Acre
Mesmo com queda em 20 anos, taxa de mortalidade infantil no Acre ainda é maior do que média nacional

Estado registra 16 mortes de crianças por mil nascidos vivos, enquanto a média nacional é de 13,3 óbitos por mil nascidos vivos, segundo Ministério da Saúde
Apesar de ter diminuído em 20 anos, a taxa de mortalidade infantil no Acre ainda é a maior do que a média brasileira: 16 óbitos por mil nascidos vivos. A média nacional é de 13,3 mortes por mil nascidos vivos, segundo os dados mais recentes mensurados pelo Ministério da Saúde. Se por um lado a melhora no índice entre 2000 e 2019 é atribuída pelas autoridades públicas ao aprimoramento dos serviços de Atenção Primária à Saúde, como pré-natal e acompanhamento da criança no primeiro ano de vida, por outro o número de médicos especialistas precisa aumentar para atender a demanda da população do estado.
Dos 5.699 pediatras distribuídos pelo país que realizam o primeiro atendimento de atenção em saúde, considerado a principal porta de entrada do SUS, apenas cinco prestam assistência aos pequenos acrianos. Em São Paulo, por exemplo, são mais de 1,8 mil médicos na Atenção Primária à Saúde para dar suporte pediátrico. Os dados do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde indicam outro problema: a distribuição desses profissionais está concentrada nas regiões Sul e Sudeste.
Como saída para modificar este quadro e garantir o cuidado das crianças dentro do SUS, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Cuida Mais Brasil, vai reforçar a presença de pediatras junto às equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária. A ideia é que esse atendimento fique mais perto das Unidades Básicas de Saúde (UBS), ou seja, ao alcance do cidadão. Em 2022, serão investidos quase R$ 170 milhões.
“A gente planeja para este ano um repasse de recurso para todas as Regiões de Saúde do país (são mais de 400), com destaque para a região Norte. Inclusive, na rede especializada, a região Norte tem uma carência muito grande”, reconhece Renata Maria de Oliveira Costa, diretora do Departamento de Saúde da Família (DESF) do Ministério da Saúde. “O Cuida Mais Brasil tem esse olhar de equidade, de podermos ofertar recursos para que nessas áreas onde não existem esses profissionais, eles possam chegar”, acrescenta.
Segundo o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil é um indicador de saúde e condições de vida de uma população. Com o cálculo da sua taxa, estima-se o risco de um nascido vivo morrer antes de chegar a um ano de vida. Quanto maior o valor, mais precárias são as condições de vida e saúde e menores são os níveis de desenvolvimento social e econômico.
Pandemia
Além de todos esses fatores que potencializam o risco de morte das crianças com até um ano de idade, a pandemia foi responsável por desestruturar serviços que antes eram essenciais à saúde materno e infantil e ajudavam a identificar e reverter mortes evitáveis.
“Com a pandemia, as fragilidades da rede de atenção foram expostas de Norte a Sul do país. Tanto barreiras de acesso ocasionaram demoras quanto a detecção precoce, diagnóstico e tratamento oportuno às gestantes e puérperas com Covid-19. Os óbitos maternos, por exemplo, se concentram nas regiões Norte e Nordeste, dadas as dificuldades acentuadas nos vazios assistenciais”, ressalta Lana de Lourdes Aguiar, ginecologista, obstetra e diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES).
Atualmente, 5,7 mil pediatras e 5,3 mil ginecologistas-obstetras estão vinculados diretamente a 1.311 e 1.364 equipes, respectivamente, sem incentivo financeiro do governo federal. Com o Cuida Mais Brasil, o número de equipes com médico pediatra pode chegar a mais de 8 mil e 7 mil com ginecologistas-obstetras em todo país, aumentando a capacidade de atendimento nas UBSs.
Cuida Mais Brasil
O Cuida Mais Brasil é um programa do Ministério da Saúde que vai garantir investimentos para qualificar a assistência à saúde materna e infantil com a atuação de médicos pediatras e ginecologistas/obstetras na Atenção Primária à Saúde. A iniciativa tem como foco garantir a saúde integral da mulher desde a gravidez até o acompanhamento de crianças recém-nascidas e o cuidado com a infância. Por meio de ações complementares busca-se ampliar o número de profissionais junto às equipes de Saúde da Família e Atenção Primária à Saúde, além de aumentar a qualidade dos processos de trabalho e o olhar clínico voltado à saúde materno-infantil.
Fonte: Brasil 61
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Acre
Prefeito de Rio Branco reúne secretariado para alinhar ações para a nova gestão
O prefeito de Rio Branco, Allyson Bestene, realizou, na tarde desta segunda-feira (6), a primeira reunião de alinhamento com os secretários municipais da atual gestão. O encontro ocorreu na sede da Prefeitura e teve como principal objetivo organizar e dar continuidade às ações já planejadas na administração do ex-prefeito Tião Bocalom.
De acordo com o gestor, neste primeiro momento, as ações da prefeitura estarão concentradas em áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura, além de outros setores estratégicos da administração pública.

Primeira reunião de alinhamento com os secretários municipais da atual gestão. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
A atual gestão também reforçou o compromisso com a garantia dos direitos prioritários da população, destacando que todas as ações serão planejadas e executadas com foco na melhoria da coletividade e na promoção da qualidade de vida dos cidadãos.

A atual gestão também reforçou o compromisso com a garantia dos direitos prioritários da população. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Além disso, a Prefeitura de Rio Branco seguirá atendendo a população com iniciativas que garantam mais segurança a todos os rio-branquenses, por meio de ações integradas e políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar da comunidade.

“Este é um momento importante para alinharmos as ações e garantirmos a continuidade dos trabalhos que já vinham sendo desenvolvidos”, destacou Alysson Bestene. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Este é um momento importante para alinharmos as ações e garantirmos a continuidade dos trabalhos que já vinham sendo desenvolvidos. Nosso foco é avançar nas áreas prioritárias, levando melhorias concretas para a população de Rio Branco”, destacou o prefeito Allyson Bestene.

O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, ressaltou que os trabalhos na área serão intensificados. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, ressaltou que os trabalhos na área serão intensificados, principalmente com a chegada do período de estiagem.
“Com a chegada do verão amazônico, vamos intensificar as ações de infraestrutura, principalmente nos serviços de recuperação de ruas, manutenção de ramais e melhorias na mobilidade urbana. Esse é o período ideal para avançarmos nessas frentes de trabalho”, afirmou o secretário.
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Acre
Prefeitura realiza roçagem na Agrovila do Km 26 em Brasiléia
Serviço busca melhorar segurança e preparar área para início do ano letivo
A Prefeitura de Brasiléia, por meio da Secretaria Municipal de Obras, realizou no último sábado (4) serviços de roçagem na Agrovila do Km 26, na zona rural do município.
A ação tem como objetivo garantir mais qualidade e segurança para os moradores da região, além de contribuir para a organização do espaço público neste período de início do ano letivo de 2026.
De acordo com a gestão municipal, os trabalhos de limpeza vêm sendo executados de forma coordenada, tanto na zona urbana quanto na área rural, com o intuito de atender diferentes comunidades e manter os espaços públicos em melhores condições de uso.
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Acre
Tragédia: Identificado os três adolescentes que morreram após ataque de peixe elétrico
Vítimas, de 13 a 15 anos, teriam sido atingidas por um poraquê na zona rural de Cruzeiro do Sul; corpos foram encaminhados ao IML para investigação.
A tragédia ocorreu nesta segunda-feira (6) no Ramal do Manã, zona rural de Cruzeiro do Sul, Acre, envolvendo três adolescentes: Miqueias Oliveira da Silva, 13 anos; Osanir Gomes da Silva, 15 anos; e Uallen Souza Rodrigues, 14 anos. Eles morreram possivelmente após uma descarga elétrica.
Segundo moradores próximos à BR-364, os jovens teriam tido contato com um poraquê, peixe conhecido por emitir choques elétricos, o que pode ter provocado o acidente. As autoridades ainda investigam as circunstâncias exatas.
Os três eram amigos e frequentavam a igreja Cristo Vive na comunidade, fato que emocionou familiares e vizinhos. Equipes do Samu prestaram socorro no local, mas os adolescentes não resistiram. Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal de Cruzeiro do Sul para exames que confirmarão a causa das mortes.

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