Acre
Major Rocha cobra desconto nos salários de governador, senador e deputados que foram apoiar Lula
O deputado federal Major Rocha (PSDB) não deixou barato a viagem de políticos para participar de comício em defesa do ex-presidente Lula, principalmente os acreanos. O deputado quis saber se as autoridades viajantes vão devolver aos cofres públicos os valores referentes aos dias não trabalhados para apoiar Lula. Além disso, Rocha questionou as ações do próprio ex-presidente ao depor em Curitiba.
Eu só tenho a lamentar profundamente as dezenas da parlamentares, deputados e senadores, e governadores como o do Acre, os quais abandonaram suas responsabilidades para prestigiar um ato que diz respeito apenas a um réu ás portas da cadeia, disse Rocha.
“Somente um senador do PT estava em plenário ontem. O resto estava participando do comício em Curitiba. Parlamentares que deveriam ter compromisso com o Brasil e estarem trabalhando no Congresso, estavam em um comício contra a Operação Lava-Jato”, ressaltou o deputado.
Fotos dos viajantes
O parlamentar mostrou fotos onde aparecem o governador Sebastião Viana, o senador Jorge Viana e o deputado Léo de Brito no comício. Ele cobrou: “Será que vão receber pelo dia não trabalhado? Quem vai pagar esta conta?”
Para Rocha, é preciso seriedade com o dinheiro público, pois não se pode permitir fazer um comício com os recursos do povo: “Ainda mais quando estes atos são uma afronta ao Judiciário e contra ação que visa limpar este país”.
O deputado destacou ainda o visível o cinismo daquele que se considera o homem mais honesto do Brasil, mas não consegue explicar a ligação dele com Barusco e outros envolvidos.
“Deixo aqui o meu repúdio ao comício feito por um réu às portas da cadeia e também em relação aos parlamentares que deveriam estar aqui trabalhando e respeitando os recursos do povo, pois é o povo quem paga por toda esta patifaria deles e agora revelada pela operação Lava-Jato”, salientou.
Lula na cadeia!
Rocha criticou duramente o fato do ex-presidente ter se valido do depoimento prestado ao juiz da Operação Lava-Jato para fazer comício e se auto promover: “Quem se deu ao trabalho de acompanhar o depoimento, não viu as devidas respostas por parte do ex-presidente. Ele apenas repetiu a mesma estratégia já usada no mensalão, de dizer não saber de nada”.
O deputado disse que a única novidade foi a tentativa de repassar as práticas criminosas dele para a falecida esposa: “O que ele fez foi um tapa na cara do cidadão brasileiro que paga os seus impostos e cumpre suas obrigações. É evidente que o país vive uma grave crise moral. E isso fica mais transparente quando um réu faz de seu depoimento à Justiça um comício”.
Eu só tenho a lamentar que um ato da instrução criminal de alguém que está às portas da cadeia, tenha se transformado em comício. Lula tentou tirar vantagem até mesmo em um processo criminal que ele responde, comentou o Rocha.
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Acre
Cupuaçu e cacau se consolidam como alternativa econômica e sustentável para agricultura familiar no Acre
Produção integra estratégias de diversificação produtiva e é incentivada pelo governo estadual, que também atua no enfrentamento da monilíase, principal ameaça fitossanitária às culturas

Governo estadual incentiva plantio ao longo da BR-364; produção enfrenta desafios como a monilíase, que exige vigilância constante e ações fitossanitárias. Foto: captada
Base importante da economia rural acreana, a produção de cacau e cupuaçu tem se consolidado como alternativa de geração de renda para agricultores familiares e como atividade associada à sustentabilidade ambiental. As duas culturas estão presentes em diferentes regiões do estado e fazem parte das estratégias de diversificação produtiva na agricultura.
Nesse cenário, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), tem incentivado o plantio de cacau em diversas regiões, incluindo áreas do Alto Acre, Baixo Acre e Vale do Juruá, ao longo da BR-364. A proposta é ampliar a produção e fortalecer a cadeia produtiva dessas culturas no estado.
Desafios fitossanitários
A expansão das lavouras ocorre em meio à preocupação com a monilíase, doença considerada de alto potencial destrutivo para o cacau e o cupuaçu. A praga pode comprometer a produtividade e representa risco para a cadeia produtiva, exigindo monitoramento constante.
O Acre foi o primeiro estado brasileiro a registrar oficialmente a ocorrência da monilíase, o que levou ao fortalecimento das ações de vigilância vegetal e à adoção de medidas emergenciais para conter a disseminação da doença.
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) atua na vigilância fitossanitária, com ações de prevenção, fiscalização e orientação técnica voltadas ao controle da doença. A estratégia inclui acompanhamento das lavouras, identificação precoce de focos e orientação aos produtores sobre manejo adequado.
Entre as medidas adotadas estão inspeções técnicas em propriedades rurais, áreas periurbanas e quintais produtivos, além da realização de podas sanitárias em plantas com suspeita de contaminação. A prática envolve a retirada de ramos, folhas e frutos doentes, reduzindo a possibilidade de propagação do fungo responsável pela doença.
“Ao remover ramos, folhas e frutos doentes, a poda sanitária elimina tecidos infectados que servem de abrigo e multiplicação para o fungo. A prática também provoca um retardo temporário na frutificação dessas plantas, diminuindo significativamente a quantidade de inóculo presente na área e reduzindo a disseminação da doença para outras plantas e novas brotações”, explica o coordenador do Programa Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação da Monilíase, Ramiro Albuquerque.
Números do enfrentamento
Dados do Idaf indicam que, em 2025, foram registrados 148 novos casos de monilíase no estado. No mesmo período, equipes técnicas realizaram 4.639 podas sanitárias e promoveram a coleta e descarte adequado de 29.834 frutos contaminados.
Outra frente de atuação é a barreira fitossanitária instalada na BR-364, no Posto de Fiscalização Agropecuária do Rio Liberdade. O trabalho consiste na fiscalização do transporte de materiais vegetais, com o objetivo de evitar a disseminação da praga para áreas ainda livres da doença.
A estratégia envolve também ações educativas junto a produtores, estudantes e comunidades rurais, com foco na identificação precoce de sintomas e na adoção de práticas preventivas para reduzir o risco de propagação da monilíase no estado.
Parcerias e fortalecimento da cadeia produtiva
Em agosto de 2025, a Seagri firmou um acordo de cooperação técnica com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) , órgão ligado ao Ministério da Agricultura. A parceria tem como objetivo fortalecer, incentivar e ampliar a comercialização do cacau acreano, com ações que incluem transferência de tecnologia, assistência técnica, orientação e acesso a material genético de qualidade, desde sementes até mudas selecionadas.
O ex-secretário de Agricultura, Luís Tchê, “disse na época que as parcerias são fundamentais para a consolidação de projetos bem-sucedidos. A rota do cacau já é uma realidade no nosso estado, e agora, com o apoio da Ceplac, referência nacional na cadeia produtiva, damos um passo importante no fortalecimento e na ampliação das práticas de cultivo e capacitações técnicas”.
O cultivo do cacau também contribui para a regeneração de solos degradados por incêndios e desmatamento. No estado, a produção não se limita ao plantio convencional; há também o cultivo de cacau nativo, realizado na Terra Indígena Mamoadate, pelas etnias Manchineri, Yaminawá e pelos Mashco.
Com essas iniciativas, o Acre busca conciliar o potencial produtivo do cacau e cupuaçu com a preservação ambiental e a geração de renda para as famílias agricultoras, mantendo-se na linha de frente no enfrentamento dos desafios fitossanitários que ameaçam essas culturas.

O Acre busca conciliar o potencial produtivo do cacau e cupuaçu com a preservação ambiental e a geração de renda para as famílias agricultoras. Foto: captada
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Acre
Vereadores retornam do recesso com cobranças sobre hospital e coleta de lixo em Epitaciolândia
Vereadores retornaram do recesso com cobranças sobre hospital e coleta de lixo em Epitaciolândi
A 1ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Epitaciolândia foi marcada por debates intensos e cobranças direcionadas ao Poder Executivo. Após o período de recesso parlamentar, os vereadores retomaram os trabalhos já diante de uma grande demanda apresentada por funcionários do Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar.
Durante a sessão, servidores da unidade hospitalar demonstraram preocupação com a possibilidade de terceirização da gestão do hospital. O tema gerou forte reação entre os parlamentares, que se posicionaram de forma contrária à medida.
“Não podemos permitir que decisões dessa magnitude sejam tomadas sem diálogo e sem garantias aos trabalhadores e à população”, destacou um dos vereadores durante o debate em plenário.
Além da pauta relacionada à saúde, a situação da coleta de lixo no município também dominou as discussões. O vereador Rozimar Menezes (REPUBLICANOS), o vereador Aldemir Sales (PP), a vereadora Marizete (PP) e o vereador Cleomar Portela (PP) cobraram providências urgentes quanto à limpeza urbana.
Segundo os parlamentares, a cidade enfrenta acúmulo de resíduos em vários bairros, o que tem causado insatisfação na população e preocupação com possíveis riscos à saúde pública.
Os parlamentares solicitaram ação direta da gestão do prefeito Sérgio Lopes (PL), reforçando que a Câmara seguirá acompanhando as providências adotadas.
A sessão evidenciou o clima de cobrança e vigilância por parte do Legislativo municipal neste início de ano legislativo. A expectativa agora é que as demandas apresentadas resultem em medidas concretas nos próximos dias.
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Acre
Homem é atropelado na AC-40 e motorista abandona carro com bebidas alcoólicas em Rio Branco
Vítima sofreu traumatismo craniano leve e foi levada ao Pronto-Socorro; condutora fugiu após o acidente
Yarzon Silva Cavalcante, de 31 anos, ficou ferido após ser atropelado na noite deste sábado (21), na Rodovia AC-40, em frente ao Portal Madeiras, no bairro Vila Acre, Segundo Distrito de Rio Branco.
De acordo com testemunhas, Yarzon tentava atravessar a rodovia quando foi atingido por um HB20 Sedan preto, de placa NAC-6E33, que seguia no sentido bairro–centro. Com a força do impacto, ele foi arremessado contra o para-brisa do veículo.
A vítima sofreu um corte na cabeça, traumatismo craniano leve e escoriações pelo corpo. Após o atropelamento, a motorista — ainda não identificada — abandonou o carro e deixou o local. Dentro do veículo, foram encontradas bebidas alcoólicas.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) enviou uma ambulância de suporte avançado. Yarzon recebeu os primeiros socorros, foi estabilizado no local e encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco em estado de saúde estável.
Policiais militares do Batalhão de Trânsito isolaram a área para a realização da perícia. Um Boletim de Acidente de Trânsito (BAT) foi registrado e, após os procedimentos, o veículo foi removido. O caso deverá ser investigado para identificar e responsabilizar a condutora.









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