estruturas. Os pedidos de habilitações dos leitos de UTI são feitos pelas secretarias estaduais ou municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para funcionamento.

As portarias que garantem o repasse imediato de recursos estão publicadas no Diário Oficial da União, e lá consta que para cada leito o valor a ser recebido é o dobro do valor normal que geralmente custa para manter os leitos de UTI, o que está em torno de R$1.600,00 por dia. Esses leitos são exclusivos para pacientes em estado grave ou gravíssimo acometidos pelo coronavírus.

Respiradores Pulmonares

Os ventiladores pulmonares são equipamentos importantes para tratar pacientes com insuficiência respiratória e estão cada vez mais presentes no tratamento de pacientes com quadros graves da Covid-19. A doença causa a dificuldade extrema de respiração, por isso o aparelho é fundamental para ajudar esses pacientes.

O Ministério da Saúde já realizou a compra e distribuição de 2.651 ventiladores pulmonares para estados e municípios. “Até o momento 22 estados receberam esses equipamentos. As entregas reforçam a assistência no enfrentamento à pandemia”, explicou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

O secretário executivo ainda explicou que, desse total de ventiladores 1.486 foram encaminhados para UTIs e 1.165 ventiladores de transporte que mobíliam as ambulâncias, possibilitando o transporte do paciente de uma unidade hospitalar para outra, no caso de precisar de um resgate em sua residência.

A aquisição destes equipamentos é de responsabilidade dos estados e municípios, mas diante da pandemia por Covid-19, o Ministério da Saúde está atuando em apoio aos gestores locais do SUS.

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Bocalom anuncia pré-candidatura ao Governo do Acre e diz que decisão ficará nas mãos da população

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Prefeito de Rio Branco afirma que projeto “produzir para empregar” é a base de sua trajetória política e admite recuar da disputa se cenário não for favorável

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Acre nesta segunda-feira (19), durante coletiva de imprensa realizada no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (Acisa), na Avenida Ceará, bairro Dom Giocondo. O evento reuniu autoridades, empresários, secretários municipais e apoiadores políticos.

Ao abrir a coletiva, Bocalom agradeceu a presença do público e explicou que a decisão de tornar pública a pré-candidatura ocorre após constantes questionamentos desde sua reeleição à Prefeitura de Rio Branco, em 2024, ainda no primeiro turno. O prefeito relembrou disputas eleitorais passadas e afirmou que, apesar das derrotas, sempre manteve um projeto político claro voltado ao desenvolvimento econômico.

Segundo ele, o eixo central de sua proposta é o modelo “produzir para empregar”, que, de acordo com Bocalom, já foi aplicado com sucesso em Acrelândia. O prefeito citou o crescimento do comércio ligado ao agronegócio no município como exemplo de geração de emprego e renda.

O anúncio oficial foi feito durante o momento mais marcante da coletiva, quando Bocalom confirmou que coloca seu nome à disposição da sociedade acreana. Ele afirmou que a pré-candidatura será avaliada até o início de abril, período em que o cenário político deve se consolidar. Emocionado, o prefeito disse acreditar que o anúncio altera o tabuleiro político do estado.

Apesar da disposição para a disputa, Bocalom ressaltou que poderá recuar caso as avaliações não sejam favoráveis. Segundo ele, a prioridade segue sendo a gestão da capital, onde ainda restam três anos de mandato. O prefeito destacou que continuará trabalhando e pediu apoio dos aliados para fortalecer o projeto político.

Durante a coletiva, Bocalom defendeu o avanço econômico do Acre e comparou o estado a Rondônia, apontando diferenças no nível de desenvolvimento e geração de empregos. Para ele, o potencial produtivo acreano precisa ser melhor explorado para reduzir a dependência de programas sociais.

O prefeito também comentou sobre outros nomes cotados para a disputa ao governo, como a vice-governadora Mailza Assis e o senador Alan Rick, afirmando que a pluralidade de candidaturas faz parte do processo democrático. Ele ainda fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando afinidades com o modelo de gestão voltado à produção.

A pré-candidatura recebeu apoio público de aliados. O vereador Antônio Moraes (PL) afirmou que Bocalom reúne condições para governar o estado por dois mandatos. Já o vice-prefeito Alysson Bestene (PP) destacou a determinação e a trajetória política do prefeito, reafirmando apoio ao projeto.

Com o anúncio, Tião Bocalom passa a integrar oficialmente o cenário pré-eleitoral do Acre, deixando claro que a decisão final sobre sua candidatura ficará a cargo da avaliação popular nos próximos meses.

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Brasiléia pode enfrentar risco de invasões em propriedades rurais pelo MST?

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Acampamento cresce às margens da BR-317, levanta suspeitas de ocupações e preocupa produtores da região do Alto Acre

Vídeos que circularam intensamente nas redes sociais ao longo da última semana acenderam um alerta em Brasiléia e municípios da regional do Alto Acre sobre a possibilidade de invasões em propriedades rurais. As imagens mostram um acampamento que cresce dia após dia, reunindo centenas de pessoas e levantando suspeitas de uma possível ocupação de terras.

Nos registros divulgados, aparece o ex-vereador do Partido dos Trabalhadores (PT), Rosildo Rodrigues, discursando para o grupo sobre temas ligados à reforma agrária, citando o cenário político dos últimos dez anos e mencionando, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O conteúdo dos vídeos sugere que o movimento estaria em fase de articulação.

Imagem mostra Rosildo em sua casa falando sobre assentamento em uma das reuniões.

O acampamento estaria instalado em uma área localizada no km 29 da BR-317, a Estrada do Pacífico, em terras que pertencem ao próprio ex-parlamentar. Informações ainda não confirmadas indicam que Rosildo estaria à frente do cadastramento das famílias envolvidas, que podem ter ligação com o Movimento dos Sem Terra (MST), com possível apoio vindo de outro estado da região Nordeste.

Neste domingo, dia 18, Rosildo publicou um vídeo dizendo que estaria apoiando as pessoas que estão em suas terras, sendo preparadas para buscar uma alternativa de assentamento junto ao INCRA e pressionar o Governo Federal.

Rosildo confirma em vídeo que o acampamento está em suas terras e que as pessoas estão sendo preparadas para serem assentadas com o apoio do MST.

Atualmente, cerca de 250 famílias já estariam no acampamento sendo preparadas, passando por uma capacitação para entrar em um Edital onde poderão ter a tão sonhada terra. Destaca ainda que “em nenhum momento nenhuma família chegou aqui para invadir terras, elas foram convidadas. Aqui não tem partido político A, B ou C, elas estão aqui para serem capacitadas e serem assentadas futuramente pelo INCRA no projeto nesse ano se Deus quiser…”

O ex-parlamentar deixa claro que quem está coordenando o movimento é o MST e que teria liberado duas hectares para que as famílias recebessem capacitação e que não irão invadir área de ninguém, destacando que existe lei que impede e a área que será ocupada, vai ser comprada pelo Governo Federal e depois lotear e dar as pessoas que precisam produzir. De acordo com relato do próprio, cerca de 500 famílias estariam sendo cadastradas.

Atualmente cerca de 250 das 500 famílias estão acampadas no km 29 da BR 317 (Estrada do Pacífico).

Relatos preliminares contam que pelo menos duas propriedades rurais seriam apontadas como possíveis alvos de ocupação. Uma delas pertenceria a um pecuarista tradicional da região, com acesso pelo Ramal do Esperança, no km 5, e a outra estaria situada nas proximidades do km 80 da BR-317.

A movimentação tem causado apreensão entre proprietários rurais do Alto Acre, que relatam preocupação com uma possível invasão e afirmam estar se organizando para proteger suas áreas.

O caso segue sendo acompanhado e novas informações devem surgir nos próximos dias.

Veja vídeo:

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Veja; BR-317 volta a apresentar risco de rompimento após cinco anos próximo a Epitaciolândia

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Buraco surge no mesmo trecho que cedeu em 2021, tráfego é reduzido e DNIT inicia vistoria emergencial

Cinco anos após o rompimento que isolou municípios da fronteira do Acre, a BR-317 voltou a preocupar motoristas e autoridades no km 28 próximo a cidade de Epitaciolândia. Um buraco surgiu no mesmo trecho onde, em 21 de março de 2021, a rodovia cedeu devido ao grande volume de chuvas e à incapacidade das bueiras de suportarem a força da água.

Na época, o rompimento causou sérios transtornos e interrompeu o tráfego entre as cidades da região de fronteira e a capital. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foi acionado no dia seguinte, 22 de março, e realizou intervenções emergenciais para restabelecer a trafegabilidade.

Agora, passados cinco anos, o reaparecimento do problema acende novamente o alerta. Placas de sinalização foram instaladas no local para advertir os condutores que seguem em direção à fronteira ou a Rio Branco. O tráfego foi reduzido para meia pista como medida preventiva.

Segundo informações preliminares, equipes de vistoria do DNIT já estão se mobilizando para avaliar as causas do novo dano estrutural e definir as providências necessárias para a recuperação do trecho, com o objetivo de evitar um novo colapso da rodovia.

Até o momento, o DNIT não divulgou nota oficial sobre o caso.

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