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Justiça do Acre condena 11 pessoas por morte de indígena forçado a cavar a própria cova em Feijó

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Vítima foi sequestrada, torturada e assassinada em crime que chocou o estado; sentenças somam mais de 100 anos de prisão. Caso ocorreu em 2021 e envolveu acusações de racismo e ocultação de corpo

Chegou a 16 o número de pessoas presas pela morte do indígena José Ribamar Kaxinawá, de 32 anos, achado morto em janeiro deste ano na zona rural de Feijó, em junho de 2022. Foto: captada 

Onze pessoas foram condenadas pela Justiça acreana pelo assassinato do indígena Ribamar, morto em janeiro de 2022 após ser sequestrado, torturado e obrigado a cavar a própria cova por integrantes do Comando Vermelho. As penas – que somam mais de 150 anos de prisão – incluem condenações por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, tortura e associação criminosa.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Acre, o crime ocorreu após o indígena, que transitava entre a aldeia e a cidade, ter acolhido em sua casa três parentes de Manoel Urbano supostamente ligados ao PCC. Membros do Comando Vermelho local descobriram o fato e, em retaliação, sequestraram Ribamar no dia 7 de janeiro de 2022.

O promotor Carlos Pescador, que atuou no caso, detalhou a crueldade do crime:

“Ele foi levado para uma área rural, onde foi torturado e forçado a cavar sua própria cova. Seu corpo só foi encontrado semanas depois, graças a delações.”

O MPAC denunciou os 11 acusados por homicídio qualificado, corrupção de menores e participação em organização criminosa. Parte deles foi absolvida do homicídio por não estar presente na execução final, mas todos foram condenados pelos crimes de organização criminosa e corrupção de menores.

“Alguns só participaram levando a vítima de um ponto a outro, por isso não foram condenados pelo homicídio. Mas todos foram responsabilizados por integrar a facção e por corromper adolescentes, porque essa foi uma conduta coletiva”, afirmou Pescador.

Dos 11 acusados, 10 compareceram ao julgamento. Apenas uma ré, a única mulher, foi condenada em regime semiaberto; os demais receberam penas em regime fechado .

Um episódio paralelo ocorreu nos dias de julgamento. Isaquéu Sousa Oliveira, um dos acusados considerados peça central no crime, não compareceu e foi morto em Feijó enquanto o júri ocorria em Rio Branco.

“Isaquéu era apontado como responsável principal. Ele começou a falar com pessoas do PCC em Envira, no Amazonas. Quando foram obrigá-lo a assumir sozinho o crime, ele se negou. Acabaram pegando o celular dele, descobriram essas conversas e o executaram da mesma forma que mataram o indígena: em uma cova rasa, com um degolado. Isso aconteceu durante o julgamento, entre os dias 1º e 2”, relatou o promotor.

O MPAC destacou que o caso evidencia o poder crescente das organizações criminosas em áreas indígenas e cidades do interior do Acre.

“Esse é um crime que levanta muitas questões sobre a entrada das facções nas aldeias. Quem está em Rio Branco talvez não tenha a dimensão, mas em municípios como Feijó, Tarauacá, Manoel Urbano e Santa Rosa o impacto é grande. É um desafio para o nosso estado lidar com essa realidade”, concluiu Carlos Pescador.

O caso expõe a violência entre facções mesmo em regiões remotas da Amazônia e a vulnerabilidade de indígenas frente ao avanço do crime organizado. As penas variam de 12 a 28 anos de prisão, com os principais executores recebendo as condenações mais severas.

Dos 11 acusados, 10 compareceram ao julgamento. Apenas uma ré, a única mulher, foi condenada em regime semiaberto; os demais receberam penas em regime fechado. Foto: captada 

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PRF reforça segurança em trecho bloqueado da BR-364 em Feijó

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A Polícia Rodoviária Federal chegou na manhã deste sábado (21) ao trecho da BR-364 que está bloqueado por moradores de Feijó. A corporação se juntou à Polícia Militar do Acre para garantir a segurança de manifestantes e motoristas, evitando que a situação se agravasse.

O bloqueio já ultrapassa 24 horas e atinge a única via de ligação terrestre entre Rio Branco e os municípios do Vale do Juruá.

O protesto teve início às 7h de sexta-feira (20) e é motivado pela demora do Governo do Estado do Acre na reforma e entrega do hospital da cidade.

Ao longo do dia e da noite, os manifestantes permitiram a passagem de veículos em intervalos determinados. No entanto, a rodovia permanece bloqueada até que um representante do governo estadual compareça ao local para definir uma data oficial para a entrega da unidade hospitalar, que, segundo servidores, funciona de forma provisória há cerca de um ano.

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PM prende dois homens e apreende menor por furtos de embarcações em Marechal Thaumaturgo

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A Polícia Militar do Acre prendeu dois homens e apreendeu um menor na sexta-feira (20), suspeitos de envolvimento em furtos de embarcações na Comunidade Triunfo e na sede de Marechal Thaumaturgo.

De acordo com a ocorrência, o proprietário de um bote deixou a embarcação amarrada às margens do Rio Juruá, na Comunidade Triunfo, na quinta-feira (19). Na manhã seguinte, constatou o desaparecimento do bem, avaliado em R$ 8 mil.

A equipe da Operação Fluvial da PM foi acionada e se deslocou até a comunidade, onde localizou Gustavo, apontado como um dos envolvidos. Ele afirmou que não manuseou diretamente a embarcação, mas teria intermediado a ação entre o executor do furto e o responsável por esconder o material. Gustavo citou Diano e um indivíduo conhecido como Cola como participantes.

Além do bote particular, os policiais encontraram com o grupo uma embarcação pertencente à Prefeitura de Marechal Thaumaturgo, que estava ancorada na Comunidade Acuriá, além de aproximadamente 60 litros de gasolina, também de propriedade do município.

O menor apreendido informou que as embarcações estavam escondidas próximas à sua residência — a da prefeitura à margem do Rio Juruá e a do particular submersa, numa tentativa de dificultar a localização. Ele confirmou ainda que os 60 litros de combustível estavam guardados em sua casa.

A guarnição apreendeu o adolescente e deu voz de prisão a Gustavo. Durante a condução, Diano se apresentou espontaneamente e confessou ter emprestado uma canoa a Cola, sabendo que seria utilizada nos furtos. Ele também foi preso.

Segundo relato dos suspeitos, o objetivo seria enviar as embarcações ao Peru, utilizando o trajeto pelo Rio Juruá-Mirim.

Outro caso

A Polícia Militar informou ainda que Gustavo teria participação recente em uma tentativa de roubo a transporte de valores em Marechal Thaumaturgo, quando um grupo armado tentou subtrair cerca de R$ 2 milhões. Ele ainda não foi submetido a monitoramento por tornozeleira eletrônica, procedimento previsto para ser realizado em Cruzeiro do Sul.

O menor apreendido já possuía registros anteriores por furto em Porto Walter, onde teria invadido estabelecimentos comerciais.

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Polícia Civil divulga relatório com ocorrências da quina carnavalesca no Acre

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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Departamento de Inteligência, divulgou em seu site oficial (pc.ac.gov.br) o Relatório Estatístico Sintético do Carnaval 2026, com dados consolidados entre 6h do dia 13 e 5h59 do dia 18 de fevereiro. O levantamento apresenta um panorama completo das ocorrências registradas em todo o estado durante a quina carnavalesca, reunindo informações da capital e do interior.

De acordo com o relatório, foram registrados 251 Boletins de Ocorrência, sendo 25 diretamente relacionados às festividades de Carnaval e 226 não vinculados ao evento. No mesmo período, foram instaurados 100 procedimentos investigativos, entre Inquéritos Policiais (IP), Autos de Investigação de Ato Infracional (AIAI), Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), Boletins de Ocorrência Circunstanciados (BOC) e Verificações de Procedência de Informação (VPI).

PCAC consolida dados da capital e do interior em relatório do Carnaval 2026. Arte: asscom/ PCAC

Em relação aos crimes graves, o relatório aponta quatro ocorrências, sendo duas tentativas de homicídio e dois casos de estupro, distribuídos entre os municípios de Brasiléia e Rio Branco. Já os crimes contra o patrimônio somaram 30 registros, incluindo furtos e roubos de celulares e veículos. No período, também foram cumpridos 22 mandados de prisão e conduzidas 130 pessoas às unidades policiais em todo o estado.

O levantamento ainda contabilizou 56 ocorrências de violência doméstica e 41 medidas protetivas representadas, além de 157 atendimentos periciais realizados pelas equipes da Polícia Técnico-Científica, abrangendo exames de lesão corporal, necropsias, perícias de trânsito, análises de drogas e outros procedimentos. Os dados foram coletados pelos OIPs do Departamento de Inteligência e compilados pela Coordenação de Estatística e Análise de Dados do DIPC, sob coordenação do delegado Nilton Boscaro.

O delegado-geral da Polícia Civil, José Henrique Maciel Ferreira, destacou que a transparência na divulgação dos números fortalece a confiança da população. “A publicação do relatório estatístico demonstra o compromisso da Polícia Civil com a transparência e a gestão baseada em dados. Esses números nos permitem avaliar estratégias, corrigir rotas e aprimorar o planejamento das ações de segurança em grandes eventos”, afirmou.

Já o diretor do Departamento de Inteligência, Nilton César Boscaro, ressaltou o rigor técnico empregado na consolidação das informações. “Todos os dados foram coletados de forma criteriosa e podem sofrer ajustes conforme o avanço das investigações. Utilizamos recursos visuais como gráficos e mapas para facilitar a leitura e permitir uma análise mais clara dos padrões criminais registrados durante o Carnaval de 2026”, explicou.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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