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Joe Biden vence na Pensilvânia e é eleito presidente dos Estados Unidos

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Joe Biden, candidato democrata à presidência dos EUA, durante evento em Pittsburgh no dia 2 de novembro — Foto: Andrew Harnik/AP

O democrata Joe Biden alcançou os 270 delegados no Colégio Eleitoral neste sábado (7), segundo projeções de diversos veículos de imprensa, número suficiente para derrotar o republicano Donald Trump e se sagrar o 46º presidente dos Estados Unidos.

Embora não oficial, esse tipo de projeção é suficiente para que a sociedade americana reconheça a eleição de um presidente.

Também pediu interferência em um caso pendente na Suprema Corte dos EUA sobre a Pensilvânia, um estado importante da disputa que ainda está contando centenas de milhares de cédulas enviadas pelo correio. O republicano tenta impedir que o estado conte votos que cheguem depois da eleição.

Essas manobras judiciais de Trump ocorreram após ataques do republicano contra a integridade da votação, ao mesmo tempo em que declarou vitória e sugeriu — sem comprovação — que os democratas tentariam fraudar a eleição.

Em seu pronunciamento, Biden rebateu: “Todos os votos precisam ser contados. Ninguém vai tirar nossa democracia, nem agora, nem nunca. A América foi longe demais, lutou em muitas batalhas, a América suportou demais para deixar isso acontecer.”

Trump está tentando evitar se tornar o primeiro presidente em exercício dos EUA a perder uma candidatura à reeleição desde George H.W. Bush, em 1992.

A Associated Press explica que projetou Biden vencedor no Arizona na madrugada de quarta-feira porque o democrata tinha 5 pontos percentuais a mais que Trump (130 mil votos) e 80% dos votos apurados. “As cédulas restantes a serem contadas, incluindo votos pelo correio no condado de Maricopa, onde Biden teve um forte desempenho, não seriam suficientes para Trump alcançar o ex-vice-presidente”, aponta a agência.

Uma mudança demográfica nos últimos anos, incluindo uma população latina em rápido crescimento e um boom de novos residentes — alguns fugindo do alto custo de vida na vizinha Califórnia — tornaram o estado, historicamente um reduto republicano, mais favorável para os democratas.

Muitos dos ganhos foram impulsionados pela mudança política do condado de Maricopa, que abriga Phoenix e seus subúrbios. Foi aí que, para a AP, Biden selou sua vitória. O condado responde por 60% dos votos do estado, e Biden obteve enormes margens ali. Quando a agência deu a vitória ao democrata, ele liderava com 9 pontos percentuais nessa região.

A virtual vitória de Biden marca o retorno de um democrata à Casa Branca desde a saída de Barack Obama, que governou o país entre 2009 e 2017 — e de quem Biden foi vice-presidente.

Casado com Jill Biden, Joe Biden nasceu em 1942 na Pensilvânia, em uma família católica. O democrata se notabilizou na política em 1972, quando, aos 29 anos, se elegeu para o Senado pelo estado de Delaware e se tornou uma das pessoas mais jovens a assumir o cargo na história dos Estados Unidos.

A apuração dos votos deste ano começou dramática para o democrata, que perdeu a Flórida (contrariando a média das pesquisas) e sofreu revezes na Geórgia e na Carolina do Norte — estados onde Biden pretendia virar a vantagem obtida por Trump quatro anos atrás.

Mas outras vitórias em estados-chave, com votos contados apenas no fim, determinaram a vitória de Biden segundo as projeções. Uma das razões foi a previsível demora na contagem dos votos que chegaram por correio.

Mais de 100 milhões de eleitores americanos votaram antes do dia oficial das eleições. Isso representa quase 73% do total de pessoas que foram às urnas em 2016. Desses, mais de 64,5 milhões das cédulas foram enviadas pelo correio.

O voto antecipado foi motivado, entre outras razões, por receio de aglomerações na pandemia. E a maioria desses eleitores votou em Biden, já apontavam projeções feitas antes mesmo do dia da eleição.

A pandemia, inclusive, fez Biden evitar comícios com grandes aglomerações ao longo da campanha. O democrata preferiu fazer reuniões com poucas pessoas — ou, já na reta final, atos políticos com carros.

Temas da campanha e propostas

  • Coronavírus: Biden tem como propostas aumentar o número de testes e torná-los mais acessíveis caso seja eleito. Ele ainda estuda um projeto de lei que obrigaria as pessoas a usar máscaras. Além disso, ele planeja mobilizar 100 mil pessoas para uma espécie de exército de servidores que terão como função rastrear o vírus e a epidemia.
  • Acesso à saúde: o democrata propõe criar uma empresa estatal que vai oferecer planos de saúde mais acessíveis. A ideia é que, dessa forma, os preços vão baixar. Ele também pretende ter uma política de preços para os remédios.
  • Tributos: Biden afirmou que pretende aumentar a alíquota de impostos entre as pessoas de maior renda dos EUA, mas ele prometeu não levantar a taxa para 90% dos contribuintes.
  • Proteção ambiental: a proposta de Biden é começar um movimento para diminuir as emissões e chegar a 2050 como um país neutro. Ele também pretende voltar ao Acordo de Paris. Trump saiu do acordo e acabou com mais de 100 regras para preservar o ambiente eu seu mandato. Ele afirmou que não pretende fazer uma transição de combustíveis fósseis para renováveis.

Relembre a campanha de Biden

No início deste ano, o Partido Democrata fez suas prévias para escolher quem iria ser o adversário de Trump.

Biden começou mal e ficou em quarto na primeira rodada das prévias e sem nenhum delegado na segunda. Mas conseguiu reverter os resultados na Carolina do Sul.

Com o apoio do deputado Jim Clyburn, o democrata mais poderoso do estado, Biden venceu as primeiras primárias presidenciais de sua vida ao conquistar 48% dos votos. Depois, levou todos os estados nas primárias, exceto oito.

Dias antes da convenção nacional de seu partido, Biden escolheu a senadora Kamala Harris, da Califórnia, como vice.

Na convenção, Biden participou por transmissão — uma enorme mudança motivada pela pandemia em relação a outros anos, em que os comícios reuniam milhares dentro de ginásios esportivos.

O democrata ainda se encontrou com Trump em dois debates. Entre um e outro, participou de um programa com eleitores.

A campanha contou na reta final com o reforço de Barack Obama, que fez comícios para poucas pessoas — a maioria delas em carros — e se encontrou presencialmente com Biden para atos no fim de semana antes da votação.

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Morador denuncia abandono em rua do bairro Aeroporto, em Epitaciolândia

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Moradores denunciam abandono, dificuldades de acesso e cobram ações urgentes do poder público

Na manhã desta quarta-feira (18), o morador Jefferson esteve na Rua Naldo Mesquita, no bairro Aeroporto, em Epitaciolândia, para verificar de perto as condições enfrentadas pela comunidade local.

Durante a visita, ele relatou problemas estruturais considerados graves, como a falta de pavimentação, acúmulo de lixo e ausência de limpeza nas laterais da via. Segundo o morador, a situação se arrasta há um longo período sem que medidas efetivas sejam adotadas pela prefeitura ou pelas secretarias responsáveis, como Obras e Meio Ambiente.

“A rua está praticamente abandonada. Falta pavimentação, o lixo acumula e a vegetação toma conta das laterais. É um descaso que já dura muito tempo”, afirmou.

A precariedade da via impacta diretamente a rotina dos moradores, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade. Idosos com dificuldades de locomoção enfrentam obstáculos para acessar serviços básicos, já que as condições da rua dificultam a circulação de veículos.

Outro caso que chama atenção é o de um cadeirante que reside no local e precisa lidar diariamente com a falta de acessibilidade, o que compromete sua mobilidade.

Diante do cenário, moradores cobram uma resposta imediata das autoridades e reforçam a necessidade de inclusão da Rua Naldo Mesquita no cronograma de melhorias do município, com ações que garantam mais dignidade, segurança e qualidade de vida à população.

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Autoridades de saúde realizam coletiva e esclarecem situação sobre Mpox na fronteira do Acre

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Município de Brasiléia não tem casos confirmados; equipes reforçam monitoramento e ações preventivas para evitar avanço da doença

Uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, dia 18, reuniu o Secretário Municipal de Saúde, Francélio Barbosa, e representantes da Prefeitura de Brasiléia para esclarecer informações sobre possíveis casos de Mpox na região de fronteira do Acre com a Bolívia.

Participaram do encontro o secretário municipal de Saúde, Francélio Barbosa, representantes da Vigilância Sanitária Dhyekson Silva – Gerente de vigilância em saúde de Brasiléia e coordenador do CIEVS, regional de fronteira do Alto Acre, e do Secretário de Comunicação chiquinho Chaves que representou o executivo, que falaram em nome do prefeito Carlinho do Pelado. A reunião contou ainda com a presença de profissionais da imprensa e teve como objetivo principal tranquilizar a população diante da repercussão de casos suspeitos.

De acordo com o secretário de Saúde, a mobilização foi motivada pela circulação de informações desencontradas, incluindo rumores sobre pacientes infectados na região. Segundo ele, até o momento, Brasiléia não possui casos confirmados da doença.

As autoridades explicaram que um dos casos divulgados recentemente trata-se de um paciente que reside fora do país, sendo monitorado por órgãos de saúde competentes. Outro caso, envolvendo uma mulher transferida para Rio Branco, segue em análise e ainda não teve diagnóstico confirmado.

A Vigilância em Saúde destacou que o município atua como ponto de atendimento regional, o que explica a procura por serviços de saúde por pacientes de outras localidades, inclusive do exterior. O monitoramento, nesses casos, é de responsabilidade de órgãos estaduais e internacionais, com apoio das equipes locais.

Durante a coletiva, também foi reforçado que o sistema de saúde está em alerta e preparado para identificar possíveis casos suspeitos. Equipes estão sendo treinadas nas unidades básicas, e ações educativas já começaram a ser realizadas em escolas e instituições de ensino, especialmente devido ao grande número de estudantes estrangeiros na região.

As autoridades orientam que, ao apresentar sintomas como febre, dores no corpo e lesões na pele, a população procure imediatamente uma unidade de saúde. O tratamento, segundo os profissionais, é voltado para o alívio dos sintomas.

A prefeitura também destacou que irá intensificar campanhas informativas e manter a transparência na divulgação de dados. Caso haja confirmação de casos no município, a população será comunicada oficialmente.

O principal objetivo, segundo os gestores, é evitar pânico e combater a disseminação de notícias falsas, reforçando a importância da informação correta e das medidas preventivas.

VEJA ENTREVISTA COM JORNALISTA MARCUS JOSÉ ABAIXO.

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Tadeu deixa base de Gladson e anuncia apoio a Alan Rick junto com Fernanda Hassem

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Parlamentar deixa base governista durante janela partidária e afirma que decisão visa novo projeto político para o Acre

O deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos) anunciou nesta quarta-feira (18), durante sessão na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), sua saída da base do governo de Gladson Cameli (Progressistas). O parlamentar também confirmou alinhamento ao senador Alan Rick (União Brasil), pré-candidato ao governo do Estado nas eleições de 2026.

A decisão ocorre em meio à janela partidária e ao início das articulações políticas visando o próximo pleito estadual. Em pronunciamento, Hassem afirmou que a mudança não representa um rompimento pessoal com o governador, mas uma escolha baseada em projeções para o futuro político do Acre.

Segundo o deputado, ao longo do mandato ele integrou a base governista, apoiando projetos do Executivo e contribuindo com pautas estratégicas, inclusive enquanto presidente da Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Aleac.

Fernanda e o deputado Tadeu Hassem deixam a base do governo para um novo projeto político.

Apesar da saída, o parlamentar adotou tom conciliador ao se referir a Gladson Cameli, destacando gratidão pela relação construída dentro do governo e afirmando que teve espaço, respeito e confiança durante o período em que integrou a base.

Hassem também anunciou a entrega de cargos ligados ao seu grupo político, incluindo o pedido de exoneração de sua irmã, a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, que ocupava função na gestão estadual.

De acordo com o deputado, a decisão foi tomada em consenso com aliados políticos e familiares, especialmente lideranças do Alto Acre. Ele afirmou ainda que novos apoios devem se somar ao grupo que passa a acompanhar o projeto político de Alan Rick.

Fernanda Hassem poderá ser a vice na chapa do pré-candidato Alan Rick nas próximas eleições

A movimentação reforça o campo de oposição ao governo estadual e indica um rearranjo na base de apoio de Gladson Cameli. Hassem é o segundo parlamentar a deixar o grupo governista nesta semana, após o deputado Eduardo Ribeiro anunciar decisão semelhante.

A expectativa é de que novas definições políticas ocorram nos próximos meses, à medida que se intensificam as articulações para as eleições de 2026.

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