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Medidas econômicas anunciadas por Haddad devem enfrentar resistência no Congresso

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista em Brasília
FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL – 13/12/2022

Poder de desempatar votações em órgão que julga disputas tributárias e baixo volume no corte de gastos são questionados

O pacote de medidas econômicas anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para equilibrar as contas públicas deve enfrentar resistências no Congresso Nacional. Os pontos mais controversos das propostas são o chamado voto de qualidade – poder de o governo desempatar disputas tributárias no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – e o baixo volume no corte de gastos. O Orçamento de 2023 prevê um déficit de R$ 231,55 bilhões nas contas públicas.

As propostas anunciadas pela equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (12) estão em três medidas provisórias, dois decretos e duas portarias interministeriais. No caso mais polêmico, o do voto de qualidade, previsto em uma das MPs, não houve articulação da equipe econômica do governo petista com o Congresso.

A resistência do parlamento pode ser um problema para a Haddad e sua equipe, porque parte significativa do sucesso das medidas do pacote fiscal depende da redução dos litígios entre contribuintes e a Receita Federal – o que poderia ser resolvido em parte com a volta do voto de qualidade no Carf. Com a extinção do mecanismo em 2020, o governo deixou de arrecadar cerca de R$ 60 bilhões por ano, segundo Haddad.

Ao ressuscitar o voto de qualidade, a União amplia as chances de aumentar a arrecadação com vitórias da Receita em julgamentos, já que os representantes indicados ao órgão pelo governo teriam poder de desempatar disputas. Atualmente, há cerca de R$ 1 trilhão em impostos sendo discutidos no Carf. A medida vai ser analisada pelo Poder Legislativo até, no máximo, o início de maio.

A classe empresarial, no entanto, já se movimenta para pressionar o Congresso a barrar a medida. O grupo de empresários Esfera Brasil, por exemplo, disparou um apelo aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para que não “condenem o Brasil a ainda mais atraso”.

“Trata-se de um grave e profundo retrocesso no que havia sido uma grande conquista em nome do investimento, da geração de empregos e do crescimento da economia”, declarou o grupo, em nota.

Leia a análise: Haddad demonstra fraqueza e indecisão em primeiros pronunciamentos

“Mexer em voto de qualidade é um baita desrespeito com o Congresso, que há dois anos legislou sobre isso”, diz o tributarista Luiz Gustavo Bichara. Para ele, essa medida parte do pressuposto de que o Carf é um órgão que tem de ajudar na arrecadação do governo.

Fernando Haddad e Luiz Inácio Lula da Silva
Ricardo Stuckert / PT / 02.01.2023

“Não é. O Carf é um órgão que tem de julgar as cobranças tributárias de acordo com a lei com cidadania tributária”, critica Bichara, membro da comissão de juristas instituída pelo Senado para reforma da legislação sobre processo administrativo e tributário.

O economista Alessandro Ozzoni disse acreditar que as propostas devem enfrentar resistência no novo Congresso, que toma posse em 1º de fevereiro, principalmente por causa do perfil dos parlamentares da nova legislatura, alinhados ao centro e à direita.

Leia também: Pacote econômico de Haddad é uma ‘decepção’, afirmam especialistas

Ozzoni aponta outra questão que ele vê como um problema na proposta de Haddad. O governo quer o fim de recursos ao Carf para valores em disputas abaixo de R$ 15 milhões, de modo que o litígio se encerraria automaticamente após o contribuinte vencer em primeira instância. “Só que dentro da base do direito administrativo, a Receita tem que recorrer até a última instância. Nesse caso, deixar de recorrer pode configurar prevaricação”, destaca.

Outro ponto controverso diz respeito ao corte de gastos calculado pelo ministro da Fazenda. Apesar do déficit orçamentário previsto de R$ 231,55 bilhões, a equipe econômica propõe um corte de apenas R$ 50 bilhões. A maior parte da redução do déficit viria do fim de litígios com a Receita.

“O corte de gastos anunciado é pequeno frente à gigantesca máquina que nós temos. Não é o esperado, mas é um começo, ainda mais considerando que o PT faz governos mais voltados ao aumento dos gastos públicos”, declarou Ozzoni.

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Investigação da Polícia Civil resulta em prisões por roubo e crime organizado em Mâncio Lima

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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Mâncio Lima, cumpriu, nesta semana, dois mandados de prisão relacionados a crimes graves ocorridos no município.

Em uma das ações, os policiais civis deram cumprimento a um mandado de prisão contra um homem acusado de participação em um roubo ocorrido em julho do ano passado, em uma chácara de Mâncio Lima. Na ocasião, cinco indivíduos armados invadiram a residência de um professor e chegaram a trocar tiros com a vítima, que conseguiu se esconder em um dos banheiros do imóvel.

Polícia Civil avança nas investigações e prende mais um suspeito de participação em roubo com violência em Mâncio Lima. Foto: cedida

Ainda na época do crime, um dos suspeitos foi preso após ser baleado, e posteriormente outros dois envolvidos também foram capturados. Com a prisão realizada agora, já são quatro os envolvidos detidos. De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, as investigações apontam que o crime contou com a participação de seis pessoas, sendo que dois suspeitos ainda estão foragidos. “Esses dois indivíduos que faltam ser localizados atuaram dando apoio à ação criminosa e possuem mandados de prisão em aberto pelo crime de tentativa de latrocínio”, explicou o delegado.

Em outra ocorrência, a Polícia Civil cumpriu, na manhã da última quarta-feira, 28, um mandado de prisão contra uma mulher envolvida com organização criminosa. Ela foi investigada em 2020 pela Polícia Civil, juntamente com o companheiro e outros indivíduos, tendo sido julgada e condenada pela Justiça.

Foragida da Justiça é localizada e presa pela Polícia Civil após trabalho de investigação em Mâncio Lima. Foto: cedida

O companheiro da mulher foi preso na tarde de terça-feira, 27, pela Polícia Militar em Mâncio Lima. Já na manhã seguinte, os policiais civis receberam informações sobre o paradeiro da foragida e se deslocaram rapidamente até o local indicado, onde efetuaram a prisão.

 

 

Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL

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Paraná Pesquisas: Lula tem 46,4% de aprovação e 50,6% de desaprovação

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula

A pesquisa eleitoral do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quinta-feira (29/1) mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 46,4% e desaprovado por 50,6% dos eleitores; 2,9% não souberam responder.

O estudo ouviu 2.080 eleitores, em 160 municípios, distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O Nordeste segue como a região com maior aprovação ao governo Lula: 58,3%, contra 39,4% de desaprovação. Já a que mais desaprova Lula é a região Sul, que registrou 37,2% de aprovação e 59,5% de desaprovação.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Vice-governadora Mailza participa da eleição do novo presidente do Consórcio da Amazônia Legal

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Os trabalhos do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento da Amazônia Legal (CAL) foram retomados na manhã desta quinta-feira, 29, por meio de uma reunião online, com a participação de representantes dos nove estados que compõem a autarquia. A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, participou do processo de eleição, por unanimidade, do novo presidente da entidade, o governador do Maranhão, Carlos Brandão.

Também Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins integram o consórcio, que tem como objetivo fortalecer a cooperação regional e promover o desenvolvimento sustentável e integrado da região.

Consórcio é integrado pelos 9 estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Após três anos à frente do CAL, o governador do Pará, Helder Barbalho, repassou a presidência para Carlos Brandão, que ficará à frente da entidade pelo período de um ano. Durante a gestão, o novo presidente terá a missão de fortalecer a cooperação entre os nove estados, ampliar o diálogo federativo e conduzir, com responsabilidade e visão estratégica, agendas fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região.

Mailza Assis parabenizou o novo gestor da entidade e destacou a importância da união dos estados para o fortalecimento da Região Norte. “Para este ano que se inicia, esperamos uma boa atuação de todos nós, governantes, nesse trabalho que defende a nossa região, com propostas e projetos que incluem todos os estados. Seguimos firmes, com o Acre sempre presente”, ressaltou.

Maiza Assis: “Esperamos uma boa atuação de todos nós, governantes, nesse trabalho que defende a nossa região, com propostas e projetos que incluem todos os estados”. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O Consórcio da Amazônia Legal mantém uma atuação técnica, integrada e orientada a resultados, alinhada aos desafios e às oportunidades da Amazônia no cenário nacional e internacional. O ano é considerado estratégico para a consolidação de agendas estruturantes e do legado da COP30, reforçando o consórcio como espaço de articulação para decisões conjuntas, cooperação institucional e soluções que conciliem desenvolvimento econômico, conservação ambiental e inclusão social.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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