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Investimentos de quase meio bilhão em projetos industriais e bioinsumos amazônicos são discutidos na Suframa

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O Ministério da Economia e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa)  realizaram nesta quarta-feira, 7, a 307ª Reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), na sede da autarquia, em Manaus (AM). No encontro, que marca o encerramento das atividades desse ano, o governo do Acre esteve representado pelo secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas.

A ocasião contou com deliberações sobre investimentos estimados no valor de R$ 481,9 milhões em 24 projetos industriais e de serviços. A iniciativa prevê a geração de 644 novos empregos e, com isso, uma maior geração de renda e a potencialização dos negócios.

O encontro marcou o encerramento das atividades desse ano. Foto: Tayana Batista/Suframa

Isso implica, em média, em um faturamento adicional de 2,88 bilhões de dólares não apenas no Polo Industrial de Manaus (PIM), mas em todos os estados do Brasil, sobretudo os da Região Norte.

Em 2022, ao todo, foram aprovados 201 projetos industriais e de serviços. Trata-se de investimentos que beiram os R$ 6 bilhões e quase 10 mil novos empregos gerados.

Amarísio Freitas disse que os órgãos de gestão estão trabalhando alinhados para preparar um cenário mais atrativo para novas empresas se instalarem no Acre. Foto: Tayana Batista/Suframa

“No Acre, não apenas a Fazenda, que hoje é responsável pelo financeiro e orçamento estadual, mas todas as equipes de Gestão, Planejamento, Casa Civil e demais órgãos estaduais, trabalham alinhados em preparar um cenário mais atrativo para novas empresas se instalarem em nosso estado. Nesse desafio, contamos com a Suframa, para que possamos pensar um estado além das gestões políticas; um estado para os acreanos”, disse o secretário da Fazenda do Acre, Amarísio Freitas.

Bioinsumos da Amazônia

Na reunião, também foi apresentado um estudo científico sobre Mapeamento de tecnologias desenvolvidas a partir de bioinsumos da Amazônia, realizada pelo representante da Diretoria de Supervisão e Controle do Ministério da Economia, Mário Morais.

O estudo foi desenvolvido pelo Núcleo de Inteligência em Propriedade Industrial da Suframa, com vistas a conhecer as principais patentes de produtos e tecnologias que utilizam bioinsumos da região amazônica brasileira.

Um estudo sobre patentes de produtos e tecnologias que utilizam bioinsumos da região amazônica brasileira também foi apresentado. Foto: Tayana Batista/Suframa

A intenção é que o estudo seja aproveitado em ações de prospecção do novo Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), da Suframa.

Além do secretário Amarísio Freitas, compuseram o dispositivo de honra o secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Alexandre Ywata, que presidiu a reunião, o superintendente da Suframa, Algacir Polsin, além de representantes de órgãos governamentais, entidades de classe, empresários e parlamentares, entre outros.

 Indústria de semicondutores

Ainda como parte da programação da 307ª Reunião Ordinária do CAS, a Suframa promoveu, nessa terça-feira, 6, o fórum Indústria de Semicondutores no Polo Industrial de Manaus: desafios e oportunidades.

A intenção foi alinhar diretrizes estratégicas no contexto do projeto Amazônia 2040: cenários prospectivos e agenda estratégica para o Desenvolvimento.

O evento discutiu a atração de indústrias de semicondutores e a abordagem do perfil de capital intelectual necessário para o fortalecimento desse segmento.

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Violência doméstica cresce 27% no Acre nos dois primeiros meses de 2026

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Rio Branco concentra quase metade dos casos; Estado registra 1.152 ocorrências de janeiro a fevereiro

O Acre iniciou 2026 com aumento significativo nos casos de violência doméstica. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 1.152 ocorrências, segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre. O número representa alta de 27,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 905 casos.

Janeiro liderou o registro de ocorrências, com 592 casos, enquanto fevereiro apresentou leve redução, com 560 notificações. Apesar da diminuição, os números ainda mostram a gravidade e a persistência do problema.

A capital, Rio Branco, concentra quase metade dos casos, totalizando 565, o que equivale a 49,05% do total estadual. Na sequência estão Cruzeiro do Sul (110 casos), Sena Madureira (71), Tarauacá (51) e Feijó (47).

Outros municípios também registraram números significativos, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Já cidades menores, como Jordão e Santa Rosa do Purus, tiveram seis casos cada, enquanto Assis Brasil e Rodrigues Alves registraram sete ocorrências.

O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção, acompanhamento e proteção às vítimas de violência doméstica em todo o estado.

Outros municípios também registraram números relevantes, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Foto: arquivo

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Sem prisões, mortes de trabalhadores na Cidade do Povo seguem sem respostas

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Família cobra justiça após quase duas semanas do crime que matou dois jovens durante entrega de tijolos em Rio Branco

Duas semanas após as mortes de Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Sousa, de 22, ainda não há presos pelo crime ocorrido no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.

A família de Daniel informou à imprensa que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima da vítima, que preferiu não se identificar, afirmou que os familiares cobram justiça e vivem à espera de respostas. A reportagem não conseguiu contato com parentes de Gustavo.

Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação, mas, até o momento, nenhuma prisão foi realizada.

“Até agora estamos sem saber de nada. O meu primo nunca participou de nada errado. Tiraram o sonho dele, que era trabalhar para construir a casa e dar um teto para a filha, que chama por ele todos os dias”, relatou a prima, emocionada.

De acordo com ela, Daniel não conhecia o outro jovem morto. As vítimas teriam tido os celulares acessados pelos criminosos, que buscavam supostos indícios de ligação com facções rivais.

“Queremos justiça pelo meu primo e por outras mortes que acontecem. Isso não pode ficar impune”, acrescentou.

A família de Daniel relatou que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima dele, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que a família quer justiça pela morte do rapaz. Foto: captada 

Dinâmica do crime

Daniel e Gustavo trabalhavam em uma cerâmica e foram até o conjunto habitacional realizar a entrega de tijolos em um canteiro de obras, acompanhados de outros trabalhadores.

Durante a ação, criminosos abordaram o grupo, renderam as vítimas e sequestraram quatro pessoas. Elas foram levadas até uma área próxima à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), onde os suspeitos verificaram os celulares em busca de possíveis vínculos com facções.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao identificarem supostos indícios, os criminosos executaram dois dos trabalhadores no local.

A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes.

Ainda conforme a investigação, câmeras de segurança próximas ao local foram destruídas pelos autores do crime, o que dificulta o avanço das apurações.

Gustavo Bezerra (es.) e Daniel Dourado (dir.) entregavam tijolos no Conjunto Habitacional Cidade do Povo quando foram mortos. Foto: captadas

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Suspeito de feminicídio segue foragido mais de três meses após crime no Acre

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Homem monitorado por tornozeleira teve prisão preventiva decretada, mas ainda não foi localizado pelas autoridades

O presidiário Antônio José Barbosa Pinto, de 54 anos, continua foragido mesmo após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança.

Segundo as investigações, o suspeito era monitorado por tornozeleira eletrônica quando cometeu o feminicídio contra Maria da Conceição Ferreira da Silva, de 46 anos.

Antônio José Barbosa Pinto é procurado pela polícia como principal suspeito de assassinar a companheira, Maria da Conceição Ferreira da Silva. Foto: captada 

A prisão preventiva foi determinada no último dia 14 de dezembro de 2025, um dia após o crime. No entanto, passados mais de três meses, Antônio José segue sendo procurado.

De acordo com o histórico criminal, ele já possuía condenações por homicídio e tentativa de assassinato. Em 17 de dezembro de 2014, matou o diarista Manoel Amorim da Silva, de 50 anos, na zona rural do município de Manoel Urbano.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha. Foto: captada 

Segundo a Polícia Civil, com base em perícia preliminar evidenciada pela rigidez do corpo da vítima, Maria da Conceição foi morta entre as 3h30/4h30 e o foragido rompeu a tornozeleira eletrônica às 4h37, horário apontado pelo Sistema de Monitoramento Penitenciário.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha por volta das 12h20 do sábado (13). Segundo relato policial, a jovem havia ido ao local para comemorar o aniversário da mãe.

Ao chegar à residência, a jovem percebeu o portão e a porta dos fundos abertos. No quarto, encontrou a mãe caída ao lado da cama, de bruços e com sangue no local, conforme descreve o relatório policial. Próximo ao corpo havia uma faca, apontada como a arma usada no crime.

A perícia inicial indicou que a vítima sofreu cerca de cinco golpes de faca na região do tórax. Ainda segundo os autos, câmeras de segurança da residência foram desligadas antes do crime.

“O desligamento das câmeras indica premeditação. O rompimento da tornozeleira minutos após a estimativa da morte indica fuga e consciência da ilicitude”, apontou a representação da Polícia Civil ao pedir a prisão preventiva do suspeito.

O crime ocorreu em dezembro do ano passado, e, até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança. Foto: captada 

A Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar na localização do foragido podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181 ou 190.

Maria da Conceição era viúva e mantinha um relacionamento com Antônio José, que era irmão do falecido marido da vítima. Vizinhos relataram à polícia episódios de agressividade por parte do suspeito. Foto: captada 

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