Cotidiano
Jornalista aceita ser madrinha e organiza festa de casamento do ex-marido jornalista Leônidas Badaró: ‘continuamos uma família’
Badaró e Marilúcia estão juntos há um ano. Os dois estudaram juntos na 4ª série do ensino fundamental em Xapuri, interior do Acre. Após 40 anos, eles se encontraram, se apaixonaram e casaram.

Amor, então, também acaba?
Para o ex-casal de jornalistas Daigleíne Cavalcante e Leônidas Badaró o amor não acaba, se transforma em uma bela amizade, em parceria, em rima e em festa. No último dia 9, Daigleíne foi madrinha de casamento do ex-marido, ajudou Badaró a se arrumar, organizou a festa e ainda fez o cerimonial.
Badaró se casou com a professora Marilúcia da Silva Ribeiro. Já Daigleíne é casada atualmente com Fredson Camargo, que se tornou amigo do ex da mulher — e ela também é muito amiga de Marilúcia.
A história viralizou após Daigleíne publicar um vídeo que já alcançou mais de 14 mil visualizações em duas redes sociais. De forma bem humorada, a jornalista brincou com o fato de estar casando o ex, com quem viveu por 13 anos e teve dois filhos. No vídeo, ela mostra o momento em que “briga” com ele para tentar terminar a maquiagem, a chegada da noiva e os dois casais juntos com os filhos.
“O dia que fui madrinha e cerimonialista do casamento do meu ex”, escreveu Daigleíne no começo do vídeo.

Casamento reuniu ex-casal e atual companheiros dos jornalistas — Foto: Gustavo Monteiro/Arquivo pessoal
Em dado momento mostra ainda um dos momentos de agradecimentos dos noivos. Badaró agradeceu a atual esposa por compreender a amizade e parceria que tem com a ex, destacou a importância da compreensão do marido de Daigleíne e disse que todos agora são uma família.
“Obrigado por entender que a Daigle é e sempre será minha família, que o Fredson é minha família, eu digo isso com orgulho. Fredson sabe que eu amo a Daigleíne, não como minha mulher, mas amo como amiga, que faz parte da minha vida e vai continuar fazendo”, diz o jornalista.

Badaró chamou a ex e o marido dela para serem padrinhos de seu casamento com Marilúcia da Silva Ribeiro — Foto: Gustavo Monteiro/Arquivo pessoal
“Obrigado por entender que a Daigle é e sempre será minha família, que o Fredson é minha família, eu digo isso com orgulho. Fredson sabe que eu amo a Daigleíne, não como minha mulher, mas amo como amiga, que faz parte da minha vida e vai continuar fazendo”, diz o jornalista.
Amigos após 13 anos casados
Daigleíne e Badaró ficaram juntos durante 13 anos e se separaram em 2019. Os dois continuaram morando na mesma casa até 2021 e, durante esse período, o ex-casal transformou a relação em amizade e companheirismo deixando as diferenças de lado para continuarem a criar os dois filhos juntos.
Os dois são pais de Sofia, de 9 anos, e Davi, de 5. “Infelizmente, o que deveria ser normal, não é. Muita gente estranha o fato de a gente ser uma família, continuamos uma família. Nossa relação terminou, acabou o amor de homem e mulher, mas continua o respeito. Eu amo a Daigleíne, como amiga, como mãe dos meus filhos e ela também tem esse sentimento. A gente viveu três anos separados na mesma casa, mas quase ninguém sabia porque sempre nos demos muito bem”, contou o jornalista.

Badaró e Marilucia foram colegas de escola na infância e se reencontraram após 40 anos — Foto: Gustavo Monteiro/Arquivo pessoal
Quando decidiram se separar, Badaró destaca que a prioridade dele e de Daigleíne sempre foram as crianças, em manter o lar que criaram juntos para os filhos e ajudá-los a não sofrerem tanto com a separação dos pais.
Ele acrescenta que Marilúcia e Fredson chegaram na vida da família para somar, compartilhar, ajudar a cuidar de Sofia e Davi e, com muita maturidade e amor, transformaram um momento que para muitos geraria brigas e discórdias em tranquilidade, leveza e felicidades.
“Tivemos muita sorte porque tanto o Fredson como a Marilúcia entendem que a gente continua sendo uma família. Hoje, o Fredson é meu melhor amigo, é também pai dos meus filhos e entende que minha relação com a Daigleíne é de amizade. Desde o começo, não havia dúvida, a Daigleíne seria a madrinha e faria o cerimonial”, afirmou.

Casal oficializou a união no último dia 9 com festa em Rio Branco — Foto: Gustavo Monteiro/Arquivo pessoal
Badaró e Marilúcia estão juntos há um ano. Os dois estudaram juntos na 4ª série do ensino fundamental em Xapuri, interior do Acre. Após 40 anos, eles se encontraram, se apaixonaram e casaram.
A professora contou que é comum as pessoas estranharem ex-casais mantendo a amizade e um relacionamento saudável, contudo, para ela isso se tornou natural quando viu que o relacionamento do marido com a ex-mulher é em prol do bem-estar dos filhos.
“É muito gratificante ter a ex do meu marido participando da nossa vida, é muito importante sim. Isso soma em nossa relação porque é em prol de nós e dos meninos. A gente evolui e pode ser positivo na vida um do outro. Eles estarem presente em nossa cerimônia de casamento foi muito bom, isso fortalece ainda mais o respeito que existe entre a gente”, celebrou Marilúcia.

Daigleíne Cavalcante e Fredson Camargo estão juntos desde 2021 — Foto: Gustavo Monteiro/Arquivo pessoal
Daigleíne e Fredson Camargo começaram a sair em dezembro de 2021 e casaram em setembro do ano seguinte. Badaró teve um papel importante desde o início do relacionamento da ex-mulher. Daigleíne revela que contou ao ex quando começou a sair com o atual marido, pedia conselhos e contava com o ajuda dele para ficar com as crianças durante os encontros.
“Badaró ainda morava comigo e eu dizia: ‘estou indo ao cinema ou ao restaurante’. Para ele cuidar das crianças e assim ele também fazia. Se fosse sair me avisava porque as pessoas ainda não sabiam que a gente estava realmente separado. Fomos transformando esse momento em compreensão e amizade”, relembrou.

Sofia e Davi são filhos de Daigleíne e Badaró e também participaram da cerimônia de casamento — Foto: Gustavo Monteiro/Arquivo pessoal
Fredson Camargo descreve a amizade que construiu com o ex-marido da mulher como amor à primeira vista. Ele conta que desde o início se deu muito bem com Badaró, que percebia que a relação da companheira com o ex estava resolvida e nunca houve problemas.
“Temos essa irmandade e parceria junto com as crianças. Nos falamos todos os dias, a gente liga um para o outro, mandamos mensagens. A sociedade ainda impõe uma situação de que tem que ter uma barreira, um limite, mas conosco aconteceu naturalmente. Nunca tivemos brigas, ele já ficou sem carro e eu emprestei o meu, depois eu fiquei sem carro e ele me emprestou o dele. É muito natural”, frisou.
Comentários
Cotidiano
Roubos caem em fevereiro no Acre, mas números ainda preocupam autoridades
Estado soma 400 ocorrências em 2026; Rio Branco concentra mais de 70% dos casos
O número de roubos no Acre apresentou queda em fevereiro de 2026, mas os índices ainda acendem alerta. Segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre, foram registradas 175 ocorrências no mês, entre casos consumados e tentados — uma redução em relação a janeiro, que contabilizou 225 registros. Ainda assim, o total acumulado no início do ano já chega a 400 casos.
Apesar da diminuição de 50 ocorrências, a criminalidade segue concentrada principalmente na capital, Rio Branco, que lidera com ampla margem: 128 casos, o equivalente a 73,14% de todos os registros no estado.
Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul, com 19 ocorrências (10,86%), e municípios como Sena Madureira e Tarauacá, com cinco casos cada. Outras cidades também registram números menores, mas que contribuem para o cenário geral da violência.
Os dados apontam ainda dias com maior incidência de crimes. O sábado lidera, com 32 ocorrências, seguido por terça-feira (29) e quinta-feira (28). Já domingo, segunda e sexta-feira registraram 21 casos cada.
Entre os principais alvos dos criminosos, o celular aparece em destaque, sendo roubado em 71 ocorrências — quase metade do total (47,33%). Motocicletas (30 casos) e dinheiro (15) também figuram entre os itens mais visados, além de bolsas, carteiras e bicicletas.
Outro ponto de atenção é o uso de violência. Em 51 ocorrências houve utilização de arma de fogo, número significativamente superior aos casos com arma branca, que somaram 17 registros. A motocicleta também foi utilizada em 42 crimes, evidenciando a estratégia de agilidade adotada pelos criminosos.
O levantamento reforça a necessidade de intensificação das ações de segurança pública, especialmente nas áreas urbanas com maior concentração de ocorrências.

O sábado lidera o ranking, com 32 ocorrências, seguido por terça-feira (29) e quinta-feira (28). Já domingo, segunda e sexta-feira registraram o mesmo número: 21 casos cada. Foto: captada
Comentários
Cotidiano
Mecânico do Acre internado em Portugal após aneurisma aguarda cirurgia e família cobra apoio: ‘Sensação de negligência’
Jair Maciel, de 28 anos, viajou para Portugal em novembro, passou mal em dezembro e está internado desde então em um hospital da cidade do Porto. Mecânico precisa passar por cirurgia, não consegue retornar para o Brasil e familiares relatam falta de respostas. Itamaraty diz que presta apoio
A família do mecânico Jair Maciel de Sales Júnior, de 28 anos, tenta trazê-lo de volta ao Acre após ele ser diagnosticado com um aneurisma dissecante da aorta, condição grave em que há dilatação anormal de um vaso arterial e ruptura da parede da aorta, e precisa passar por cirurgia.
Ele passou mal em dezembro do ano passado e está internado desde então em hospitais do país. Até este domingo (29), ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro Hospitalar Universitário de Santo António, na cidade do Porto, após ter sido transferido de outra unidade de saúde na mesma cidade.
A informação foi confirmada pela irmã, Ana Clara de Lima Queiroz. Segundo ela, Jair ficou cerca de três meses internado no Hospital Universitário de São João, também no Porto, antes de ser transferido na última quarta-feira (25) para o Centro Hospitalar Universitário de Santo António. A reportagem, o Itamaraty disse em nota que presta assistência consular cabível, incluindo orientação jurídica.

Fernanda Lima, irmã de Jair, explica a reportagem sobre o aneurisma que o irmão sofreu durante uma viagem em Portugal. Foto: captada
No entanto, a família nega que tenha recebido assistência diante da tentativa de trazê-lo. Em resposta a um e-mail enviado pela irmã Fernanda Lima Queiroz em 19 de março, o Consulado do Brasil no Porto disse que não é competente para tratar da questão. “Apenas uma advogada do consulado que ligou para enviarmos um e-mail ao Hospital São João e gerar provas”, complementou.
Segundo Ana Clara, o quadro de saúde é considerado estável, mas ainda delicado. Jair sente dores intensas, faz uso diário de morfina e segue sob os cuidados de um casal de amigos, já que não possui familiares no país.
“Meu irmão está enfrentando uma situação de saúde muito grave. O que mais dói é a sensação de negligência e de não saber se ele está recebendo o cuidado que realmente precisa. A nossa família está sofrendo muito, e tudo o que queremos é que ele tenha um atendimento digno”, contou emocionada.
Jair e os irmãos são portadores da Síndrome de Marfan, que se manifesta através de problemas cardiovasculares.
“Provavelmente, esse aneurisma tem a ver com a síndrome que veio da família da minha mãe. Dos cinco filhos, os únicos com as características sou eu, o Jair e a minha irmã Fernanda”, disse Ana.
Caso
Jair saiu de Rio Branco no dia 4 de novembro do ano passado e chegou ao Porto dois dias depois. Segundo a família, ele viajou sozinho para visitar amigos e conhecer o país e essa foi a primeira viagem internacional dele, até que o quadro de saúde mudou drasticamente semanas depois.
No dia 20 de dezembro Jair passou mal em Portugal, foi levado ao hospital e internado imediatamente na UTI, onde recebeu o diagnóstico de dissecção da aorta. Após duas semanas, seguiu com tratamento no leito hospitalar.
“Tudo transcorria normalmente até que, no dia 20 de dezembro, recebemos a notícia de que ele havia passado mal e encaminhado ao hospital. Foi imediatamente internado na UTI, onde recebeu o diagnóstico”, disse Ana Clara.
Ainda segundo a irmã, a cirurgia que é necessária para a condição dele foi sucessivamente adiada. Inicialmente, a equipe médica informou que o procedimento não seria feito por falta de equipamento.
“Depois disseram que o equipamento havia chegado, mas que seria necessário estabilizar sua pressão arterial e, por último, informaram que aquele hospital não fazia o procedimento”, complementou.

Resposta do Consulado do Brasil no Porto sobre a situação do acreano em Portugal. Foto: Arquivo pessoal
Sem respostas
Sem familiares no país, a família conta que procurou resposta com o Hospital São João, primeira unidade hospitalar que o mecânico ficou internado, por diversos meios, contudo, não tiveram retorno.
Por falta de respostas efetivas, familiares fazem campanhas para custear despesas e também pedem apoio das autoridades brasileiras para intermediar o caso. “Minha mãe, que é enfermeira, está indo para Portugal no dia 3 de abril em busca de respostas e providências”, destacou.
A situação é agravada pela condição migratória de Jair. Ele entrou em Portugal como turista e ultrapassou o prazo de permanência de 90 dias. “A data da volta não sabíamos, mas o passaporte dele venceu agora em fevereiro e a pretensão dele era voltar bem antes disso”, disse Ana.
A irmã também contou que houve tentativas de encaminhamento de Jair para a Alemanha e Suíça, porém, acabou não acontecendo e até o momento não há definição sobre a realização da cirurgia.
Leia na íntegra a nota do Itamaraty
Informa-se que o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil no Porto, tem conhecimento do caso e permanece em contato com a família, a quem tem sido prestada a assistência consular cabível, incluindo orientação jurídica.
A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional. Para conhecer as atribuições das repartições consulares do Brasil, recomenda-se consulta à seguinte seção do Portal Consular do Itamaraty: https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/portal-consular/assistencia-consular
Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não fornece informações sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros.

Jair Maciel de Sales Junior foi diagnosticado com um aneurisma dissecante da aorta em Portugal. Foto: Arquivo pessoal
Comentários
Cotidiano
Mudança na telefonia fixa vai baratear ligações entre cidades do Acre
A partir de 31 de maio, chamadas dentro do mesmo DDD terão custo local e discagem será simplificada

Segundo a Anatel, não haverá alteração automática nos números dos usuários. Qualquer mudança deverá ser justificada pelas prestadoras. Foto: captada
A modernização da telefonia fixa no Brasil chegará ao Acre a partir de 31 de maio de 2026, quando ligações entre municípios com o mesmo DDD deixarão de ser consideradas de longa distância e passarão a ter tarifa de chamada local.
A mudança segue cronograma nacional definido pela Agência Nacional de Telecomunicações e já começou a ser implementada em estados do Sul, como Paraná e Santa Catarina. No Acre, a nova regra será aplicada junto com outros estados das regiões Norte e Centro-Oeste.
Com a alteração, as áreas locais da telefonia fixa passam a coincidir com os limites dos códigos DDD. Na prática, isso significa que chamadas entre cidades com o mesmo código terão custo reduzido, beneficiando consumidores e empresas.
Outra novidade é a simplificação na discagem. Para ligações entre telefones fixos dentro do mesmo DDD, não será mais necessário digitar o código da operadora nem o DDD — bastará informar o número do destino.
A medida também alinha a telefonia fixa ao modelo já adotado na telefonia móvel e deve estimular maior concorrência entre operadoras.
Segundo a Anatel, não haverá mudanças automáticas nos números dos usuários. Qualquer alteração deverá ser previamente justificada pelas prestadoras de serviço.
A implementação ocorre de forma gradual em todo o país desde janeiro de 2026 e deve ser concluída até junho, quando todas as regiões estarão adaptadas ao novo sistema.

Você precisa fazer login para comentar.