Cotidiano
Insatisfeitos com reajuste, caminhoneiros podem decidir sobre greve na 6ª feira
Até sexta-feira, 22, Landim continuará se reunindo com representantes dos caminhoneiros autônomos nos Estados para ouvir a categoria.

Segundo Landim, a categoria busca agora uma agenda com o presidente Jair Bolsonaro. “Ele precisa falar com o Brasil, e nós somos o Brasil – Foto internet
Leticia Pakulski, do Estadão Conteúdo
O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse que ainda está conversando com os representantes da categoria nos estados sobre a possibilidade de paralisação em 1º de fevereiro e que a associação deve ter uma posição definida na sexta-feira (22).
Ele considerou insuficiente o reajuste do piso mínimo do frete, anunciado nesta terça-feira, 19. “Colocaram só em 2,51% de reajuste, isso é brincar com a categoria, é chamar a gente de palhaço”, disse. “A gente queria saber onde que a ANTT arrumou esse cálculo de 2,51%; não fizeram a pesquisa no mercado para saber quanto está o preço do pneu, dos insumos para o caminhão.”
A ANTT publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira uma nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário. De acordo com a agência reguladora, as alterações vão resultar em um aumento médio que varia de 2,34% a 2,51%, conforme o tipo de carga e operação. O reajuste considera o IPCA, inflação oficial do País, e a atualização do preço do diesel.
Landim questionou o motivo de o Esalq-Log ter ficado de fora da discussão sobre o cálculo do reajuste. Em posicionamento enviado ao Broadcast Agro, o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (Esalq-Log) informou que o contrato da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) com a ANTT previa a realização de 3 ciclos regulatórios (Julho/2019, Janeiro/2020 e Julho/2020).
“Em duração foram quase 2 anos de atividades e 19 relatórios emitidos. Os trabalhos foram concluídos antes dessa nova atualização, portanto sem a participação do Esalq-Log.” Segundo Landim, a categoria busca agora uma agenda com o presidente Jair Bolsonaro. “Ele precisa falar com o Brasil, e nós somos o Brasil.” Conforme o representante, “a cada semana vem aumentando a adesão” a uma possível greve. “A categoria realmente está na UTI.”
Ele disse ainda ter encaminhado um ofício ao Ministério da Infraestrutura e à ANTT pedindo respostas dentro da lei de acesso à informação sobre quantas fiscalizações foram feitas do cumprimento das disposições da lei de piso mínimo do frete durante os anos de 2019 e 2020.
Até sexta-feira, 22, Landim continuará se reunindo com representantes dos caminhoneiros autônomos nos Estados para ouvir a categoria. “Os que eu conversei, principalmente no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, no Nordeste, estão bem inclinados (à paralisação). E realmente não tem mais condições, a categoria está sofrendo demais. A gente precisa trazer essa resposta o mais rápido possível”, disse.
“A única coisa que a gente quer é que se cumpram as leis que a gente já conquistou.” Para Landim, zerar a tarifa de importação de pneus não traz grande contribuição para a atividade dos caminhoneiros autônomos. “É um conta-gotas. Lançaram o cartão caminhoneiro, eu falei que não funcionava, lançaram o crédito de R$ 30 mil para os caminhoneiros, depois mudaram para R$ 100 mil. Me aponte um caminhoneiro que pegou? Tudo que eles prometeram não teve eficácia”, disse. “Nós conquistamos as leis. Se a lei existe, ela tem que ser cumprida.”
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Entrevista de Márcio Bittar gera crise no PL ao omitir apoio a Tião Bocalom para governador
Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”

Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”. Foto: captada
Uma entrevista do senador Márcio Bittar (PL) ao programa GAZETA ENTREVISTA, na TV Gazeta, gerou mal-estar político no Acre ao omitir qualquer menção ao prefeito Tião Bocalom (PL) como candidato ao governo do estado em 2026. Bittar afirmou que sua prioridade é a reeleição ao Senado e destacou não ter problemas com os pré-candidatos Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), sem referir-se a Bocalom.
A omissão foi rapidamente rebatida por secretários municipais de Rio Branco, que afirmaram ao Blog do Crica que Bocalom não é apenas candidato, mas “candidatíssimo” ao Palácio Rio Branco, independentemente do cenário. Em resposta, o prefeito reafirmou sua disposição: “Meu respeitado amigo Luís, eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”.
A tensão expõe uma segunda crise pública entre Bittar e Bocalom — a primeira ocorreu quando o senador chamou Alan Rick de “governador de férias”. Analistas locais avaliam que, para evitar desgaste eleitoral, os dois precisarão “se afinar” nos próximos meses.
Reação imediata:
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Secretários municipais saíram em defesa de Bocalom, reforçando que ele é candidato ao governo “independente do cenário”;
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Tião Bocalom respondeu ao Blog do Luís: “Eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”;
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O episódio é a segunda crise pública entre os dois: a primeira ocorreu quando Bittar chamou Alan Rick de “governador de férias”.
Análise do discurso:
A omissão de Bittar foi interpretada em bastidores como um sinal de desalinhamento ou até de preferência velada por outros nomes ao governo. O senador pode estar protegendo sua própria reeleição, evitando atrelá-la a uma candidatura majoritária que considere arriscada ou divisiva.
O PL é a principal base de Bocalom, mas Bittar – figura nacional do partido – tem influência decisiva sobre as estratégias estaduais. A falta de sintonia ameaça a unidade da legenda em um ano eleitoral crucial.
A tendência é que Bittar e Bocalom tenham que se reunir para acertar discursos e definir se o PL lançará candidatura própria ou apoiará Mailza Assis – hipótese que ganha força com a omissão do senador.
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União eleva para 91,9% sua participação no Banco da Amazônia após compra de ações do FGEDUC
Operação concluída nesta sexta (9) transferiu mais de 10 milhões de ações ordinárias do fundo vinculado à Caixa para o Ministério da Fazenda

O total de ações ordinárias do banco permanece sem alteração no capital social, apenas com redistribuição da titularidade. Banco da Amazônia financia projetos de empresas nos nove Estados que compõem a Amazônia Legal. Foto: Divulgação
O Banco da Amazônia informou na sexta-feira (9) que a União ampliou sua participação acionária na instituição para 91,9% do capital social. A mudança ocorreu após a transferência de 10.427.301 ações ordinárias do Fundo de Investimento FI Caixa FGEDUC Multimercado para o Ministério da Fazenda.
Com a operação, a União elevou sua posição de 73,3% para 91,9% do total de ações ordinárias do banco. O FGEDUC, que detinha 18,6% do capital, deixou de figurar na composição acionária da instituição.
Permanecem inalteradas as participações do BB FGO – Fundo de Investimento em Ações (5,1%) e dos demais acionistas minoritários (3,0%). O total de ações ordinárias do banco segue em 56.058.315 papéis, sem alteração no valor do capital social, apenas com redistribuição da titularidade.
A operação foi comunicada ao mercado e concluída nesta última sexta-feira, reforçando o controle da União sobre o banco de desenvolvimento regional.
Detalhes da operação:
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Ações transferidas: 10.427.301 ações ordinárias;
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Participação anterior da União: 73,3%;
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Nova participação: 91,9% do capital social;
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Capital total: Permanecem 56.058.315 ações ordinárias, sem alteração no valor do capital social.
Mudança no quadro acionário:
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FGEDUC (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo) deixou de ser acionista (antes detinha 18,6%);
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BB FGO – Fundo de Investimento em Ações mantém 5,1%;
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Demais minoritários seguem com 3,0%.
Contexto e implicações:
O Banco da Amazônia é um dos principais agentes de financiamento ao desenvolvimento regional nos estados da Amazônia Legal. O aumento do controle estatal pode sinalizar uma estratégia do governo federal para direcionar crédito a setores prioritários, como agronegócio, infraestrutura e bioeconomia.
A instituição deverá submeter a nova composição acionária à aprovação do Banco Central e comunicar eventuais mudanças na governança e políticas de crédito.
A saída do FGEDUC encerra uma participação histórica do fundo educacional no banco, enquanto a União fortalece seu poder de decisão sobre os rumos do principal agente financeiro de fomento na região Norte.
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Rio Branco e Adesg empatam no último amistoso antes da estreia

Foto Sueli Rodrigues: O argentino Dylan(bola) marcou o gol do Rio Branco no amistoso
Rio Branco e Adesg empataram por 1 a 1 neste sábado, 10, no José de Melo, no último amistoso antes da estreia no Campeonato Estadual. Jailson abriu o placar para a Adesg e o argentino Dylan marcou o gol do Estrelão.
Futebol abaixo
Rio Branco e Adesg realizaram um jogo treino muito abaixo do esperado. As duas equipes marcaram forte, mas apresentaram pouco poder de criação com 90 minutos sem muitas oportunidades.
Rio Branco
“A equipe vem em uma crescente, mas precisamos de reforços para elevar o nível técnico. O Rio Branco precisa ter uma equipe com capacidade de lutar pelo título”, declarou o treinador do Rio Branco, Ulisses Torres.
O Estrelão enfrenta o Vasco no sábado, 17, às 15 horas, no Tonicão, na estreia do Estadual
Adesg
“Não gostei do futebol da minha equipe. Existe a necessidade de produzir mais e na última semana de trabalho, vamos fazer esses ajustes”, afirmou o técnico da Adesg, Rodrigo Deião.
O Leão vai jogar contra o Humaitá no sábado, 17, às 17 horas, no Tonicão, no primeiro jogo do Estadual.

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