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Jovem torturado e executado a tiros em área de mata na Cidade do Povo é identificado

Vítima de 24 anos foi identificada como Josivan Cambraia; polícia investiga execução ligada a facções criminosas
O corpo de um jovem com sinais de tortura e perfurações de tiros foi encontrado na noite desta quinta-feira (2) em uma área de mata próxima à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), na Rua Geraldo Leite, quadra 6, do Conjunto Habitacional Cidade do Povo, no Segundo Distrito de Rio Branco. A vítima foi identificada como Josivan Cambraia da Silva, de 24 anos.
De acordo com informações da Polícia Militar, Josivan era morador do Ramal do Pelé, no município de Acrelândia, e estava hospedado há alguns dias na casa de um tio na Cidade do Povo, área dominada por uma facção criminosa rival àquela com a qual ele mantinha ligações.
Antes de ser morto, o jovem foi visto caminhando pelas ruas do bairro. Ao ser abordado por membros da facção local, os criminosos teriam acessado seu celular e encontrado publicações em que ele exaltava uma facção oriunda do Rio de Janeiro. Diante disso, Josivan foi levado para uma área de mata, onde teria sido “julgado” e condenado à morte por um tribunal do crime, sob acusação de atuar como “olheiro” ou “infiltrado”.
Moradores relataram ter ouvido disparos vindos da região atrás da ETE e acionaram a Polícia Militar. Uma guarnição do 2º Batalhão encontrou o corpo da vítima com marcas de espancamento e múltiplos ferimentos causados por tiros.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enviou uma equipe de suporte avançado, que apenas constatou o óbito. A área foi isolada para os trabalhos da perícia, e o corpo removido ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavéricos.
A Polícia Civil, por meio da Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), esteve no local e iniciou as investigações para identificar os autores e as circunstâncias da execução.
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Polícia Civil divulga relatório com ocorrências da quina carnavalesca no Acre
Os dados foram coletados pelos OIPs do Departamento de Inteligência e compilados pela Coordenação de Estatística e Análise de Dados do DIPC, sob coordenação do delegado Nilton Boscaro

PCAC consolida dados da capital e do interior em relatório do Carnaval 2026. Arte: assessoria/PCAC
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Departamento de Inteligência, divulgou em seu site oficial (pc.ac.gov.br) o Relatório Estatístico Sintético do Carnaval 2026, com dados consolidados entre 6h do dia 13 e 5h59 do dia 18 de fevereiro. O levantamento apresenta um panorama completo das ocorrências registradas em todo o estado durante a quina carnavalesca, reunindo informações da capital e do interior.
De acordo com o relatório, foram registrados 251 Boletins de Ocorrência, sendo 25 diretamente relacionados às festividades de Carnaval e 226 não vinculados ao evento. No mesmo período, foram instaurados 100 procedimentos investigativos, entre Inquéritos Policiais (IP), Autos de Investigação de Ato Infracional (AIAI), Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), Boletins de Ocorrência Circunstanciados (BOC) e Verificações de Procedência de Informação (VPI).
Em relação aos crimes graves, o relatório aponta quatro ocorrências, sendo duas tentativas de homicídio e dois casos de estupro, distribuídos entre os municípios de Brasiléia e Rio Branco. Já os crimes contra o patrimônio somaram 30 registros, incluindo furtos e roubos de celulares e veículos. No período, também foram cumpridos 22 mandados de prisão e conduzidas 130 pessoas às unidades policiais em todo o estado.
O levantamento ainda contabilizou 56 ocorrências de violência doméstica e 41 medidas protetivas representadas, além de 157 atendimentos periciais realizados pelas equipes da Polícia Técnico-Científica, abrangendo exames de lesão corporal, necropsias, perícias de trânsito, análises de drogas e outros procedimentos. Os dados foram coletados pelos OIPs do Departamento de Inteligência e compilados pela Coordenação de Estatística e Análise de Dados do DIPC, sob coordenação do delegado Nilton Boscaro.
O delegado-geral da Polícia Civil, José Henrique Maciel Ferreira, destacou que a transparência na divulgação dos números fortalece a confiança da população. “A publicação do relatório estatístico demonstra o compromisso da Polícia Civil com a transparência e a gestão baseada em dados. Esses números nos permitem avaliar estratégias, corrigir rotas e aprimorar o planejamento das ações de segurança em grandes eventos”, afirmou.
Já o diretor do Departamento de Inteligência, Nilton César Boscaro, ressaltou o rigor técnico empregado na consolidação das informações. “Todos os dados foram coletados de forma criteriosa e podem sofrer ajustes conforme o avanço das investigações. Utilizamos recursos visuais como gráficos e mapas para facilitar a leitura e permitir uma análise mais clara dos padrões criminais registrados durante o Carnaval de 2026”, explicou.

Foram registrados 251 Boletins de Ocorrência, sendo 25 diretamente relacionados às festividades de Carnaval e 226 não vinculados ao evento. Foto: captada
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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