Conecte-se conosco

Brasil

Idosa de 73 anos que realizou sonho ao finalizar ensino médio por meio da Educação de Jovens e Adultos começa curso de informática e faz planos para a faculdade: ‘nunca é tarde’

Publicado

em

Para os filhos, o sentimento é de muito orgulho. Daniel Cruz, fotógrafo, usou seu espaço nas redes sociais, com mais de 87,2 mil seguidores, e publicou uma carta aberta à mãe.

Maria Eliete Farias da Cruz se formou pela EJA. Foto: Cedida

O sonho desse curso é porque ela se identifica com ele e já faz alguns vídeos para a rede social ao lado do filho. Inclusive, diz que a família é a grande incentivadora dos seus sonhos: “Toda a minha família me dá apoio em tudo o que faço, e isso é muito bom”.

E os sonhos estão caminhando. Desde que terminou o ensino médio, ela tem trilhado alguns caminhos. Tentou se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para entrar em um curso no ensino superior, mas diz não ter conseguido. “Eu tentei, mas vi que primeiro precisava de um curso básico de informática antes de ir para a faculdade. Estou há um mês fazendo, sinto dificuldade, mas sei que vai melhorar e depois clarear mais, mas é bem difícil esse começo, porque o computador é diferente demais do celular”, conta.

O curso que ela faz é no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e, apesar da dificuldade que tem sentido em entender o sistema do computador, ela permanece firme no propósito de, assim que terminar o nível básico, avançar e conseguir iniciar o curso superior.

Avanço na educação

Divulgados em maio, dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o Acre avançou na alfabetização e reduziu o índice de pessoas que não sabem ler.

Dentro da Secretaria de Educação existe a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O número de alunos matriculados na EJA pode variar anualmente, segundo Jessé Dantas, chefe do departamento do programa. No ano de 2023, foram atendidos pela rede pública estadual 5.475 alunos no 1º Segmento – Anos Iniciais; 1.744 alunos no 2º Segmento – Anos Finais; e 7.277 alunos no 3º Segmento – Ensino Médio, totalizando 14.496 alunos matriculados. Essas vagas foram ofertadas em 116 escolas, com um total de 613 turmas, além de atender 7 unidades prisionais.

“Nos últimos anos houve esforços para ampliar a oferta e melhorar a qualidade da educação ofertada. Dessa forma, foram destinados recursos para a construção de novas escolas, ampliação da quantidade de turmas, compra de materiais didáticos, alimentação escolar de qualidade, com a inclusão do prato extra, ampla divulgação de matrículas, formação continuada dos profissionais que atuam na modalidade, além da parceria com o Ifac [Instituto Federal do Acre] para a oferta do curso de Pós-Graduação em Educação de Jovens e Adultos Integrada à Educação Profissional e Tecnológica”, destaca Dantas.

As aulas, nessa modalidade, ocorrem de forma presencial, conforme dispõe a legislação vigente. Quanto à carga horária e tempo de conclusão na EJA, são divididos por segmento. O primeiro apresenta duas etapas de 400 h e pode ser concluído em 1 ano.

O esforço de uma equipe é reconhecido por quem é beneficiado pelo programa. Para Eliete, o programa contempla tudo o que se propõe fazer, sendo uma educação sensível e humanizada.

“A professora explica muito bem. Não porque é um programa diferenciado que as pessoas ensinam de qualquer jeito, pelo contrário, a gente é muito bem acolhido e consegue aprender tudo. Inclusive, vou sentir muita saudade de frequentar o centro, mas não vou deixar de ir lá, só que agora vou só visitar”, conta bem humorada.

Idosa comemora sonho realizado ao lado da família. Foto: Cedida

Inspiradora

O sonho de também concluir o ensino superior está latente e, para quem acha que a idade impõe algum limite, ela deixa um recado: “Nunca é tarde. Me casei e parei no tempo quando deixei os estudos de lado, mas, agora, eu não me sinto incapaz de realizar meus sonhos. Não me acho uma velha incapaz, pelo contrário, me sinto jovem e muito capaz”, enfatiza.

Como uma das mais experientes entre os colegas de sala, ela fazia questão de dar conselhos e incentivar os mais jovens a estudarem e apostarem no melhor caminho para mudar de vida: a educação.

Para os filhos, o sentimento é de muito orgulho. Daniel Cruz, fotógrafo, usou seu espaço nas redes sociais, com mais de 87,2 mil seguidores, e publicou uma carta aberta à mãe.

“Sua história é um testemunho vivo de que nunca é tarde para perseguir nossos sonhos e que a educação não tem idade. Cada página virada, cada lição aprendida e cada obstáculo superado foram prova do seu espírito incansável e da sua paixão pela vida. Você mostrou que a força de vontade pode romper qualquer barreira, e que a busca pelo aprendizado é uma aventura para toda a vida”, escreveu.

O filho disse, ainda, que a divulgação da história de Eliete tem o objetivo de gerar uma corrente do bem e fazer com que outras pessoas se inspirem e corram atrás de seus sonhos.

“Estamos imensamente orgulhosos de você e inspirados pela sua determinação. Sua conquista não é apenas um diploma, mas um símbolo de resiliência e inspiração para todos os que têm o privilégio de conhecê-la. Sua formatura é apenas o começo de uma nova fase repleta de realizações e felicidade. Celebramos sua vitória hoje e sempre”, finalizou.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Brasil

Brasileiro diz ter sido coagido a servir no Exército russo após promessa de emprego

Publicado

em

Família afirma que jovem de Roraima foi atraído por oferta de trabalho como motorista e pede apoio do governo brasileiro para repatriação

A família do brasileiro Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, natural de Roraima, afirma que ele foi atraído por uma proposta de trabalho como motorista na Rússia, mas acabou sendo obrigado a servir no Exército russo após chegar ao país. Os parentes pedem apoio do governo brasileiro para trazê-lo de volta a Boa Vista, onde vivia com a esposa grávida e três filhos pequenos.

Segundo a família, Marcelo deixou Roraima após receber a oferta de um amigo brasileiro que também mora na capital roraimense. No entanto, ao desembarcar em Moscou, no dia 3 de dezembro, ele teria sido informado de que precisaria atuar no serviço militar. Já no dia 9, afirmou ter sido coagido a assinar um contrato com o Ministério da Defesa da Rússia, mesmo sem experiência militar e sem falar russo ou qualquer outro idioma estrangeiro.

A esposa, Gisele Pereira, de 24 anos, suspeita que o marido tenha sido vítima de tráfico humano. Ela relata que o passaporte foi emitido com apoio de um homem ligado a uma empresa com registro em São Paulo, que se apresenta nas redes sociais como assessoria para ingresso no Exército russo. A passagem aérea também teria sido comprada pela mesma empresa.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Moscou acompanha o caso e presta a assistência consular cabível ao cidadão brasileiro.

De acordo com a família, Marcelo estaria atualmente em Luhansk, região da Ucrânia ocupada por forças russas, onde passa por treinamento militar. Gisele afirma que consegue falar com o marido de forma esporádica por meio do Telegram e que ele insiste no desejo de retornar ao Brasil.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Quatro parlamentares do Acre assinam pela criação da CPMI do Banco Master

Publicado

em

Deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte e senadores Alan Rick e Marcio Bittar oficializaram apoio à comissão que vai apurar possível interferência na segurança jurídica

Senadores Alan Rick e Márcio Bittar e deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte apoiam investigação sobre possível interferência política e judicial no banco. Foto: captada 

Parlamentares da bancada federal do Acre manifestaram apoio à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e sua relação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Até o momento, quatro representantes acreanos oficializaram o apoio: os deputados federais Coronel Ulysses (União) e Roberto Duarte (Republicanos) e os senadores Alan Rick (Republicanos) e Marcio Bittar (PL).

A comissão terá como objetivo apurar possíveis interferências que possam comprometer a segurança jurídica e a estabilidade do sistema financeiro nacional. O requerimento para a criação da CPMI segue em tramitação no Congresso Nacional e busca esclarecer a atuação do banco e eventuais vínculos com autoridades do Judiciário.

Posicionamento dos Parlamentares

Os congressistas que defendem a iniciativa argumentam que a transparência é essencial para a preservação das instituições. Confira as principais declarações:

  • Roberto Duarte: O deputado destacou que a investigação é necessária diante de suspeitas de fraudes bilionárias e impactos em fundos de previdência de servidores. “O Brasil precisa de transparência e responsabilização. Defender o interesse público é meu compromisso”, afirmou.

  • Marcio Bittar: O senador enfatizou a gravidade do caso, sinalizando que a investigação não recuará diante de figuras de autoridade. “Muitas pessoas poderosas estão envolvidas e vamos até o fim”, declarou.

  • Coronel Ulysses: Foi o primeiro parlamentar da bancada acreana a assinar o requerimento, dando início à mobilização no estado.

  • Alan Rick: O senador confirmou sua adesão ao pedido de abertura da comissão, reforçando o coro pela fiscalização da instituição bancária.

Objetivos da CPMI

A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e sua relação com o ministro do STF Alexandre de Moraes tem como objetivo central esclarecer denúncias de interferência política e judicial no sistema financeiro. Para os parlamentares acreanos que apoiam a medida — os deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte e os senadores Alan Rick e Marcio Bittar —, a comissão é vista como o instrumento adequado para oferecer respostas à sociedade sobre a gestão de grandes ativos e o cumprimento das normas legais.

Os defensores da CPMI argumentam que a investigação é necessária para avaliar os riscos que eventuais relações entre instituições financeiras e o Judiciário podem trazer ao cenário econômico brasileiro, especialmente em relação à segurança jurídica e à estabilidade do sistema. A proposta segue em tramitação no Congresso Nacional.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Prefeitura de Rio Branco inicia desmobilização de abrigos das famílias atingidas por enxurradas

Publicado

em

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, iniciou na manhã desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a desmobilização dos abrigos provisórios destinados às famílias atingidas pelas enxurradas causadas pela elevação dos igarapés

Neste primeiro momento, estão retornando para suas casas as famílias dos bairros da Paz, Parque das Palmeiras, entre outros que foram diretamente afetados. Foto: Secom

Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, iniciou na manhã desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a desmobilização dos abrigos provisórios destinados às famílias atingidas pelas enxurradas causadas pela elevação dos igarapés.

Neste primeiro momento, estão retornando para suas casas as famílias dos bairros da Paz, Parque das Palmeiras, entre outros que foram diretamente afetados. A ação segue orientação do prefeito Tião Bocalom e mobiliza diversas secretarias municipais, entre elas a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que vêm prestando apoio desde o início do sinistro, ocorrido no dia 26 de dezembro.

De acordo com o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, a desmobilização ocorre de forma planejada e segura.

“Estamos seguindo todos os protocolos de resposta para garantir que as famílias retornem às suas casas com segurança, recebendo o suporte necessário neste momento de transição”, destacou.

As famílias que deixam os abrigos continuam recebendo apoio humanitário, como forma de assegurar assistência básica durante o processo de retorno. Foto: Secom

As famílias que deixam os abrigos continuam recebendo apoio humanitário, como forma de assegurar assistência básica durante o processo de retorno. Segundo a Defesa Civil, a medida integra o protocolo municipal adotado em situações de emergência provocadas por enchentes e enxurradas.

Nesta etapa, estão sendo desativados os abrigos que funcionavam na Escola Municipal Álvaro Vieira da Rocha e na Escola Municipal Anice Dib Jatene.

De acordo com o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, a desmobilização ocorre de forma planejada e segura. Foto: Secom

Comentários

Continue lendo