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Lula diz que não ligará para negociar com Trump porque americano ‘não quer falar’; veja vídeo

Um homem de cabelo grisalho e barba, vestido com um terno escuro e gravata, está em pé atrás de um púlpito, gesticulando com a mão direita. Ao fundo, há um grande painel colorido com as palavras ‘SÓ PAZ’. À esquerda, uma mulher com óculos e cabelo longo está sentada, e à direita, um homem de cabelo grisalho também está sentado. O ambiente parece ser um evento oficial ou uma conferência. Lula ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante reunião do Conselhão no Palácio do Itamaraty – Gabriela Biló -05.ago.25/Folhapress
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (5) que não pretende ligar para Donald Trump porque “ele não quer falar”.
Trump, que aplicou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, sinalizou na semana passada que poderia conversar com Lula para negociar o tarifaço quando o petista quiser.
“Não vou ligar para o Trump para negociar nada não porque ele não quer falar. Mas pode ficar certo, Marina [Silva, ministra do Meio Ambiente]. Eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para vir para COP [reunião global do clima da ONU], que eu quero saber o que é que ele pensa da questão climática. Vou ter a gentileza de ligar”, disse Lula, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.
Um homem de cabelo grisalho e barba, vestido com um terno escuro e gravata, está em pé atrás de um púlpito, gesticulando com a mão direita. Ao fundo, há um grande painel colorido com as palavras ‘SÓ PAZ’. À esquerda, uma mulher com óculos e cabelo longo está sentada, e à direita, um homem de cabelo grisalho também está sentado. O ambiente parece ser um evento oficial ou uma conferência.
“Vou ligar para ele, para o Xi Jinping [dirigente da China], para o [Nerandra] Modi [premiê da Índia]. Só não vou ligar para o [presidente da Rússia, Vladimir] Putin porque ele não tá podendo viajar. Se [Trump] não vier, é porque não quer. Mas não será por falta de delicadeza, charme e democracia”, disse Lula.
Na sexta (1), Trump disse que Lula poderia falar com ele para discutir as tarifas. “Ele pode falar comigo quando ele quiser”. No mesmo dia, o presidente brasileiro afirmou que o governo trabalha pela proteção da economia brasileira.
“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, declarou nas redes sociais.
Além da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, o governo Trump aplicou sanções financeiras contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Como condição para negociar as sanções, a Casa Branca tem pressionado por uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump.
A retaliação de Trump ao Brasil foi anunciada por meio de carta em uma rede social, na qual o americano também criticou a justiça brasileira pelo tratamento dado a Jair Bolsonaro, acusando o judiciário brasileiro de perseguir o ex-presidente.
Conforme mostrou a Folha, integrantes do governo admitiram, sob reservas, a possibilidade de o decreto da prisão domiciliar de Bolsonaro, feito nesta segunda (4) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, exasperar o presidente americano a dois dias da adoção das sanções econômicas anunciadas por ele contra o Brasil.
Após o anúncio inicial e no decorrer das negociações, na última quarta-feira (30), Trump assinou a ordem executiva confirmando a taxação aos produtos, excluindo quase 700 itens, como derivados de petróleo, componentes de aviação civil e suco de laranja.
O governo e o STF consideram essa pressão política uma interferência indevida dos EUA em assuntos internos do país.
As declarações foram dadas durante a 5ª reunião do Conselhão, órgão responsável por assessorar a presidência da República em decisões do Executivo, em meio a tensões no mercado internacional com os EUA. O colegiado é formado por representantes da sociedade civil e do empresariado.
A abertura contou com discursos de empresários e dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), com críticas à retaliação comercial dos EUA.
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Novo comprimido reduz colesterol e pode ajudar a prevenir infarto
Medicamento oral experimental pode facilitar tratamento de pacientes com alto risco cardiovascular, reduzindo o chamado “colesterol ruim”
Um comprimido experimental de uso diário conseguiu reduzir em até 60% os níveis de colesterol LDL — conhecido como “colesterol ruim” — em pacientes com alto risco cardiovascular. Os resultados foram publicados em 4 de fevereiro no New England Journal of Medicine e indicam um possível avanço no tratamento da doença.
O estudo clínico incluiu cerca de 2.900 participantes, que já apresentavam colesterol elevado mesmo com o uso de terapias tradicionais, como as estatinas. Após aproximadamente 24 semanas, os pacientes que receberam o novo medicamento tiveram uma queda significativa nos níveis de LDL.
Como o comprimido age no organismo
O medicamento pertence a uma classe chamada inibidores de PCSK9, considerada uma das mais eficazes no controle do colesterol. Na prática, ele atua no fígado, bloqueando uma proteína que dificulta a eliminação do colesterol LDL do sangue. Com essa ação, o organismo passa a remover mais gordura da circulação, reduzindo os níveis considerados perigosos para o coração.
Esse mecanismo já é utilizado por medicamentos injetáveis disponíveis atualmente. A principal diferença é que o novo tratamento é feito por via oral, o que pode tornar o uso mais simples no dia a dia.
Os pesquisadores observaram reduções expressivas do colesterol mesmo entre pacientes que já utilizavam outros remédios. Isso sugere que o comprimido pode ser uma alternativa para quem não consegue atingir as metas apenas com os tratamentos tradicionais.
Apesar dos resultados positivos, os cientistas destacam que ainda são necessários estudos mais longos para confirmar se a redução do colesterol também leva, de fato, à diminuição de eventos como infarto e AVC.
O colesterol LDL é chamado de “ruim” porque pode se acumular nas paredes das artérias, formando placas que dificultam a passagem do sangue.
Com o tempo, esse processo pode levar ao entupimento dos vasos e aumentar o risco de problemas graves, como infarto e acidente vascular cerebral. Por isso, manter os níveis controlados é uma das principais formas de prevenir doenças cardiovasculares.
Hoje, o tratamento do colesterol alto costuma envolver mudanças no estilo de vida e uso de medicamentos como as estatinas. Em casos mais difíceis de controlar, são indicadas terapias mais potentes, muitas vezes aplicadas por injeção.
Se aprovado, o novo comprimido pode ampliar as opções de tratamento e facilitar a adesão dos pacientes, especialmente daqueles que têm dificuldade com terapias injetáveis ou não atingem os níveis ideais de colesterol.
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PF é ferido por flecha em operação contra garimpo ilegal em Roraima
Um policial federal, de 31 anos, foi atingido por uma flecha no braço durante uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nesta quinta-feira (19).
O agente foi socorrido no local por colegas do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), unidade especializada em ações de alto risco. A equipe realizou a imobilização do braço e manteve a flecha estabilizada até a chegada ao Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista.
Na unidade de saúde, exames apontaram que a flecha atravessou o braço esquerdo do policial e ficou alojada no osso. Apesar da gravidade do ferimento, ele apresentava quadro estável e sem sinais de choque. O agente foi encaminhado para avaliação cirúrgica para retirada do objeto e permanece internado sob cuidados médicos.
A operação ocorre em meio ao aumento das denúncias sobre a atuação de garimpeiros ilegais na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Em 2025, lideranças indígenas relataram a intensificação da exploração ilegal, incluindo o uso de explosivos e o aliciamento de jovens das comunidades.
Com cerca de 1,7 milhão de hectares, o território é um dos maiores do país e abriga mais de 26 mil indígenas, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área se estende pelos municípios de Normandia e Uiramutã, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.
A região é marcada por formações montanhosas, como a Serra de Pacaraima e o Monte Roraima, além de grande concentração de rios e áreas ricas em minerais — fatores que contribuem para a pressão constante do garimpo ilegal.
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Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o governo determinou a destruição de todas as pontes sobre o rio Litanie, no Líbano
O exército de Israel realizou um ataque, neste domingo (22/3), contra a ponte de Qasmiyeh, que passa pelo rio Litani, no sul do Líbano, em meio à escalada do conflito com o grupo Hezbollah.
Ainda neste domingo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o governo israelense determinou a destruição de todas as pontes sobre o rio Litani, no Sul do Líbano.
“As pontes são usadas para atividades terroristas, a fim de impedir a passagem de terroristas e armas do Hezbollah para o sul. Além disso, ordenamos que acelerem a destruição de casa libanesas em Hanun e Rafah, na Faixa de Gaza”, afirmou Israel.
Ainda em comunicado, o ministro afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam vigorosamente “suas manobras terrestres no Líbano para eliminar os terroristas do Hezbollah e alcançar a linha antitanque e os pontos de controle o mais rápido possível para proteger o Norte”.
Por fim, Israel Katz relata que estão determinados a não permitir que “a realidade de 7 de outubro rotorne. Prometemos proteger os moradores e é exatamente isso que faremos”.

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